Únicos- segunda temporada
11 O beijo no baile
Notas iniciais
Um baile, um beijo, uma mulher misteriosa, nos beijamos, o beijo dela marcou minha pele e meu coração, quando tentei tirar sua mascara para saber quem era ela. Ela simplesmente desapareceu.
O único que tenho dela, é sua mascara que caiu quando ela deixou o salão.
Veneza 1947, as noites de luxo e glamour voltaram a cidade, depois da segunda guerra mundial, aquele seria o primeiro baile pós-guerra.
Filha de um dos mercadores mais importantes de Veneza, Victoria voltava de uma viagem longa, tinha ficado fora da Itália durante a guerra, Seu pai o Senhor Vicente, buscou a família que estava em Portugal, Victoria seria apresentada a sociedade veneziana, seria seu primeiro baile.
Sua mãe, Maria fazia questão que os Gucci fizesses seu vestido e sua mascara para o tal baile anual. O vestido segundo Maria tinha que levar a personalidade de Victoria, uma jovem mulher que era forte, seguro, estava a frente de seu tempo, valente e acima de tudo tinha um amor pela vida.
Antônio Gucci juntou todos os detalhes para fazer o vestido ideal para a moça, na sua mascara fios de ouro com pequenos diamantes e trançados com a mais pura ceda negra.
Na primeira prova todo no atelier ficaram boquiabertos como o vestido ficou perfeito nela, ali estava o vestido mais ousado para época e mais requintado também.
A mascara ficou tão perfeito com o contraste dos olhos verdes de Victoria que Gucci chorou ao ver sua criação.
Vic: Mãe, é lindo tudo isso amei, vou ser a mais bela do baile.
Maria: Sempre minha menina. Agora vamos que quero ir ao mercado de joias dos Bernal para ver se o colar que encomendei está lá.
As duas foram pela praça principal, um jovem rapaz olhou Victoria como se olhasse a pedra mais rara de uma joia preciosa. Durante do o trajeto delas, ele as acompanhou sem estar as seguindo, pois esta o mesmo caminho dele.
Vic: Mãe olhe aquele rapaz, ele é lindo, sabe quem é?
Maria: Para com isso Vicky seu pai ficará furioso se souber que andas de olhos em rapazes sem a permissão dele.
Vic: Para mãe, ele é lindo, e me chamou a atenção. Não estou olhando do modo que pensa, só, olhando.
As duas continuaram conversando e seguindo seus caminhos, até que o rapaz parou e entrou em uma grande casa que ficava perto da loja. Maria e Victoria entraram e esperam pela sua encomenda.
Uma jovem as entregou uma caixa e perguntou se elas queriam que o irmão mais velho as levassem, pois uma joia cara daquelas com duas mulheres seria prato cheio para os "meliantes do rio" como eram chamado os ladrões de Veneza.
Maria aceitou, e quando não podia mais negar viu o jovem que olhava para elas durante o caminho aparecer quando a irmã o chamou.
Heri: Mas que merda, menina tenho que estudar e não acompanhar senhoras ricas e chatas para casa. – falou grosso e irritado.
Heriberto era dos livros, já não tinha gostado quando o pai assumiu a comenda do baile, pois sabia que era um grande pretexto para casar o jovem.
Ana: Fale baixo, elas estão na sala principal, poxa irmão, sabe que o papai vai brigar comigo, e não quero me casar com o velho que ele arrumar, quem sabe se me ajudar eu te ajudo.
Heri: Ana, minha menina, sabe que te amo, eres minha irmã favorita, mas acompanhar velhas chatas não é comigo. – ele fez uma pausa passando as mãos nos cabelos. – Quem é o rapaz Ana, por quem tem olhos minha menina? Quer que me torne amigo dele para que o papai não desconfie é isso?
Ana: Heri, eu sou sua única irmã, por certo tenho que ser a favorita, mas sim, ele se chama Pietro Lazari, é o filho do contador do papai, olha ele me mandou isso.
Heri: Vai nos meter em uma grande encrenca mocinha, mas te ajudo, só hoje, quem são as chatas velhas dessa vez?
Ana: Bom a senhora eu não sei é chata, mas a filha aparente ser "mimadinha", são as Sandoval!
