Notas iniciais
Para InesAmazona Amores, esse é meu presente de aniversário para ela que é meu coração, que está sempre comigo não importando onde nem quando nem que horas! Que me da colo quando choro, que me dá broncas quando necessário. Que faz meus dias maravilhosos. Ter sua amizade foi uma benção. Bom mais um presente pra vc. ALÉM DOS OUTROS E DO NOSSO LIVRO. ENTÃO MI CORAZÓN FELIZ CUMPLEAÑOS.❤❤❤❤❤❤❤❤❤ Corazón, Feliz Cumpleaños, te quiero demasiadamente muchissimo, uau é muito mesmo, kkkkk. Obrigada por existir, por escrever lindas e magnificas histórias, obrigada por me deixar ser sua amiga, bom além do presente que foi, mais os que irão via correio, esse é mais um para você, espero que gosto e que desfrute assim como eu desfrutei ao escrever. Carla, de poucas pessoas que passaram na minha vida e deixaram marcas que tempo algum irá apagar, você é uma das que vai ficar para todo sempre, nesse mundo aqui, vimos e contramos os que chamamos de "passageiros" mas você tem e sempre terá um lugar mais que especial na minha vida e no meu coração. Feliz Aniversário - Feliz Cumpleaños - happy birthday Te quiero

Hermosillo, México.

Inês estava sentada na varanda de sua fazenda, os olhos estavam inchados de tanto chorar, já não sabia mais o que fazer, marido tinha a deixado, e levou com ele seu filho, Loreto era um homem, violento, bruto, e Alejandro infelizmente amava o pai, amava por não saber quem ele era realmente.

Loreto, deixou Inês com a casa, e foi isso, ela teria que trabalhar para manter a casa, mas trabalhar em que? Se o que ela fez a vida inteira foi cuidar da casa, do marido e do filho, dando-lhes as melhores refeições.

Inês é uma cozinheira de mão cheia, fazia tudo, com tudo e de tudo. As vezes de provar algo em lugares, ela reproduzia de tal maneira que ficava melhor.

— Mulher, pare de chorar, o traste já foi, tudo bem que levou Alejandro, mas logo ele volta. — falou Diana a amiga de tantos anos.

— Não é por isso Didi, mês que vez terei as contas da casa, água, luz, imposto, e como vou pagar tudo isso? Acho que vou vender o carro e parte das terras, até eu arrumar um emprego.

— Inês, por que não faz seus quitutes para vender na cidade? Sempre que vamos á quermesse a barraca que tem suas delicas é a que mais lucra, o que você acha? Se precisar falo com Vicente e adiantamos algum dinheiro para você começar?

— Consigo? Questionou Inês.

— Mas claro que sim! Vai ser um sucesso! — Diana falava com um lido sorriso.

***

Na capital – Escritório da Revista History Magazine

— Não tenho mais o que discutir Victoriano, você terá que fazer a matéria!

— Mas é um ano, vou percorrer o país seguindo os passos de Pancho Villa, isso vai demorar um ano. – falou Victoriano um pouco frustrado olhando para seu chefe Eduardo Gutierrez.

— Bom, mas lembre-se que vai virar um documentário para o canal History, e não tenho melhor profissional que você para designar tal matéria.

Victoriano no momento achou ruim, mas depois concordou, pois, seu casamento estava acabando, os papeis do divórcio já tinha sido solicitado, o casamento dele com Debora ficou pior quando ela perdeu o filho que ela esperava, na verdade ela não queria um filho, não queria "maltratar" o corpo perfeito dela.

Debora era fútil, egoísta, e manipuladora, mas quando tomou os remédios para perder o bebê, foi a gota para Victoriano, mesmo ele não sabendo que ela tinha feito de propósito.

Victoriano já tinha percorrido metade dos passos de Villa, estava na cidade de Juarez, fronteira com os EUA, ali Pancho teria vencido umas das batalhas contra o governo.

