Comentários em “Cem Mil Anos-Luz”: “2.1 A Taste of Salt”

Venus
Hello! Vou comentar nesse capítulo primeiro, e depois voltar no do Leif, para não quebrar a imersão. Mas já adianto que li o anterior, e amei. Eu acho tão doloroso ver um personagem que carrega um trauma negando ajuda, e empatia. A Tamura enxergando vulnerabilidade como fraqueza, e se sentindo exposta, foi muito triste de ver. Faz sentido para ela, claro, mas é bem peculiar como personagens como ela constroem tantas muralhas ao redor de si, que jamais podem receber o socorro do qual tanto precisam, mesmo sem perceber. E eu realmente acho que ela e Anke teriam muito a contribuir para cura e evolução uma da outra, caso um dia decidam se abrir. Mas me deixou bem afetada ver ela se punindo por ter demonstrado o mínimo de emoções, explica muito bem o jeito dela, sempre tentando esconder sofrimentos e incertezas com um jeito obtuso e agressivo (me lembra um pouco o Viltri também) Todo capítulo que ela aparecer, eu vou ressaltar: sua retratação da Anke é tão perfeita. A cena do jantar, do estranho divertimento dela com o perigo, o jeito que ela é observadora. É um deleite ler como você escreve sobre ela, parece que realmente foi uma personagem que já saiu pronta da sua cabeça. O jeito passivo agressivo das raithuas em contraste com a Tamura foi muito engraçado de ver. Que cena deliciosa. Um equilíbrio entre tensão, segredos, backstories, e as personalidades contrastantes. Eu adorei. Se a Tamura queria planejamento, está na equipe errada. Não existem dois seres mais impulsivos e caóticos que a Imari e a Anke. Boa sorte kkkk Muito curiosa para saber o que Imari descobriu que induziu esse enorme surto, inclusive. Se o capítulo anterior servir de pista, eu apostaria em algo bem genocida por parte do Wander. Cosmic, você quer me ferir pessoalmente com as interações Anke/Tamura. Ver o jeito que a Tam reagiu ao ser pressionada me quebrou. Ela se enxerga como uma ferramenta, uma arma, não uma pessoa. É realmente doloroso de ver. Não era a intenção da Anke passar os limites da Tamura, tratá-la como um meio para um fim, mas foi isso o que ela fez. Eu só queria que a Tam fizesse terapia, e se aposentasse em um lugar tranquilo. Mais triste do que ver as muralhas que ela construiu ao redor de si é ver o quanto ela tem esse sentimento de desvalor por dentro. Eu poderia escrever uma tese enorme sobre ela, mas acho que deu pra entender que acabei um pouco obcecada com a Tamura, e quero ver ela feliz :,) Eu gosto de como a cultura vorcia valoriza o coletivo. Fiquei triste de ver a dor da Imari e de seu povo, mas deu uma satisfação ao saber que a vingança vai ser terrível, multiplicada por cada morto. Meu Deus, o Wander conhece a Imari. Isso explica TANTA coisa. Será que vamos descobrir porque a diva tem cabelo? Será que ela é uma híbrida, ou algum experimento? Muitas perguntas, e eu estou ansiosa por respostas. Amei esse capítulo, as cenas de ação ficaram impecáveis, e eu estou cada vez mais envolvida pelos personagens e pelo cenário. Até o próximo