Zumbis
17 Capitulo 16 Fuga!
Notas iniciais
P.O.V Cebola
Onde eu estou? Mas que merda que aconteceu? A ultima coisa que me lembro foi de ter dormido do lado da Mônica no armazém, como posso estar nessa sala? Parecia aquelas salas de interrogatório, uma mesa, duas cadeiras uma de frente para outra, postas em cada lado da mesa, um espelho que não era bem um espelho.
Escuto a porta se abrindo e logo pulo no cara que eu não conhecia. O jogo no chão e começo a bater nele.
— Onde está a minha mulher? Se você fez algo a ela, se considere um homem morto. – Grito e antes que eu continuasse a soca-lo. Sinto um choque em minhas costas me fazendo me contorcer e sair de cima do homem, caindo ao lado do mesmo.
Eles me algemam e me prendem a mesa para que eu não pudesse mais fazer nada.
— Volta aqui seu covarde de merda. – Xingo enquanto eles saiam pela porta. Eram dois homens, mas nenhuma arma, apenas aquela de choque que eu havia levado. – Vocês irão se arrepender!!! – Grito olhando para o espelho.
Eu sabia que estava sendo observado.
P.O.V Mônica
Abro meus olhos lentamente, não sabia quanto tempo dormi ao certo, mas já estava escurecendo pelo que pude ver pela mini janela em minha cela.
— Hey!!! – Me chama o garoto da cela de frente para mim. – Qual seu nome? Sou Mauricio, mas meu irmão me apelidou de Do Contra.
— Hm, sou Mônica. – Digo não me importando muito.
— É de que país? Seu sotaque não é de alguém que cresceu falando inglês. – Pergunta e eu dou de ombros.
— O seu também não. Sou do Brasil. – Digo querendo encerrar logo a conversa, mas era claro que não conseguiria.
— Eu e meu irmão também somos de lá.
— É, que legal. – Ironizo tentando olhar para meu lado direito entre as barras de ferro. Eu estava na ultima fileira de celas. Havia mais 2 fileiras na direita, não conseguia ver a porta, mas dava de ver a parede onde deve estar a porta. A cadeia não deve ser uma das maiores, afinal a cidade nem é tão grande.
— Por que veio a Honduras? – Pergunta. Ele começou seu interrogatório.
— Isso não te interessa. – Digo irritada. Ele acha que eu sou idiota?
— Calma, só estou curioso. Eu estava aqui de férias com meu irmão. – Diz ele e eu o encaro para ver se era mentira, mas parecia que ele disse dessa vez a verdade. Ele é horrível em tentar conseguir que eu fale algo, quase todas as coisas que ele diz, ele envolve o irmão dele.
— É, mas sua curiosidade permanecerá. – Começo a procurar qualquer coisa útil para tentar fugir dessa cela.
Como a primeira tentativa de saber se ele é mesmo do lado dos sequestradores não deu certo, tenho que ter um Plano B.
— O que está fazendo? – Pergunta.
— Procurando alguma coisa pontuda para abrir a cela. – Respondo e ele parece nervoso.
— Vou ver se não tem algo aqui também. – Diz e logo começa a revirar tudo.
— Achei!!! – Digo e ele me olha assustado. Começo a tentar abrir a cela e ele me olha ainda mais nervoso.
— Será que não é melhor esperar? – Pergunta.
— Você não quer saber se seu irmão está bem? Então, eu quero saber do meu grupo. – Respondo e ele parece desistir de tentar mudar minha ideia.
— Espera. – Diz assim que um barulho de porta é aberto. Guardo o arame ligeiro e me sento na cama.
Um homem aparece com uma bandeja contendo dois pratos de comida. Ele tinha cabelos loiros, olhos verdes e um corpo atlético, estava portando uma arma, mas o que mais me chamou atenção foi os machucados em sua boca. Alguém o bateu, mas quem? Será que foi alguém do meu grupo?
— Onde está meu irmão? – Pergunta Do Contra pulando nas grades. O homem apenas o encara sem dizer uma única palavra. Do Contra continuou a perguntar do irmão, mas o homem apenas deixou os pratos e foi embora, sem falar nada.
Acabo por vencer e comer a comida, se for para fugir, tenho que ter forças. Quando terminei, tratei de continuar a minha tentativa de abrir a cela.
— Você sabe fazer isso mesmo? – Me pergunta depois de alguns minutos. Antes que eu respondesse, a porta da minha cela se abre com um clique.
— Agora sei. – Digo vitoriosa, só havia visto em filmes e vídeos.
Abro a porta dele também e logo tratamos de sair daquele corredor de celas. Não fazíamos nenhum barulho e não víamos ninguém. Será que por ser de noite estão todos dormindo e ninguém vigiando? Não, é claro que não. Algo está muito errado. Eu sei que não é normal essa quietude, mesmo que seja minha primeira tentativa de fuga.
— Fugitivos!!! – Grita uma mulher de cabelos loiros e olhos azuis, ela parecia com o mesmo cara que foi entregar a comida. Irmãos talvez?
— Corre. – Digo para o Do Contra. Acabamos correndo para um corredor onde a única escapatória era uma porta dupla apenas trancada com um pé de cabra.
— Espera. – Diz Do Contra, mas eu já havia aberto a porta e me deparado com o que estava atrás dela.
Walkers... Milhares e milhares. Apenas sinto Do Contra me puxando muito forte para trás me fazendo cair no chão, onde aquela mulher me segurou forte para que eu não fugisse. Do Contra fecha a porta ligeiro evitando que algum walker pudesse passar pela porta. O pé de cabra retorna a seu lugar de início.
— O que fazemos com ela? – Pergunta a loira para o garoto de cabelos pretos arrepiados.
— Vou colocar ela na sala do problema, Clare. – Responde me deixando sem entender nada.
— Eu sabia que você era um deles. – Digo com raiva assim ele me puxa do chão e me coloca de costas para ele. Do Contra segurava minhas mãos juntas com força para que eu não tivesse a chance de fugir.
— É, eu sabia que você já tinha adivinhado. – Sussurra perto da minha orelha esquerda me causando arrepios.
Ele me leva por outro corredor, todas as portas que eu passei estavam fechadas e não vi mais ninguém, sendo deles ou do meu grupo.
— Espero que esteja satisfeita. – Diz abrindo uma porta e logo meu empurrando. A porta fecha nas minhas costas. Estava escuro e eu não via nada, permaneço perto da porta. Que problema é esse que ele disse?
— Tem alguém aí? – Pergunto nervosa, está escuro e se for um zumbi? Não tenho nada para me defender e nem posso ver onde ele está.
— Mônica?
Fale com o autor