Comentários em “Perchance”: “Labirinto II”

D
Dona Brunna
.

O que mais gostei: Olha, você tá me saindo uma bandida de marcar maior! Como pode me afligir desse jeito?! Eu falo, falo, mas sempre estou aqui nesse mundo particular insistente e perfeito.
Barda
Barda Autor

Não fala assim que me sinto culpada (mentira). U_U ahaha' =D Feliz que Perchance te prende dessa forma. ^-^

GehhS

Aleluia! Leitura em dia, agora posso comentar como queria.
É fato que o enredo da sua história gira em torno de uma trama já conhecida por todos. Traição, ex e etc. Mas o modo como você apresenta isso se torna novo e realmente doloroso. É como se pudéssemos sentir em nosso corpo as sensações que saltam das personagens.
Eu sou uma "escrevedora" chata e exigente, mas consigo ser pior como leitora. Se a história não me arrebata no primeiro capítulo, a chance de eu ir para o segundo se torna irrisória.
E a sua história me tirou o fôlego de um jeito novo, tanto que comentei meus olhos marejados capítulos atrás.
Sua fic é poética. Carregada de sentimentos que muitas vezes se confundem num jeito que se torna claro depois, e se não se torna não deixa que a essência da fic seja perdida.
Enfim. Parabéns pelo trabalho que mesmo sendo árduo é prazeroso.

Até o próximo capítulo :*

Barda
Barda Autor

Opa, bom isso. ^-^

Justamente, são até certos "clichês", né verdade? Romances são, uns mais outros menos, cheios deles. Fico satisfeita em saber que vês a estória dessa maneira, que ela conseguiu transparecer certa novidade com relação a tais sensações.

Ah, és uma camarada das letras, então. ^-^ Compreendo, também gosto de tramas intensas, de certo mistério, até tenho um gosto para o sombrio, um terrorzinho de leve. xD

E, se é como dizes como leitora, significa que Perchance passou no teste, é convincente no mínimo, e assim cumpre o papel que eu intentei nela. =)

E obrigada por sua atenção e palavras gentis. Até! ;*

g
gabi141
Maravilhoso, como sempre! <3
Barda
Barda Autor

Aw, obrigada! sz

C

Oi, Barda. Antes de comentar sobre o capítulo quero registrar meu agradecimento pela atenção que você dá aos seus leitores. Ainda não havia testemunhado tanto empenho em responder a todas as mensagens postadas na sua história. Faz tempo que queria verbalizar mas o envolvimento com a história passava por cima...

Bom, várias especulações:

1. Quem mandou mensagem pra Diana no dia do acidente com a nossa fotógrafa favorita: chutando Vanessa ou Flavinha. Excluo Cadu uma vez que entendi que eles se conheceram na casa de Marina e Clara nesse mesmo dia. Talvez Vanessa querendo colocar os pingos nos is quanto a exposição de outono.

2. Por que Marina não atendeu a ligação de Clara no flashback da noite de amor no tapete da sala: O enredo não deixou claro mas meu chute é que esta noite foi a mesma noite que Marina viu Cadu e Clara se beijando na frente do prédio. Já sabemos que Marina não traiu Clara com Diana. Então acredito que ela estava p... da vida por ter visto a cena e não atendeu propositalmente. E nessa mesma noite deu a chave do arquivo pra Diana por raiva. Raiva que apareceu, pelo menos pra mim, também no ato de amor feito na sala. P.S.: quero muuuito saber o que aconteceu no quarto também rsrs

3. Quem sabe o que aconteceu entre Cadu e Clara: chutando Cadu e Ivan. Torcendo para que Cadu não tenha tido um lapso de memória alcoólico igual a Clara e tenha as respostas. Até porque, pela leitura, entendi que ele contou à Diana sobre essa noite com Clara. Ainda, se Clara tiver coragem e perguntar sobre isso com Cadu, este diga a verdade em relação a essa noite. Ou será que Ivan sabe de alguma coisa? Humm, isso pode dar panos pra manga. Ah, só vou dar um puxão de orelha em Cadu e Clara, dois pais irresponsáveis, ficam enchendo a lata de álcool ao invés de cuidar do filho doente. Isso não se faz. E pior a Clara, que ainda iria voltar pra casa dirigindo, né? Sinceramente...

