os sentidos do amor
46 Capítulo 46 – depois de tanto doce...
Notas iniciais
Família é algo que muitas das vezes para no laço de sangue ou se prende apenas pelo sobrenome, mas essa família, essa mistura de Berry, Lopez, Fabray e Pierce e também com Hudson, Hummel e Anderson, era ligada por algo maior... era ligada por amor, carinho... era ligada pelo que os laços de sangue deveriam ser, mas como alguns dizem: “família a gente escolhe” e esses aqui haviam se escolhido, seja antes de nascerem ou depois... eram uma família, ou melhor... uma FAMÍLIA!
Quando já estava perto do horário do almoço, os homens da casa resolveram acordar as meninas, e claro, elas esperavam uma bela bronca.
— As mulheres dessa casa estão vivas? — Leroy falava alto do corredor.
— Aqui nós estamos, mas não sei se Santana e Brittany também estão. — a nora dele responde abrindo a porta. — Vou lá olhar. Falando nisso... que horas são?
— Perto do almoço já e imagino que vocês devem estar famintas. — ele fala num levantar de sobrancelhas e ela arregala os olhos meio em dúvida se foi ironia ou não. — O almoço está quase pronto, é o tempo de vocês levantarem e tomarem banho se quiserem. — ele termina já descendo as escadas e indo para a cozinha.
— Tudo bem, desceremos daqui a pouco. — a loira fala fechando a porta do quarto.
— Rachel levanta. Seus pais já descobriram sobre seu furto noturno.
— Meu nada, eu tive ajuda nessa e não foi pouca.
— Mas se não estivesse começado nada teria acontecido.
— Nossa... como você é covarde, loira. Sabe que meus pais te tratam como filha.
— Justamente por isso, se eles quiserem bater em alguém eu corro o risco de apanhar também. Vou me esconder debaixo da cama e você diz que estou doente e não posso sair do quarto, assim eles ficam com pena de mim e não me pegam. — ela fala se ajoelhando no chão e ameaçando ir para debaixo da cama.
Quinn era tão convincente em suas brincadeiras que algumas vezes Rachel ficava a encarando séria, tentando descobrir se era real ou não.
— Amor, não faz assim. Sabe que fico na dúvida se está ou não falando sério.
— Oh minha pequena mais que gostosa, vem cá vai, desculpa, mas o que posso fazer se sou boa atriz, ou sou uma atriz boa? Sou tão incrível que até me confundo. — fala fazendo sua famosa cara de metida que Rachel adora.
— Mas é convencida essa minha mulher, viu?! — diz beijando o pescoço da loira que se sente arrepiar.
— Não faz assim amor, sabe o quanto sou sensível de manhã e se começarmos não vamos parar tão cedo.
— Ok, você que sabe. — diz afastando-se dela. — Estou indo tomar um banho, caso se interesse em me acompanhar. — levanta da cama se insinuando e segue para o banheiro, deixando uma Quinn boquiaberta sentada na cama.
No outro quarto...
— Tão bom ficar assim com você San. Nunca imaginei que tomar banho com alguém pudesse ser tão gostoso.
— É gostoso sim amor, mas só é, pois é com você. — a morena dizia dando um beijo nos lábios de sua namorada.
O beijo de inicio foi inocente, sem pretensões, mas foi aquecendo os corpos aos poucos e elas já se encontravam arrepiadas, excitadas, buscando uma o corpo da outra como se suas vidas dependessem disso.
— Eu te amo, San... faz amor comigo. — a loira pede baixo, quase num sussurro, ao ouvido de Santana que sente os joelhos fraquejarem, e sua resposta é um beijo mais ardente nos lábios da bailarina que deixa escapar um gemidinho ao sentir a língua da namorada em sua boca.
***
No andar de baixo...
— Essas meninas são umas danadas. Devem estar lá morrendo de medo de levar uma bronca.
— Serão eternas crianças meu querido. — Hiram falava para o marido, mas sabia que assim como ele o companheiro estava se divertindo com a situação.
— Só quero saber quanto tempo elas vão demorar pra descer.
— Sinceramente, eu acho que se não formos tirá-las do quarto elas não saem de lá tão cedo. Com fome elas não estão já que sozinhas acabaram com uma sobremesa que daria pra umas oito pessoas... estão em boa companhia... elas desceriam aqui pra quê se sabem que levarão um puxão de orelha? — ele fala divertido para Leroy que sorri.
— Com licença. — Maribel fala aparecendo pela porta dos fundos da casa. Como eram vizinhos, amigos e tinham intimidade havia uma pequena cerca com um portão que não era trancado nunca no fundo da casa deles, dividindo o terreno.
— Bom dia Bel. — os dois respondem indo ao encontro dela para lhe dar um beijo de bom dia.
— E aí, como andam as coisas aqui? Muito trabalho com tanta mulher em casa?
— Nada, trabalho algum, só uma pequena travessura no meio da madrugada. — Leroy lhe conta o ocorrido e os três caem na risada imaginando o medo delas.
— Falando nisso... vou lá chamá-las novamente ou almoçaremos sozinhos.
— Vá com ele Bel. — Hiram pede. — Acho que Santana e Brittany ficarão mais a vontade com você as chamando. Eu coloco a mesa enquanto isso.
