Zumbis

23 Capitulo 22 O Casamento


Notas iniciais
Olá, meus amores!!! Fui rápida dessa vez. Espero que tenha ficado bacana o capítulo, pois afinal foi o primeiro casamento que eu fiz, se ficou ruim, me desculpem. Só mais 3 capítulos!!! Ansiosos para o final? ^^ Boa Leitura!!!

P.O.V Magali

— Estou tão nervosa! – Digo abanando meu rosto com as mãos.

— Não chore, vai estragar toda a minha produção em você. – Diz Carmen me repreendendo, ela havia me maquiado, nunca vi uma maquiagem tão linda e glamourosa, Carmen conseguiu usar muito brilho na minha maquiagem, mas de um modo que não fosse exagerado, eu não conseguia distinguir aquelas cores, perola? Branco? Eu não tenho ideia, mas estava lindo, e aquele batom marronzinho com um toque de bordo, fez a maquiagem ficar ainda mais maravilhosa.

Eu estava tão linda... Como uma noiva, algo que eu achei que seria impossível. Meu vestido era branco, na frente curto se estendendo para trás até arrastar no chão, meu cabelo havia sido arrumado pela Rosa, estava meio preso e caia em cascatas de cachos, ainda havia uma coroa com um véu de noiva com o comprimento médio, pois meu vestido já tinha uma cauda enorme. No busto, ele era um pouco decotado com aquelas alças curtas que ficam caídas nos braços. Pelo casamento ser na praia, resolvi usar aquelas correntinhas nos pés e não saltos ou sapatilhas.

— Eu estou linda. – Exclamo me admirando no espelho.

— Você sempre está linda. – Diz Mônica e eu sorrio agradecendo o elogio.

— Vamos minhas garotas, só a noiva pode chegar atrasada. – Diz Aninha aparecendo na porta, todas as meninas já estavam arrumadas e felizes com a ocasião. – Está arrasando, Maga.

— Obrigada. – Digo e logo todas saíram restando só a Mônica, minha primeira madrinha.

— Cebola irá te acompanhar até o altar, achei engraçado ele se oferecer. – Confessa Mônica e eu concordo rindo um pouco.

— Também, mas fico feliz que seja ele, vocês dois se tornaram muito importantes para mim, e já que meus pais não estão aqui... – Digo triste por não saber se eles estão vivos ou não, eu não pude ir de atrás deles, assim como a maioria não pode. – Bem, vamos lá.

Saímos da cabana das estilistas e começamos a andar até o porto em caminho a praia. Havia um lençol pendurado para que quando eu chegasse Cascão, meu noivo, não pudesse me ver.

— Estão lindas. – Diz Cebola nos encarando, mas encarando bem mais a Mônica, provável que algo passava na cabeça dele. Cebola como Mônica achava impossível vê-lo daquele jeito, usava um terno cinza com gravata bordo, a camisa social por baixa era branca e ele usava um sapato também cinza.

Mesmo que as cores dos dois quase não se combinavam, eles em si se combinavam. Mônica estava com seu cabelo chanel meio bagunçado, mas que dava um charme, ela usava um vestido até um pouco em cima dos joelhos na cor vermelho sangue, na frente ele formava um V deixando as pernas um pouco mais a mostra, seu decote era um pouco maior que o meu e as alças parecidas com as minhas, pois também pairavam nos braços e não nos ombros. Ela usava um salto um pouco alto também na cor vermelha, era daqueles saltos Anabela, afinal na areia era impossível usar salto agulha, carretel ou virgula, por conta de afundar na areia. A maquiagem dela também havia sido feita pela Carmen assim como de todas, Mônica estava com um delineado gatinho e um batom da mesma cor do vestido.

— Vou lá. – Diz Mônica e antes que ela pudesse sair, Cebola a puxa e dá um selinho. – Cuidado, ou vão achar que a Carmen quis te maquiar também.

— Eu corro o risco. – Brinca e nós três rimos. – Está pronta? – Pergunta Cebola assim que Mônica sai.

— Nervosa, mas estou. – Rio nervosamente e ele me dá um sorriso reconfortador.

— Vai dar tudo certo.

— Eu nunca iria imaginar, você, o caipira rude, iria virar alguém que eu não poderia ficar sem a amizade. – Confesso e ele ri.

— Somos dois. Mônica conseguiu trazer minha humanidade de volta. Mas ainda assim não deixei de ser um caipira. – Ele diz e eu concordo com a cabeça.

— Obrigada por me acompanhar, não teria alguém melhor para substituir meu pai. – Digo sorrindo porem um pouco triste por causa de meus pais.

— Eu fico honrado de te acompanhar. – Diz ele sorrindo e estendendo o braço para eu encaixar. – Vamos, bela noiva. É seu momento.