Heri: Ana o que eu não faço por você, vamos lá, vou levar as chatinhas para casa.
O que os dois não imaginavam é que Victoria além de mimadinha era curiosa, e saiu caminhando ela loja e acabou entrando na sala onde os irmãos conversavam. E ouviu tudo, torcendo o nariz e voltando rápido para junto de sua mãe.
Vic: Mãe vamos pedir para um menino ir buscar o papai, ele nos pega e nos leva para a casa!
Maria: Não filha, seu pai está ocupado demais hoje. Vamos espera o Bernal Filho.
Quando Heriberto entrou na sala deu de cara com as duas olhando para fora, Victoria não se virou quando ele as saudou.
Ana: Heriberto, por favor acompanhe as senhoras Sandoval até a casa delas, e as deixe em segurança. Papai não está para fazer isso, e elas levam conjuntos muito caros.
Heri: Com prazer. Senhoras para onde vamos? — usou um tom sarcástico.
Maria: Heriberto, vamos para o baixada Luz, perto do rio e da Igreja. – ela sorriu cordial, mas a filha nem o olhou.
Heri: Muito bem área nobre de Veneza. Vamos irei só pegar meus livros que logo voltarei para a universidade.
Maria: Faz o que?- ela sempre com tom ameno tentando, entender o comportamento da filha.
Heri: Medicina.
Maria sentiu o rosto da filha, arder e ao mesmo tempo brilhar quando encontrou o olhar de Heriberto, era o rapaz que Victoria olhou na rua, e o tinha admirado, mas ali tão perto, viu algo mais entre os olhares deles, e sabia que algo entre os dois poderia acontecer, e deveria começar a preparar o marido para a possível decisão da filha. O caminho foi rápido cerca de 15 min, os três conversavam, o tema principal o futuro de Victoria e de Heriberto. Ela como aprendiz da casa Gucci e ele como médico.
Vic: Obrigada por nos acompanhar, foi muito gentil. – falou grossa entrando em casa sem olhar para trás.
Heri: O prazer foi meu. Senhoras até o baile.
Maria: Você vai estar lá?
Heri: Meus pais são os comendadores do baile esse ano. Chamamos de o Baile da Comenda.
Maria: Vemo-nos no baile. Boa noite.
Os três se despediram e seguiram seus caminhos, mas Heriberto e Victoria ficaram ansiosos durante os dois outros dias, ele até que tentou um "encontro" casual, mas ela não saiu de casa durante os dois dias.
Vic: Como estou? – falou descendo as escadas linda, na verdade deslumbrante.
Vicente: Minha filha está magnifica.
Maria: Está uma rainha.
Os três foram até o local do baile em um luxuoso barco veneziano, eram os convidados mais esperados, pois Victoria iria ser apresentada a sociedade, e isso significaria que seu pai estava a deixando livre para se casar, claro que interesses aconteceriam, mas com ela só seria por amor, e amor verdadeiro.
A festa estava linda quando Victoria e os pais entraram todos a olharam, ela estava deslumbrando, todos os jovens pretendentes a olharam, inclusive Heriberto, que ao lado de Ana perguntou.
Heri: Quem são Ana? — ela sorriu e olhou e logo reconheceu a chatinhas.
Ana: Sua futura noiva! – ela falou e correu para o lado do pai e "cochichou" algo fazendo o senhor Bernal Sênior, sentir orgulho do filho e sorriu, e logo foi até os amigos recém chegado saudando.
Heriberto ficou encantado com aquela mulher, uma linda jovem que tinha os olhos lindos, os mais lindos que já viu, e seu sorriso era encantador. Ele tinha a impressão de já tê-los vistos, mas onde?
O baile começou e todos foram dançar, a coreografia marcada, isso era de praxe nos bailes, Heriberto correu para dançar com a mulher mais bela do local.
(Antes de prosseguir a leitura assista o vídeo)
O casal de negro e vermelho chamou a atenção durante toda a dança, Heriberto estava fascinado pela beleza sem igual da jovem. Ela tinha o olhar fixo nele, e sorria para ele de forma graciosa, quando a música acabou ele tentou conduzir a jovem para conversarem, mas ela sussurrou algo e saiu do campo de visão dele. E ele foi até onde o sussurro dela tinha dito para ele ir, ao jardim de inverno do salão.