— Estou a seis meses Eduardo, não sei mais nem meu endereço ai na capital, preciso de pelo menos uns 20 dias de folga, depois continuo, estou em Juarez e daqui vou para Chihuahua. – falava ao telefone, com uma expressão de cansado.

— Eu sei meu amigo, mas fazemos assim, te dou 15 dias, quando me ligar novamente esteja em Chihuahua, ok? Trato feito?

— Feito! – ele desliga o telefone e fala com a moça da recepção do hotel onde estava. – Boa tarde senhorita, poderia me dar uma indicação?

— Boa tarde! Que tipo de indicação? – falou Diana, num tom desconfiado, pois, a cidade era conhecida como a cidade do tráfico e da prostituição.

— Sou da capital e é a primeira vez que venho para esses lados, tem alguma cidade ou pousada por aqui onde eu poderia ficar "offline" por 15 dias? Prazer sou Victoriano Santos, jornalista e pesquisador!

— Sou Diana Mendonça Luna, aqui em Juarez, bom sabe a fama que tem, mas eu sou de Hermosillo, é lindo lá, meus pais tem uma pequena fazenda de cavalos, mas na cidade tem uma das melhores pousadas da região, e a dona dela cozinha como ninguém. Pousada Huerta.

Os dois ficaram conversando por um tempo, Diana contou que suas duas irmãs mais nova e o filho de da Senhora Huerta trabalhavam na pousada. Ela falou tanto do lugar, das pessoas, de da senhora Huerta, que Victoriano ficou bem curioso, além do mais, ficaria off por uns dias.

Ele terminou os registros na cidade, e entrou na caminhonete que a revista deu para ele fazer a viagem e seguiu para Hermosillo, dois dias de viagem, fez algumas paradas em motéis e postos de gasolina até que chegar a cidade.

Era algo pequeno, mas lindo, assim como o nome, Hermosillo, Victoriano pegou um estrada secundária, queria conhecer melhor o lugar, de longe ouviu barulho de água corrente, ele tirava fotos da natureza, caminhou até a ponta do penhasco e avistou uma cachoeira, era um lugar lindo, quando ele resolveu descer até o local viu uma linda morena, com um biquíni branco saindo da água, ele ficou deslumbrando com tanta beleza, ela tinha os cabelos negros, corpo curvilíneo, de longe não deu para ver todos os detalhes, mas ela era linda.

Ela caminhou para fora da água, até suas roupas, pegou uma toalha secou o que deu, vestiu sua roupa e caminhou em direção as pedras, Victoriano não a viu mais, pois, ela entrou no meio das arvores para chagar até seu carro.

Ela voltou para a cidade, enquanto Victoriano ficou por mais algum tempo ali, desceu até a cachoeira, onde tirou mais fotos depois seguiu seu caminho.

Encontrou a pousada que Diana o indicou, foi bem recepcionado por Conny, era uma jovem loirinha, com sorriso encantador, Alejandro chegou com seu amigo Emiliano, noivo de Conny, chegaram falando da caminhonete parada na frente da pousada.

— Nossa deve valer uma pequena fortuna, é um ranger sport com tração nas 4. — Emiliano falava curioso.

— Tem cabine dupla, e percebeu a cor dela, única! – afirmou Alejandro.

— Meninos, esse é nosso novo hospede, Sr. Santos. – Conny cortou os dois, pois sabia que o carro era dele.

— Ela tem tração nas 4, a cabine tem um dispositivo de câmeras traseiras e frontal, caso eu tenho que dirigir a noite. Prazer sou Victoriano Santos.

— Senhor Santos que maquina incrível o senhor dirige. – Alejandro estendeu a mão para cumprimentar.

— Uau, o senhor com esse carro por aqui, está a negócios? Prazer Emiliano Perez.

