Comentários em “Perchance”: “Labirinto I”

G

Completamente zonza com esse capitulo e ansiosa pelo próximo!

- Muito bom saber o passado Marina/Diana e toda essa coisa de amor proibido. E o modo que a Vanessinha contou ainda só deixou a Clara mais atordoada.

- Agora consigo entender melhor a Clara, pois foi uma junção de circunstâncias que a levaram a ter esse deslize...

- Diana total diaba agora infernizando a Vanessinha também hahahaha

Barda
Barda Autor

Foi um zumbido no ouvido desequilibrador, esse. ahahaha' Gosto de brincar com essas sensações...

- Exatamente. Disse antes num comentário, durante boa parte da adolescência, Diana foi namorada/amiga/irmã/mãe da Marina, um porto seguro depois da morte da mãe dela e tal. Elas tem uma ligação forte, e como disse a Vanessa, a distância esfriou a relação, não necessariamente apagou. E Clara percebeu essa isso logo de cara, totalmente diferente de como ela encarava a relação Marina/Vanessa, até com certo desdém, porque com Diana ela viu uma potencial ameaça, a coisa do proibido, do não finalizado entre as duas.

- É possível que o tal deslize tenha sido essa junção de fatores, mesmo... Veremos.

- Diana, Diana... Como não amar/odiar? xD Vanessinha tá é brincando com fogo. ahaha'

magg

Barda, Barda, Barda...sua bandida!

Bem que avisaste que esta viagem seria por nossa conta e risco. Espertinha.

Então eu jogo-me de um precipício ciente de que não iria sobreviver e afinal não só sobrevivo a essa queda, como ainda aterro num labirinto de pistas profundas e infinitas?

Estou perdida mastambém não quero sair daqui. O meu tempo sou eu que o faço "i have all the time in the world..." e sim, sou suficientemente paciente para ler, esperar e assimilar, mesmo que demore uma vida.

A memória é as nossas águas mais turvas, a mais profunda das marés...e sem ela, a nossa vida seria palco das nossas incontáveis mortes, todos os dias...

Contudo, como escolhemos (?) lembrar (se existe a escolha) é o traço indelével que define a nossa natureza intrínseca, a nossa relação com o espelho, com a visão de nós e do outro. Interessante como a memória é o principal instrumento de visão, no meu entender, e ambos faltam na Marina...

Foi isso que me interessou e cativou na tua história, esses pedaços de espelho partidos no fundo de cada uma das mentes, à espera da quimera do encaixe perfeito. A busca incessante do ser humano por um pouco de cola que lhe apure o caminho e os sentidos (eterna vertigem, luz, de nós mesmos).

Gostei do enigma que desenvolveste em torno da Van e da Flavinha, à espera de perceber onde esse trilho nos leva. Tenho minhas teorias, mas os meandros da minha mente não chegam tão perto da tua e como não confio na minha, prefiro esperar para ler, ver.

Diana. Já disse variadíssimas vezes, que a adoro. Não é apenas uma afirmação leviana de quem pretende afirmar-se remando contra a maré das vozes que se pronunciam contra ela. É porque me parece, de longe, a personagem mais densa, intensa e instigante de toda a história. Não só por ser tua, original, sendo que os contornos dela és só tu que os defines, como por toda a sua história passada, pelas áurea de mistério, a névoa densa que a envolve (logo, não me refiro só ao requintado clima de sedução maquiavélico (?) que ela cria ao seu redor). A Diana faz-me lembrar a velha história do escorpião, que está na berma do rio e pede ajudaa um peixe, para passar para o outro lado. O peixe nega-se, pois tem medo de ser picado pelo escorpião, contudo, este promete veementemente que não o fará e o peixe acaba por aceder ao pedido. Chegados ao outro lado do rio, já em terra firme, o escorpião acaba por mordê-lo. O peixe, ainda incrédulo, questiona o porquê, ao que o escorpião responde: não consegui evitar, está-me na massa do sangue...

Vejo a Diana assim, com a manipulação e sedução tão dela, tão intrínsecas, que não consegue evitar os jogos, as charadas, a tortura deliciosa do abismo...(não consegue, nem quer, afinal, quem consegue fugir à sua própria natureza?). E ela parece-me sempre tão só, quem sabe se esse abandono, essa solidão disfarçada não a tornaram mais cruel, mais fria? Não evito sentir uma certa pena por ela, sim, porque acredito que o caminho que ela acabou por traçar para ela já não pode ser travado..Mas isso, quem sabe? Só uma conversa entre eu e ela poderia resolver.

