os sentidos do amor

40 Capítulo 40 – conversas inacabadas


Notas iniciais
Se vocês me permitem pedir um favor, um imenso favor na verdade... que vocês tirem um minutinho do dia de vocês pra me ajudar; isso independente de qual seja a crença de vocês; a pedir ao papai do céu pra ele cuidar de uma amiga muito querida que conheci aqui no nyah! e que está internada já há alguns meses passando por situações nada agradáveis devido complicações de um atropelamento... se vocês puderem me ajudar numa corrente de orações em favor dela eu lhes agradeço demais. Jhey minha pequena, estou morrendo de saudade de você, mas sei que os medicamentos são muito fortes e que você dorme a maior parte do tempo, mas saiba minha querida que apesar da nossa distância, meu coração e pensamentos então aí contigo e eu todos os dias tiro meus minutinhos pra orar pra você se recuperar o mais breve possível... te desejo as melhores coisas que possa existir nesse mundo. Te amo, fica com Deus. Um beijão para três pessoas: JC McCartney, minha xará aqui no nyah! Obrigada por estar sempre perto cuidando e tornando pelo menos alguns minutos do dia da Jhey um pouco mais divertidos. Sei o carinho que tem por ela, mas esse carinho acabou se estendendo a mim também já que lê minha fic pra ela... sério meu anjo, fiquei muito emocionada quando me contou que fazia isso, obrigada. E as outras duas pessoas, são duas loiras (não sei se tem problema dizer o nome de vocês aqui, por isso eu não disse): uma que está ao lado da Jhey já há um bom tempo e que vai permanecer com todo amor do mundo, compartilhando cada momento bom ou ruim com ela, e a outra que por um breve momento deu sua contribuição como profissional tentando ao máximo tornar confortáveis seus dias dentro de um hospital... sei que o cuidado e carinho dedicados a ela foram muito além da profissão, foi com o sentimento de amizade. Obrigada a vocês três por tudo, sei que são muito mais próximas dela que eu, mas senti que devia agradecê-las por isso... e Jhey... sonhe com os anjinhos, estamos torcendo por você. Obrigada de coração a todas pelos minutos de atenção. Boa leitura. PS: leiam as notas finais.

Dentro do carro o clima não estava nada bom, exceto por Rachel que ao lado de Maribel, no banco da frente ia falando a todo instante, comentando com Santana sobre os lugares que os pais de ambas as levavam, quando passavam por eles, mas a morena apenas a olhava e mal soltava um “uh-hum” quando a baixinha a olhava. De certa forma estava sendo até bom, pois se não fosse por Rachel aquele silêncio chato e insistente seria o sexto ser dentro do carro, e seria muito mais pesado que qualquer uma ali.

Quando o carro enfim parou em frente a casa dos Srs Berry, Santana desceu rapidamente e foi em direção a porta que era aberta por Leroy que ouvira o carro chegando.

— Santana minha querida! Surpresa boa. — ele fala já abraçando a morena que coloca timidamente os braços ao redor de sua cintura. — Como está? — ele pergunta sorrindo.

— Bem tio, apertada pra ir ao banheiro. — responde baixo tentando fazer a voz sair normal... (na verdade ela não estava querendo usar o banheiro, apenas queria se esconder, fugir daquela situação).

— Então vá minha criança, tenho certeza que se lembra de onde fica.

— Sim. — ela responde já entrando e seguindo para o banheiro mais próximo, o que fica no andar de baixo.

— PAI! — Rachel vem correndo para os braços de um de seus pais.

— Minha princesa... tava morrendo de saudade de você. — ele fala já com os olhos cheios de lágrimas, apertado-a o mais que pode em seus braços, beijando, cheirando, olhando, apertando novamente, beijando novamente... tentando sanar naqueles poucos segundos a saudade de vários meses.

— Calma pai ou daqui a pouco vai me morder. — ela fala se afastando um pouco, mas não resiste e o puxa novamente para um abraço como o de antes com direito a todas as outras coisas que acompanha esse abraço.

E pai e filha ficam lá por mais alguns segundos, alheios ao que acontece ao redor, apenas sentindo, um o calor do outro.

— Ah que bonito isso... nós duas aqui lindas e loiras descarregando as malas sozinhas.

