Zumbis
22 Capitulo 21 Conhecendo A Ilha
Notas iniciais
P.O.V Mônica
— Meninas a minha cabana é pequena, mas vocês podem ficar até construirmos uma nova. – Diz minha mãe.
— Está tudo bem mãe. A Maga e o Cas podem dormir no quarto. Eu durmo no sofá. – Digo e Maga me olha travessa.
— E o Cê? Acha que ele vai mesmo te deixar sozinha em um lugar estranho? – Diz maliciosa e minha mãe me encara com um olhar sugestivo.
— Quem é Cê? – Pergunta ela e eu coro.
— É um caçador sensacional e um gato. Mas logico que prefiro meu policial. – Diz Maga e eu rio com seu comentário.
— Bem, eu posso dormir no sofá, não me importo. – Elas simplesmente estão me ignorando e falando sobre minha vida amorosa. – A casa é sua, minha mãe. Você fica no seu quarto. – Digo e ela concorda com a cabeça.
— De quem é essa lindinha? – Diz ela pegando Estela dos braços da Maga.
— A filha adotada da Mô e do Cê.
— Argh. – Resmungo revoltada por ela estar respondendo tudo com Mônica e Cebola.
Depois que eu contei tudo para minha mãe – tudo que eu me lembrava com a ajuda da Maga –, ela pareceu entender e ter gostado de me ver com alguém que me cuida no meio dessa loucura apocalíptica.
— Onde estão nossas mulheres? – Pergunta Cascão brincalhão como sempre na porta da cabana entreaberta.
— Não estão aqui não. – Grita Maga entrando na brincadeira.
— Podem entrar. – Diz minha mãe e Cascão entra.
— Vem conhecer sua sogra, Cê. – Diz Maga e eu a fuzilo.
— Minha o que... – Cebola entra mínima coisa e olha para mim, depois para minha mãe que segurava Estela, e novamente volta seu olhar para mim.
— Esperem. – Digo a todos assim que vejo ele sair da cabana todo perdido e envergonhado.
Saio pela porta e vejo ele sentado nas escadas da entrada. Me sento do lado dele e vejo seu olhar distante.
— Eu não mereço você... Eu sei que ela vai pensar isso. – Diz ele me olhando com medo, era engraçadinho a preocupação dele, mas também muito fofa.
— Seu bobo, ela já te adora por saber que cuidou de mim. – Digo rindo e ele desvia os olhos.
— Eu não sei... – Sussurra.
— Vamos seu bobo. – Ele suspira e aceita entrar. Minha mãe o cumprimenta e percebe o quão nervoso ele estava.
— Achei que não era tímido, te difamaram bem antes. – Brinca minha mãe e ele dá um sorriso aliviado por perceber que ela não o odiava.
— Ele só está assim porque é completamente apaixonado pela Mônica. – Diz Cascão e Magali o fuzila, por dentro estava rindo da comunicação visual deles.
— Ele tem certa razão. – Cebola coça a nuca nervosamente.
— Fico feliz em saber que minha menininha está em boas mãos. – Diz minha mãe abraçando-o depois de passar a Estela para Magali. No meio do abraço ela me puxa para perto, para dar um abraço triplo.
— Ah. Não se preocupem eu durmo no sofá. – Diz Cebola e eu sabia muito bem que ele não iria dormir.
— Eu fico com você. – Digo e ele me olha com reprovação. – Eu sei que você não vai dormir, e sim ficar vigiando.
— Pelo menos assim vocês terão certeza que está tudo tranquilo e seguro. – Diz ele e eu reviro os olhos.
— Está bem... – Murmuro, sabia que ele não iria desistir da ideia.
— Obrigado. – Sussurra ele me dando um beijo na testa.
— Vou arrumar os quartos, vocês devem estar cansados.
~*~_~*~_~*~
Já era o outro dia, todos do nosso grupo antes de chegar a Ilha se reuniram e contaram que foram bem recebidos nas casas para passar a noite até que as cabanas fossem construídas. Era inacreditável saber que tudo aquilo poderia ser possível... E é.
