Zumbis
18 Capitulo 17 O Grupo!
Notas iniciais
P.O.V Cebola
Estava no escuro, sem ouvir nada fazia horas. Eles haviam apagado a luz e me deixado como se fosse para eu “esfriar” a cabeça, afinal depois de eu ter espancado um deles, ninguém apareceu.
De repente a porta se abre e alguém é jogado para dentro da sala, não consegui ver quem era, pois a pouca iluminação que veio ao abrir a porta já havia desaparecido quando a mesma foi fechada.
— Tem alguém aí? – Uma voz feminina pergunta, ela parecia nervosa. Espera! Eu conheço essa voz.
— Mônica? – Pergunto incerto, afinal não sou um expert em adivinhar de quem é cada voz.
— Quem é? – Pergunta relaxando um pouco.
— Sou eu meu amor, o Cebola. – Digo feliz e aliviado, ela está viva.
— Ce?! Onde você está? Não enxergo nada. – Diz ela dividindo a mesma felicidade que eu sentia, escuto ela tropeçar na cadeira em minha frente, a empurrando sem querer.
— Cuidado, eu estou algemado na sua frente, tente dar a volta pela mesa. – Digo e ela obedece. – Você está bem? Eles te fizeram algo? – Pergunto assim que ela está na minha frente.
— Estou bem, não fizeram nada. E você? Está bem? – Pergunta preocupada. Me levanto desajeitado por causa da minha mão esquerda estar presa na mesa.
— Estou. – Digo e logo a abraço. – Mas um deles não. – Rio e ela parece entender o motivo.
— Foi você que bateu num homem loiro? – Pergunta. É, ela viu aquele homem.
— Sim. Valeu a pena, mesmo que me deram um choque nas costas. – Digo e ela me abraça forte.
— Fiquei com medo de te perder. – Sussurra. Escutar aquilo me acendia um fogo que juro que se não estivesse amarrado, não me controlaria.
— Eu também. – Sussurro e pego seu queixo fazendo com que nossos lábios se colem em um beijo intenso e cheio de amor.
O beijo começa a se aprofundar e se intensificar mais e mais, a coloco sentada na mesa e distribuo beijos descendo de seus lábios até o seu pescoço.
Vejo que só ela pode lhe acalmar.— Diz uma voz feminina após as luzes acenderem. Ela estava falando através do comunicador.
— Vá se ferrar. – Digo com raiva de terem atrapalhado o momento, mas com mais raiva ainda de que estavam observando tudo.
— Quem são vocês? – Pergunta Mônica saindo da mesa e olhando para o espelho.
Um grupo de sobreviventes como o de vocês.— Responde.
— O que querem de nós? – Pergunta Mô novamente, mas não ouve resposta. – Onde está o meu grupo?
Tudo em seu tempo. — Responde e logo escuto um chiado revelando que a comunicação havia sido encerrada.
— Vai ficar tudo bem. – Digo segurando em sua mão fortemente.
— Estou com medo. – Sussurra apertando minha mão, ela olhava para baixo.
— Eu estou aqui e lhe protegerei com minha vida. – Ela levanta lentamente seus olhos para encontrar os meus.
— Eu te amo tanto. – Diz me abraçando e deixando algumas lágrimas caírem.
— Eu te amo.
P.O.V Cascão
— Venha. – Diz Sheila me levando pelo corredor da delegacia.
— Para onde está me levando? – Pergunto e ela para em frente a uma porta.
— Sei que não vai falar nada até que veja que sua mulher e que o seu grupo estão bem. – Diz e logo abre a porta.
Entro e escuto a porta se fechando atrás de mim. Observo a sala com alguns colchões de ginástica e uma luz iluminando o local. Estavam todos ali. Maga estava segurando Estela em seus braços.
— Cas!!! – Exclama ela surpresa e com o maior sorriso. Ela entrega Estela a Denise que estava em seu lado, para que possa vir correndo para meus braços.
— Maga! Meu amor. – Digo a abraçando forte. Como eu estava com medo de nunca mais a ver. – Como você está? Eles fizeram algo?
— Estou bem, não fizeram nada. Todos nós acordamos nesses colchões, mas eu não tenho ideia de onde está a Mônica e o Cebola, eles não estavam com nós. – Responde e eu acabo percebendo que eles dois não estavam presentes. – E você? Está bem?
— Sim, eles meio que me interrogaram, mas eu me recusei a responder. Afinal, não sabia se você estava bem, se todos estavam bem. – Digo e ela concorda com a cabeça.
— Onde estamos? – Pergunta Carmen nervosa. Todos deviam estar assustados com esse sequestro.
— Em uma delegacia, mas não sei qual. Até agora só vi a líder do grupo que nos sequestrou. O nome dela é Sheila e é uma policial. – Explico.
— Aqui ninguém apareceu, o mais próximo de um movimento fora da sala, foi a porta abrindo e você entrando. – Diz Maga.
— Cascão!? – Me chama Sheila do outro lado da porta. – Agora irá cooperar?
— Sim. – Respondo. – Tenho que ir, mas logo volto.
— Mas... – Começa Magali tentando não chorar, mas ela é muito sensível para não chorar.
— Eu te amo. – Digo a abraçando e depois a dando um beijo na sua testa.
— Te amo muito. – Sussurra entre soluços.
— Eu volto logo, grupo. Tirarei nós dessa. – Digo olhando rosto por rosto das pessoas naquela sala.
— Eu cuido dela. – Diz Aninha abraçando Magali. – Somos como uma família.
— Obrigado. – Sussurro a ela, aquelas palavras me tiraram um peso enorme.
— Pode abrir. – Digo batendo uma vez na porta.
Ela abre e eu a atravesso, mas antes dou uma ultima olhada na mulher da minha vida, aquela que eu morreria só para protege-la, Magali.
— E então? Está pronto para responder minhas perguntas? – Pergunta Sheila me encarando.
— Se você responder as minhas também. – Digo e ela sorri, pois ela sabia o quanto eu queria respostas assim como ela.
— É claro.
~*~_~*~_~*~
Depois de uma série de perguntas de ambos os lados, ela me deixa sozinho na sala para que eu processasse tudo e para que ela pudesse conversar com o seu grupo que observava do outro lado.
Mônica e Cebola estavam bem em uma outra sala, foram separados, pois queriam interroga-los assim como me interrogaram. Afinal, os dois sempre me ajudam a tomar as decisões.
Sheila me explicou que o grupo dela foi formado assim que tudo começou para proteger os que ainda estavam vivos. Eles eram em vinte e três, mas agora são só nove contando com ela, os outros morreram por invasão de grupos ruins e também por zumbis.
Ela explicou também que após um dos membros do seu grupo ter visto o meu grupo, decidiram nos sequestrar, pois parecíamos apenas sobreviventes lutando para sobreviver e não assassinos querendo passar por cima dos outros que ainda tentam sobreviver. Mas para isso tinham que ter certeza.
Escuto vozes e passos de duas pessoas fora da sala em que me encontrava. Depois de alguns segundos a porta se abre mostrando Sheila e um homem que era muito parecido com ela, tinha olhos pretos, cabelos pretos, corpo atlético, apenas sua pele tinha a tonalidade diferente, era mais bronzeada.
— Cascão, esse é meu irmão, Viktor, foi ele quem me ajudou a criar esse grupo. – Sheila me explica após ter entrado na sala junto com o Viktor.
— Nós pensamos e tomamos uma decisão a respeito do seu grupo e sobre o que iremos fazer. – Diz com uma expressão de seriedade pura.
— E qual seria essa decisão?
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