4. Como Marina irá reagir quanto ao beijo de Diana e Clara: a minha visão é que Marina não é boba. Sabe que Diana gosta de provocar, seduzir. Se Diana já conseguiu roubar um beijo de Marina, não seria impossível acontecer a mesma coisa com Clara, que é impulsiva e talvez mais propensa a cair nas situações que Diana orquestra. Se o perdão aconteceu numa situação muito mais preocupante (beijo e uma possível traição mais carnal), situação que envolve um antigo amor, ou seja, envolve, além de atração, também sentimento, por que Marina reagiria de forma diferente com uma situação que não é tão complicada quanto à anterior? Clara não tem sentimentos de amor por Diana, talvez atração. Dessa forma, torço para que as duas (Marina e Clara) se unam para proteger a relação delas e se imponham diante das "ameaças".

5. Para quem Diana ligou: mistério. Deu a entender que Diana não quer que ninguém saiba com quem ela fala, já que o número não fica registrado no celular. Talvez Cadu? Muito óbvio e Perchance tem tudo, menos a obviedade. Se fosse Vanessa ou Flavinha não teria problema em ter o número registrado, afinal, trabalham juntas. Ou será outro personagem que não apareceu ainda? Mistério...

6. Vanessa, Flavinha e Diana: Vanessa já havia mencionado em pensamentos o medo desse sentimento que ela tem por Marina. Ela sabe que não nega nada à fotógrafa e Marina também sabe disso. Acho interessante você abordar essa história (história que não foi devidamente explorada na novela). Muitas vezes comparei o amor de Vanessa por Marina com o amor de Marina por Clara. Mas a grande diferença entre os dois sentimentos é que Vanessa não é correspondida. Deve ser dilacerante esse tipo de sentimento para quem o sente. Vanessa parece uma prisioneira desse sentimento. Torço para que ela consiga abrir seu coração para Flavinha. Vanessa já verbalizou seu sentimento, já disse que a ama. Acho que ela possa estar com medo de sair de uma prisão e entrar em outra. Ela precisa enxergar que Diana não é Marina e que Flavinha pode vir a ser uma prisão deliciosamente prazerosa. Bom, ficarei no aguardo do desenrolar dessa trama.

Tudo que escrevi são meras suposições, chutes, viagens...

Mas, depois de Labirinto II, será realmente necessário obter essas respostas? Marina já perdoou Clara, independentemente de saber toda a verdade sobre os fatos. Acredito que apenas para Clara (e nós, é claro) é importante saber o que realmente aconteceu porque tenho quase certeza (se tivermos alguma chance de ter certezas em Perchance, né?) que Clara só se perdoará quando souber de todos os fatos.

Sofrendo antecipadamente pelos próximos passos dados pelas personagens.

Valeu, Barda!!!

Barda
Barda Autor

Hey, Cacau. Ah, sim. Acho bacana essa troca, sabe? Então faço o possível pra responder o pessoal, gosto de saber das impressões, dúvidas, receios que vocês têm da estória também.

Tá, vamos lá.

1. Vanessa ou Flavinha são possibilidades, bem plausíveis até. De fato, Cadu e Diana se conheceram, por assim dizer, naquela tarde tensa lá no estúdio, o fatídico domingo do acidente, então... Hm.

