Zumbis
6 Capitulo 5 Começando a Jornada
Notas iniciais
P.O.V Mônica
Abri os olhos e vi que Cebola e Estela ainda dormiam, ela estava deitada no peito dele, sorri e logo levantei tomando cuidado para não acordar eles. Peguei um shorts curto preto de couro, uma regata preta super justa e uma jaqueta sem mangas de couro também preto, por ultimo peguei uma bota baixa de couro preto.
Fui até a porta do banheiro e entrei logo fechando, tirei minhas roupas e fui para baixo do chuveiro e me lavei, quando terminei, fechei os olhos e fiquei pensando em tudo, no grupo, na Estela, em meus pais...
_Não que eu não goste do que eu vejo, pelo contrario estou amando, mas eu preciso tomar um banho e tal, será que podia desocupar? – Falou uma voz rouca na porta, quando olho naquela direção me deparo com um caipira irritante me olhando dos pés a cabeça.
_Será que eu não posso tomar um banho em paz? – Perguntei cruzando os braços, todos pensariam ele está te vendo nua e você não tenta se cobrir como assim? Eu lhes respondo, ele já me viu assim antes, perdi as contas de quantas vezes ele entra no banheiro quando estou tomando banho, e claro que eu não vou trancar a porta, morro de medo que um zumbi invada a casa quando eu estou no banho, daí se acontecer isso o Cebola claro que vai pegar a Estela e sua besta e ir no banheiro.
_Ate que eu gostaria de deixar você tomar o banho, mas temos que sair logo, então... – Ele disse e me encarou.
_Ta bom. – Eu disse e fechei a torneira. – Será que agora posso me secar em paz?
_Não estou te obrigando a não se secar, e eu tenho que entrar logo nessa água. – Ele disse e eu revirei os olhos.
Sai de dentro do box, e peguei a toalha de dentro do armário da pia, quando fui olhar para Cebola, me deparo com o corpo nu dele e as gotas de água escorrendo naquele tanquinho perfeito e... Mônica se controla.
_Também não precisa ficar babando. – Ele disse com um sorrisinho malicioso.
_Não estou. – Falei por fim e me sequei ligeiro, logo depois coloquei minha lingerie vermelho sangue, minhas roupas e minha bota, quando estava quase indo para fora do banheiro escuto uma tose forçada, olho para Cebola e ele sorri.
_Vê se da próxima vez me chama para a gente poupar menos água. – Ele riu e eu logo lhe lancei um dedo do meio, fechei a porta e olhei para a cama, que estava arrumada e sem Estela.
Estela deve estar com Magali ou com alguma das outras meninas. Fui até a cozinha onde encontro Magali alimentando Estela com uma mamadeira.
_Oi Maga. – Disse sorrindo, ela me olhou e sorriu maliciosa, ótimo, lá vem bomba.
_Oi safadinha.
_O que foi que você viu? – Perguntei já indo ao assunto.
_Primeiro segura a Estela que eu vou fazer o café da manha. – Ela falou e me entregou Estela, começou a pegar coisas para fazer algum tipo de comida e foi cozinhando.
_E então? – Perguntei com uma sobrancelha levantada.
_Eu vi o Cebola te olhando, depois ouvi a conversa de vocês e por ultimo você olhando ele, mas daí eu fui embora e não sei o que mais aconteceu. – Ela disse e riu.
_A culpa é daquele caipira tarado, mas é bom que você não fale nada para ninguém está bem, mocinha? – Falei a encarando.
_Okay, comandante. – Ela disse batendo continência o que me fez rir.
_~*~_~*~_~*~_
Estávamos todos reunidos na sala para se apresentarmos, de novo, mas agora era o que sabemos fazer, no que trabalhávamos e o que estávamos fazendo antes do apocalipse.
_Então quem quer começar? – Perguntou Cascão.
_Eu começo. – Disse Magali com um sorriso tímido. – Bem, eu trabalhava de chefe de gastronomia e culinária, então sei cozinhar muito bem, antes do apocalipse eu tinha pedido um afastamento, pois eu e Cascão queríamos nos casar, iria ser no terceiro dia do apocalipse o nosso casamento, mas como aconteceu isso, não deu. – Ela disse e olhou para baixo.