— A descanso, como falava com a senhorita Conny, a irmã dela Diana, me indicou, preciso de um descanso, estou fazendo uma pesquisa para a revista para qual trabalho. Vim para cá descansar antes de seguir meu acaminho, ainda tenho muito que andar pelos caminhos que Pancho Villa fez.

— Então está no lugar certo, meu bisavô, foi um dos oponentes dele, Victoriano Huerta. – Inês entrou falando, pois ouvirá parte de conversa.

Ela estava linda, seu sorriso era perfeito, os olhos duas lindas e verdes esmeraldas, a morena da cachoeira. Victoriano ficou embasbacado ao ver a deusa da cachoeira, ali parada a seu lado.

— Olá sou Inês Huerta, bem-vindo a minha pousada, o almoça ficará pronto em meia hora.

Ele não respondeu, ficou olhando para ela encantando, como podia tal beleza estar assim tão perto dele.

— Sr. Santos, Sr Victoriano. – chamava Emiliano. – É madrinha mais um encantado com sua beleza.

— Para com isso tonto, respeito com a minha mãe. – Alejandro lhe dá um tapa na cabeça, o repreendendo.

— Perdão, não quis ser indelicado, mas a senhora com todo o respeito é linda, e olha que eu como fotografo e pesquisador já tirei muitas fotos por aí e sei o que digo.

— Obrigada! – falou Inês encabulada. – Meninos vocês não têm que trabalhar, vamos, vamos. Com licença ainda tenho que finalizar o almoço. – ela saiu sem olhar para trás, deixando Victoriano ainda mais encanto.

***

Emiliano ajudou Victoriano com suas coisas, eram duas malas, e mais uma mochila com os equipamentos fotográficos.

— Vai ficar quanto tempo Sr. Santos?

— Duas semanas, será que sua madrinha me ajudaria com o caso do meu xará o Victoriano Huerta?

— Minha dinda é legal, só não gosta que a olhem como o senhor a olhou! Mas ela ajuda sim!

— Olhei como?

— Com cara de babão! – ele sorriu.

— Seu padrinho deve ter um ciúme e tanto dela! — perguntou curioso.

— Ela é separada, e só ela é minha madrinha, ele nunca foi. Mas deixa isso para lá. Espero que goste daqui, tem lugares lindos para fotografar.

— Sim ei percebi, lugares e pessoas. Obrigado Emiliano. – falou dando-lhe um agrado em dinheiro.

— Obrigado, mas não precisa Sr. Santos.

— Faço questão, meus equipamentos são pesados, eu sei disso. – ele estende a mão e entrega o dinheiro para Emiliano que aceita e sai fechando a porta.

***

Na cozinha Inês finaliza o almoço, ela servia em torno de 20 almoços por dia, fora quando tinhas hospedes,

Ela estava distraída terminando de lavar as saladas, quando Emiliano entra na cozinha, de mansinho, ele vai se aproximando dela quando...

— Não te atreva Emiliano!

— Como sabia que era eu madrinha!

— Você é igual seu pai, meu irmão adorava me dar susto na cozinha.

— O cheiro está bom, o que vamos almoçar?

— Mole com pollo y tacos.

— Madrinha já falei que te amo hoje? – ela parou e sorriu com um olhar pícaro.

— Nem me lembro quando foi a última vez que ouvi.

— Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo. – falou abraçando Inês e a levantando do chão.

— Quando eu digo que Emiliano é o preferido, eu estou falando demais, isso que é só sobrinho e afilhando, se fosse filho eu viveria num abandono só. – falou Alejandro enciumado.

— Oh pobre do meu filho carente, a namorada está em Juarez e ele fica assim. Vem aqui mamãe vai de dar colo. – ela se soltou dos braços de Emiliano e foi abraçar o filho que fazia cara de choro.

— Serio, acho que ama mais ele do que eu.

— Amo os dois! Mas você é meu filho, veio de mim, quem eu amo mais! Vai para Juarez amanhã?

