os sentidos do amor

6 Capítulo 6 – é possível resistir aos sonhos?


Notas iniciais
Olha quero apanhar não hein?! Bom domingo! Beijinhos a todas

— Bem vinda ao meu humilde lar. — a bailarina segura a porta aberta pra morena entrar.

— Você me convidou pra almoçar. — fala tentando entender o porquê de a loira tê-la levado pra sua casa.

— Sim, eu sei, e em alguns minutos você se deliciará com minha especialidade... peixe grelhado e salada.

Santana não conseguiu conter o sorriso. Achava a loira tão linda, tão simples falando sobre seus dotes culinários, toda empolgada. Sentia-se tão tranquila em sua presença, estava adorando que Brittany quisesse cozinhar pra ela, mas lá no fundo isso lhe assustava um pouco, estava se sentindo cada vez mais ligada à loira, e não sabia o que pensar sobre isso.

Alguns minutos depois e as duas estavam na cozinha, conversando coisas sobre a vida de Brittany.

— Quando Quinn me contou que ela e Rachel finalmente haviam conseguido montar a companhia e estavam montando uma equipe, me demiti na mesma hora da escola que dava aulas e me juntei a elas.

— Você se arriscou muito com isso.

— Que nada, sei do potencial de minha prima para os negócios, e Rach com aquela lábia consegue tudo que quer, seria capaz de vender areia no deserto. — diz com um sorriso divertido.

— Pois é, aquela baixinha é uma chata, mas amo seu jeito de conseguir as coisas. Se disser que falei isso eu nego.

— Pode confiar, o que acontece em minha cozinha enquanto cozinho, fica aqui. — responde sorrindo e dando uma piscadinha que faz o coração de Santana disparar.

— Q.quer que eu tempere a salada? — pergunta nervosa, tentando mudar o foco de Brittany para outra coisa.

— Prefiro que faça o suco, se não se importa, tem manga, laranja, morango, acerola... na geladeira, pode escolher.

— Prefiro laranja, acerola e morango, é minha especialidade.

— Que bom, é o meu preferido também. — responde tocando o ombro de Santana que, novamente se arrepia com o toque, afastando-se rapidamente para abrir a geladeira.

Durante o almoço Santana ouvia encantada sobre a infância e adolescência da loira, das coisas que aprontava, o que gostava, seus esconderijos secretos...

— Mas chega de falar de mim, me conta alguma coisa sobre você, por que decidiu fazer dublagem de desenhos?

— Eu acho um mundo mágico, sabe? Dar minha voz a um personagem, é como se me transformasse em outra pessoa, no caso um desenho. Saio do meu mundo e vou viver outra vida, vou viver as fantasias de outros universos.

Brittany ouvia atentamente, estava conhecendo outro lado da latina, um lado sem armaduras, sem defesas, era até meio inocente, como ver uma criança com seu brinquedo preferido.

— Deve ser bem legal, seus olhos brilham enquanto fala. Adoraria te ver trabalhando um dia. — diz com sorriso meigo.

— Quem sabe, posso te levar um dia — responde tímida, — mas e você, o que te faz se sentir assim, o que te faz viajar?

— A dança, não é obvio? Não sou nada sem a dança! É ela que me tira da cama todos os dias, eu vivo pra dançar, pra ensinar meus alunos, pra me apresentar. Me entrego completamente, me desconecto do mundo... enquanto estou dançando o mundo é perfeito, é... mágico, como você disse da dublagem e, essa oportunidade que apareceu agora pode levar a companhia muito além, sabe? Temos muitos alunos, somos a melhor academia da região, mas sermos convidados pra uma apresentação nacional, é algo que nos colocaria muito a frente, é como um sonho já realizado sendo melhorado, entende?

Santana escutou em silêncio, observando lágrimas se formarem nos olhos azuis, fazendo-os mais claros, e não se conteve:

— Você me convenceu, eu participo dessa apresentação. — diz levantando-se rapidamente da cadeira com o prato na mão, indo em direção a pia, tentando não deixar que a loira percebesse sua emoção ao ouvi-la.

Quando Santana se vira, dá de cara com a loira, próxima o suficiente pra sentir seu perfume.

— É sério isso? — a loira pergunta meio descrente.

— Sim, eu topo participar.

— Você não faz ideia do quanto isso me faz feliz San. — diz emocionada se aproximando mais e abraçando a latina se surpresa.

— Eu não posso tirar essa realização de você Britt. — sussurra no ouvido da loira de olhos fechados.

— Obrigada. — responde da mesma forma, com uma mão na nuca da morena, acariciando-a distraidamente.

Sabe aquele momento durante o abraço, mas não um abraço comum, aquele abraço que esperamos a vida toda pra receber, aquele que nos completa, que é mais que braços ao redor dor corpo, é o corpo inteiro conectado, é demonstração de sentimento, troca de calor, quando você se entrega, e recebe o que deseja... e o desfazer-se do abraço, aos poucos, lentamente, aproveitando, apreciando cada milésimo de segundo e, ainda em contato, quando os olhos se encontram, e a proximidade é tamanha que sentir a respiração do outro é possível? Pois era exatamente nessa situação que elas se encontravam, olhos fitando-se, desviando para os lábios que automaticamente são umedecidos pela língua, quando nosso corpo decide, sem que nosso cérebro perceba, que você quer beijar... a respiração vai acelerando, o coração dispara no peito...

Notas finais
e aí?