Vic: Sabe que não podemos ficar aqui muito tempo. – ela falou com segurança na voz e sabendo quem era o jovem de máscara branca, pela metade do rosto.
Heri: Quem é você? Seu olhar me fascinou, seu sorriso me encantou.
Vic: Sério?! – falou com tom sarcástico mas divertido. – Oras deveria saber quem sou, pois falou sobre mim como se me conhecesse!
Heri: E acho que falei bobagens, pois seu tom é arisco. — ela chegou bem perto de e o beijou, o beijo ousado, quente, intenso, ele correspondeu da mesma maneira, o beijo estava ficando mais e mais intenso, até que ela sem folego se separou dele, pois ouviu passos vindo até ponde estavam, ela sorriu e falou:
Vic: Te concedo a próxima dança futuro doutor! – falou e saiu dali indo em direção a pista principal.
( ouça a musica enquanto termina de ler o capitulo)
Momentos depois a orquestra iniciou a música, Bolero de Ravel, Heriberto prontamente a viu descendo majestosamente as escadas e a conduziu para o centro da pista, ao som da música, os dois bailaram graciosamente, ela sempre que podia e tinha a chance o provocava, era ousada a jovem, ela colocou a mão por dentro do paletó dele, arranhando as costas, depois roçando o nariz no pescoço dele, isso foi durante toda a música, provocações, ela sábia como fazer, e estava deixando ele doido.
Heri: Para uma jovem, é ousada!
Vic: Não me conhece e me julgas novamente, primeiro de chata e mimada, agora ousada?! Faço o que quero com quem quero, e doutor Bernal, você eu quero!
Ele não pensou, a beijou ali mesmo no meio de todos, seus pais se olharam, pois, estavam juntos, os Rios Bernal e os Sandoval, Maria olhou para Vicente, sabia que ele não gostava do jeito da filha, e Ana segurou a mão do pai e sorriu.
No ápice da música ele tentou tirar a máscara dela com um beijo para camuflar o que fazia, mas Vicky mais esperta, sabia o que ele fazia, tirou, mas antes sussurrou.
Vic: Me encontre amanhã, no jardim de sua casa, depois da primeira hora da tarde. Estarei esperando doutor Heriberto Rios Bernal.
Quando ele foi abrir os olhos para ver a face de sua bela, ela estava saindo pela porta lateral, o deixando com a máscara nas mãos. Heriberto não sabia o que fazer, Ana foi até ele e o tirou do centro da pista, quando ele se deu conta ela falou:
Ana: Beijar sua noiva assim em publicou só fez confirmar a união cedo demais meu irmão!
Heri: Quem é ela?
Ana: Ah meu irmão, isso só saberá quando ela voltar!
O baile para Heriberto acabou, ele voltou para casa querendo saber quem era a mulher do baile, ela sabia dele, sábio o que fazia e sabia seu nome, Ana sua irmã, também somente ele não sabia.
Naquela manhã, o sr. Bernal e o sr. Sandoval, conversaram com a pedido da filha, ela o queria, e falou para o pai suas intenções, o mesmo foi falar com o pai de Heriberto que logo aceitou. Querendo ou não era um acorde de famílias, mas nesse caso, Victoria se antecipou falando que estava interessada pelo jovem Bernal.
A noite foi mais longa para Heriberto, mais do que nunca, ele caminhou pelo jardim, pela casa e pelo quarto, viu o sol nascer quando vencido pelo sono caiu em sua cama. Eram quase meio dia quando Ana entrou no quarto e avisou que ele tinha visita. Ele se arrumou, se fez elegante, sabia que ela viria buscar a máscara.
Vic: Quero minha máscara de volta!
Heri: Eu lhe devolvo, mas quem é você?
Vic: Sua noiva! – ela falava de costas para ele.
Victoria estava sorrindo, quando se virou e olhou para ele, ele ficou ainda mais admirado por ela, seus olhos eram lindos, e ele via ali o que ele nunca viu em nenhuma mulher, viu amor.
Heri: Você!
Vic: Quer casar comigo? – ele se aproximou e a abraçou pela cintura.
Heri: Para a vida toda!- ele a beijou selando a união do amor.....
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