2. Sim, não deixou claro de propósito (rá! xD), mas vejamos... Aquela noite aconteceu, na cronologia da estória, há quase dois meses atrás (lembre-se da insinuação da francesa), o tal beijo entre Clara e Cadu que Marina viu e até deu alguns lampejos sobre isso em Labirinto II aconteceu, hm... muito mais tempo antes, "que viraram meses, então quase dois anos [...]". Logo, Marina só pode ter visto essa tal cena depois da conversa entre Clara e Cadu no sofá lá, já que supostamente é depois dali que essa amnésia alcoólica da Clara se desencadeia. Quando ao porquê de Marina não ter atendido a Clara (dois meses antes), chutaria essa raiva sim, mas devido ao fato de Clara continuar mantendo esse contato com Cadu como se nada tivesse acontecido (lembra que ela tinha ido deixar o menino pra passar o fim de semana com o pai?), e de fato, para todos os efeitos, nada tinha acontecido... Essa raiva acumulada de muito tempo teria levado a fotógrafa a "esticar a noite com Diana" dessa vez e a ignorar as chamadas da esposa. Chutaria que foi nessa mesma noite que ela deu as chaves do arquivo pra francesa, sim... e... é. Já o que rolou no quarto? Err... =D

3. Chute certeiro. ;) O menino deve ter visto alguma coisa, sim, pela manhã, ou pelo menos suspeitado de algo. Por isso aquele receio de Clara. Já Cadu, bem, muito provavelmente Diana conseguiu "seduzi-lo" a confidenciar-lhe muitas coisas, inclusive sobre essa tal noite, como a francesa refletiu antes e deixou no ar essa conversa entre eles. Nos primeiros capítulos, acho que foi você quem me listou algumas perguntas, entre elas: "para onde Clara ia quando decidiu voltar e pegar o celular no quarto?", "de quem era o rosto que obscureceu a visão de Marina na janela?", e a essa última respondi: Cadu. Ela tinha tomado uma decisão ali, ia vê-lo justamente para acabar com todas as dúvidas que tinha sobre o que aconteceu entre eles, e provavelmente ira chamar Marina pra conversar depois, só que deu o azar de Marina ver a chamada retornada do ex-marido... e veio o caos dos acontecimentos seguintes. Ah! Foram um tanto irresponsáveis ali, né? xD Mas eu daria um desconto a Clara, pelo menos. Ela estava em nervos, tentou relaxar um pouco, mas meio que se deixou levar pela "familiaridade" da situação, e ela inclusive reconhece "que mãe desnatura que sou" ahahaha'.

4. Só pra dizer que concordo com cada vírgula.

5. Diana. Mistério misterioso... ahahaha' =X

6. "Muitas vezes comparei o amor de Vanessa por Marina com o amor de Marina por Clara. Mas a grande diferença entre os dois sentimentos é que Vanessa não é correspondida. Deve ser dilacerante esse tipo de sentimento para quem o sente. Vanessa parece uma prisioneira desse sentimento [...]" Exatamente. Por isso esse 'medo' de si mesma. Acho que o que Vanessa mais teme é se entregar a esse sentimento novo e forte por Flavinha e acabar se ferindo ainda mais, e ferindo Flavinha também, até porque ela não parece ter superado Marina totalmente, e aí acabou vacilando um momento pro lado da Diana... que por sua vez não deixa passar uma chance de brincar com fogo. xD

E todos são bem-vindos. =)

De fato, por amor, Marina foi generosa e compreensiva com tudo que aconteceu, mas é a Clara (e vocês, ahaha') que ainda precisa se situar no meio dessa confusão toda dentro dela e enfim se perdoar. Vamos ver o que ela fará, se fará algo com relação a isso.

Fique firme que mais passos serão dados, mas nem todos serão no chão. =D Beijão! ;)

Rodrigo do boteco

>> Já começo pedindo desculpas, mas tenho que dizer a primeira palavra que saiu da minha boca ao acabar esse capítulo: CARALHO! Você provoca diversas sensações com esse texto, das mais doces às mais amargas. Todas as cenas muito intensas e os diálogos Flanessa, Cladu, Clarina maravilhosos. E lá vem Don Diogão com Ivan na melhor parte. Perchance é montanha russa só de looping!

>> Olhava pra barra de rolagem no desespero, vai acabar, vai acabar, tá acabando sem a Diana e PÁ, a diaba francesa surge com mais um super gancho a la Barda. Uh la la (com sotaque francês), loira maldita maravilhosa!