— Quinn, para! Tudo bem, não me importo. — Brittany dizia baixo tentando conter a prima.

— Tudo bem nada, SOMOS ESCRAVAS AGORA? — ela falava a última parte num tom mais alto.

— Quinn, está louca? — a loira de olhos azuis já estava para surtar ali de tanto que estava nervosa.

— Estou brincando, meu amor. Meu sogro, aliás, meus sogros, são os melhores que alguém poderia sonhar em ter. Sou uma garota de sorte. — termina dando uma piscadinha pra prima que ainda assim não consegue relaxar.

— Está bem, mas mesmo assim se controle, eu já estou super tensa aqui... — ela fala baixo, bem próxima da prima tomando o cuidado para Maribel, de dentro do carro não ouvi-la. — Com o estado que Santana ficou desde que chegamos aqui e quando a mãe dela apareceu no aeroporto só piorou tudo, daí quando estávamos chegando aqui ela soltou minha mão apressada e desceu do carro com ele ainda parando e foi pra dentro da casa.

— Eu sei meu anjo, relaxa, daqui a pouco ela se solta e você vai ver novamente aquela latina que estava conosco hoje de manhã. — diz sincera olhando fundo nos olhos azuis, tentando passar confiança para a prima.

Brittany apenas faz um aceno positivo com a cabeça e voltas às malas, quando...

— HEY! ESTAMOS AQUI! — Quinn fala alto chamando a atenção da esposa e do sogro que a olham e logo sem seguida se olham cúmplices por terem deixado o mundo e se fechado naquela bolha que era o amor de pai e filha.

— Canarinho! — ele diz sorrindo esperando a nora se aproximar. — Vem cá que também senti sua falta.

Brittany acompanha com os olhos a prima se distanciar e diz pra ela mesma.

— Legal... agora estou sozinha pra carregar esse monte de malas.

Quando ela coloca a penúltima mala na calçada e se vira para pegar a última no carro, dá de cara com Maribel a segurando e olhando para ela, o que a faz arregalar os olhos assustada.

— Me desculpe cariño... não foi minha intenção te assustar.

— Tudo bem, não tem problema. — diz tentando pegar sua mala, mas a senhora aparentemente não pretende soltá-la, não ainda pelo menos.

— Eu gostaria de conversar com você se não se importar. — a latina fala firme.

— Tudo bem, po-pode falar. — tenta responder com a mesma firmeza, mas acaba falhando e gagueja.

— Não agora, não aqui. — ela fala baixo olhando para os três que riem sobre algo, parados em frente a porta da casa. — Pode me encontrar depois em minha casa? — ela aponta com o dedo para a casa ao lado direito da casa dos pais de Rachel. — E, por favor, eu lhe imploro, não deixe Santana saber.

— Como é? — a loira pergunta um pouco mais firme que antes.

— Sei que parece estranho meu pedido, que não me conhece e que provavelmente não quer esconder nada dela, mas, por favor, venha se encontrar comigo mais tarde... por favor. — ela está olhando para Brittany e a loira pode ver desespero nos olhos da sogra.

— Tudo bem, eu dou um jeito.

— Obrigada, muito obrigada, pode ir a qualquer hora, ficarei sozinha em casa o dia todo. — ela responde tocando no braço de Brittany e lhe entregando a mala, se afastando em seguida, entrando no carro e o guiando poucos metros à frente para colocá-lo na garagem de casa.

Brittany permanece parada com a mala nas mãos acompanhando o carro até que o portão se fecha e ela vê apenas a tinta azul claro do portão e o número da casa que contrasta num tom mais escuro.

— Gente que é isso... como deixam a estrela de vocês sozinha com tantas malas? — Leroy diz indo ao encontro da bailarina sendo acompanhado pelas mulheres da sua família, com cada uma de um lado seu, num abraço em grupo. — Brittany minha querida, que bom que enfim resolveu vir com elas... e olha que falta de convite não foi. — ele diz abraçando-a carinhosamente.

— Eu sei Sr Berry, desculpa.

— Nada de Sr Berry, me chame de Leroy... eu te disse isso quando nos conhecemos. — ele fala apontando o dedo indicador como uma pequena bronca, mas até assim o senhor consegue ser amável.

— Tudo bem, Leroy então. — responde tímida.

