Eu nunca sei o que é isso que torna smuts tão embaraçosos de se escrever, tão estranhos de se comentar e tão horrendos de se reler, quando fomos nós que os escrevemos, em tenras idades nas quais não tínhamos a mais vaga ideia do que toda aquela mecânica significava, de verdade (e às vezes nem a mecânica entendíamos direito).
Eu sei que tenho, mais e mais, tomado gosto por analisar essas cenas todas com muito carinho dentro das histórias em que estão inseridas, tentando perceber o que significam, dentro e fora dela, para além do erotismo óbvio.
E, nessa empreitada, você deve saber que, desde o começo, amei tudo neste capítulo. A delicadeza entre eles, o carinho, a urgência tão revestida de uma absurda carência (não parece a palavra certa, mas vou seguir com ela).
Uma necessidade de se assegurar do outro, da presença do outro, e também da própria sobrevivência e da própria importância, mesmo que fora de si? Tem algo nessa cena que evoca tudo isso, que mostra como esse momento de intimidade é cuidadosamente importante tanto para o Morzan quanto para a Sel, porque eles atravessaram muito, nos últimos dias; porque tudo mudou; porque ela está prestes a partir; e ninguém sabe realmente o que vai acontecer.
Ele me traz de volta a primeira vez em que os dois ficaram juntos, e eu fico revirando essa ligação na minha cabeça (primeiro e último smut) enquanto contemplo o quanto a relação dos dois se transformou absurdamente desde então.
Muito obrigada por ser essa escritora tão maravilhosa e nos apresentar a esses personagens e a esse mundo tão incrível. Estou tremendo um pouco enquanto vou para o próximo (capítulo de número cem!), mas estou tragicamente empolgada também.
amiga eu preciso muito admitir para você que quando eu fui ler seu review pela primeira vez e não tinha lido ainda a primeira sentença inteira etc etc esse "tão horrendos de se reler" me deixou meio ué antes de eu ver que seria mais na linha de reler nossos próprios smuts antigos hahah trágico demais !! mas sim !!
eu gosto de pensar que os smuts tem sim significados escondidos! seja um estudo de personagem, sobre como eles agem nesses momentos mais íntimos (ou como esses momentos evoluem ao longo da história), seja sobre algum detalhe sobre o momento atual da história ou mesmo que vem pela frente.
o paralelo com o primeiro veio um pouco por isso, eu acho -- abrindo e fechando a história, e tivemos um smut tão cedo, não foi? para entendermos o que mudou e o que se manteve e talvez algum aceno para o que ainda vem por aí.
no geral, eu gosto muito de como eles se apoiam um no outro nesse momento, gosto do ar de reassurance e de despedida ao mesmo tempo. a sel mistura um pouco tudo na própria cabeça (e não digo isso num sentido dela estar errada ao fazê-lo), e então esse momento para ela é a culminância de tudo o que viveu até então e também dos acontecimentos dos últimos dias. ela pensando em morzan a abraçando e juntando isso com a forma como ele olha para ela e a beija e a puxa para perto, e no fundo eu acho muito bonito? i do have some faith in them.
acho que, talvez, em circunstâncias um pouco diferentes, eles pudessem ter atravessado e superado muita coisa. não sei.
muito muito obrigada pelo comentário, amiga!
te vejo no próximo <3
Eu nunca sei o que é isso que torna smuts tão embaraçosos de se escrever, tão estranhos de se comentar e tão horrendos de se reler, quando fomos nós que os escrevemos, em tenras idades nas quais não tínhamos a mais vaga ideia do que toda aquela mecânica significava, de verdade (e às vezes nem a mecânica entendíamos direito).
Eu sei que tenho, mais e mais, tomado gosto por analisar essas cenas todas com muito carinho dentro das histórias em que estão inseridas, tentando perceber o que significam, dentro e fora dela, para além do erotismo óbvio.
E, nessa empreitada, você deve saber que, desde o começo, amei tudo neste capítulo. A delicadeza entre eles, o carinho, a urgência tão revestida de uma absurda carência (não parece a palavra certa, mas vou seguir com ela).
Uma necessidade de se assegurar do outro, da presença do outro, e também da própria sobrevivência e da própria importância, mesmo que fora de si? Tem algo nessa cena que evoca tudo isso, que mostra como esse momento de intimidade é cuidadosamente importante tanto para o Morzan quanto para a Sel, porque eles atravessaram muito, nos últimos dias; porque tudo mudou; porque ela está prestes a partir; e ninguém sabe realmente o que vai acontecer.
Ele me traz de volta a primeira vez em que os dois ficaram juntos, e eu fico revirando essa ligação na minha cabeça (primeiro e último smut) enquanto contemplo o quanto a relação dos dois se transformou absurdamente desde então.
Muito obrigada por ser essa escritora tão maravilhosa e nos apresentar a esses personagens e a esse mundo tão incrível. Estou tremendo um pouco enquanto vou para o próximo (capítulo de número cem!), mas estou tragicamente empolgada também.
Beijos beijos beijos!!