os sentidos do amor

12 Capítulo 12 – preocupação, provocação, discussão


Notas iniciais
Minhas lindas, peço desculpa pela demora, estou com uns problemas pessoais que estão me deixando meio louca, por isso sumi, mas vocês sumiram também, então estamos empatadas kkkkkkk beijos PS: indicaram-me uma fic, e eu amei, é original, vale muito a pena ler http://fanfiction.com.br/historia/380307/Procura-se_Uma_Petala/

O caminho de volta ao teatro foi inicialmente tranquilo, iam caminhando pela calçada como se fossem todos amigos, e eram na verdade, a única que se mantinha distante era Santana, mas isso, os mais atentos percebiam aos poucos que estava mudando.

— Diz minha loira, por que olha tanto pra Santana? Passou o almoço todo assim, acho que até ela percebeu? — Rachel pergunta parando um pouco de andar segurando a loira pelo braço para se manterem um pouco distante da turma.

— Ninguém é assim sem um motivo amor. Alguma coisa deve ter acontecido com ela pra ela ter se tornado assim tão fria, tão dura. — Quinn falava com indignação e preocupação na voz.

— Sinceramente eu não sei, isso foi acontecendo aos poucos e só não nos afastamos, pois eu não deixei isso acontecer.

— Antes quando me contava coisas sobre ela eu pensava que ela era uma pessoa mal educada, insuportável e pronto, não queria saber os motivos, mas agora, vendo de perto, convivendo, cada dia tenho mais certeza que algo aconteceu pra ela se tornar assim.

— Eu nunca pensei nisso. — fez uma pausa, tentando lembrar exatamente quando começou perceber que a morena estava se fechando. — O relacionamento com a mãe dela foi a primeira mudança, não lembro exatamente quando, mas um dia ela me contou que haviam brigado, me deixou sem explicação, apenas veio até mim e disse isso, estava tremendo, chorando, gaguejava de tão nervosa que estava, mas eu era uma criança, nem prestei muita atenção, acabei esquecendo, mas agora pensando, deve ser alguma coisa com a mãe dela, pois foi depois disso que ela começou mudar.

— Você chegou a conversar com a mãe dela sobre isso?

— Não, continuei frequentando a casa delas normalmente, mas... ah amor, eu era uma criança... com meus pais sempre foi diferente, os dois sempre me deram liberdade pra falar sobre tudo, e também não sei como é o relacionamento entre mãe e filha, então...

— Eu sei amor, entendo você. Apenas estou curiosa e preocupada com nossa amiga.

— Nossa amiga? Que fofo isso amor. — Rachel diz emocionada, sempre quis aproximar a esposa da amiga, mas nunca conseguiu por uma ser fechada e outra um pouco teimosa.

Quinn na verdade não era teimosa, ela somente não aceitava que a esposa fosse sempre mal tratada por Santana, e isso a fazia perder a paciência e nem se dar ao trabalho de tentar entender os motivos da morena.

— Por incrível que pareça, e apesar de tudo que você já sofreu com ela... gosto dela, é uma pessoa sensível, isso não dá pra negar. Uma pessoa dura de verdade, sem coração, não trabalharia com dublagem de desenho, não teria uma insistente Rachel Berry como melhor amiga...

— Ai... do jeito que fala, parece que sou uma chata. — a morena fala manhosa virando as costas.

— Amor... olha pra mim. — Quinn segura em seu braço, fazendo a esposa se virar e olhar em seus olhos verdes à espera de que ela conserte a frase. — Rachel, você é o amor da minha vida, a pessoa mais... mais... mais chata que conheço, mas eu amo você mesmo assim, na verdade essa sua chatice é o que te torna perfeita pra mim, pois eu sou perfeita, então preciso de algo pra equilibrar essa perfeição toda. — termina de falar não conseguindo mais segurar o riso.

— Você fez feitiço pra mim, só pode, mesmo me avacalhando desse jeito eu continuo te amando... mas olha, vai precisar se redimir pra eu poder te perdoar e acabar com a greve de beijos.

— Que greve de beijos que eu não sei?

— A greve que acabou de começar uai. Acha que pode me chamar de chata na minha cara e sair impune? Não senhora. — Rachel diz decidida, cruzando os braços e dando um passo pra trás.

Quinn fica séria por uns segundos, depois se aproxima mais de sua morena, coloca uma mão em sua nuca e se aproximando de seu ouvido:

— Meus beijos vão sentir muito sua falta, mas se não os quer... — diz sussurrando, deixando seus lábios roçarem de leve a orelha da morena, vendo os pelinhos do pescoço de Rachel se arrepiarem ao sentir sua respiração provocante... se afasta devagar com cara de quem não se importa e volta a caminhar pela calçada, sabendo que Rachel não iria conseguir ir muito longe com a ameaça.

— O quê? Me provoca e simplesmente vira as costas?

Rachel apressa o passo e alcançando a loira para em sua frente, coloca as mãos nas laterais de seu rosto e sem pensar lhe toma os lábios num beijo desesperado, um beijo que demonstra todo o desejo que sente no momento. Alguns segundos depois elas se afastam em busca de ar, não se importavam nem um pouco em demonstrar o amor delas na rua.

— Estou adorando furar essa greve. — Quinn fala com a respiração ofegante, enlaçando a cintura de Rachel, trazendo-a o mais próximo que pode de seu corpo.

— Sua cachorra... sabe que não resisto a você, por isso me provoca, né?

— Sim eu sei, e adoro isso. — diz com sorriso malicioso, o que faz a morena soltar o ar num gemidinho incontido.

— Ai se não estivéssemos no horário de trabalho, te levaria pra casa e queria ver se é assim tão resistente, tão indiferente aos meus beijos.

— O mais legal de sermos chefes, é que podemos sair sem precisar dar explicações. — fala olhando nos olhos castanhos em tom de provocação.

— Ok, então...

Uma discussão as interrompe...

— Não me interessa se você não está satisfeito com o seu trabalho, se é um incompetente problema seu. Eu estou com o meu, a Brittany está com o dela e não vamos mudar nada pra agradar você. — Santana falava alterada para Kurt, parada na frente da loira, a mantendo em suas costas, pra quem olhava de longe, era como se a defendesse, e na verdade era isso mesmo.

— Eu só acho que alguns passos não combinam com o figurino. — Kurt falava baixo, morrendo de medo de ser assassinado pela morena que lhe olhava com fúria.

— O que está acontecendo aqui gente? Fiquem calmos, vamos pra academia e lá conversamos. — Quinn diz ficando entre Santana e Kurt.

O garoto baixa a cabeça e começa andar, mas Santana continua parada olhando pra ele com cara feia.

— Traga ela. — Quinn fala baixinho apenas pra Brittany escutar.

— Vamos San, a gente resolve isso daqui a pouco. — termina de falar pegando a mão da morena e lhe guiando atrás do grupo que já está praticamente na porta do prédio da companhia.

Todas as vezes que Brittany tocava em Santana, a morena sentia seu peito se encher de ar automaticamente, era uma sensação inexplicável, uma sensação de estar apaixonada... mas quando isso acontece pela primeira vez, demoramos um pouco a perceber do que se trata, e era assim que a morena se sentia, confusa em relação ao que sentia, mas bastava um toque da loira pra Santana se sentir no paraíso.

Notas finais
Digam o que estão achando, se gostam ou não, se estão cansadas da história... me contem.