Zumbis
5 Capitulo 4 Dias Na Estrada e Aproximação
Notas iniciais
“Não importa quanto tempo se passar, haverá uma esperança, tudo irá normalizar, mas até lá, não se esqueça que não está sozinha, eu estou aqui e nunca vou te deixar.”
P.O.V Mônica
Fazia mais ou menos duas semanas que estávamos na estrada e não havíamos encontrado nenhum lugar seguro, Cebola me contou que não foi só por causa dos zumbis que nós pegamos a estrada, mas sim porque aquele lugar lembrava muito do Titi, então saímos para que a Aninha possa conseguir superar mais rápido.
Desde que saímos do hotel, eu e Cebola se aproximamos um pouco um do outro, ele ate que ficou mais suportável, mas mesmo assim me irrita, e assim que eu comecei a ficar um pouco amiga do Cebola, a Irene ficou com mais raiva ainda, ela tenta de tudo para ficar com o Cebola ou fazer ele ficar no mesmo carro que ela, mas ele vive mandando ela pastar, literalmente. A Magali e eu estamos cada vez mais amigas e mesmo a Aninha tanto meio triste ela se tornou uma amiga e tanto. A Estela se tornando como uma filha para mim, e digamos que o Cebola ta meio apegado com ela e ela com ele. E os outros estão bem, eu não falo tanto com eles, mas são legais, às vezes eu converso com Cascão e também com Daniel, ele é como um pai para mim, ele anda me ensinando algumas coisas de medicina e eu claro que tento lembrar o máximo, caso eu preciso usar em alguém ou ate em mim mesma.
Já estava quase de noite por isso estávamos procurando um lugar para dormir, ou seja, uma casa, sorte nossa é que já estávamos entrando dentro da cidade.
Passou alguns minutos e encontramos uma casa boa e que não tinha aparência de que um monte de zumbis entrou, os primeiros que foram ver como estava a casa era os homens, menos Daniel que ficou dentro do carro, e eu como sou praticamente a única mulher que é boa com armas, fiquei de butuca para ver se não aparecia nenhum zumbis. Não demorou muito e logo eles reapareceram.
_E então? – Perguntei saindo do carro.
_Esta tudo limpo, vamos passar a noite aqui. – Disse Cascão e todos assentiram, logo descarregamos algumas coisas que iríamos precisar.
Assim que colocamos as coisas na casa, trancamos a porta e colocamos um sofá, trancamos toda a casa e na porta dos fundos colocamos um sofá menor. Casa era de dois andares, no primeiro andar tinha uma cozinha, uma sala de jantar, uma sala com TV, a lavanderia e um banheiro, já no segundo havia quatro quartos e dois banheiros, sendo que um dos quartos tinha só uma cama de solteiro e os outros três cada um tinha uma cama de casal.
_Então, como vamos fazer? Quem fica tanto em qual quarto? – Perguntou Magali.
_Eu já to avisando um dos quartos de cama de casal fica eu, a Mônica e a Estela. – Disse Cebola, sim, ele continua tentando ficar comigo, mas agora ele não tenta tantas vezes, e também não importa que casa ou quantos quartos, ele sempre quer me colocar e colocar a Estela no mesmo que o dele, ele fala que é porque ele quer proteger nós duas, pode até ser, mas ainda tenho minha duvidas.
_Como sempre. – Ironizou maliciando Aninha e deu risada, ela meio que tenta fingir que superou, mas na verdade ela ainda sente muitas saudades do Titi e ainda sofre bastante.
_Engraçadinha. – Falei vermelha.
_Continuando, o quarto que tem a cama de solteiro pode ficar o Daniel, e dai os outros quartos, um fica as meninas e o outro fica o Xaveco e o Jeremias, já eu vou ficar aqui em baixo e vou ficar de vigia. – Falou Cascão e todos concordaram, logo depois Magali tratou de preparar a comida, e os outros foram fazer coisas.
Eu subi até o “meu” quarto com Estela no meu colo, o quarto não era tão grande, mas era bom, tinha uma poltrona, cama e um armário, coloquei Estela na poltrona e arrumei a cama que estava desarrumada. Depois de alguns segundos Cebola aparece no quarto com as coisas que eu tinha pegado e que ele tinha pegado também.