A relação da Diana e da Marina sempre se revelou de traços fortes, agora que se descobriu os meandros do passado das duas, as estranhas coincidências e laços que as unem, percebe-se o porquê. Agora falta ver como as duas darão forma a essas peças de memória no presente. Como irão modelar esses pedaços de barro, de vidro traiçoeiro no futuro, que vida lhe irão dar. Não é a memória que é traiçoeira, são os nossos olhos e o que fazemos dela, com ela.

A fatídica noite Clara Cadu. O que Clara não podia mudar, e que mudou tudo...aguardo para ler os restantes esboços dessas memórias errantes e paralelas, deste enredo que me conseguiu prender.

Sim, Perchance é um estranho acordar para a realidade dentro da ficção, um soco no estômago, que me faz estremecer. Mas, como gosto que me faça sentir viva, aqui estou, a ler. Porque ainda gosto de remexer as entranhas, de saber como sou, por dentro.

E sim, continuo a confiar o suficiente nas palavras para saber que as que teque escolhem para escreveres esta estória revelam muito mais sobre ti do que apenas a memória que fica delas.

Obrigada por estes encontros, os labirintos são feitos paranos perdermos, ou então sou eu que não gosto de saídas. *.*

Barda
Barda Autor

Ah, chamar de bandida é golpe abaixo da cintura, não pode... ahahaha' =P

Sim, ninguém pode dizer que não foi avisado. =D

Gosto dessa sua disposição, gosto mesmo.

Sua reflexão sobre a metáfora da memória/águas da qual me utilizei desembocou perfeitamente aqui: "Interessante como a memória é o principal instrumento de visão, no meu entender, e ambos faltam na Marina..." Você é tão perspicaz... Não essa cegueira desmemoriada da Marina não foi a toa. Ela é, no plano física, uma forma de materializar a cegueira emocional em que a fotógrafa esteve imersa grande parte da sua vida. Lembra que a Clara refletiu sobre isso? Que Marina havia lhe contado ter se perdido depois da morte da mãe dela e desde então passou a buscar esse "encaixe perfeito" (a referência ao espelho quebrado dentro dela) nos corpos e mentes tão quebrados quanto a dela? Acho que aí entra o papel da Diana na vida da Marina. Não só a parceria artística, mas a emocional. Diana foi, novamente, namorada/amiga/irmã/mãe da Marina por boa parte da adolescência, numa fase crítica de Marina, ou seja, a francesa foi fundamental na formação intelectual e emocional dela, mas também deixou aquele vácuo quando teve que partir...

Sua referência a estória do sapo e do escorpião foi bastante sensível nessa interrogação chamada Diana. E como falei antes noutros comentários, sim, é mais forte que ela. É da natureza dela essa sedução, esse prazer que encontra no jogo, na estratégia fria e ao mesmo tempo quente. Ela é só. Não me aterei a explicar os pormenores da formação da personalidade dela, porque demandaria um outro pano de fundo, seria literalmente uma outra história, uma mudança de foco. Mas a densidade dela é, de fato, a que mais pesa aqui. Ela é aquele bater de asas de borboleta que causou um tufão nessa fase casada de Clara e Marina.

"Não é a memória que é traiçoeira, são os nossos olhos e o que fazemos dela, com ela." Exatamente. E esperemos que elas saibam disso também.

Clara e Cadu. Ficou essa dúvida do que ela não podia mudar e que mudou tudo... Clara é outra que é 'claramente escura'. Quando você menos espera, ela vira a mesa. Ou se esconde embaixo dela...

Somos duas. Porque se não remexe minhas entranhas, se não abala as estruturas daquilo que penso ser real e verdadeiro, se não me choca e não me tira o ar, não me move, não me captura. E o que é a vida se não esse eterno despertar para a realidade nua e crua? Mas tenho a consciência de que ainda precisamos manter certas ilusões, certas zonas de conforto... Por isso transito entre elas, só pra não ficar nem tão pesada, nem tão flutuante.

É possível que revelem, mas também é tão possível que escondam... Palavras são como enguias, escorregadias e camufladas.