Saímos de trás do lençol e eu pude ver tudo. Carmen e Rosa fizeram um ótimo trabalho, a decoração estava linda e impecável. Todos meus companheiros de viagem e que se tornaram meus amigos, estavam presentes, havia alguns da Ilha também, aqueles que eu havia feito amizade nesses poucos dias, todos estavam bem-vestidos e sentados nas cadeiras brancas de madeira. Havia um “tapete” de flores que ia até o altar, o caminho que eu trilharia, nesse caminho nos lados haviam vasos de flores. No altar havia um arco de flores de casamento, bem lá, embaixo do arco, me esperando, estava meu lindo noivo com seu terno preto, aquele terno incrível de noivo, que distingue de longe dos outros. Ele nunca foi de usar roupas formais, mas sempre ficava magnifico quando usava algum por minha causa.

Um musicista havia se voluntariado para tocar no casamento, então eu dava os passos ao som lindo que ele produzia de seu violino. A cada passo eu me continua para não chorar de emoção, a cada passo meu coração parecia que iria sair pela minha boca.

Quando enfim cheguei no altar, Cebola me deu um beijo na testa e foi até a Mônica que estava na primeira fila me olhando toda sorridente e orgulhosa de me ver ali. Quem visse de fora, acharia que nos conhecíamos desde pequenas e ficávamos planejando como seria o casamento de cada um, mas na verdade, desde nos conhecemos, não importou o quanto não crescemos juntas, pois se tornamos como irmãs, melhores amigas para sempre.

— Você está sensacional. – Diz Cascão sorrindo e me olhando com ternura.

— Você está magnifico. – Confesso também sorrindo.

— Podemos começar? – Pergunta Mark. Sim, era ele que iria nos casar, não havia nenhum padre na Ilha, e Mark disse que conseguiria nos casar como se fosse uma cerimonia de verdade. Para muitos, por não ser um padre, não valeria, mas para nós, aquilo valeria muito mais do que casamentos feito por padres.

— Claro. – Digo e Cascão concorda com a cabeça.

— Muito bem. Estamos aqui, hoje, reunidos para...

~*~_~*~_~*~

— Magali Fernandes De Lima aceita Cássio Marques De Araújo como seu legítimo marido?

— Aceito. – Afirmo sorrindo e olhando para o Cas.

— Cássio Marques De Araújo aceita Magali Fernandes De Lima como sua legítima esposa?

— Aceito. – Ele sorri para mim.

— Muito bem, lhes declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. – Após Mark dizer, Cascão me puxa e me curva para me dar um beijo sincero e repleto de felicidade. Escutei todos gritando e aplaudindo, comemorando nossa felicidade.

— Achei que não iria mais largar a noiva. – Diz Mônica brincando após termos terminado o nosso beijo recém-casados.

— Era essa a intenção, como adivinhou? – Rebate a brinca, meu mais novo marido.

— Parabéns, estou muito feliz por vocês dois. – Diz ela abraçando nos dois.

— Parabéns, cara. Parabéns, Magazinha. – Diz Cebola também nos abraçando.

— A festa vai ser na mansão, esperamos vocês lá. – Diz Mônica sorrindo, ela pega na mão do Cê, e os dois começam a andar em direção a mansão.

Depois de que todos nos dessem os parabéns, fomos para a mansão onde seria a festa de casamento. Chegando nos degraus, Cas fez questão de me pegar no colo e subir as escadas entrando comigo no salão da Mansão onde havia pista de dança e várias mesas com os convidados, assim que entramos nosso grupo de viagem, jogou pétalas de rosas em mim e no Cas. Todos estavam gritando nossos nomes numa comemoração.

— Viva os noivos. – Grita Mônica e logo todos gritam juntos “Viva”.

Eu queria ter feito a comida, mas ninguém me deixou, então havia sido feita por outra pessoa. Depois que todos comemos e dançamos um pouco, chegou a hora de jogar o buquê.

— Atenção, não casadas e solteiras, quero que façam um aglomerado. É hora do buquê!!! – Grito e logo todas se juntaram na minha frente, naquele espaço que havia. Me viro de costas e começo a contagem: — Um! Dois! Três! Já! – Joguei o buquê e quando me virei comecei a rir com o que havia acontecido.

— Mas que merda. – Diz Cebola se levantando na mesa com o buque nas mãos. Todo mundo ria muito, eu havia exagerado na força que acabou passando o grupo e caindo no Cebola que estava na mesa bem atrás daquele aglomerado de mulheres.

— O buquê não falha. – Digo brincando e ele me olha com uma cara de: “É sério isso?”.

— Vão ter que fazer de novo. – Diz ele se aproximando de mim. – E com menos força.

— Ahh, não precisa. – Digo e ele me fuzila. – Está bem. – Rio e olha para o Mônica que ainda estava impressionada em ter caído nele.