>> Por fim, saindo dos comentários sobre o capítulo, você é muito atenciosa com seus leitores. Você responde TODOmundo, gasta seus minutinhos sagrados pra elucidar, agradecer e claro, provocar a gente. É ótimo o feedback do feedback.

Barda
Barda Autor

- Eita, foi um looping daqueles, né? ahaha' Ah, bom saber que acertei na medida dos diálogos e sensações. Yup, Don Diogo e Ivan pra dar uma quebrada no clima... ou não. =D

- Diana, essa diaba, sempre ela no olho do furacão... quando não é ela a causar a tormenta. ♥

- Ah, vocês são tão carinhosos e atenciosos com a estória, no mínimo devo isso de volta. Os comentários são o termômetro, e alguns me divertem demais, então acho super válido essa troca! ;D

Sofs

Nossa li tudo em 4 noites! Estou ficando pro viu ? Adoro a sua maneira de escrever! Não tem de agradecer pelos comentários, creio que é a primeira fic que comento em todos os capítulos(ou quase todos) que louco isso hein ahah

Aqui a sua leitora portuguesa já quer o próximo capítulo!

Barda
Barda Autor

Haja fôlego! \o/ Ah, valeu! Pois então? Mais um motivo pra agradecer sua atenção com a estória. E mais uma leitora portuguesa? Que bacana saber disso! Até lá então! =)

Moody

Essa Clara também, quanta cagada acumulada hahahaha Curtindo ver as coisas se resolvendo, parabéns!

Barda
Barda Autor

Ahahaha' Clarinha metendo os pés pelas mãos, como sempre. Valeu! ^-^

m

Aiin que lindo!!! Coitada da Clara, e to louca pra saber a reação da Marina... Faz continuar! !! kkkkk

Barda
Barda Autor

Yay! ^-^ Tô curiosa também. ahaha' Farei! ;)

L

Mais um cap muuuuuuito bom. A Marina tem umas reações que parece q vai explodir, fala c uma calma que chega a assustar!!! Vamos ver como se desenrola agora os acontecimentos referentes a odiada por tods, Diana (sua querida kkkkkkkkkkk...). Bjos

Barda
Barda Autor

Opa, valeu! ^-^ Ah, você notou... ;) A Marina do começo da novela me parecia bem assim, também. Acho que esse problema de memória recente trouxe um pouquinho daquela "frieza" a tona, hm... Ahahaha' vamos esperar esse novelo se desenrolar (Diana, porque sim ♥) U_U Beijão!

magg

Barda, Barda, já que é proibido chamar de bandida, vou dizer pelo menos que roubaste a minha paz de alma, e que adoro esse reboliço interior, quando leio a tua fic. Que aliás, é bem mais que uma fic. Mas já deixei claro anteriormente o que considero ser esta estória...

Quanto à trama: instigante! Electrizante, paralizante, enervante, emocionante e outras coisas terminadas em "ante". Dei por mim, em pleno dia de trabalho, a ler e a reler as tuas palavras e sempre que começam a fazer "mais" sentido, sinto-as cada vez mais perdidas em mim...

1. Marina já tinha perdoado a Clara. Faltava o verbalizar. Feito. Não me canso de repetir. Que sensibilidade! A forma como descreveste a cena, perfeita. 5 estrelas!

"Marina sabia que ainda tinham um caminho labiríntico pela frente, que ainda precisavam consertar o que foi quebrado, de tempo para aparar as arestas cortantes de um passado pouco lembrado e muito negado. Mas podia esperar. Esperaria uma eternidade se isso significasse que ela voltaria pros seus braços na manhã seguinte. E todos os dias depois..."

E a confirmação do bastião (in)abalável que é esse amor das duas,

“Nós vamos superar isso.Juntas, como sempre fizemos"

Amor, que sempre ali esteve, o encaixe, "perfeitamente imperfeito", que quebra, mas cuja matriz se mantém inalterável. O "good clichê" como todo o amor deve ser, como quase nenhum o é, exactamente porque o encaixe não é esse mesmo amor. Sãoos dias vividos a par, o burilar as arestas para oencaixe, o trabalho, suores e conquistas de dois.