E eu agradeço pelo tempo que dedica a andarilhar por esse labirinto, se é como dizes e é você quem faz seu tempo, que as saídas estejam para você como estão para Perchance: ocultas, bem ali.

Ah *-*

I

Você ainda por cima gosta de Depeche Mode. Parece que quase entendo essas pessoas que se apaixonam por escritores.

Barda
Barda Autor

Depeche. E essa música em particular... ♥ Ah, acontece dessas coisas, né? ahahaha' Eu posso compreender também. ^-^

N

Além de zonza, tô com frio no estômago, tô com pressão alta....credo, que é isso ?? Bom, não querendo justificar a "possível" c*** da Clara com o Cadu, mas deu pra perceber que ela ficou completamente insegura com a história da Marina e a Diana...vai que isso também ajudou....ai, mas eu tenho uma esperancinha, sei lá, que não aconteceu nada daquilo que a gente imagina, ou da forma como foi...afff, é como se manchasse uma relação tão bonita...mas enfim, nada na vida são rosas e somos humanos, passíveis de erros.

Barda
Barda Autor

Frio no estômago é uma sensação tão... Não sei, só sei que gosto. ahaha' Pressão alta já não é bom. '-' Sim, como comentei logo nos primeiros capítulos, há traições e traições, e sim, Clara ficou balançada de verdade com a história da Marina com a Diana, então resta ver o que essas memórias nos revelarão... Muitas coisas "mancham" as relações mais bonitas, é um processo natural esse desgaste nos relacionamentos, mas o que importa, penso eu, é como conduzimos essas situações. Justamente. Aqui, aconteceu esse baque inesperado na relação delas logo quando tudo parecia estar entrando nos eixos, e, despreparadas, elas conduziram mal no começo, agora estão acertando os ponteiros devagar... =)

N
Nikki Tonkin
.

O que acho que pode melhorar:

Acho que a história está se ''arrastando'', a Marina tem que recuperar logo a visão, isso está se tornando cansativo já, fora a Diana, todo mundo se sente atraída por essa mulher? Acho que

Barda
Barda Autor

Compreendo essa sua impressão. Na verdade, Perchance tem disso. Saltos no tempo, depois fica nesse arrastado. Essa parte das lembranças pode ficar cansativa mesmo, porque é um nadar contra a maré. ;) Diana? Olha, não sei se todo mundo, porque até agora ela só interagiu mesmo com Clarina, Flanessa, e Cadu, acho... Ah, e a Sônia. =D Só sei que eu me derreteria toda se a visse por aqui... U_U

kara
Minha cabeça deu nó :0
Barda
Barda Autor

Aw, adoro nós... ^-^

D

risos, se vc está zonza, eu me sinto me perdendo. Clareia a estória aí pq tá difícil. Risos. Essa francesa dos infernos. E o que a Clara fez? Eu to entendendo que a bicha caiu numa cilada com o Cadu, mas teve uma hora que eu achei que ela meteu o péna jaca mesmo. Não posso crer nisso. Seria doloroso demais.

R

Barda
Barda Autor

Olha, a labirintite tá geral aqui... <- foi intencional. xD Clarear? Essa parte é com a Clara. =D Vamos com calma com o santo da Clara que ele é forte, mas o andor continua sendo de barro. ahahah' =X

W

Até fiquei tonta agora, kkkkk

Barda
Barda Autor

Eu falei, labirinto, labirintite... =D ahahaha'

Moody

Muito bem escrito, já tava com saudade! :)

Barda
Barda Autor

Valeu! ^-^ Aar, que amor, você... *-*

g
gabi141
Perfeito demais! Até já sei onde isso vai dar... Aaaaah, colocar Depeche Mode na história... Me ganhou de vez! *--* Perfeito! Aliás, amo amo amo It's No Good! *--* <3 Mas Dream On, Personal Jesus e Strangelove... Demais! Tá incrível! Continua! ^^
Barda
Barda Autor

Ah *-* Sabes? Segura esse palpite, então. Opa, Depeche pra te ganhar, né? ahaha' ;) Perfeita demais essa música. Outras que gosto também, junto com Walking In My Shoes, Enjoy The Silence, I Feel You... ♥ Ai, são tantas...