_Quem sabe quando a gente chegar naquela ilha, você e Cascão não se casem? – Eu disse tentando alegrá-la, o que funcionou.
_É, ia ser bom. – Ela disse sorrindo.
_Acho que como a minha flor-de-lótus começou, é minha vez. Eu era um policial de cargo honrado e um dos melhores atiradores, então sei atirar com todo tipo de arma e sei ser um líder nativo, e antes de tudo acontecer eu peguei uma dispensa para vocês sabem. – Ele disse e pegou na mão de Magali.
_Minha vez. – Disse Carmen. – Sou uma estilista de moda moderna principalmente e também de varias outras, então sou boa em fazer roupas confortáveis e usar acessórios para sobreviver contra zumbis. – Ela disse com um sorrisinho. – Um pouco antes de dar essa nova origem de The Walking Dead, eu estava indo viajar para Paris para um de meus desfiles de moda, mas como deu esses mortos-vivos, o vôo foi cancelado, daí tive que sair correndo de lá.
_Então temos duas pessoas famosas no grupo e um policial. – Eu disse impressionada.
_Três meu amor, pois a Denise aqui era uma jornalista de primeira mão. – Ela disse e sorriu. – Então eu sei observar cada detalhe e consigo saber de uma cidade ou de um lugar bem rápido, só preciso de um celular, o meu esta carregando, então logo aviso o lugar que estamos. E eu estava investigando umas coisas do mundo, até que vejo uma noticia sobre mortos ressuscitando e comendo pessoas, daí eu avisei a mídia e ela avisou todo mundo.
_Mas você sabe aonde que surgiu isso e por quê? – Perguntou Aninha.
_Não sei em que lugar, mas sei que tem haver com um antídoto contra algum vírus novo que as maiores potencias mundiais tentaram esconder para não causar um pane. – Ela disse e ficamos em silêncio, mas logo o silencio parou.
_Eu era um mecânico, então sei dar um jeito em qualquer veiculo, e estava cuidando dos carros quando deu isso. – Ele disse e logo o próximo começou a falar.
_Eu trabalhava em vários empregos para pagar minha faculdade de advogada, sei defender e acusar pessoas muito bem e sei fazer muitas outras coisas, e antes de tudo eu estava com o Titi namorando daí aconteceu tudo isso. – Ela disse e deu um sorriso triste, Magali que estava do seu lado a abraçou.
_Era veterinário , então sabia um pouco de medicina, mas agora sei medicina mais para humanos graças ao Daniel, estava em casa descansado e pesquisando coisas para meu conhecimento de veterinário se ampliar. – Disse Jeremias.
_Eu não trabalhava, pois não precisava, meus pais eram ricos, sou muito boa em gastar coisas e me divertir, inclusive eu estava me divertindo com um carinha, daí quando ele estava indo embora um zumbi o comeu. – Irene disse e sorriu, como se fosse a coisa mais legal do mundo.
_Ou seja, você não sabe fazer nada, além de transar e olha que você nem é boa nisso. – Disse Cebola e eu comecei a rir, mas tentei fazer isso o mais discreto possível, mas Cebola percebeu e sorriu.
_Voltando ao assunto serio. – Disse Daniel tentando não rir, ele era um cara bem legal e divertido, mesmo tento a idade que tem. – Eu era um medico aposentado como vocês sabem, e estava na minha casa vendo a TV.
_Eu era uma bibliotecária. – Eu disse e logo a Irene começou a rir.
_Serio isso? Uma bibliotecária? E depois falam de mim que não trabalhava. – Ela disse e voltou a rir.
_Cala a boca Irene, pelo menos ela não é uma vadia que dá para qualquer um. – Disse Cebola com raiva e ela calou a boca. – Pode continuar Mô.
_Mô? – Perguntei confusa, ele nunca tinha me chamado assim.
_É, ou prefere ser chamada de irritadinha? – Ele disse com um sorriso de lado o que foi terrivelmente sexy me fazendo ficar vermelhinha.
