Livros e fanfics

Recomendado por Anya

Anya
Sabem quando vocês encontram uma história onde tudo nela - até mesmo os personagens mais odiosos - te faz gritar de tanta paixão? Sim, lhes apresento O Mistério das Borboletas. Convenhamos, só pelo título a autora já te deixa infinitamente curioso, não deixa? Ryskalla encontrou um título do qual fosse capaz de atrair leitores apenas pelo mistério que se refere. Você para e pensa: "Certo, o que as borboletas fizeram?" e quando lê a história, descobre um mundo fantástico completamente repleto de seres adoráveis que estavam te esperando para se juntar à festa. Sem falar na sinopse, que também desperta bastante curiosidade, tanto devido às borboletas quanto aos cabelos azuis do nosso querido principal, Leharuin. É como se você abrisse as portas para um lugar novo, onde tudo parece ser possível, rodeado de borboletas perseguidoras, sereias, bonecas vivas e ladrões de cabelos azuis. Asseguro vocês de que não vão se arrepender por um segundo sequer se lerem essa história. É, definitivamente, maravilhosa e envolvente. Fiquei completamente sem palavras quando li o prólogo e devorei todos os capítulos de uma vez. A história te dá uma vontade de mergulhar entre as ruas e ser parte do grupo de amigos de Leharuin e também te dá um enorme desespero quando você vê que não tem um próximo capítulo postado ainda. Eu, pelo menos, entrei em prantos. Com certeza, quem ler a história não vai se arrepender nada, em momento algum.
"LEMBRO DE VOCÊ"

Só existe a preposição "DE" nesses verbos caso haja o pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos, se) referente à pessoa que atua na ação.
-> Ex. certos: “Eu me lembrei das minhas férias” OU “Eu lembrei as minhas férias”.
-> Ex. errados: ”Eu lembrei das minhas férias” OU “Eu me lembrei as minhas férias”.

"ISSO NÃO TEM HAVER COM VOCÊ"

WAT? Saia desse capítulo que não te pertence!
A expressão de “ter a haver” só é utilizada quando significa “ter a receber”. -> Ex: Ana não tem nada a haver. (Nada a receber.)
“Ter a ver” indica uma ligação, um envolvimento. -> Ex: Isso não tem a ver contigo. (Isso não te envolve.)

Recomendado por Gigi V

Gigi V
Menta nos presenteia em Amor Fati com um relato (muito bem narrado em primeira pessoa, diga-se de passagem) da elite carioca. Sob a ótica da protagonista, temos um relato verossímil e intencionalmente cru das entranhas de uma sociedade que, construída sobre as bases da aparência, esconde as mais variadas podridões sob seus belos e caros tapetes sociais. A autora aborda com verdade e maestria temáticas tão complexas (e sempre atuais) como hipocrisia, racismo, drogas, luxúria... Enfim, distintivos do ser que tanto o corrompem quanto lhe conferem humanidade. Vemos aqui que o ser humano pode ser cruel, indiferente, cobiçoso ou amável, sem que tais atributos sejam determinados por sua condição social. A elite pode, sim, ser podre. Essa é a primeira lição que Cecília, a protagonista, tem a nos ensinar. Mas, em contrapartida, logo nos damos conta de que podem, sim, haver pérolas em meio à sujeira sob o tapete. Menta nos oferece um relato leve e puro da amizade, fazendo-nos crer que nem tudo pode ser corrompido: a amizade de Cecília e Daniel está aí para confirmar que, quando temos amigos verdadeiros, as fases difíceis da vida são mais facilmente superadas; a amizade, afinal, deixa tudo mais leve e suportável. E, por fim, eu não poderia deixar de citar nosso estranho professor... Ele surgiu de repente como uma promessa de que a vida de Cecília vai mudar. Nabokov já nos alertou que relações assim podem ser totalmente destrutivas, logo, resta-nos aguardar que esse estranho não mude a vida da nossa (já tão querida) protagonista para pior. Recomendo enfaticamente a leitura de Amor Fati, um belo e perturbador retrato da realidade da vida que, como não poderia ser diferente, faz jus ao talento e convicção autoral da grande autora que é nossa Menta.