— Pessoal, eu descobri que há um laboratório intacto nos Estados Unidos. Não fica muito longe da nossa Ilha. Tem um cara na Ilha que também é cientista, pretendemos ir essa tarde para tentar entender mais sobre esse vírus e também quem sabe criar uma vacina para impedir quem for mordido de virar ou de virar após morrer. Eu gostaria de poder fazer uma para que os zumbis voltem a ser humanos, mas não é possível, pois eles já estão mortos. – Explica Franja e todos concordamos.
— Cebola e eu iremos para garantir a segurança e eliminar os zumbis do caminho. Quem quiser está livre para se juntar. – Diz Cascão.
Antes que eu pudesse levantar minha mão, Magali a segura e me dá um olhar de que estava planejando passar a tarde fazendo outra coisa.
Escutei toda a conversa até que todos se dispersaram. Eles decidiram sair após o almoço.
— Mas então o que pretende fazer? – Pergunto e ela me olha indignada.
— Mal conhecemos a Ilha, precisamos disso. – Diz e eu concordo.
A única coisa que sabíamos era que o Mark Spook é o dono e que ele passou a salvar as pessoas para formar uma nova civilização depois que tudo caiu. Ele é rico, mas completamente inteligente e ambicioso, alguém que se preocupa e que não é egoísta. Minha mãe disse que ele havia perdido a família dele no primeiro dia, mas que isso não o abateu, só fez com que ele quisesse salvar o máximo de vidas possíveis, mas tomando cuidado com quem trazia.
Mark deixou a mansão que ele construiu para morar numa cabana, pois acreditava que a mansão daria uma ótima ala médica, um bom refeitório para todos e ainda tinha uma biblioteca.
— Está bem. Por onde começamos? – Digo e ela nega.
— Vamos juntar as meninas e daí pedir para sua mãe, se não for incomodo, para nos mostrar tudo.
— Okay, minha grávida preferida. – Brinco e ela ri.
— Claro, sou a única grávida.
~*~_~*~_~*~
— Eu mostro com certeza, meninas. – Diz minha mãe sorrindo.
— Eba. – Comemora Maga e eu rio.
Estávamos Magali, Estela – no meu colo –, Carmen, Denise, Aninha, Marina, Molly, Sofia, Lesley, Clare e eu, seguindo minha mãe pela Ilha.
— Como vocês sabem ali é o nosso porto, há vários barcos, mas no momento estão rondando áreas em busca de sobreviventes. Aqui tem uma praia linda. E lá... – Aponta para a trilha que eu subi para ir ao tumulo do meu pai. – É onde enterramos nossas perdas.
— A quanto tempo essa Ilha está assim? – Pergunta Denise, ela e suas perguntas de jornalista. Mesmo que tudo se foi, ela não perdeu a manha.
— Desde que o apocalipse começou. Meu falecido marido e eu viemos na segunda semana, nosso navio cruzeiro havia virado um caos, então junto com uns sobreviventes, pegamos um barco daqueles de emergências e saímos, acabamos encontrando um dos barcos de patrulha do Senhor Mark e ele nos trouxe para cá. – Diz minha mãe e Denise sorri satisfeita com a resposta.
— Como estão vendo, aqui é onde se encontra as cabanas de moradia, é uma faixa enorme que se estende e que tem muito espaço para nossas cabanas. – Minha mãe daria uma ótima guia de turistas, ela conseguia mostrar e explicar tudo muito bem, e quando Denise perguntava algo, ela respondia exatamente o que era pedido. – Aquela é a mansão do Mark, como mencionei antes, ele a deixou para morar em uma cabana como nós, para deixar a mansão como uma ala médica, um refeitório e ainda em especial tem uma biblioteca. – A mansão era grande, mas sem exageros, era feita de pedras claras e havia colunas, uma perfeita mansão rustica e com o aspecto que trazia paz interior.