— Vou sim mãe, não gosto de Diana naquela cidade, isso me deixa preocupado.

— Calma meu amor, é só provisório sabe disso, daqui dois vezes ela não terá que voltar mais.

— Não vejo a hora desse casamento, mãe, você nossa casa como ficou linda?

— Eu vi sim, está linda, e logo vocês estarão casados e bem felizes e me ando netos e netas.

— Isso ainda vai demorar mãe, quero aproveitar.

***

A amanhã foi tranquila, o almoço foi corrido, pois outros souberam que Inês tinha feito e foram almoçar lá pousada, naquele dia foram mais de 50 refeições, Victoriano quase perdeu o almoço, pois, tomou um banho e acabou cochilando, mas, Inês tinha deixado o dele reservado.

Durante os três primeiros dias foi assim, ela preparava o almoço para quase 50 pessoas e a noite o jantar somente para o seus único hospedes, nesses dias Victoriano avisou que não jantaria, somente comeria um lanche em seu quarto, Inês deixa tudo pronto e Conny levava para ele, era sempre um lanche reforçado e completo.

Era uma manhã linda, Inês tinha ido para a cachoeira como fazia quase todos os dias quentes, depois voltava para a pousada e preparava o almoço, depois de servidos ela fazia seus afazeres da casa e da pousada, era mais e o administrativo junto com Cassandra, sua outra sobrinha.

Durante esse Dias Inês e Victoriano se olhavam de forma carinhosa, era algo que ambos não conseguiam explicar, eles sentiam algo um pelo outro, mas ficavam somente em olhares e trocas de sorrisos.

Quando conversavam era sobre as histórias que o pai de Inês contava sobre a revolução, sobre Pancho Villa e claro sobre seu bisavô Victoriano Huerta. Inês ficou de mostras fotos e um dos diárias do bisavô para ele, assim que o encontrasse.

À tarde, Inês planejava o jantar, quer seria somente para os hospedes, ela estava sentada na varanda da pousada quando Victoriano chegou.

Ele estacionou seu carro, pegou a mochila e quando subiu as escadas deu de cara com Inês.

— Boa tarde Senhora Huerta!

— Boa tarde Sr. Santos.

— Por favor, só Victoriano.

— Inês, por favor. – ela sorriu. – O que deseja para o jantar?

— Como? – ele não entendeu direito.

— O que deseja para o jantar? Eu não sirvo refeições a noite, somente para os hospedes, e como estávamos em baixa temporada tenho somente o senhor na pousada, e então, o que deseja para o jantar?

— Nossa que honra a minha, bom nesse caso, qual sua melhor receita, esse será meu jantar!

Inês sorriu e afirmou com a cabeça, consentido o pedido dele, depois se levantou e quando estava prestes a entrar se virou deu um olhar mais que enigmático para Victoriano e falou.

— Vou te surpreender Sr. Fotografo!

Victoriano amou aquele olhar, e o sorriso nem se fala e pensou...". Não se apaixone Victoriano, ela não é mulher para você, é muita estrela para o seu céu!". Ele ficou na varando por mais um tempo, entrou e foi para seu quarto.

Inês preparava sua receita especial, seu toque secreto era o segredo da receita, pegou um vinho e colocou na geladeira e começou a fazer o molho de mostarda para a salada de folhas verdes.

Enquanto o frango assava, Inês olhava para fora, o verde da mata, o som da cachoeira trazia uma paz, uma tranquilidade sem igual para ela, que estava encostada no marco da porta, pensava na vida, em sua vida e na mudança que teve nesses últimos meses.

***

Eram 20h quando Victoriano desdeu e seguiu em direção ao salão de das refeições, quando chegou a porta estava trancada, olhou em volta, não viu ninguém, caminhou até a recepção que também estava vazia.