— Agora vamos pra dentro ou daqui a pouco os vizinhos irão pensar que estamos vendendo malas.

— Cadê a Santana? — Brittany enfim encontra uma brecha e pergunta preocupada.

— Ah querida, ela disse que estava apertada para ir ao banheiro.

— Segue pela porta, final do corredor à esquerda. — Rachel lhe indica e ela sai apressada sob o olhar confuso do senhor que olha para a filha e esta apenas balança a cabeça num gesto de que ele não deve se preocupar.

— Ah que legal, nem pra ela carregar uma mala? — Quinn reclama com as mãos na cintura.

— Oh minha loira... sabia que eu adoro quando você começa reclamar? Fica muito ssssssexy. — Rachel fala roubando um beijo da esposa.

— Ok meus amores, deixem os beijos para depois e vamos entrar que estou com um assado no forn... por minha diva Liza Minelli, esqueci nosso almoço! — ele diz correndo para dentro de casa indo verificar a cozinha.

Quinn olha para Rachel e diz séria:

— Se você sair daqui e me deixar sozinha com esse mundo de malas eu volto agora mesmo pra New York e vou ao primeiro advogado que eu encontrar pra dar entrada no nosso divórcio.

— Nossa... amor... como você fica quente quando está nervosa. — a morena diz se aproximando dos lábios da loira, já sentindo o corpo esquentar.

— Rach, vamos entrar antes que você me agarre aqui no meio da rua com os vizinhos olhando... sei que somos muito quentes, mas não quero dar esse tipo de show. — diz afastando-se para carregar as bagagens.

— Pode fugir agora, mas depois você não me escapa.

Dentro da casa...

— San? Abre a porta amor, me deixe entrar. — a bailarina pede de frente a porta do banheiro, batendo nela com os nós dos dedos da mão fechada. — Por favor, amor. — pede em tom de súplica... quando ouve a porta sendo destrancada já está com a mão na maçaneta para abri-la e ao entrar no banheiro vê sua morena de costas pra pia, chorando baixo, encolhida como se estivesse na rua numa noite de inverno, sem agasalho.

Santana assim que a vê vai, em sua direção, pequena, assustada, como uma criança que se perde dos pais num supermercado cheio.

— Eu não consegui amor... eu não pude... fiquei com medo... medo da reação dela... não soube... ela estava ali na minha frente... e eu não consegui... não consegui dizer que senti sua falta... não consegui amor. — a morena dizia a frase entre um soluço e outro, totalmente entregue ao pranto.

— Eu sei minha pequena, eu sei... — a loira a apertava forte em seus braços deixando Santana descarregar sua dor amparada em seu peito.

— Eu não consegui falar pra minha mãe que senti sua falta... eu não consegui. — ela desesperada repetia como se com isso sua mãe pudesse saber de seus sentimentos.

— Chora amor... pode chorar... bota pra fora... tudo ficará bem. — Brittany a consolava sem conseguir conter as lágrimas.

E elas ficam ali, se esquecendo do mundo lá fora... Santana chorando nos braços da loira e esta lhe amparando carinhosamente, mas em sua mente ecoava a voz de Maribel: “venha se encontrar comigo... não deixe Santana saber”. — “o que ela quer comigo?”. Ela pensava e também pensava que não poderia esconder isso da namorada, mas agora não era o momento pra falar sobre, agora ela precisa cuidar da morena e depois quando esta estivesse mais calma, aí sim ela contaria sobre o pedido aflito da sogra.

Na cozinha...

— Até que enfim consegui chegar... aquele supermercado estava um horror de tão cheio. — Hiram fala cheio de sacolas, entrando pela porta da cozinha que dava acesso a garagem, colocando-as sobre a bancada, sem nem notar que a filha já havia chegado, mas ao se virar a encontra a alguns passos de onde estava, com um sorriso largo no rosto e os braços abertos esperando um abraço do pai, mas este permanece imóvel com a boca entre aberta e, nos olhos, algumas lágrimas já se fazem presente.

— E ainda tem a coragem de dizer que a manteiga derretida aqui de casa sou eu. — Leroy diz constatando que o marido não era tão durão como sempre afirmava ser.

— Oh pai... meses sem me ver e agora fica aí parado? Está bem então... me dá cá um abraço que é só o que está faltando para meu dia ficar perfeito. — diz terminando a distância entre ela e o pai.