Minha mãe mostrou a área da plantação, havia muitas pessoas cuidando dela. Sempre que saiam para patrulha, alguém voltava com alguma muda nova ou semente novas, assim era mais uma comida nova para a alimentação de todos.
— Eu irei mostrar as coisas principais e que estão mais perto, já as que demora para chegar, apenas falarei o que tem. – Explica e todas nós concordamos. – Nessa trilha da direita. – Diz ela apontando para uma trilha, quando estávamos voltando para o caminho das cabanas em direção à praia/porto. – É uma trilha que vai até uma lagoa com uma cachoeira, é um lugar lindo. Já nessa trilha da esquerda, chega até a torre de comunicação e nossa criação de animais. A torre de comunicação funciona e tem sempre alguém cuidando para saber se encontra algum sinal de vida lá fora, ou algo que possa nos ser útil.
Voltamos até o porto e fomos para o outro caminho que havia passando na frente da trilha para o lugar das perdas. Havia outras cabanas, mas elas não pareciam de moradia e eram bem maiores.
— Aqui ficam nossas cabanas de utilidade, nossa escola, nossa cabana de calçados, roupas. Ou seja, aqui tem de tudo e se não tiver algo que vocês gostariam que tivesse, podem se sentir à vontade para montar. – Olhamos impressionadas em como tudo parecia como uma vez era, mesmo que fosse diferente, ainda assim é um pedacinho de uma normalidade distante que parecia ter se perdido, mas que aqui se encontrava. – Lá longe, naquela trilha, há um lugar cheio de petróleo, então nunca ficaremos sem gasolina. Essa Ilha é um pedaço do paraíso, como gosto de chamar, afinal tem tudo que precisamos.
— Espera. Aqui tem uma cabana para estilista. – Diz Carmen surpresa ao ler a placa e entrando logo na cabana. Entramos logo atrás. Estava repleto de roupas lindas e que com certeza foram criadas a mão. Havia uma salinha só de vestidos de noiva, com várias coisas para você se montar como uma noiva.
— Acho que teremos que dar o casamento que uma pessoa não conseguiu cumprir. – Digo e Magali me olha com os olhos brilhando de felicidade.
— Olá Luísa, essas são as novas integrantes? – Pergunta uma mulher linda e toda sorridente saindo de uma porta. Ela era muito estilosa, tinha cabelos platinados curtos e olhos marrons amarelados. Eu queria saber como ela conseguia manter aquilo tudo.
— Olá Rosa. – Minha mãe cumprimenta ela e depois nos apresenta.
— Eu achei que nunca mais fosse ver isso tudo. – Diz Carmen empolgada e com os olhos brilhando.
— Também é estilista? – Rosa pergunta sorrindo.
— Sim, amei seu trabalho. – Diz Carmen ainda impressionada.
— Será um prazer dividir meu ateliê com você, então se sinta à vontade se quiser trabalhar aqui também.
— Será uma honra.
Como o tour havia terminado, cada uma foi para o seu lado. Maga, Estela e eu resolvemos ir à praia admirar a tarde ensolarada que estava.
— O que pretende fazer? Sobre o casamento. – Pergunto a Maga e ela me olha sorridente. Estela que estava no meu colo, brincava com meus dedos
— Vou conversar com o Cas quando ele voltar e dai iremos ver quando podemos fazer.
— Acho uma ótima ideia.
— Quem sabe um dia você não faz um também, com o Cê. – Diz ela e eu rio.
— Não consigo imaginar ele de terno, não sei se ele gostaria disso. – Confesso e ela ri.
— Por você ele iria até com aquela “cueca” de elefantinho que vendiam nos sex shops. – Rio com o comentário dela. – Ele vai querer, tenho certeza.
— Bem, não estou com presa, posso esperar a decisão dele.
— Não está com presa... Ou tem medo dele nunca pedir? – Rebate Magali e eu reviro os olhos.
— Está andando muito com a Clare. – Rio e ela ri também.
— Quem sabe eu não largo a gastronomia para virar psicóloga. – Brinca.
— Mas você tem certa razão...
Será que ele me pediria em casamento?
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