Victoriano entrou pelo lado, viu a mesa arrumada para um pessoa, ele olhou não queria jantar sozinho e pensou – "mais um jantar sozinho, sem vida além da minha!" – Quando ele a viu, linda, morena que a lua ajudava a realçar sua cor, o brilho nos cabelos, o olhar perdido, mas feliz, e suas curvas, ah as curvas de Inês. Ela se virou pegou um arranjo de lírios brancos e foi colocar na mesa dele.

— Oi, boa noite!

— Olá, sente-se vou buscar lhe serviu hoje, vou buscar o vinho e a sua salada de entrada, logo volto.

— Inês?!

— Sim?

— Nada, está tudo bem! – ela se vira entrando na cozinha novamente.

Inês colocava o molho delicadamente sobre a salada quando Victoriano entrou na cozinha, com o arranjo de lírios em uma das mãos e o prato, talheres na outra.

— Alguma coisa errada Sr. Santos?

— Não, está tudo certo, quer jantar comigo? Não quero comer sozinho novamente. Poderia me acompanhar? – ela sorri e confirma com a cabeça, e o conduz até o balcão, na varanda ela arruma a mesa para os dois, a noite estava linda, a lua cheia iluminava tudo, o rio que corria atrás da casa, que vinha da cachoeira fazia a vista mais perfeita ainda.

Era um deck lindo, Inês pediu para Ale e Emi fazerem para ela, nas noites quentes ela ficava horas ali a noite.

Os dois arrumaram a mesa, depois Inês trouxe a garrafa de vinho, a salada e o prato quente. Inês serviu a salada e Victoriano o vinho, durante o jantar a conversa fluía naturalmente como se eles se conhecessem a muitos anos.

— Isso é divino! — falou ele com a boca cheia e vendo Inês sorrir.

— O segredo é dourar a cebola na manteiga! — afirmou ela lambendo os dedos e depois pegou o guardanapo.

— Os segredos são suas mãos, o carinho e o amor dedicado para cozinheira, ou melhor da Chef. Com esses segredos tudo sai perfeito.

— Com capricho eu diria, faço o que gosto, cozinhar é pra mim uma terapia, e isso ajuda muito!

E assim a noite passou, entre conversas e risadas, Inês e Victoriano se deram conta que da noite agradável que tiveram.

— Olha, há anos não tenho um jantar e uma noite assim, perfeitos, agradável!

— O mesmo eu digo, acho que nem me lembrava mais o que era isso, sua companhia, seu jantar, estava tudo perfeito! – ele a olhava com carinho, um carinho diferente do qual Inês não sentia a muito tempo. E sem notar Inês retribuía o olhar para ele, gostava do jeito dele falar com ela, do jeito que a elogiava e principalmente do jeito que ele a olhava.

— Sobremesa? — perguntou olhando para ele, era a forma que encontrou de quebrar o silencio constrangedor entre eles.

— Sim, claro! — ela serviu para os dois e depois serviu café.

Depois de uma conversa, ambos se despediram, Inês foi caminhar, ela fazia quase todas as noites, e Victoriano foi para seu quarto. Nenhum dos dois conseguiu dormir, Inês tomou um banho quente, e Victoriano um banho frio, depois de horas o cansaço venceu os dois.

***

Na manhã seguinte o sol ainda não tinha nem apontado quando Victoriano saiu para caminhar, andou que foi parar na cachoeira.

Ele parou na ponta do penhasco e depois deu a volta e desceu até a cachoeira, estava um manhã linda, os raios de sol dava um reflexo lindo nas águas e formando um arco-íris na cascata, ele tirava fotos, uma mais linda que a outra, quando mirou para um local dentro da cascata ela saiu da água, linda, cabelos negros molhados, o sol fazia que as gotas em seu corpo a deixando ainda mais linda, ele tirava fotos dela, até que ela o viu ali.

— Mas que diabos faz aqui senhor Santos? – perguntou tentando se tapar com as mãos, o biquíni era lindo vermelho dando ainda mais glamour ao corpo dela. Ela furiosa sai dali sem deixar ela dar explicações.