Talvez o impulso para a Clara deixar de se fustigar interiormente e encontrar dentro dela um caminho de se começar a auto perdoar tenha sido esse verbalizar da Marina. Clara tem agora a consciência que não se poderia deixar levar pela dúvida, pela dor, pelas sombras em que se havia submergido nessa dança chuvosa com Marina desde aquela noite com Cadu. E como também já disse, sinto uma certa empatia pela Clara, sim porque é o meu "abismo pessoal" e consigo ver retratados nesta tua Clara traços com que me identifico e por isso senti com ela todo o sofrimento tortuoso pelo que passou, pelo que passa, o labirinto que se tornou a sua mente, cheia de meios caminhos, de indecisões, de questões (precisas e imprecisas) que precisa(va) resolver. E sempre necessitada do impulso, daquele impulso que vem da sua Marina, a sua brisa de ar fresco, o seu demónio e a luz que ela ainda acha que não merece.

2. Marina, aawww, Marina. Meu mantra. Quem tem a sorte de cruzar com uma Marina na vida? De merecer uma?"...sou tudo o que você tem agora.então é melhor que eu seja suficiente..."

O amor incondicional que ela guarda pela Clara, o medo de a perder. Sentir que naquelas confissões elas repousaram todo o peso do passado, o esforço que ela faz para "aparar essas arestas" e seguir em frente. Porque quando é amor, vale a pena. Não se pode voltar atrás no tempo, mas pode-se fazer um novo tempo com ele. Mais uma vez, lindo e único. Poético, sensível ao extremo!

3. Cladu -> Quando iniciei a leitura, ou seja, a primeira vez, acreditei tratar-se da mesma noite de "Paraíso", mas ao relê-lo, apercebi-me que nesse, Clara regressa a casa de levar Ivan a passar o fim de semana com o pai. Aqui, Clara recebe o telefonema de Cadu com a notícia de que o menino está doente. Mas ele já estava na casa do pai. Por isso, parecem-me noites diferentes.

E quanto às peças dessa noite: Marina (6- Espera) diz a Vanessa que viu o beijo daClara e do Cadu, nas frente do prédio dele.

Clara não lembra de nada dessa parte. Entendo a amnésia alcoólica. Sorte que a mim nunca me aconteceu, aguento bem a bebida.

Poderá Cadu ter essa resposta? Saberá ele, ou terá também a mistura de rum varrido essa parte da memória dele?

Agora, chegados aqui, já nem me parece mais tão importante assim. Nem importante sequer. Como também já tinha dito, acredito que nesta trama mais importante é o caminho, não as respostas. Na vida, ninguém tem todas as respostas, mas temos sempre o chão e a estrada.

3.O gancho beijo Clara-Diana. Penso que a Marina vai perceber. Pode até estremecer um bocadinho, mas ninguém melhor do que ela para saber de cor o que aquela diaba chérie é capaz de provocar...Mais uma vez, não é a memória, é o que se faz dela, não é a notícia, é o que se sente, o que se faz com ela...

4. Por falar na Dialinda...o furacão já deixou estragos por terras Flanessa.

Essa Diana é uma grande estratega. Sabe observar e esperar. Percebe-se que a Van tem medo de se entregar a Flávia como fez com Marina, ou então ainda está apenas anestesiada, mas afinal, quem consegue sair ileso dessa felina que é Marina? E de Diana? Alguém sairá ileso nessa estória que ela movimenta com astúcia?

5. Telefonema final do capítulo, o "bonjour mon ange" claro que pode ser destinado a todas as personagens do capítulo, e isso, Barda, é apenas um dos traços que identifica a genialidade da tua escrita.

Tenho uns quantos em mente. Pelo menos 3. Os mais óbvios. E será precisamente esse "quem" que me levará a decidir se ficarei ainda mais sua fã (já que menos é impossível).

