os sentidos do amor

39 Capítulo 39 – e agora?


Notas iniciais
Gente eu quero agradecer imensamente pelo carinho e preocupação de todas vocês, por todas as palavras e desejos de melhoras e mais uma vez pedir desculpas pela demora, mas acabei piorando um pouco, fui parar no hospital morrendo de dor e nem medicação na veia adiantou... mas agora posso dizer que os medicamentos e vitaminas estão agindo e estou melhorando. Beijo grande em todas e mais uma vez obrigada pelo carinho... vocês são show. Bom finalzinho de domingo pra vocês, aqui está congelante. Espero que gostem do capítulo.

Santana, até descerem em Lima estava normal... pelo menos o normal que Brittany, Quinn e Rachel haviam se habituado a ver. Ela era um grude só com a bailarina, mãos dadas o tempo todo, olhares carinhosos, beijinhos... no avião cochilou no colo da loira com esta lhe fazendo cafuné... antes, quando passaram na casa das amigas para irem juntas , estava de bom humor, como se estivessem indo para um passeio, como uma diversão como tantas as que viriam ainda para elas quatro... mas ao avião aterrissar e ela olhar para o lugar onde nasceu e que não via há mais de 5 anos, seus atos que antes eram naturais, agora eram tensos, nervosos e acompanhados por uma Brittany preocupada.

A loira sabia, sentia que Santana estava com o coração apertado, mas não sabia o que fazer para aliviá-lo e, embora Santana dissesse estar bem, ela sabia que estava apenas como era assim que se conheceram, fechada dentro de si mesma, em sua armadura para não mostrar seus sentimentos a ninguém.

— Meus pais já estão vindo nos pegar. Eu disse que trouxe uma surpresa e eles ficaram muito animados. — Rachel falava para Santana, mas esta estava com o olhar perdido, sentada ao lado de Brittany, segurando em sua mão... era como se ela fosse um corpo sem alma naquele momento, como se estivesse vazia.

— Eu acho que ela não está aqui. — Quinn dizia baixo para a esposa, mas com o olhar atento sobre a prima, que estava aparentemente tensa, olhando para Santana com olhos marejados.

— O que deu em vocês? Parece que ficaram em casa.

— Amor, por favor, não provoca. Não sei bem o que está acontecendo, na verdade não sei nada, mas Santana não está bem por estar aqui. Olha pra ela, parece que apagou assim que saiu do avião... ela não fala nada... e nem tem como perguntar algo pra Britt, pois ela não vai sair de perto dela.

— Quer que eu a distraia enquanto você fala com sua prima?

— Não amor, acho melhor não. O que está segurando Santana agora é o amor, carinho e preocupação que ela tem por Britt. As deixe lá e tudo ficará bem... eu espero. — a loira completa com um suspiro de preocupação alternando o olhar de Brittany para Santana.

— San... amor? Tudo bem? — Brittany pergunta com uma das mãos nos cabelos da morena lhe fazendo um afago.

— Sim.

— Amor... — a loira insiste.

— Eu só... só estou pensando, estou com medo de... de encontrar... — ela não sabia o que dizer.

— Olha pra mim amor. — a loira pede com a mão esquerda em seu rosto fazendo Santana olhar para ela. — Estou aqui com você, vou ficar a seu lado o tempo todo, ninguém vai te machucar, eu não vou deixar, prometo. — e diz olhando profundamente nos olhos negros e Santana encontra sua força, sua coragem, ali naquele mar azul encantador.

— Obrigada amor, eu só não sei o que fazer. O que vou dizer quando encontrar minha mãe?

— Diz o que quiser dizer amor, e se não quiser ou não souber o que dizer, não diga nada, espere o momento que se sentir pronta pra isso.

— Eu estou... eu tenho sentido tanto a falta dela há alguns dias e só queria que tudo estivesse bem, queria que ao nos vermos ela ficasse feliz por me ver e... — a morena para de falar ao sentir o nó na garganta e as lágrimas já se formando.

— Vem amor, vamos ali tomar um suco de maracujá enquanto os pais de Rach não chegam. — a loira diz já se levantando, parando em frente a morena, mas quando Santana ia acompanhá-la elas ouvem...

— TIA? — Rachel fala alto se afastando do grupo indo ao encontro da mulher que estava se aproximando.

