Únicos- segunda temporada

13 Fica Comigo! - parte final


Notas iniciais
E para finalizar as comemorações do niver da Carla, bora dar fim ao casal lindão... Música tema do capítulo: Porque queramos vernos - Vanesa Martin y Matias Dámasio https://youtu.be/iKfRYvw0--o

— Inês, para, Inês. – falou Victoriano querendo dar um basta, e fazer dar certo a relação deles. – Amor, somos adultos, donos de nossas vidas, mas ele é seu filho, ele te ama, temos ou melhor eu tenho que falar com ele.

— Você não entende, eu e o pai dele, ela ainda acha que devemos tentar, só que Alejandro não sabe, que o pai dele é um mostro, é um animal que me machucava. – ela tinha lagrimas nos olhos, sentiu o coração quebrar novamente ao dizer aquelas palavras.

— Mãe, meu pai o que? Meu tio me falou que um dia viu meu pai te batendo, eu achei que era demais, mas agora, ele te maltratava? — ela afirmou com a cabeça e Alejandro chorou e a abraçou forte. – Mãe me perdoa, eu não sabia.

Victoriano olhava a cena sem saber o que fazer, sem ter o que dizer, a mulher que ele estava apaixonado tinha passado por maus tratos e nunca relatou as autoridades, ele estava atordoado.

Ele saiu dali deixando mãe e filho conversando, caminhou por um tempo, a noite estava clara, a lua se fazia o iluminar da noite, quando voltou, Emiliano lhe entregou um bilhete de Inês.

“ Estarei na cabana, devemos conversar, você vem? ”

Victoriano subiu, tomou um banho, eram quase 22h quando ele chegou a cabana, estava a meia luz, a lareira queimava, o fogo aquecia a sala, o aroma que vinha da cozinha, ele sorriu, ela estava linda, um vestido branco, com rendas vermelhas, alças finas, e uma sandália da mesma cor.

— Assim eu caso com você amanhã! – afirmou parado na porta olhando pra ela que se virou e sorriu.

— Bom, a cozinheira disse que está disponível, mas ela é feia, rabugenta e tem a péssima mania de achar que nada é para ela.

— Acho que eu posso dar um jeito nisso, me caso com ela, levo ela pra capital, dou um banho de loja, compro um restaurante para ela, e pronto, ela será mulher mais feliz do mundo, pois vou fazer isso todos as noites, amar ela como se fosse a primeira, dar todo amor que tenho sempre.

Inês estava com os olhos cheios, ela foi até ela e a abraçou forte. Um beijo, um simples beijo foi a fagulha para que seus lábios exigissem mais, suas cabeças bailavam o ritmo de um beijo ardente, quando o ar se fez necessário, ele a beijou na testa, desceu para o rosto, o pescoço, beijou um a um dos ombros, ficou de joelhos na frente dela.

— Inês Huerta, eu Victoriano Santos, estou aqui com o consentimento de Alejandro, para lhe pedir em casamento. Inês, quer casar comigo?

— Sim, eu aceito. Isso é uma loucura, nos conhecemos a quase duas semanas, e parece que estávamos juntos a uma vida. Aceito ser sua esposa.

— Sim isso é loucura, eu vou embora! Pois não lhe mereço, sou um louco. — falou se levantando e dando as costas para ela.

— Vai sair sem provar meu “mixiote” e de sobremesa tem “Garapiñados”! falou firme mas com um lindo sorriso nos lábios.

— Isso é jogar sujo, muito sujo, Inês, minha avó fazia garapiñados para mim, é algo da minha infância.

— Então senhor louco, vai jantar comigo?

— Claro senhora Lokita!

— Antes me fale uma coisa? Como assim com o consentimento do meu filho?

— Vamos comer que te conto a conversa que tive com ele antes de vir para cá.

Ele contou, falou como conversou com Alejandro, disse que os sentimentos dele eram reais, que não sabia explicar quando ou como aconteceu, mas que amava Inês, amava como nunca amou ninguém. E que por ela estava disposto a ficar na cidade. Mas claro depois que ele terminasse o trabalho para a revista.

Depois de um café saboreando as delicias de garapiñados, Victoriano pegou o celular, escolheu algumas músicas em uma playlist chamada “Inês” apertou play e estendeu a mão convidando ela para dançar.

— Se vamos nos casar tenho que saber se não vai pisar no meu pé na valsa de boda. – ela deu um tapa de leve no braço dele e colocou o braço em volto do pescoço dele e com a melodia lenta e terna ele a envolveu e deslizaram pela sala ao som da música.