_Nada mal esse quarto. – Ele disse olhando em volta e eu soltei uma risada não muito alta.
Ele largou as coisas num quanto e pegou Estela no colo, logo se sentando na poltrona e brincando com ela.
_Até que bancar o pai, não é tão difícil para você, ate que você se sai bem. – Falei e peguei minha bolsa do chão.
_Eu não estou bancando o pai. – Ele falou não tirando os olhos de Estela.
_Claro, você não está. – Falei irônica, assim que abi a bolsa vi meu celular brilhando, era uma chamada de minha mãe, nem pensei duas vezes já peguei o celular e atendi. – Alo? – Falei, já com o nervosismo a mostra.
Filha? É você? – Perguntou a voz que reconheci logo de cara, era minha mãe.
_Sim, sou eu mãe, está tudo em com você e com o papai? – Perguntei e vi que Cebola estava me encarando.
Sim, está tudo bem com nós, e com você? Você está sozinha?
_Estou bem, e não estou sozinha, encontrei um grupo legal, mas e vocês? Estão sozinhos e estão aonde? – Perguntei com lágrimas nos olhos, não acreditava que meus pais estavam bem depois de tudo.
Conseguimos fugir com um grupo de pessoas em um barco, estamos em uma ilha de uma das pessoas, é perto do Caribe, filha você está em que lugar exatamente?
_Não sei exatamente, mãe, mas quando eu descobrir eu mando uma mensagem ou até ligo para avisar.
Esta bem filha, se você quiser pode vir para cá, tem bastante espaço e é seguro, se quiser pode vir ate o seu grupo, e quando vocês tiverem aqui perto, me avisa que daí nós vamos lá te buscar. – Falou minha mãe com esperança de que eu aceite ir.
_Vou ver com meu grupo, e também ver onde estamos, tenho quase certeza que vão aceitar, mas daí de aviso, mãe eu vou ter que desligar, se cuida, manda um beijo par o pai, amo vocês, entro em contato com vocês quando der , beijos.
Esta bem filha, beijos, também amamos você. – Se despediu minha mãe e eu desliguei o telefone.
_Eu não acredito que meus pais estão vivos. – Eu sussurrei.
_E o que sua mãe falou? Pelo que percebi foi com ela que você falou. – Disse Cebola.
_Ela disse que estão numa ilha perto do Caribe e que lá é seguro, e que se eu e o grupo aceitar, podemos ir para lá.
_Que ótimo. – Disse Cebola e logo Aninha aparece na porta, chamando para irmos comer, então descemos e fomos ate a sala de jantar.
Assim que começamos a comer e que todos estavam reunidos, eu contei que minha mãe ligou e também disse o que ela falou sobre ter um lugar seguro, todos ficaram meio indecisos, mas logo acabaram aceitando a ideia, e então nós iríamos para lá, se pegássemos a estrada e só parássemos para dormir no mínimo de carro chegaríamos umas três semanas para mais se fosse para chegar até Cancun e ir para o Caribe, e se fosse pelo Estados Unidos, mas exato Miami para frente íamos demorar umas seis semanas até bem mais. Ainda não decidimos por qual caminho seguir, mas como falta bastante para chegar lá, vamos ter tempo para decidir.
Assim que terminei de comer e alimentar Estela, fui até o quarto e deixei ela na cama, logo coloquei um pijama confortável e depois coloquei um pijama em Estela. Me deitei na cama junto com Estela fazendo ela se acalmar e logo em segui dormir, assim que ela dormiu fiquei encarando a porta, não demorou muito Cebola aparece e tira a camisa e deita do lado de Estela.
_Nunca pensei que ia disser isso para uma garota, mas agora vou disser, eu adoraria conhecer seus pais, principalmente agora que eles nós convidaram para morar num lugar seguro. – Ele sussurrou para não acordar Estela e eu tentei não rir muito alto com seu comentário. – Agora vamos descansar, boa noite, irritadinha. – Ele disse sorrindo e fechou os olhos.
_Boa noite, chatinho. – Sussurrei e logo cai num sono profundo.
Fale com o autor