— Meu bebê de volta em casa... é tão bom que nem acredito. — ele fala agarrando a filha, apoiando o rosto no topo de sua cabeça.

— Ai gente... assim eu não resisto... quero abraço também. — Leroy emocionado fala indo em direção aos dois, se posicionando atrás da filha formando um abraço sanduiche que tem Rachel como recheio.

Quinn que estava sentada numa banqueta sai da cozinha sorrindo da cena, deixando os três ali sozinhos, naquele amor de pais e filha e vai ao banheiro que Santana e Brittany ainda estão... bate calmamente na porta e ouve um “está aberta” na voz da prima.

— Vocês não podem ficar aqui dentro o dia todo. Venham, vamos pro quarto de vocês, tomem um banho, relaxem, descansem um pouco que eu invento uma coisa pra eles e quando o almoço estiver pronto eu as chamo. — Quinn dizia decidida, porém muito carinhosa, parada na porta do banheiro esperando para conduzi-las ao quarto que os sogros haviam preparado para Brittany, mas que agora seria das duas pelos próximos dias.

— Quinn... eu... — Santana tenta, mas as lágrimas não permitem que sua voz saia, e em seus olhos a amiga encontra a dor que ela está sentindo.

— Não precisa falar nada, carinho. Vá lá, tome um banho, se acalme e depois se ainda quiser, nós conversamos. — ela continua calmamente, com os olhos diretamente focados nos de Santana e a mão acarinhando seu ombro. — Agora venham que eu lhes mostro o quarto.

Após deixá-las no quarto, ela desce as escadas, lentamente, pensativa e antes de colocar os pés no último degrau, sua morena vem a seu encontro.

— Como ela está? — pergunta preocupada.

— Nada bem. — responde baixo, quase num sussurro, tentando forçar a mente para encontrar uma solução que possa ajudar a amiga, mas como fazer isso sem saber o que realmente se passa com ela?

— O que está se passando aí nessa sua cabecinha, hein? Conheço você.

— Eu queria fazer alguma coisa pra ajudar Santana.

— Eu sei minha loira, eu também, mas daqui a pouco a gente fala sobre isso. Vamos subir que preciso falar sério com a senhora e meus pais disseram que nos chamam quando o almoço ficar pronto.

Quando Rachel e Quinn estavam sozinhas dentro do antigo quarto da morena esta fala:

—Pelo amor de Santa Cher, loira... o que foi que deu em você? — perguntou mudando repentinamente seu humor da animação e felicidade de minutos antes para uma irritação.

— Como assim? Do que está falando? — ela diz totalmente perdida devido a reação da esposa.

— Como, como assim? Parece que você morreu desde que vimos tia Maribel. Eu não sabia mais o que dizer pra tentar melhorar aquele clima assustador e você em vez de me ajudar ficou calada como o restante dentro daquele carro... nunca na minha vida trinta minutos demoraram tanto pra passar, foi torturante. Passamos por lugares que eu nunca fui, nem quando criança nem nunca, mas fiquei falando lá como uma doida pra não deixar a gente morrer de nervoso dentro daquele carro. Eu estava quase pedindo pra tia me deixar dirigir de tão nervosa que ela estava... eu já estava vendo a gente enfiando a cara num poste ou colidindo com outros carros... ela passou por sei lá quantos semáforos vermelhos... eu verifiquei meu cinto de segurança umas mil vezes... nunca na minha vida senti tanto medo. Aí eu inventava uma história qualquer sobre um lugar que passávamos e quando olhava pra Santana parecia que ela estava pronta para abrir a porta e se jogar com o carro em movimento. Brittany me olhava e tentava sorrir, mas coitada, nem isso ela conseguia... acho que agora ela tem certeza que sou uma louca de pedra que precisa de internação, e você amor, sempre tão calma, tão sensata, parecia que ia explodir pela situação... já estava com a garganta seca de tanto falar... Deus eu não consigo calar a boca. — ela para de falar e respira fundo um instante tentando se controlar.