Inês encostou a cabeça no peito de Victoriano, as mãos dele deslizavam pelas costas dela, ela o mirou com desejo, ele a beijou nos lábios, um beijo cheio de amor, calmo, ao ritmo da música, ele a suspendeu, girando enquanto se beijavam.

Quando ela percebeu já estava no quarto da cabana, a luz da lua iluminava a noite e o quarto, lentamente Victoriano, abriu o zíper do vestido dela, ela começou a desabotoar a camisa dele.

O vestido caiu aos pés dela, ela a pegou no colo e levou para cama, já estavam nus, nada os impediam, ela a deitou na cama, linda nua, ele a comtemplou por uns instantes, depois se deitou sobre ela, com beijos suaves, lentos, com caricias terna, apaixonadas, eles se entregaram de corpo e alma um ao outro, selando o acordo de viver o presente.

Ela sorriu gemendo quando ele a tocou intimamente com a ponta dos dedos, os seios rosados duros dela o levaram a loucura, ele beijou um a um, depois como peças de uma “rompe-cabezas” se encaixando como perfeitamente se amaram a noite toda, e depois a luz da lua adormeceram juntos.

— Eu te amo!

— Eu te amo! – respondeu ela despertando nos braços do homem que a fazia feliz.

— Inês, eu tenho que ....

— Eu sei, mas não aqui, agora é nosso presente, quando saímos por aquela porta teremos um futuro para pensar.

***

Era quase dez da manhã quando Victoriano desceu com suas malas feitas, Inês estava na varanda da casa, sabia que seu coração sentia, era real, mas o futuro era cruel.

Victoriano a olhou, ambos tinham lagrimas nos olhos, ele suspirou abaixou a cabeça, sabia que ficaria mais três meses fora, tinha que terminar seu trabalho, mas também queria ficar com ela, queria que ela fosse com ele, simplesmente a queria ao seu lado. Mas ela tinha um negócio para cuidar, uma família e várias outras que dependia dela. Isso foi o que mais pesou.

Ela o abraçou, um abraço forte, cheio de amor e ao mesmo tempo cheio de saudade, ela queria ir, mas naquele momento não poderia, tinha o casamento do filho, a pousada, e sua vida era ali.

De mãos dadas eles seguiram até o carro, Victoriano colocou a mochila no banco ao lado, depois abriu a porta do lado do motorista, Inês sentiu o coração quebrar.

— Eu te ligarei todos os dias, quero acordar e ter sua voz como primeiro som do dia, e quando for dormir, volto assim que terminar os passos de Villa, Inês eu te amo, amo como nunca amei ninguém. — ele beija a testa dela, e seca as lagrimas que insistiam em cair.

— Quando eu puder ir te ver irei, estou deixando tudo no lugar para que eu posso ir te ver. – ela o abraçou forte, ele segurou o rosto dela com carinho, secou com os polegares as lagrimas beijou os lábios dela.

— Vem comigo Inês!

— Fica comigo!

Victoriano deu mais um beijo em Inês, entrou no carro, e chorando o colocou em movimento, ela ficou ali parada com o coração rasgando de dor, ele estava indo devagar, pois as lágrimas o impediam de ver direito.

O carro foi indo até sumir no horizonte, Inês chorou, aparada por Alejandro ela entrou em casa...

***

Três meses passaram como se o relógio não se movia, era véspera do casamento de Alejandro e Diana, estavam todos jantando quando um celular tocou, Inês foi atender, era ele, assim como prometeu, todos os dias ao acordar e ao dormir ele ligava para ela.

O que Inês não sabia era que não seria só um casamento e sim dois, Victoriano e Alejandro tinha conversado sobre a cerimonia, teria a deles e depois a de Inês e dele. Todos sabiam, menos Inês, até o vestido ela teria, com a ajuda das meninas ela escolheu o modelo a cor, sem se dar conta, pois as conversar entre elas eram tão naturais que ela não se deu conta.

— Oi meu amor, como passou o dia?

— Oi morena, bem, a apresentação foi ótima, a revista adorou mais ainda as fotos e o diária que seu bisavô deixou como relatos. E o seu dia como foi?

— Foi bem, amanhã é o grande dia de Alejandro, estamos jantando, queria muito você ao meu lado.

— Me pede?

— Pedir o que?

— Para eu ficar!

— Fica comigo Victoriano?

Ele entrou pela porta, a olhou com um lindo sorriso, a abraçou pela cintura, tirou o celular da mão dela, a beijou doce, suave.

— Fico! Ficarei para sempre com você minha morena, minha Inês! – ele a beijou forte intenso, com saudade, com paixão.

— Eu te amo! – falaram juntos com amor.

E fim!!!!