Capítulo óptimo, o inicio do fim, com sabor a reconstrução.

p.s-> Em Quebra II, de quem é a mensagem que Diana recebe?

Apostaria em:

-> Cadu. Eles já se conhecem, masfingem que não (?)

-> Flavinha. Hipótese menos óbvia e muito viajada da minha parte. Sei que quando se começa a ler muito, acabamos por fazer mil e uma interpretações erróneas, saindo dos próprios trilhos implícitos do texto. Mas o que hei-de dizer se acho que o "não me diga que é aquela fotógrafa" tanto pode ser a Marina (tão claro, dado que é sócia da Diana) como a própria Flávia.

-> Vanessa. Mandou mensagem antes do telefone ficar sem bateria, avisando que estavam voltando a Santa Tereza? Depois dos acontecimentos daquela manhã? Não me parece...

E apesar de não saber agradecer, digo apenas que conseguiu fazer com que uma narcisista das palavras conseguisse deixar as suas para passar a gostar de se rever nas de outro alguém.

Aguardo o próximo. Essa viagem está boa, muito boa! E sim, você é linda, agora, tenho a certeza, mesmo que as palavras fujam pela mão...

Barda
Barda Autor

Proibido irresistível esse... Feliz em, mais uma vez, saber que Perchance é causa e testemunha desse seu revolver interior.

Me instiga essa sua percepção, e agradeço todos esses "ante" que atribui a trama. =)

1. Exatamente. Esse diálogo foi bem marcante porque mostra o quanto dessintonizadamente sintonizadas Clara e Marina são, e desde o começo a relação delas foi assim. O verbalizar desse perdão da parte da Marina, desse consentimento a outra, mostra o nível da cumplicidade que existe entre elas, uma que, de onde vejo, só cresceu depois da oficialização da relação e apesar e por causa dos tropeços do caminho: O "good clichê" como todo o amor deve ser, como quase nenhum o é, exactamente porque o encaixe não é esse mesmo amor. Sãoos dias vividos a par, o burilar as arestas para o encaixe, o trabalho, suores e conquistas de dois". Não poderia concordar mais. Porque, como você mencionou num comentário anterior, o amor, sozinho, muitas vezes não basta, como bem lembra uma canção tema delas, "Sometimes love is not enough and the road gets tough, I don’t know why...". Clara, lembremos, havia saído de um longo casamento já marcado pela rotina, é uma "mulher comum", por assim dizer. E encontrar-se num relacionamento com uma pessoa, uma mulher como a Marina, intensa, do mundo, tão quebrada e ao mesmo tempo tão independente, certamente lhe causou certas inseguranças, dúvidas, talvez por isso tenha omitido também, o amor que sente pela Marina e que sabe ser tão declaradamente retribuído a causa de tanto medo em ser simplesmente... clara, ela mesma. Essas mudanças assustaram-na, sim, e muito, especialmente porque aconteceram porque a "vida as escolheu uma para a outra", tão repentina e avassaladoramente como foi. E nesse sentido Clara é isso que você diz,"sempre necessitada do impulso, daquele impulso que vem da sua Marina, a sua brisa de ar fresco, o seu demónio e a luz que ela ainda acha que não merece". Como na dança, Marina ofereceu a mão e ela, hesitante no começo, estendeu a sua e no fim se entregou ao ritmo dessas reviravoltas ora lentas, ora apressadas da vida.

2. Essa é a questão. Por que não podemos ser uma Marina, essa voz da Marina, com as pessoas que dizemos amar? Por que não nos damos esse direito de, por amor, fazer valer a pena? É poético, sensível, revelador na ficção, então por que não na vida? Quiçá pudéssemos imitar a arte assim, ou deixar que ela nos imitasse...