Ela entra no carro como estava, pegou a roupa e simplesmente saiu dali. Ela não foi muito longe, freou o carro bruscamente, e socou o volante.

— Inês, ele não é homem para você, é somente um hospede, ele vai embora logo, você tem sua vida aqui!

— Inês!

— Merda! Que susto homem! – ele sorriu nervoso. – Me desculpe, lá na cachoeira, não foi minha intenção, e nem agora lhe assustar. – falou dando meia volta indo a pé em outra direção.

— Victoriano? – ele se virou. – Vem te dou uma carona até em casa. Vem o tempo vai vira e vai te pegar no caminho.

— Como vai virar? Olha que sol lindo não tem nenhuma nuvem no ...- ele não terminou de falar e ouviu um grande estouro no céu.

— Eu avisei, vamos ela vai nos pegar no caminho. – não seguiram por muito tempo, um raio caiu em uma árvore a fazendo rachar e cair na estrada bloqueando a passagem.

— Nossa, essa é das grandes!

— Das grandes e veio com tudo, vamos pela estrava velha, espero que não esteja com tanta lama, caso contrário vamos ficar presos.

Inês virou o carro e seguiu por outra estrada, mas como ela mesmo falou a lama não deixava eles passar.

— Vamos no abrigar na cabana, é modesta, era do meu pai, mas vai dar para nos abrigar até a chuva passar. – ela desviou de alguns buracos e chegaram a estrada, mas uma árvore estava no caminho. — Vamos ter que seguir a pé, consegue?

— Claro!

Os dois saíram do carro, Inês estava já com suas roupas, quando cruzavam por cima da árvore Inês sentiu algo rasgar sua calça e ferir sua perna.

— Ai, ai, mas que droga! – ele a pegou no colo e pediu.

— Eu te ajudo, me mostre o caminho. – ela apontou, deram uns quantos passos e logo chegaram a cabana.

— As chaves estão debaixo daquele vaso ali. – apontou, ele a deixou sentada no banco que tinha na varanda, pegou a chaves abriu a porta e a pegou no colo novamente.

— Preciso ver seu ferimento, tem que limpar o ferimento, aqui tem algo de primeiros socorros?

— Sim, no banheiro dentro do armário de cima. – ela se virou e viu sangue com alguns pedaços de musgo e sujeiras. – Merda, isso vai ficar feio.

— Achei, quer limpar você? Ou posso fazer?

— Acho que você poderia me ajudar, pois é bem atrás da coxa eu não vejo direito. Espera vou tirar a calça.

— Vou pegar uma toalha. – ela foi pegou uma toalha e quando voltou Inês já estava sem a calça, somente de biquíni.

— Bom, preciso de ajuda, e você já me viu na cachoeira.

— Inês, já pedi desculpas não por intensão, lhe assustar ou causar-lhe constrangimento.

— Tudo bem, agora me ajude a limpar o ferimento está doendo.

Ele a ajudou, ou melhor limpou, depois colocou uma pomada que tinha junto ao kit. Depois Inês preparou um café para eles, ela pegou algumas roupas do pai, que ainda havia ali, e deu para ele tirar as suas roupas molhadas, e ele pegou um vestido que ali tinha.

A tempestade não deu trégua, os raios e trovões estavam cada vez mais forte, eles estavam sentados na frente da lareira, o que ajudava a mantê-los aquecidos, quando um forte trovão caiu próxima a cabana fazendo uma árvore cair e assustando Inês que pulou para os braços de Victoriano.

— Aí eu detesto esses trovões. – falou agarrada ao peito dele, que logo colocou os braços em volta dela.

— Calma, está tudo bem, logo vai passar. Mas hoje acho que não terá almoço na pousada. – falou sorrindo, quando ela ergueu a cabeça e encontrando os olhos e lábios dele tão próximos ao dela.