— Hola cariño. Saudade de você. — diz sorrindo, apertando a morena em seus braços. —Como você está? Como foi a viagem?

— Estou bem tia, a viagem foi tranquila. — respondia enquanto a senhora lhe olhava para ver se ela estava mesmo bem (aquele jeito de parentes mais velhos nos olhar verificando se estamos muito magros já pensando nas comidas que irão nos empurrar goela a baixo). — Meu pai não falou que você que viria nos buscar.

— Eu insisti, pois eles estavam ocupados e não tiveram como sair de lá. Aproveitaram para arrumar seu quarto, como se eles não fizessem isso diariamente desde que você saiu de lá. — a senhora dizia divertida, piscando para Rachel entregando os pais dela que ainda choravam sua partida, mesmo estando orgulhosos da filha, pela sua independência, pelo seu sucesso, sua vida de modo geral.

Brittany olhava Rachel falar com a mulher e só sentia os dedos de Santana em sua mão lhe apertando forte, enquanto esta permanecia sentada atrás dela, de forma que a loira bloqueasse a visão da senhora para ela.

— Olha quem veio com a gente. — Rachel fala animada voltando para o grupo, mas só vê as duas loiras ali. — Ah tia... esta é Brittany... Brittany está é a mãe...

— Minha mãe. — a latina mais nova fala se levantando e parando ao lado da namorada, encontrando os olhos surpresos de sua mãe que assim como ela não sabe como agir agora, ela tem, assim como a filha, um nó na garganta que a impede de falar.

Quinn olhava de uma para outra, esperando que alguém quebrasse o silêncio constrangedor que se fez presente, mas nada acontecia. Ao olhar para a prima viu um pedido de socorro em seus olhos e resolveu falar:

— Oi tia, como vai? — ela já fala abraçando Maribel que até então se mantinha paralisada olhando para Santana, mas ao sentir o abraço da loira acorda do transe e lhe sorri, mas ainda meio espantada por ver a filha em sua frente. — Tempo que não nos vemos hein?! Estava com saudade já, principalmente de todas as coisas gostosas que a senhora faz pra gente quando viemos aqui. Sabe que se eu tivesse uma sogra eu gostaria que ela fosse com a senhora, né?

Mais um silêncio desconfortável no ar, mas dessa vez a senhora mesmo o quebra:

— Hija... — ela fala sem saber como terminar a frase.

— Oi mãe. — a cantora fala baixo, com a voz um pouco trêmula, falha pelo medo e emoção do momento.

— Tudo bem amor? — Brittany fala baixo para Santana, mas não o suficiente que fizesse com que as outras três não ouvissem.

— Amor? — Maribel pergunta espantada reparando nas duas de mãos dadas.

— Brittany é minha namorada. — a morena fala um pouco mais firme (ou era isso que ela pensava).

A senhora ficou encarando as duas por uns segundos e mais uma vez Brittany sentiu Santana apertando sua mão.

— Olha... — a latina mais velha fala se aproximando da loira e esta se mantém firme apenas olhando-a. — Bem vinda à família, minha querida. Se ganhou o coração da minha filha tem o meu respeito. — ela diz abraçando e beijando a loira que fica constrangida com a ação da sogra.

Maribel depois do abraço em Brittany fica olhando para Santana esperando uma reação sua, mas ela permanece imóvel, olhando para o chão e segurando na mão da namorada.

— Vamos? — pergunta Quinn, após mais alguns segundos constrangedores de silêncio.

— Boa ideia... vamos que estou cansada, com fome e morrendo de saudade dos meus pais.

Como agir agora, tanto Santana quanto Maribel... como retomar uma convivência que se perdeu quando Santana ainda era uma criança?

O nervosismo de Santana era visível, assim como a preocupação de Brittany, a inquietação de Quinn... Rachel estava lá também, mas só conseguia falar, alheia a tudo, da saudade que sentia dos pais, dos jardins por onde passavam, olhando da janela do carro, das lanchonetes, praças, de todos os lugares que lhe traziam lembranças, e eram muitas... e Maribel ao volante, bem... Maribel tinha em seu coração milhares de palavras que queria dizer a filha, mas quais seriam elas?

Notas finais
e aí, o que acharam, o que esperam...?