3. Perspicaz, você. Porque não só parece, como são noites diferentes. Descrevi ambos os cenários com certassemelhanças (noite, chuva, Clara vindo/indo do apartamento do Cadu, Ivan, Marina ausente, Diana) justamente pra causar esse... intricar de perspectivas. Confere a peça. Sim, esse tal beijo que Marina viu e contou pra Vanessa ocorreu, pela cronologia reversa da trama, nesse lapso de tempo que Clara não recorda (eu duvidava dessa tal de amnésia alcoólica até que provei na pele ahaha'). O que provavelmente será mais, hm... arejado nos próximos capítulos. Acho que Cadu pode ter sim a resposta, só não sei se é a resposta que Marina ou Clara (e vocês leitores) gostariam, ou se de fato já importaria tanto assim, uma vez que Marina já concedeu seu perdão a Clara e , como disseste, o caminho, a jornada é para Perchance o que é para o viajante.

4. De fato. E Marina, como Diana, é, em certos modos e gostos, bastante previsível. Então podemos esperar pelo... inesperado? Ou já visionaram esse "previsível" vindo? ;)

5. Pois é. A diabólica não poupou nem terras Flanessa nessa passagem pelo território Clarina. ahaha' Justamente, esse 'medo de si' que Vanessa sente, de se entregar ao sentimento novidadeiro e crescente por Flavinha e acabar ferindo-se junto com ela. Porque não, ninguém sai ileso quando uma Marina ou uma Diana passa pelas terras. Tão certo quanto a lei da gravidade. xD

6. Magg, magg, você é uma danada. E seus palpites, suponho, seguem um aparente fluxo da trama. Veremos se farei jus ao teu apreço.

Ps: Sobre a mensagem de Quebra II e seus palpites... Seriam os mesmos nomes que tens em mente para a ligação misteriosa de Labirinto II? =D Hm, bem lembrado essa fala da companhia de Diana... Às vezes um corta luz pode ser uma tentativa de esconder o óbvio. Ou vice versa. =D

E mais uma vez sou grata por sua atenção e a sensibilidade com que lê, declara, e revoga esse seu narcisismo na minha despretensiosa e louca escrita.

Segure-se firme que a estrada é um tanto trôpega, mas a visão da janela pode valer a pena. Somos lindas, então, ainda que as palavras insistam que não? =)

Bruba
.

O que mais gostei:

Só que... não fui eu que escolhi a Marina, ou ela a mim... Foi a vida que nos escolheu uma para a outra.

Barda
Barda Autor

[...] ♥

Melisa

Barda, Barda, Barda.. Meu amor... do you really wanna make me crazy!? When I was reading the dialogue between Clara and Cadu, I really wanted kill Clara and then... oh my (dont make me have mercy for Clara xD) She CAN'T remember?? I have some doubts, Clara doesnt remember, right? and maybe nothing happened that night, so... why Marina in chapter 4 said to Clara... "eu senti, Clara. Senti o cheiro dele na sua pele, o gosto"... His cheiro hmmm, ok, she "fall aslept" near of him but his gosto (?) If that night nothing happened how Marina could feel his gosto on Clara's skin? In the other hand, Marina told to Vanessa in chapter 5... Ontem a noite, na frente do prédio dele" If the kiss thing hapenned between Clara and Cadu that was in the night according to Marina's words, right? and in this last chapter Clara told to Maria... "Depois que acordei, vim direto pra casa...” and Cadu told to Clara... “Meu Deus, você tá... chorando? É por causa do que aconteceu noite passada?” I dont think that Clara wake up that day in the night, Im a bit confused about it because Im not sure if Clara the night before wanted run away from Cadu in the night and then Cadu ran behind Clara and then he kissed her in the street and in that exactly moment was when Marina was infront of Cadu's aparment (?) or how many times Clara has slept in Cadu's aparment because Ivan was sick or something? Now... about Diana, when Cadu was at Marina's house with Clara, Diana in that same chapter get a call, who was calling? Mystery... In chapter 5 when Diana was with a girl on bed, Diana get that call and said... “Un minute, mon petit” the girl who was with Diana thought that the person who was calling was the photografer, but which photografer? When you talk about Flavia and Marina you use sometime the word... photografer, you dont say... Flavia or Marina for example but because of the dialogue we know about which photografer you are talking, do you understand what I mean? but at the same time Diana didnt said who was calling and suddenly she was at Marina's house in the same time when Cadu was there, coincidence? we will see. And in this last chapter, Diana make a call to a mysterious person? You see, you really wanna make me crazy =p, one more time, thanks for other great chapter and like someone has written in a comment, your story can be a bestseller ;) Hugs meu amor =p

