Até não muito tempo atrás eu não apreciava textos como esse, essencialmente descritivos, com destaque para as emoções e pensamentos, quase desprovido de falas e falas, aliás, que muitas vezes soam aleatórias. Mas aprendi a gostar quando li um livro de Clarice Lispector.
A sua narrativa me lembrou muito a dela, embora mais clara, se é que você me entende. É uma arte difícil de ser dominada. Eu digo que não conseguiria escrever uma história assim.
Até mesmo no comecinho da história, na descrição das nuvens, eu já me senti atraído. Aliás, essa história ficou mais interessante do que eu esperaria duma história com super heroínas loiras. Parabéns pela sua capacidade!
Bem, as suas histórias costumam ser engimáticas, pelo menos para mim. A minha idéia é que a última fala, em itálico - que está também na sinopse - seria algo que Alfredo teria dito a Vanessa ainda em vida, e ela relembrava ali nos seus últimos momentos. Bem apropriado. Nada melhor do que esperar por um anjo da guarda numa situação daquelas, não é? Mas ao que parece, quem deveria ser o seu anjo da guarda se tornou mesmo seu carasco.
Isso me parece bem dúbio. A relação de Alfredo e Vanessa, enquanto ele estava vivo, parecia ser muito próxima. Por que ele a matou de maneira tão cruel ao virar um anjo? Talvez o afeto nunca tenha mesmo sido autêntico. Talvez ela fosse, de fato, apenas a sua "putinha particular". Nada além do sexual o ligava a ela. É algo bem triste de se pensar.
Aliás, assim me pareceu a história. A frieza, a tristeza, a ausência de sentido em tudo. Desde as nuvens até a lama, a narrativa faz todas elas parecerem funestas. Cada pequena coisinha.
Olá, Sven. Desculpe a demora em responder, mas é que estou viajando (e antes disso, teve todo o processo de organizar viagem e algumas coisinhas mais).
Haha, meus olhinhos brilharam quando li o ''Lispector'' ali. Uma das minhas maiores fontes de alegria durante as aulas de literatura era o fato do vestibular que eu queria variar entre Romantismo e Modernismo. Modernismo, Clarice. Aulas de exaltadas e profundas interpretações sobre seus textos, aiai. Enfim, voltando ao assunto.
Haha, mais clara, sem dúvida. Clarice é um outro nível de literatura, e ponto final. Mas eu realmente gostaria de um dia conseguir no patamar de atenção, percepção e detalhismo dela. Sério, ela deixa tantas pistas espalhadas pelo texto...Coisas que soariam aleatórias repentinamente fazem todo o sentido com uma leitura apropriada. Uma vírgula e um nome mudam tudo, e isso é mágico. Conseguir colocar tanto sentido em cada detalhe, numa escrita tão atenciosa. Eu me sinto uma irresponsável que sai cuspindo palavras a torto e direito quando penso no brilhantismo dessa mulher.
Certo, certo, me empolguei de novo, desculpe.
Haha, você pensou no texto de um jeito tão diferente de como eu o havia concebido, que até tive que parar e pensar. realmente, foi uma interpretação mais interessante do que a minha!
Estou tentadsa a lhe explciar cada detalhe de como eu pensava e como as coisas realmente seriam, mas perdi essa vontade, com um sorriso nos lábios. Um sorriso de divertimento. Porque gostaria de lhe deixar com essas suas belas ideias.
Mas sim, disse tudo em suas últimas frases. A ausência de sentido, é o sentido, na verdade. Se não há amor, fica o vazio, que precisa ser preenchido. Se não há a certeza, é porque há quem esteja se enganando. Sim.
Vou só aprofundar um tanto nas nuvens, tudo bem?
Eu sabia o que queria escrever, mas, como sempre, não sabia como começar. Fiquei olhando pra cima, e me toquei.
Se você olhar pra cima, em campo avberto ou em frente a uma janela, eventualmente você se encontra com as nuvens. Aquelas coisinhas fofas passeando pelo céu ou então encobrindo-o, pesadas e gordas, por vezes ameaçadoras, negras mesmo. Mas, independentemente, elas são passageiras e, se você for pensar, não estão nem ai pra você, porque são elevadas. Mas adoro o contraste delas com o céu azul. Elas englobam, portanto, o terreno, o celeste, o despreocupado e a tensão. Perfeitas para o conflito interno das personagens. Ou algo assim...Talvez tenha ficado meio confuso. Mas bem, minha cabeça nunca é lá muito ordenada, o que complica para explicar como funciona, haha.
Desculpe os erros de digitação. Teclado estranho a mim, from casa de prima. Até uma próxima, e muito obrigada pela maravilhosa review. Thaís.
