Você foi profundo em sua forma de retratar que o vulto era criado pelos sentimentos ruins do eu-lírico. E que como estes sentimentos ruins podem ser alimentados até um ponto em que seja irreversível e atinja não somente a nós, mas como todos à nossa volta. O final em especial, foi a solução perfeita para a tragédia perfeita. Adorei o fato de ter sido escrito como um relato e uma carta de "despedida", encaixou-se fielmente à história.
Gostei da sua originalidade em escrever algo assim. Não imaginei um final como esse,acho que não esperei nada que li, por isso me surpreendi com o que se sucedeu. Me fez lembra um conto que li chamado Entre ponto e virgula de Lia Neiva, talvez você não aconheça, mas me fez lembrar pela originalidade dos dois, um fala sobre a loucura de um escritor outra fala sobre um demônio.
Se eu gostei? sim, amei. Como não gosta de algo bem feito.
Já passei por uma situação semelhante, meu monstro era um fantasma que vivia em uma igreja. Seu nome era Alan e eu até hoje sinto medo dele, sempre quando vou de noite abrir as portas da igreja espero ouvi lo tocando alguma música no órgão .
Mas ,enfim, curti muito a estória e gostei do desenvolvimento. A criação e o criador sempre merecem ser discutidos! E o fato do monstro ser tão ligado ao seu escritor chega a ser palpitante no íntimo do leitor, só achei que você podia ter focado mais no que o monstro queria do escritor. Tipo: Ele matou o filho por ciúmes? Ou simplesmente por ser horrível? Tal criação e criador nunca se falaram?
(Se bem que eu sou grata por você nao ter feito isso, se nao eu nao iria dormir de noite)
Ah, e um fato que não deixei de notar, seu português é muitíssimo mais refinado do que estou acostumada a ler, ele é sua língua materna mesmo ou o quê?
Bem, espero ler alguma outra estória sua em algum momento próximo!
Agradeço muito o comentário e a crítica positiva. :) Obrigado por ter disponibilizado o seu tempo à leitura desta minha obra.
Gostava de deixar os motivos da criatura e até a sua própria existência para livre interpretação do leitor. Eu próprio tenho uma ideia de tudo o que se passou, mas revelá-la estragaria toda a beleza do mistério, não? Todo o esforço e a curiosidade responsáveis pela formulação de uma pergunta se esquecem no momento da resposta. A jornada perderia parte do seu encanto.
Mesmo assim, tentarei expor alguns dos meus pensamentos. Dois filhos lutando pela atenção do pai. Só poderia ganhar aquele a que o pai atribui um maior poder, pois é a sua crença que faz a força do monstro imaginado. Algo falso pode tornar-se verdadeiro desde que haja alguém que acredite veemente na sua veracidade. A criatura sempre existiu na mente do seu autor. Sempre o acompanhou, alimentando-se dele como um parasita. Ao contrário do filho biológico, o monstro é verdadeiramente parte do seu progenitor. O autor deseja-se. O seu filho deseja-o. O filho mais próximo de si acabará por vencer inevitavelmente a batalha, e um dos filhos é uma versão dele próprio. O filho falso quer ser real. Consumiu a mente da criança até poder ocupar o seu corpo e tornar-se físico. O monstro apenas quer ser amado e para isso teve de tornar a sua existência realidade. Esta é uma possível interpretação.
Para terminar, o português é mesmo a minha língua materna, sou português de Portugal.
Nossa! Confesso que tive que respirar fundo ao terminar de ler isso. Muito bom e bastante perturbador. Nem acredito como uma historia tão curta pode criar toda uma atmosfera incomoda dessas. Gostei demais.
Obrigado por ter disponibilizado algum do seu tempo com uma das minhas obras. Ainda bem que gostou. Afinal, é para isso que a minha arte serve: para entreter os leitores.
Oh, eu realmente gostei deste. Bastante.