Quinn em sua frente apenas a olhava admirada, mas depois de alguns segundos que a esposa havia ficado em silêncio:

— Eu te amo, sabia? Você é perfeita. — se aproxima selando seus lábios aos da morena e ali naquele beijo Rachel se sente enfim relaxar, sente os nervos e músculos voltando ao seu normal e seu coração que antes estava acelerado por lembrar dos minutos de tensão no carro, bem... ele continua acelerado, mas agora é por estar nos braços de sua amada.

— Eu te amo mais. — sussurra assim que se separam em busca de ar.

— Isso eu sei... sou muito mais amável que você. — fala com sua carinha de metida que Rachel tanto adora.

— Chata. — diz dando um tapa em seu braço. — Por favor amor, não me deixe sozinha assim de novo não.

— Desculpa minha pequena, mas eu estava tão concentrada na San e na Britt... nunca vi as duas daquele jeito.

— Eu também não amo, mas...

— Eu sei amor, eu sei... me desculpa. — termina de dizer abraçando forte a esposa... e assim elas seguem para o banho, com muitos beijos, troca de carinho, palavras melosas, para relaxarem da viagem que até então estava sendo mais para tensa que para divertida.

Na cozinha os homens da casa finalizam o almoço na mais perfeita sincronia e com a maior felicidade do mundo por terem sua menininha em casa.

— Vou colocar a mesa enquanto você dá os últimos retoques aí, ok meu querido? — Hiram dá um selinho no marido e vai em direção ao armário.

— Somos seis, meu rei. — ele diz quando vê o marido pegando cinco pratos na prateleira. — Santana veio com elas. — Leroy só agora se lembrava de falar sobre a novidade.

— Santa Mãe de Deus... isso vai ser intenso. — ele diz chocado assustando o companheiro.

— O que foi meu querido?

— Você se lembra há alguns meses daquele acidente de carro que Maribel sofreu? — Hiram pergunta se aproximando.

— Claro que me lembro, ela ficou totalmente descontrolada depois disso... foi alguns dias depois da morte do...

— Sim, sim... — ele interrompe o outro. — Então, dois dias depois do acidente você teve aquela viagem a trabalho e eu fui visitá-la no hospital e ela me contou...

— Hummm... o cheirinho já chegou lá em cima... foi impossível esperar vocês chamarem. — Rachel falava apontando na cozinha interrompendo a conversa dos pais sem nem perceber.

No quarto após um banho bem quente, Santana estava um pouco mais relaxada deitada com a cabeça no peito da namorada.

— Tão gostoso ficar assim... me sinto tão... segura. — diz meio tímida por admitir que precise de proteção, na verdade ela não estava habituada a isso, a depender de alguém, de deixar alguém cuidar dela.

— Eu sempre estarei aqui pra cuidar de você meu amor, sempre. — elas ficam um instante em silêncio e a loira continua: — Você quer ficar assim lá em casa?

— Eu quero ficar assim com você pra sempre, em todos os lugares. — diz se animando ainda mais no corpo esbelto da bailarina.

— Não amor, você não entendeu... estou perguntando se você quer ir embora? — pergunta se ajeitando na cama fazendo Santana se mexer e olhá-la nos olhos.

— Eu... não sei. — ela responde depois de uns segundos de hesitação e Brittany sente realmente que ela não sabe o que fazer.

— Amor, presta atenção... se você disser que quer ficar aqui e aproveitar com nossas amigas e com os Srs Berry, a gente fica, mas se você não estiver segura pra enfrentar tudo que sabemos que está por vir, a gente se levanta agora, se despede de todos e volta pra casa. — ela fala segura e Santana pela primeira vez em muitos anos sente alguém cuidar dela de verdade, de coração, incondicionalmente.

Notas finais
Primeiramente me digam o que acharam do capítulo... Agora algumas questões para vocês pensarem e me dizerem o que querem: 1 – o que vocês querem primeiro: saber sobre o que Hiram tem pra contar para o marido sobre a conversa que teve há alguns meses com Maribel, ou sobre o que Maribel quer conversar com Brittany. 2 – acham que Brittany deve avisar Santana que sua mãe pediu pra conversar com ela? 3 - Santana deve ir embora e deixar o passado pra lá, já que viveu longe da família por tanto tempo ou deve enfrentar já que já está lá. Recomendo uma fic pra vocês... pertence a Jhey e JC, minhas amigas citadas acima. http://fanfiction.com.br/historia/451596/A_outra_face