Me viro de costas e conto de novo, quando chega no “já”, eu jogo e me viro rindo mais ainda. Aquilo só podia ser destino, o buquê estava nas mãos da Mônica e havia um Cebola de pé a encarando sem entender nada. Como podia um buquê juntar o casal? Eu não sou jogadora de basquete pra jogar exatamente nos dois. Foi pura coincidência.

— Acho que já sei qual será o próximo casamento. – Digo e vejo os dois corarem, Cebola disfarça tudo e vai ate a mesa das bebidas.

— Como pode ter acontecido isso? – Pergunta Mônica se aproximando de mim.

— É o destino, minha querida Mônica.

~*~_~*~_~*~

A festa foi longa, mas quando acabou tivemos a surpresa de que nossa cabana estava pronta. Tirando a brincadeira de que haviam apurado por conta da lua-de-mel, foi uma ótima notícia, mas a ideia da lua-de-mel tinha certa razão.

— Vamos, meu amor, estamos na nossa casa agora. – Diz Cascão me pegando novamente no colo e me levando para dentro da cabana assim que subimos a escadinha na varanda. A fachada das cabanas era praticamente igual, o que mudava era o tamanho lá dentro, a nossa tinha dois quartos, por conta do bebê que estava por vir.

— Está linda. – Digo sobre a casa.

— Eu sei, eu já tinha visto. – Diz ele e eu o olho indignada.

— Nem para me falar que estava pronta. – Faço beicinho e ele ri.

— Queria fazer uma surpresa.

Cascão me carrega até nosso quarto e me desce no chão. Nosso quarto era simples, mas aconchegante, pelo que percebi, Cas havia colocado pétalas de rosas pela cama e haviam velas aromáticas acessas pelos dois criados-mudos do lado da cama.

(Aviso: Quem não gosta de momentos +18, recomendo que pulem até o outro aviso que também estará em negrito, esta parte a seguir não interferirá na história)

Tiro minha coroa e véu os deixando numa cadeira que havia perto da porta, Cas deixa sua gravata junto, tiro minhas corretes no pé e ele seus calçados. Meu marido me vira para ele e começa a me beijar suavemente, ele tira meu vestido enquanto eu tiro o terno dele.

Ficamos apenas de roupas intimas – cueca e calcinha, pois aquele vestido não dava de se usar um sutiã –, continuamos nossos beijos e caricias até que ele me deita, ficando por cima de mim. Seus beijos distribuídos pelo meu pescoço, descem pelos meus ombros chegando perto dos meus seios, onde ele começa a suga-los, dar mordidas e beijos.

Seus beijos descem até embaixo do meu umbigo perto de minha parte intima. Cas retira minha calcinha e puxa minhas pernas gentilmente para que fiquem dobradas, ele começar a chupar e acariciar com sua língua toda a região me fazendo soltar gemidos de prazer. Ele conhecia meu corpo quase mais que eu, depois de várias contrações por conta de seus carinhos, ele volta para cima para me beijar. Ele retira sua cueca e começa a me penetrar com gentileza, mesmo que não era a primeira vez que fazíamos aquilo, ele sempre foi gentil e atencioso.

— As paredes são finas, então tenta não gritar muito alto. – Sussurra no meu ouvido e eu coro, ele sabia como sentir ele me deixava louca e sabia como me deixar mais ainda.

— Cas... – Digo e ele me cala com seus lábios.

Seus movimentos de vai e vem começam a se tornarem mais rápidos e fortes, acaricio seu dorso enquanto ele distribui beijos e chupões em meu pescoço. A cada movimento, a cada toque, eu gemia mais, tentava controlar, mas era impossível.

Depois de mais alguns movimentos, ele me beija. Continuando até que nós dois alcancemos o êxtase do orgasmo. Ele sai de cima de mim, se deitando ao meu lado e me puxa para seu peito, me dá um beijo gentil na testa e me olha sorridente.

— Eu te amo tanto, minha esposa. – Diz ele e eu sorrio.

— Eu também te amo muito, meu marido.

O beijo lentamente, transbordando de amor e paixão.

— Quer outro round? – Ele sussurra e eu rio.

— É claro.

(Aviso: Podem voltar a ler a partir daqui)

Após matarmos nossa vontade um do outro, fomos dormir exaustos e felizes por conseguirmos algo que achamos que nunca seria possível, por conta do apocalipse zumbi.

Um casamento...

Um momento que era normal a muito tempo atrás...

Um dia de sossego e felicidade....

Um dia só para a gente...

Notas finais
Comentem, por favor. Comentários me ajudam bastante a continuar. Não sei quando farei o próximo, mas tentarei não demorar muito tempo. Fanfic de Amor Doce e TMJ: https://fanfiction.com.br/historia/672544/Together_By_Chance/ Beijooos e Até Breve!!! ^^ S2