Você foi profundo em sua forma de retratar que o vulto era criado pelos sentimentos ruins do eu-lírico. E que como estes sentimentos ruins podem ser alimentados até um ponto em que seja irreversível e atinja não somente a nós, mas como todos à nossa volta. O final em especial, foi a solução perfeita para a tragédia perfeita. Adorei o fato de ter sido escrito como um relato e uma carta de "despedida", encaixou-se fielmente à história.
Palmas para O Vulto. Merecidas.
Atenciosamente,
Queen of Fillory.
Gostei da sua originalidade em escrever algo assim. Não imaginei um final como esse,acho que não esperei nada que li, por isso me surpreendi com o que se sucedeu. Me fez lembra um conto que li chamado Entre ponto e virgula de Lia Neiva, talvez você não aconheça, mas me fez lembrar pela originalidade dos dois, um fala sobre a loucura de um escritor outra fala sobre um demônio.
Se eu gostei? sim, amei. Como não gosta de algo bem feito.
Parabéns beijos
Olá. :)
Muito obrigado pelo comentário. Agradeço imenso e elogio que fez à minha obra. Não conheço esse conto de Lia Neiva mas prometo que vou pesquisar.
Beijos.
Tenso.
Já passei por uma situação semelhante, meu monstro era um fantasma que vivia em uma igreja. Seu nome era Alan e eu até hoje sinto medo dele, sempre quando vou de noite abrir as portas da igreja espero ouvi lo tocando alguma música no órgão .
Mas ,enfim, curti muito a estória e gostei do desenvolvimento. A criação e o criador sempre merecem ser discutidos! E o fato do monstro ser tão ligado ao seu escritor chega a ser palpitante no íntimo do leitor, só achei que você podia ter focado mais no que o monstro queria do escritor. Tipo: Ele matou o filho por ciúmes? Ou simplesmente por ser horrível? Tal criação e criador nunca se falaram?
(Se bem que eu sou grata por você nao ter feito isso, se nao eu nao iria dormir de noite)
Ah, e um fato que não deixei de notar, seu português é muitíssimo mais refinado do que estou acostumada a ler, ele é sua língua materna mesmo ou o quê?
Bem, espero ler alguma outra estória sua em algum momento próximo!
Inté!
Olá.
Agradeço muito o comentário e a crítica positiva. :) Obrigado por ter disponibilizado o seu tempo à leitura desta minha obra.
Gostava de deixar os motivos da criatura e até a sua própria existência para livre interpretação do leitor. Eu próprio tenho uma ideia de tudo o que se passou, mas revelá-la estragaria toda a beleza do mistério, não? Todo o esforço e a curiosidade responsáveis pela formulação de uma pergunta se esquecem no momento da resposta. A jornada perderia parte do seu encanto.
Mesmo assim, tentarei expor alguns dos meus pensamentos. Dois filhos lutando pela atenção do pai. Só poderia ganhar aquele a que o pai atribui um maior poder, pois é a sua crença que faz a força do monstro imaginado. Algo falso pode tornar-se verdadeiro desde que haja alguém que acredite veemente na sua veracidade. A criatura sempre existiu na mente do seu autor. Sempre o acompanhou, alimentando-se dele como um parasita. Ao contrário do filho biológico, o monstro é verdadeiramente parte do seu progenitor. O autor deseja-se. O seu filho deseja-o. O filho mais próximo de si acabará por vencer inevitavelmente a batalha, e um dos filhos é uma versão dele próprio. O filho falso quer ser real. Consumiu a mente da criança até poder ocupar o seu corpo e tornar-se físico. O monstro apenas quer ser amado e para isso teve de tornar a sua existência realidade. Esta é uma possível interpretação.
Para terminar, o português é mesmo a minha língua materna, sou português de Portugal.
Obrigado por tudo. ;)
Nossa! Confesso que tive que respirar fundo ao terminar de ler isso. Muito bom e bastante perturbador. Nem acredito como uma historia tão curta pode criar toda uma atmosfera incomoda dessas. Gostei demais.
Yay! Agradeço imenso. :)
Obrigado por ter disponibilizado algum do seu tempo com uma das minhas obras. Ainda bem que gostou. Afinal, é para isso que a minha arte serve: para entreter os leitores.