Zumbis
20 Capitulo 19 Sem Escolha...
Notas iniciais
P.O.V Xaveco
Estávamos Viktor, Jonathan, Cascão, Cebola e eu, indo para o porto onde havia o barco sem bateria. Já havíamos contados a eles do nosso plano de ir para uma ilha e eles aceitaram, afinal seria bom um “recomeço”.
— Os donos dos barcos pegaram e foram embora nos primeiros dias disso tudo. – Menciona Jonathan. – Faz sentido só um ficar e esse estar faltando uma bateria.
— Sorte que na delegacia temos praticamente milhares de coisas uteis e também inúteis, mas não vem ao caso. – Diz Viktor dando uma risada.
— Espera... – Diz Cascão olhando para o porto assim que se aproximamos do mesmo. – Está aberto o portão e tem uma fumaça ao longe.
— É estranho. Pois nós fechamos. – Comenta Viktor.
— Walkers! – Exclamo estremecendo um pouco quando eles param o carro dentro do lugar. Nossos carros estavam lá intactos, mas havia zumbis por todo lugar, não era uma horda de cem walkers. Mas tinha uns vinte, eu acho.
— A caça. – Diz Cebola saindo do carro e já preparando sua besta para a matança. Ele atirava nos que estavam longe e acertava os de perto com seu facão. Cebola, ria na cara do perigo, ele não tinha medo, apenas ia para a luta... Mesmo que a luta estivesse perdida.
— Cebola. – Revira os olhos, Cascão. Ele sabia que seu amigo nunca esperava uma ordem para atacar.
Todos saímos do carro para ir ajudar Cebola, mesmo que ele tivesse tudo em ordem.
— Lembra como usa? – Pergunta Cascão me entregando uma arma com silenciador. Concordo com a cabeça pegando a arma e ficando em estado de defesa como Cascão havia me mostrado. – Use se um walker se aproximar de você.
Se precisei atirar duas vezes foi muito. Eu poderia ter atirado mais, mas era melhor economizar. Cascão apenas deu a arma para caso eu precisasse mesmo. Do nosso grupo antes de ser juntado, apenas eu e o Jeremias dos homens não ia para as buscas. Não somos como Cascão e Cebola, sem medo de enfrentar essas aberrações, sem medo de pegar numa arma.
— Algo não me cheira bem... – Diz Cebola e Cascão o encara com um sorriso maroto.
— Não tomou banho de novo? – Rebate Cascão e Cebola o encara com um ódio forçado, mas logo ri.
— Por incrível que pareça. Tomei.... – Diz Cebola ainda rindo.
— Mônica tem influência. – Sussurra para o amigo.
Começamos a andar ate os galpões, quanto mais chegávamos ao fundo, mas era nítida a fumaça.
— Essa não. – Digo assim que olhamos para dentro do galpão do barco.
— Quem fez isso? – Pergunta Cascão mesmo sabendo que ninguém tinha a resposta. O barco estava todo queimado, não havia o que salvar.
— Não estamos seguros. – Diz Viktor começando a olhar para os lados.
— Nunca estivemos. – Rebate Cebola resmungando.
— Vocês não entendem... Temos que sair daqui. – Diz Jonathan. – Quem fez isso pode estar aqui ou lá fora.
— Certo. – Cascão diz. – Vamos pegar nossos carros e ir para a delegacia. Não vamos voltar mais aqui.
~*~_~*~_~*~
— Amanhã temos que ir. Não podemos mais permanecer aqui. Não é mais seguro. – Diz Sheila após termos contado o ocorrido.
— Amanhã então. – Diz Cascão apoiando a ideia.
— Por que não hoje? – Pergunta Do Contra, é acho que o apelido está correto, afinal contrariou todo mundo.
— Porque logo vai escurecer e todos precisam arrumar suas coisas. – Digo e ele parece convencido com o que eu disse.
— Para onde vamos? – Pergunta a mulher que se chamava Clare.
— Nosso ponto final será o México, iremos ao Puerto Cancun. – Diz Denise que até então estava se programando para nos levar numa rota por assim dizer, segura.
— Mas quem garante que há barcos lá? – Pergunta Nimbus.
— Ninguém, mas se não tiver, teremos que achar um outro porto. – Responde Mônica firmemente.
— Arrumem suas coisas, se alimentem e descansem bem. Não teremos mais moleza. – Diz Sheila e logo todos foram para seu lado.
— Achou uma rota? – Pergunto me aproximando de Denise.
— Claro, eu sempre acho o que quero. – Diz ela com um sorriso me dando um selinho.
— Não duvido nisso.
P.O.V Carmen
Acordo assustada por conta de um grito. Uma mulher havia gritado. Me levanto indo ligeiro para fora da sala em que eu estava.
— Quem gritou? – Pergunta Mônica parando em minha frente eufórica, ela havia corrido.
— Eu não sei. – Digo nervosa.
Começamos a correr até o som que havia se repetido mais uma vez.
— Virando o corredor.
Eu paraliso assim que me viro... Walkers... Milhares e milhares saindo pela porta que estava sempre trancada... Quem os destrancou?
Era Molly a dona dos gritos, ela gritava para pedir ajuda.
— Chame os outros!!! – Ordena Mônica para Molly que sai em disparada. – Carmen? – Me chama, mas eu estava paralisada de medo. Eu queria me mexer, mas não conseguia.
Uma porta do corredor infestado se abre e eu vejo quem eu menos queria que estivesse ali... Jeremias.
Ele não ia conseguir sair e os zumbis não irão deixar ele fechar a porta.
— Jeremias!!! – Grito assim que vejo vários zumbis entrarem pela porta.
— Não, Carmen!!! – Diz Mônica me segurando para eu não voar no meio dos zumbis. Os outros haviam chegado para matar os zumbis.
— Ele está lá, Mônica! Eu tenho que o ajudar. – Digo chorando, mal me aguentando em pé. Ele está em perigo! E se eu não puder mais vê-lo? E se...
— Você não vai ajudar, se você se meter em perigo.
Acabo cedendo.
Ela tinha razão...
O tempo parecia não passar...
Parecia que cada vez mais zumbis apareciam...
Assim que o corredor estava “limpo”, corro para entrar no cômodo em que Jeremias estava. Mônica entrou comigo para eliminar os zumbis restantes.
— Jeremias?!... – Minha voz falhava eu não o via em lugar nenhum.
Ele?... Ele está morto?
Não, ele não...
Desabo no chão e começo a chorar.
— Ele... Eu não pude falar nada para ele... Não disse o que sentia... – Começo a chorar mais ainda. Meu orgulho imbecil, me fez perde-lo.
Meus olhos procuram o lugar onde escuto tosses.
— Alguém me ajuda? – Pergunta uma voz... Era a voz dele.
— Jeremias!! – Grito e logo começo a tirar os zumbis mortos de cima dele.
Ele está vivo!!
— Você está bem? – Pergunto pulando em seus braços, lagrimas de alivio e felicidade caiam pelo meu rosto.
— Estou... – Sussurra me abraçando.
— Me perdoa. – Digo olhando em seus olhos. – Eu sou uma tola orgulhosa... Eu sei que tenho que amadurecer, tenho que ser mais responsável... Sei que você só quer o meu bem... E...
— Eu te perdoo. – Diz ele me calando com um beijo.
— Eu te amo tanto. Eu não sei o que seria de mim se eu te perdesse e...
— Você não vai. – Me abraça de novo. – Eu te amo.
Eu poderia me perder naqueles braços para sempre...
Me perder naquele momento...
Naquele sentimento...
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