Até não muito tempo atrás eu não apreciava textos como esse, essencialmente descritivos, com destaque para as emoções e pensamentos, quase desprovido de falas e falas, aliás, que muitas vezes soam aleatórias. Mas aprendi a gostar quando li um livro de Clarice Lispector.
A sua narrativa me lembrou muito a dela, embora mais clara, se é que você me entende. É uma arte difícil de ser dominada. Eu digo que não conseguiria escrever uma história assim.
Até mesmo no comecinho da história, na descrição das nuvens, eu já me senti atraído. Aliás, essa história ficou mais interessante do que eu esperaria duma história com super heroínas loiras. Parabéns pela sua capacidade!
Bem, as suas histórias costumam ser engimáticas, pelo menos para mim. A minha idéia é que a última fala, em itálico - que está também na sinopse - seria algo que Alfredo teria dito a Vanessa ainda em vida, e ela relembrava ali nos seus últimos momentos. Bem apropriado. Nada melhor do que esperar por um anjo da guarda numa situação daquelas, não é? Mas ao que parece, quem deveria ser o seu anjo da guarda se tornou mesmo seu carasco.
Isso me parece bem dúbio. A relação de Alfredo e Vanessa, enquanto ele estava vivo, parecia ser muito próxima. Por que ele a matou de maneira tão cruel ao virar um anjo? Talvez o afeto nunca tenha mesmo sido autêntico. Talvez ela fosse, de fato, apenas a sua "putinha particular". Nada além do sexual o ligava a ela. É algo bem triste de se pensar.
Aliás, assim me pareceu a história. A frieza, a tristeza, a ausência de sentido em tudo. Desde as nuvens até a lama, a narrativa faz todas elas parecerem funestas. Cada pequena coisinha.
Olá, Sven. Desculpe a demora em responder, mas é que estou viajando (e antes disso, teve todo o processo de organizar viagem e algumas coisinhas mais).
Haha, meus olhinhos brilharam quando li o ''Lispector'' ali. Uma das minhas maiores fontes de alegria durante as aulas de literatura era o fato do vestibular que eu queria variar entre Romantismo e Modernismo. Modernismo, Clarice. Aulas de exaltadas e profundas interpretações sobre seus textos, aiai. Enfim, voltando ao assunto.
Haha, mais clara, sem dúvida. Clarice é um outro nível de literatura, e ponto final. Mas eu realmente gostaria de um dia conseguir no patamar de atenção, percepção e detalhismo dela. Sério, ela deixa tantas pistas espalhadas pelo texto...Coisas que soariam aleatórias repentinamente fazem todo o sentido com uma leitura apropriada. Uma vírgula e um nome mudam tudo, e isso é mágico. Conseguir colocar tanto sentido em cada detalhe, numa escrita tão atenciosa. Eu me sinto uma irresponsável que sai cuspindo palavras a torto e direito quando penso no brilhantismo dessa mulher.
Certo, certo, me empolguei de novo, desculpe.
Haha, você pensou no texto de um jeito tão diferente de como eu o havia concebido, que até tive que parar e pensar. realmente, foi uma interpretação mais interessante do que a minha!
Estou tentadsa a lhe explciar cada detalhe de como eu pensava e como as coisas realmente seriam, mas perdi essa vontade, com um sorriso nos lábios. Um sorriso de divertimento. Porque gostaria de lhe deixar com essas suas belas ideias.
Mas sim, disse tudo em suas últimas frases. A ausência de sentido, é o sentido, na verdade. Se não há amor, fica o vazio, que precisa ser preenchido. Se não há a certeza, é porque há quem esteja se enganando. Sim.
Vou só aprofundar um tanto nas nuvens, tudo bem?
Eu sabia o que queria escrever, mas, como sempre, não sabia como começar. Fiquei olhando pra cima, e me toquei.
Se você olhar pra cima, em campo avberto ou em frente a uma janela, eventualmente você se encontra com as nuvens. Aquelas coisinhas fofas passeando pelo céu ou então encobrindo-o, pesadas e gordas, por vezes ameaçadoras, negras mesmo. Mas, independentemente, elas são passageiras e, se você for pensar, não estão nem ai pra você, porque são elevadas. Mas adoro o contraste delas com o céu azul. Elas englobam, portanto, o terreno, o celeste, o despreocupado e a tensão. Perfeitas para o conflito interno das personagens.
Ou algo assim...Talvez tenha ficado meio confuso. Mas bem, minha cabeça nunca é lá muito ordenada, o que complica para explicar como funciona, haha.
Desculpe os erros de digitação. Teclado estranho a mim, from casa de prima.
Até uma próxima, e muito obrigada pela maravilhosa review.
Thaís.