E lá se vão os dois inocentes subindo as escadas imaginando encontrar as meninas de preguiça na cama.
***
No quarto de Quinn e Rachel...
— Ahhh loira, não tortura poxa. — Rachel falava arfante encostada na parede do boxe com Quinn lhe beijando e mordendo devagar o pescoço enquanto suas mãos lhe percorriam o corpo lentamente.
— Tão gostoso sentir você molinha assim... implorando por mais.
— Amor... por favor...
Bastou esse pedido para a loira, de surpresa, alcançar o sexo já molhado e pulsante da esposa.
— Assim que você quer? — ela perguntava fazendo movimentos circulares no clitóris da morena.
— Assim amor, isso... não para amor, não para... mais rápido... ahhhhhh delícia... Q...
— Com licença meninas... — Leroy fala abrindo a porta do quarto após bater duas vezes. — O almoço já está pronto, as quero lá embaixo em cinco minutos. — diz sério.
— Merda Rach... seu pai. — ela diz assustada se afastando rápido e batendo as costas no outro lado do boxe. — Eu avisei pra não me provocar amor. E agora, o que faremos?
— Calma amor.
— Como calma? Seu pai quase nos pega em situações pelas quais ele nunca passou.
— Credo amor, não fala assim, não posso nem imaginar meus pais numa situação dessa.
— E por que não?
— São meus pais, oras, é nojento.
— Meninas, me ouviram? — ele insiste.
— Em quatro minutos descemos pai.
— Bom mesmo. — ele diz saindo do quarto sorrindo. — Essas crianças são terríveis. — fala balançando a cabeça, divertido.
***
No quarto de Santana e Brittany...
— Bom demais bebê. — Santana dizia abraçada à Brittany, numa troca de carícias gostosa.
— Eu te amo San, amo fazer amor com você.
Elas, apesar do pouco tempo de namoro, já estavam numa sintonia tão incrível que era como se tivessem passado a vida toda se conhecendo.
Elas massageavam a intimidade uma da outra debaixo da água quente do chuveiro que só servia como um incentivo para aquecê-las ainda mais.
— Tão perto amor... tão gostoso... — a loira se concentrava para poder pronunciar as palavras.
— Sim... gostoso demais... também estou perto minha pequena...
Ambas estavam naqueles segundos de êxtase, onde os corpos são aquela explosão de hormônios... quando deixamos de pensar por um instante.
Chegar ao orgasmo junto com a parceira é uma coisa rara de acontecer mesmo quando o casal tem uma sintonia perfeita... quando isso acontece é maravilhoso, torna o momento ainda mais gostoso... gozar olhando nos olhos de quem se ama e saber que a outra está sentindo o mesmo que você é uma sensação inexplicável... perfeição é pouco.
— Não para San... eu vou ter outro...
— Santana? Brittany? Estão no banho? — Maribel chama da porta do banheiro.
— Mãe? — a latina se assusta, colocando Brittany a suas costas, como se fosse possível Maribel ver por detrás da porta.
— Sim cariño, sou eu. O almoço está pronto e eles acharam que vocês ficariam constrangidas se viessem chamá-las.
— Constrangida eu estou de qualquer jeito. — Brittany fala baixo somente para Santana ouvir.
— Nós já vamos mãe, só estamos terminando de tomar banho.
— Ok meus amores, mas não demorem.
— Cinco minutos e descemos.
***
Quase dez minutos depois...
— Até que enfim as princesas resolveram sair daqueles quartos.
— Desculpa pai, mas fomos dormir tarde. — ela sente a loira lhe apertar a mão e então se dá conta de que as entregou a todas.
— Sim, sabemos bem o motivo de terem ido dormir tarde. E não adianta agora nos olharem com essas caras de assustadas. — Hiram falava aparentando estar sério.
— Vocês tem medo, mas não tem vergonha, né? São tão danadas que nem lavaram a louça que usaram na madrugada.
— Desculpa tio, eu que comi a torta. — Santana, como havia prometido a Rachel assumiria a culpa pela “arte”.
— San... — Rachel a interrompe.
— Quer dizer que você, se levantou no meio da noite e sozinha comeu tudo? Uma torta inteira sozinha? — Maribel pergunta à filha.
— Sim, eu estava com muita fome, muita mesmo.
— E usou dois pratos e duas colheres? — Leroy fala olhando de Santana para as outras três. — Não precisa responder, o castigo será lavar a louça do almoço.
— Ah pai, mas isso não é justo, a gente só não resistiu.
— Olha que legal, mais uma culpada se entregando.
— Ok meus queridos sogros... nós quatro somos culpadas.
— Parece que vocês não sabem que tenho sono leve, né? — Leroy falava já com sorriso nos lábios.
— Eu realmente não sabia disso. — Brittany fala baixo, meio envergonhada.
— Tudo bem suas danadas, que bom que conhecemos nossas meninas e já imaginando que essa travessura fosse acontecer fizemos duas tortas e não uma. E por precaução Maribel a guardou em sua geladeira. — Hiram pronunciava, mas foi interrompido pela filha:
— Eba! Podemos começar pela sobremesa então?
E claro que os sete caíram na risada segundos depois.
***
Após o almoço e sobremesa claro, estavam todos sentados na sala conversando quando Santana:
— Mãe, e o papai? Estou com saudades dele.
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