_Tanto faz. – Falei tentando ser seria, mas só fez com que ele sorri-se mais ainda. – Graças aos livros e series que assistia sei me dar muito bem em sobrevivência e usar varias armas, principalmente a katana, estava assistindo a um filme na TV quando foi cortado e apareceu uma mulher falando de mortos vivos, daí eu arrumei tudo e fui até meu carro e parti.
_Eu disse que lendo e assistindo se aprende algo, viu? – Disse Magali e eu ri.
_Agora só falta o misterioso. – Disse Denise se referindo ao Cebola.
_Eu era um assassino. – Ele disse e todo mundo ficou serio, daí eu comecei a rir.
_Desculpa, mas é serio não acredito nisso, as únicas tatuagens que você tem é um parte de asas de demônio nas costas e só. – Eu disse e Cebola me olhou malicioso.
_As aparências enganam, é a mesma coisa você que tem uma tatuagem de morceguinhos perto da tua beldade. – Falou e claro todo mundo me olhou maliciando e confuso ao mesmo tempo, menos Magali, pois sabia o que aconteceu, e Irene, que me olhava com raiva.
_Não aconteceu nada. – Eu disse e olhei para Cebola com raiva.
_É, ela tem razão, eu só a vi nua umas par de vezes quando estava tomando banho, não tem nada demais. – Disse ele e logo a malícia no povo voltou, menos para Irene.
_Cala a boca Cebola, e fale logo o que você era. – Falei com raiva.
_Como que eu vou calar a boca e responder?
_Quer mesmo que eu te ensine? – Rebati com ódio.
_Adoraria. – Ele deu um sorriso de lado malicioso.
_Responde caralho.
_Esta bem, irritadinha. – Ele ta brincando com o fogo sinceramente. – Eu era um caçador de animais que caçava e matava os animais que as pessoas queriam em troca de grana, então eu sei caçar, rastrear e sobreviver em uma floresta à vida inteira, quando aconteceu o apocalipse estava voltando de minha caçada com os esquilos que me pediram, daí eu vi um montes de gente gritando “zumbi”, então fui até minha casa que tava mais para cabana na cidade e peguei minhas coisas e sai da cidade com minha moto de modelo antiga.
_É, isso é bem fácil de se adivinhar, mas mesmo assim ninguém pensou nisso. – Disse Jeremias.
_Agora só faltou uma pessoazinha. – Disse Magali e todo mundo olhou para ela. – To falando da Estela. – Ela disse e todo mundo riu.
_Eu acho que ela não vai poder falar nada. – Disse e olhei para a Estela que estava dormindo no colo de Denise.
_Gente acho melhor nós vermos em que lugar a gente está e colocar logo o pé na estrada. – Disse Denise. – Quem que segura ela para eu ir pegar meu celular? – Ela pergunta e quando eu ia pagar a Estela, Cebola a pega.
_Minha vez. – Disse ele e todo mundo menos eu achou estranho. – O que foi? Não se pode mais pegar ela no colo?
_Claro que pode, mas você nunca fez isso. – Disse Magali.
_Na verdade, ele já pegou, mas só na minha frente. – Eu disse e ri.
_~*~_~*~_~*~_
_Gente, estamos em Novo Progresso no Pará, hoje agente vai ter que pelo menos conseguir chegar até Santarém ou Óbidos, para amanha irmos para Guiana e tchau Brasil. – Ela disse e logo todos concordaram.
_É hora de pegarmos tudo que precisarmos e irmos. – Disse Cascão e todos nós começamos a se agilizar.
Alguns minutos depois já estávamos sentados nos carros, já tinha colocado Estela na cadeirinha que tínhamos pegado ontem, e eu estava sentada do lado de Cebola que seguia a caminhonete que estava seguindo o gol vermelho já que a Denise estava com o GPS do celular para nos guiar até uma das duas cidades, íamos ate a Santarém, e dependesse do horário que chegássemos lá iríamos até Guiana.
Fiquei atenta ao trajeto, e pensando na mensagem que havia mandado hoje pela manha para minha mãe avisando que estávamos indo para lá, depois havia recebido um: “okay filha, boa viagem, se cuida por favor, amamos você, ate breve, Beijos”.
Não sei como mais apaguei totalmente do mundo e dormi.
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