os sentidos do amor
11 Capítulo 11 – início da aproximação
Notas iniciais
Por que pra alguns é tão difícil lidar com os sentimentos, enquanto que pra outros isso acontece naturalmente, sem dores, medos...? Será que algumas pessoas não estão preparadas pra viver coisas boas, que a única coisa que os espera é solidão? Ou isso somente acontece, pois não ainda é o momento certo de acontecer? O tempo, mesmo odiando a demora com que ele passa, ele é nossa única resposta.
As horas, os dias se passavam depressa, todos empenhados em suas funções, sem muito tempo para conversas, o que era ótimo para alguns colocarem os pensamentos em ordem. A viagem seria em 10 dias, estavam todos mais do que preparados, mesmo assim, certo nervosismo era presente, afinal era a primeira vez que a companhia se apresentaria num evento nacional, e como convidada, o que os tornava importantes, dava certo orgulho na equipe, mas também deixava-os com os nervos a flor da pele, nada que causasse atrito entre eles, apenas os dias se tornavam mais cansativos.
Santana sentia-se outra pessoa quanto estava perto de Brittany. Em sua cabeça não havia aparecido ainda a palavra paixão, ela sentia apenas uma paz, e quando sozinha com ela se via sem armadura, entregue, como se a loira fosse um anjo, seu anjo da guarda... se sentia em paz.
Brittany sentia um desejo de tocar na morena constantemente, e quando isso acontecia a troca de energia era como um choque, um arrepio que percorre o corpo todo e você sente locais que nem imaginou que fosse possível existir sensibilidade.
Nos últimos dias os integrantes da companhia se habituaram a almoçar todos juntos num restaurante próximo, era um meio de agilizar o processo, comendo juntos voltariam juntos pro trabalho e não perderiam tempo. Era prático.
Santana no início se sentiu meio reticente quando a isso, mas a bailarina com seu jeito simples e ao mesmo tempo decidido simplesmente a pegava pela mão e dizia: “você vai”, e ela ia... no fundo se divertia, não por estar em público cercada de pessoas falando, mas por passar mais tempo perto da loira de olhos azuis.
Num desses almoços sua presença foi notada e incluída na conversa...
— Santana se importa em falar um pouco sobre seu trabalho? — Quinn pergunta do nada, tentando pela primeira vez uma aproximação com a morena. Sabia o quanto isso seria importante pra sua esposa, e pela forma como sua prima ficava quando estava perto de Santana, estava mudando seu conceito sobre a latina e passando a enxergá-la como uma pessoa perdida que precisava de ajuda, que precisava de amigos ao seu lado. Começou até sentir certa afeição pela morena. Ainda era bem difícil a convivência, mas tentaria mesmo assim, não desistiria fácil.
— Não há muito pra falar, eu pego as cenas, estudo, depois vejo o desenho no original, e vou para o estúdio gravar. Trabalho simples que uma criança de 10 anos saberia fazer. — respondeu e voltou pra sua salada russa.
— Ah San, nem vem, você pode fazer melhor que isso vai? — Brittany ao seu lado, segurou sua mão por cima da mesa enquanto lhe olhava esperando uma resposta melhor.
— Brittany, para...
— Vai San, por favor? — a loira pediu novamente com olhar de cachorro pidão.
Santana sentiu seu coração disparar, era um misto de felicidade e medo que a dominava, adorava seu trabalho, mas odiava falar pra muitas pessoas, gostava de Brittany, mas odiava ser pressionada.
— Ok... — parou por uns segundos pra pensar no que dizer. — É como um sonho, como viajar pra dentro de um sonho. Agora chega. — disse decidida, pegando o copo de suco de abacaxi que na verdade era da loira, estava tremendo, queria apenas que alguém falasse alguma coisa pra ela deixar de ser o foco. Quando isso aconteceu conseguiu respirar com mais facilidade e percebeu que seu suco era de morango e na verdade estava do seu lado direito.
— Relaxa, a gente troca sem problemas. — Brittany esticou o braço para alcançar o copo e com isso Santana pode sentir seu perfume, fechando os olhos para apreciar, mas essa sua reação passou despercebido por todos, pra seu alívio.
O almoço continuou tranquilo em meio a risadas, numa dessas até a morena estava no meio. Ela estava se soltando... estar cercada por pessoas que se amavam e conseguiam ignorar suas grosserias, estava se tornando uma pessoa sociável.
Continua...
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