Comentários em “Cartas para um beija-flor”: “Carta 29 – Retrospectiva”

Heringer II

Olá! ^^

Estou de back.

Essa foi, sem dúvidas, uma das melhores partes dessa sua coletânea de cartas... Teve de tudo.

Eu achei interessante ler o início desta carta e depois ler a carta que você escreveu ano passado. Dá para notar a mudança no seu pensamento, como você amadureceu após isso tudo.

E o conto... Que coisa mais fofa! A pequena Flor é uma explosão de carisma e fofura. Eu fiquei com um pouco de pena dela, a carcereira fazia questão de maltratar a bichinha... coitada! Kkkkkkkkkkkk. Mesmo assim, você passou uma inocência tão grande, que logo a pena se transformou num sentimento é fofura de novo. Kkkk.

Além disso, você destroçou a quarta parede com essa história, hein? Cheia de metalinguagem. Sem falar nas metáforas. A carcereira seria uma representação dos seus pensamentos ruins e traumas anteriores? Enquanto a criança seria a esperança de amar novamente? Ou eu já estou viajando demais? Kkkk.

Adorei essa carta com uma carta com um conto. Um forte abraço! ^^

Charbitch
Charbitch Autor

Você acertou em cheio *-* Sim, sim, exatamente! A carcereira representa os pensamentos ruins e traumas anteriores, enquanto a criança representa a esperança no amor =D Um leitor distraído apenas poria a criança como heroína e a carcereira como vilã, mas essa seria uma interpretação muito pobre da minha história. A carcereira não é uma vilã. Todo o mundo precisa de uma pra conseguir viver em sociedade. Ela é mais racional e nos impede de cair em ciladas, o que é muito importante, kkkkkkk. Imagina se a nossa mente só tivesse a criança? A gente ia tirar a roupa no meio da rua e começar a dançar Lady Gaga, kkkkkkk. Enfim, a carcereira em si não é exatamente cruel, ela só é mais cautelosa, pois analisa a situação atual com base nas experiências anteriores, ao contrário da criança, que é inocente e acredita em tudo o que dizem pra ela. O problema é quando a carcereira domina tudo na nossa mente e estaciona a nossa vida (como no caso da minha história). Eu faria uma analogia com Freud. A criança é o id (quero porque quero ò-ó) e a carcereira é o superego (vamos com calma aí, você sabe que não é assim que a banda toca).

Eu já escrevi alguns spin-offs só com as peripécias da criança. O meu beija-flor sempre dizia: "Nossa, parece que foi realmente uma criança que escreveu! Eu me senti na mente de uma menininha. Como você faz isso? Você devia lançar livros infantis. A garotada ia adorar".

Kkkkkkkkkkkk, sim, eu quebrei a quarta parede quase tanto quanto o Deadpool :v Eu costumava fazer isso nas minhas histórias muito antes de saber o que significava quebrar a quarta parede, kkkkkkkkk. Uma vez eu fiz uma história de comédia narrada em terceira pessoa, só que o narrador adorava conversar com o leitor e vivia comprando briga com os personagens. Era algo como: "Prezado leitor, sou apenas um pobre narrador cheio de contas pra pagar, então tive que me sujeitar a narrar essa história merda cheia de personagens merdas". Aí um personagem diz: "Quem você está chamando de merda???? Eu não te pago pra isso, Alfredo!".

Sim, eu amadureci bastante com o tempo *-* Ando sentindo uma diferença gritante entre o meu eu de 17, 18 anos e o meu eu de 19 anos. Parece pouco tempo, mas pra quem está saindo da adolescência, cada ano faz muita diferença, kkkkkkkk. É claro que ainda tenho muito pra aprender. "Virar" adulto nunca é fácil. Por mim eu ficava debaixo da barra da saia de mamãe for the rest of my life :v

A próxima carta já está escrita e será o último cap. Não sou muito boa com encerramentos, mas espero que goste ♡