B
Brusmari

Sempre tendo comentar aqui, mas sempre fico sem reação a cada capitulo que você posta, fico de boa aberta. Agora é a primeira vez que estou comentando aqui e tenho que te dizer, Perchance deixa meu coração tão dilacerado - de uma maneira boa, se é que isso é possível haha - que eu não sei nem explicar. É uma mistura de sentimentos e conflitos internos que me desperta lendo essa perfeição. Continua que esta bonito.

Barda
Barda Autor

Ah, ficar sem reação... pra algumas coisas na vida é a mais perfeita das reações. ;) Te falta palavras, mas já gosto dessa crueza com que descreves a sensação, "coração dilacerado" e "É uma mistura de sentimentos e conflitos internos [...]", é isso, bem isso mesmo que Perchance quer provocar... Obrigada por sua atenção! =)

Morosendo

opa! Esperando por mais

o

Barda
Barda Autor

Yeah! ;)

f
Efetivamente, efetivamente, efetivamente.... A Flavinha pode ter demonstrado o seu desejo pela Diana, mas ela é inocente até que se prove o contrário. Até agora não há elementos concretos que indiquem estar acontecendo algo entre as duas. A Flavinha pode muito bem estar indecisa entre ceder a "tentação" e a fidelidade a Vanessa.... Especulações, até que você nos prove o contrário. Adorei "por nenhuma razão em particular, ou talvez porque lhe sobrassem as razões erradas" linda essa construção. Ai esses labirintos, esses caminhos tortuosos... Interessantíssimo esse flashback sobre a Diana e a Marina! E depois você nos perde tão maravilhosamente nesses túneis presente-passado. Quanto drama envolvido... A Clara constantemente uma figura passiva. A quem estaria ela se referindo no "eu te amo mas não posso mudar isso"? Cadu ou Marina? Eu voto na Marina.
Ps1: sério que você achou a música a cara da Diana?! Eu sei que os personagens são seus, e consequentemente quem melhor do que vc para falar sobre eles, mas ainda assim me atrevo a discordar e dizer que pra mim party girl é a Marina e ninguém tira esse posto dela! Humm... talvez menos a Marina de agora,machucada e de certa forma fragilizada, mas principalmente a Marina sedutora e devastadora do inicio. A Diana me parece calculista e fria, apesar de tudo o que vc vai dizer pra mim ela nao se entrega de verdade ao sentimento; enquanto que a party girl nao, ela vive, ela seduz, mas ela também pode se apaixonar (creio eu). Enfim, eu sou #TeamMarina como vc bem pode perceber.
Barda
Barda Autor

Hm, todos são inocentes até que se prove o contrário... ou até depois. ahahah' ;) Sim, de fato não há evidência quanto a isso fora alguma insinuação ou outra no último flashback, mas, hm... num capítulo anterior aí que não lembro agora (rá!), ficou algo no ar... que pode alterar essa sua percepção drasticamente. Ou não. =D Grata por notar. Yep, até eu fiquei meio zoneada com Labirinto I. xD Diana e Marina, passado e presente, agora ficou mais claro, não é? Eu diria que, nesse sentido, a Clara é o Yin da trama na maior parte do tempo, sim. Ela espera que girem a roleta por ela, e quando é ela a girar... ahaha' Melhor nem comentar. Ah, ali suponho que ela (na confusão que é sua mente) se referiu, como uma leitora já até mencionou, as três pessoas mais significantes na vida dela. Ivan, Marina, e Cadu. Dá uma olhada no review da Cacau e veja se bate com a sua interpretação da cena. ;)

Ps1: ahahaha' sabia que iria associar a Marina, e saiba que também sou Team Marina desde criancinha. xD Mas deixa te contar um segredo sobre a Diana: eu a vejo, na trama, como um 'alter ego' da nossa fotógrafa favorita. Exatamente daquela velha Marina, a caçadora, matadora, que foi se perdendo ao longo da trama. E sim, nesse ponto a Diana é mais fria e calculista, na sedução ela se entrega de corpo e alma, já quanto ao sentimento... talvez só com a Marina tenha havido essa conexão mais profunda, não é a toa que ela voltou ao Brasil e resolveu ficar. Você, eu, a Clara, Diana, e mais meio mundo é Team Marina! ahahaha' ;) Ela é unanimidade, mesmo.