— Inês!

— Victoriano...

Ele a beijou com carinho, a mão dele foi para a nuca dela puxando seu corpo junto ao dele, o beijo se tornou intenso, Inês o abraçou, as mãos dela percorriam as costas dele.

Lentamente ele a deitou no chão, e o beijo se tornou quente, sensual, ele estava dentre as pernas dela, e ela levantou de leve junto ao quadril dele e encaixou-se mais a ele.

— Você é linda, nossa uma Deusa, te desejo, Inês te desejo desde que te vi a primeira vez naquela cachoeira.

— Você ficou me espionando senhor Santos? – falou manhosa e maliciosa.

— Eu vi uma Deusa saindo daquelas águas. – ela sorriu e desceu as mãos para a cintura puxando a camiseta e a tirando.

Victoriano aprofundou o beijo, Inês estava rendida, os desejos entre eles era mutuo, as mãos dele desceram até a cintura dela, ele apertou, sentou Inês gemer dentre os lábios, ela a virou fazendo ela ficar por cima dele.

Inês sentiu o corpo tremer de prazer, ele sentou com ela ainda em seu colo, deu beijos quentes e molhados nos lábios, desceu para o pescoço, ele lentamente tirou o vestido dela, a deixando somente de calcinha, acariciou os seios dela com carinho, a boca desceu ao outro que ela mesmo ofereceu de bom grado.

Victoriano gemeu com o seio dele nos lábios, estavam entregues um ao outro, Inês rebolou sobre o membro dele, que ficou ainda mais excitado.

— Estou louco por te ter por completo Inês, te quero, quero mais que tudo.

— Então me ame, me ame estou ardendo por você, te quero e te desejo Victoriano.

Ele a colocou deitada novamente, pegou o elástico da única peça que o impedia, ela o ajudou dobrando as pernas para que ele tirasse, jogou de lado, abriu as pernas dela e ficando dentre elas, a tomou lendo, suave, gostoso, os movimentos eram rítmicos com tal sincronia como se fossem feitos um para o outro, em um encaixe perfeito.

— Inês, você é ahhhh....

— Victor.... ahhhhhhhhhh

Juntos chegaram ao ápice de um orgasmo maravilhoso, cheio de emoção, de carinho e dali uma paixão que estava aprisionada em seus corações saltou, e abraçados selaram com um beijo.

Momentos depois, suas respirações e seus corpos já acalmados ele quebrou o silencio.

— Inês, eu preciso falar, não sou nenhum jovenzinho, mais essa com certeza foi a noite mais maravilhosa que já tive na vida. – falou beijando os cabelos dela.

— Sabe, já fui casada, e essa foi a primeira vez que realmente me senti amada e desejada. – falou sem erguer a cabeça que repousava no peito dele.

— Posso não ser o melhor, mas quero te amar assim como minha mulher, minha amiga, minha amante para o resta da vida. – ela num impulso se levantou se tapando com o vestido.

— Eu desejo o mesmo, mas como vamos fazer?

— Inês, vamos viver o agora, o futuro a gente aguarda. Vamos vir o presente.

Ele a puxou chocando seus corpos novamente e lhe deu um beijo forte e intenso, e voltaram a se amarem, não se importando com a chuva que caia lá fora, e depois dormiram um nos braços do outro.

Inês acordou ouvindo o filho a chamar, ela se assustou quando o som da voz de Alejandro ficava mais perto. Ela se vestiu e chamou Victoriano.

— Vista-se Alejandro meu filho está chegando, como sabia que eu estava na cachoeira, deve ter ficado preocupado.

— Inês! – foi até ela a abraçou. – Não quero uma aventura, quero você!

Ela o beijou gostoso, quente depois sorriu e viu a porta abrindo.

— Mãe, que susto, ainda bem que está bem e aqui segura.

— Estamos bem, meu amor, só arranhei a perna em um galho, mas estou bem. Victoriano me ajudou.