Barda
Barda Autor

Ah *-* hermosa eres tu... Who? Me? =D Nah. ahaha' Well, so many questions you have there, hm? But firstly, I told you, Clara may be frustrating sometimes, but she... she's so sweet when she's drunk. ahahah' Okay, now to your questions. Yup, she was a little out of sorts after that drink and... probably, whatever transpired between she and Cadu, happened after that "sofa talk". What Marina saw, the kiss she had mentioned to Vanessa, happened that same night (almost twenty months ago now). Nothing in the story implies that Clara and Cadu talked about such night, or that they had other encounters, except the ones with Ivan involved. Another good point. Well, Diana has her own matters to deal with, that's what I can tell for now. Do you believe in coincidence? Sometimes they happen, other times they mess things up. ahahah' =D About that "photografer bit", yeah, it's kinda confusing, huh? Confusing you guys is my favorite part, ahahah' but the dialogues are clear enough to know when is Marina and when is Flávia, oh, well, except when you talk about said message. =D Gotta love make you crazy. ahaha' Ah, and thank you for your kind words. Hugs, with all my ♥

G
Gigi07

Olha mais um capítulo maravilhoso que não cansarei de elogiar nunca! Estava observando aos comentários e vejo a quantidade de leitoras que ficam confusas com a fic... Simples: os leitores de hoje estão muito acostumados com as linguagens rápidas, com textos em que predominam o enredo e, às vezes, a superficialidade. Acho que é por conta da nossa vida corrida, agitada, parece que a gente não tem tempo para leituras que demandam mais do que alguns minutinhos. Não é por nada que as fics campeãs de visualizações são as que têm os textos breves.

Mas Perchance tem a peculiaridade de colocar o raciocínio para funcionar, não é tudo dito assim de forma explícita. É sutil, tem que ler nas entrelinhas para perceber (ou não) os significados, as suas críticas, a sua ironia, a sua perspicácia. É preciso de atenção. É preciso de tempo.Isso que me atrai cada vez mais pela estória. Você postou no domingo e só consegui ler agora após dois da atualização porque sabia que teria de ser lida com calma, apreciar cada detalhe escondido. Eu sou daquelas que trocaria a leitura de dez obras contemporâneas superficiais, rápidas (que passam despercebidas), pela literatura clássica, como Machado, José de Alencar, bom, complexo em suas tramas, longos... A sua fanfic me lembra bastante o rebuscamento dos clássicos, de muita qualidade, bem escrita, desenvolvida, tem um enredo maravilhoso temos que ler e reler para captar suas intenções.

Meus sinceros parabéns!!

Barda
Barda Autor

Valeu! Sim. Essa sensação de confusão é geral, mesmo. Também pela forma como a trama é tecida, essa cronologia reversa, as entrelinhas, o deixado no ar. E boa percepção, essa sua. Realmente, nossos tempos demandam de nós esse certo gosto pelo superficial, pelo "fast food" mental e físico. Tendemos a seguir o fluxo, não a nadar contra a maré. E que maré gelada essa que me meti com Perchance... A vocês que encontram na estória algum sentido, um reflexão, auto análise, ou menos um passa-tempo, só posso agradecer. Não tinha mesmo expectativa ou pretensão de comover vocês leitorxs com esse enredo tão indigerível, escrevo porque é uma forma de brincar, me diverte e distrai esse jogar com as intenções, sentidos, as palavras, paradoxos e paroxismos que vejo e sinto na realidade, então tento expor com a linguagem esse pano de fundo por si só já tão lindo, único e cativante que Clarina foi e continuará sendo.

Agradeço a gentileza da comparação e sua sensibilidade ao descrever essa trama louca e despretensiosa na qual estamos nos aventurando aqui. E forte abraço. =)