— Olá Alejandro. – falou entrando na sala.

Alejandro olhou os dois, sentiu algo no ar, sentiu o coração, temia que a mãe se machucasse novamente.

— Oi, senhor peço-lhe desculpas agora, pois peguei seu carro, já que as chaves estavam na recepção com Conny, ela é ótima nessa lama toda.

— Que bom, fico feliz. Podemos rebocar o carro de sua mãe para casa então.

— Claro vamos para casa, o almoço já era, mas podemos fazer um lanche e tanto o que acham? — Inês sorria com um brilho mais que diferente no olhar.

— Eu adoraria, essa chuva toda me deixou com fome! – disse Victoriano com um sorriso encanador para Inês, depois olhou para Alejandro que os olhava curioso.

Voltando para casa, depois que a chuva amenizou, os beijos escondidos, as trocas de olhares, os esbarrões, eram quase inevitáveis. Quando estavam todos a mesa para o lanche que Inês preparou, Alejandro pediu a palavra.

— Bom quero agradecer que todos estão bem, e que Diana está aqui comigo.

— Para de enrolar Alejandro, já estou com urticaria de curiosidade! – falou Emiliano, que levou um tapa no cabeço do pai.

— Te acalma moleque!

— Artemio, deixa ele! – falou Inês para o irmão.

— Bom, Diana e eu queremos anunciar que vamos nos casar. Eu a pedi em casamento hoje e ela aceitou.

— Graças a Deus, já era hora. – falou Cassandra a irmã do meio de Diana.

— Conny, agora seremos os próximos! — Emiliano pegou a mão dela.

— Dois irmãos casando com duas irmãos que lindo. -Inês tinha lagrimas nos olhos. – Bom eu estou feliz e dou minha benção aos dois casais.

— Eles tem a nossa também. – falou Vicente segurando a mão de Diana Maria, mãe das meninas.

— Felicidades aos noivos! – Victoriano levantou a taça de suco para saudá-los.

Entre escapadas a noite, Inês e Victoriano se amavam, suas noites eram cheias de aventuras, em uma noite se amaram na cachoeira, depois no carro indo para casa, e assim o tempo correu, as juras de amor já estavam aflorando.

Ela estava suada, exausta de ser amada, ele estava sentando tentando recupera o folego, depois de fazer um amor gostoso e ardente.

— Inês, eu estou me sentindo um adolescente tendo um romance as escondidas, mas quero algo real e concreto. Eu te amo! Não como ou quando começou mas eu te amo Inês. E quero que seja minha mulher. – falou ofegante ajustando a respiração.

— Victoriano, eu estou te amando da mesma maneira, te quero comigo, mas como vamos fazer? Eu aqui e você na capital? — ele iria responder quando foram interrompidos por Emiliano.

— Ah então é aqui que os namoradinhos se escondem, sabiam que eu uso esse lugar com a minha namorada?

— Olha o respeito Emiliano, ainda sou sua tia e sua madrinha, me respeita. – falou já vestida e olhando para o sobrinha com cara de brava.

— Calma, dinda, ta tudo bem, todos nós já sabemos, só não tínhamos certeza absoluta, e pode deixar não vou contar para ninguém.

— Contar o que Emiliano?- perguntou Alejandro chegando juntos deles.

— Contar que eu e sua mãe estamos namorando!- respondeu Victoriano com ar superior de amor a Ela.

— Como é? O senhor e minha mãe juntos? Só pode ser brincadeira, mãe o que é isso? Que palhaçada é essa?

— Não, não tem palhaçada alguma Alejandro, eu e Victoriano estamos sim namorando, sou adulta, separada, ganho meu sustento e não deve pedir permissão para dormir com ninguém! – falou furiosa, pegando a mão de Victoriano e saindo dali.

https://youtu.be/sIM4mDQJib4

Fim da primeira parte!!!!