Zumbis

16 Capitulo 15 Que Lugar É Esse?!


Notas iniciais
Olá amores, aqui está um capitulo fresquinho!!!! Não demorei tanto não é? ;3 Tentarei trazer P.O.V's de personagens diferentes para mudar um pouco o modo da história, e para que vocês conheçam mais sobre outros personagens alem da Mônica e do Cebola. Espero que gostem dessa mudança e que continuem acompanhando a fanfic. ^^ Boa Leitura!!!!

P.O.V Jeremias (Algumas Horas Antes do Sequestro)

— Eu não aguento mais, Carmen. – Digo a olhando irritado. – Você não consegue pensar em mais ninguém além de você mesma? Por que você tem que ser tão egoísta?

— Eu não sou egoísta. – Diz ela tentando segurar o choro. Eu odeio ter que falar tudo isso, mas não aguento mais guardar para mim, ela tem que ouvir a verdade, mesmo que seja dura.

— Você já pensou em fazer alguma coisa pelo grupo? – Indago e ela fica calada. – Você vive reclamando de que tem que usar as mesmas roupas, que está desajeitada. Você não vê que estamos num apocalipse zumbi e não num desfile de moda? – Continua quieta. – Você reclama do cheiro e da podridão dos zumbis como se eles tivessem que ser obrigados a usar perfume ou tomar banho.

— Eu entendi. – Sussurra olhando para baixo. Assim que seus olhos erguem percebo o orgulho, ela não iria mudar e nem arredar o pé. – Eu sou assim e se você não suporta mais ou não me quer assim. Não irei mudar.

Depois daquelas palavras ela sai correndo, mas não para fugir de mim, ela não queria que eu a visse chorar. Eu sei que cada pessoa é de um jeito, mas ela tem que aprender a amadurecer. Ela não é mais estilista, ela é uma sobrevivente! E se eu estou sendo duro com ela é porque me importo, porra. Se ela não aprender a agir como uma sobrevivente vai acabar morrendo e eu não quero isso.

— Está tudo bem com você? – Pergunta Xaveco se aproximando de mim.

— Não, mas vou ficar. – Digo rindo fracamente.

— A Carmen de novo? – Depois que conheci o Xaveco nesse apocalipse, viramos próximos, ele é como meu melhor amigo.

— Sim. Eu sei que sou duro com ela, sei que a magoo falando a verdade. Mas se eu não o fizer, algum dia pode ser tarde demais para dizer, pois ela poderá não estar mais aqui. – Digo com raiva. – Ela é mimada e sabe disso, mas acha que nada pode acontecer com ela. Que ela está segura. Mas não está! Todos sabemos que não estamos.

— Dê um tempo para ela. Eu vou pedir para a Denise conversar com ela. Você sabe como as duas são próximas. Ela vai entender que você só quer protege-la, ajuda-la. – Diz Xaveco colocando uma mão no meu ombro.

— Obrigado. Só espero que ela não perceba isso quando já for tarde demais.

P.O.V Cascão (Tempo Normal)

Abro meus olhos me deparando com um lugar diferente das docas. Ligeiramente sinto a dor na minha boca e lembro da noite anterior. Sequestradores!!!

Merda! Não consegui resistir. Levei um soco e logo me doparam.

Espera... Magali?! Onde está ela??

— Onde está minha mulher? – Grito com raiva e preocupado. – Se vocês fizeram alguma coisa para ela, eu juro que vou matar todos. – Grito com mais raiva ainda. – Abram essa porta!!!

Não importava o quanto eu gritasse, não havia resposta. Eu não escutava nada do lado dessa porta. E não tinha como escapar. Não tinha janelas e aquela porta era resistente demais para tentar arrombar sem nada. Eu estava sozinho numa sala com uma iluminação mínima.

Não sei quanto tempo passou depois que eu desisti de gritar. Mas com sorte alguém abriu a porta.

— Você é o líder certo? – Pergunta uma mulher de cabelos pretos, pele branca, olhos pretos e com corpo de quem parecia fazer academia pesada todo dia.

— Quem é você? – Ignoro sua pergunta.

— Sou Sheila. Sou a líder do meu grupo. – Me responde e logo eu observo uma pistola na sua cintura. – Sua mulher está bem, todos estão bem. Mas só irão continuar bem se você cooperar. – Diz ela, poderia sentir que era uma ameaça, mas ela apenas disse aquilo para ter uma proteção. Ela não nos conhecia e nem nós a eles, ela tinha toda a razão em ameaçar, afinal ela tem medo de perder alguém. Assim como eu tenho.

— Cascão, e sou sim. Como sabe? – Pergunto. Começo a segui-la até outra sala. Aquela sala me lembrava uma sala de polícia, onde há um espelho, mas que na verdade é uma janela para os da outra sala verem e escutarem.

— Observamos vocês. – Responde e ela parece saber exatamente qual era minha pergunta, sem nem eu tê-la feito. – É um quartel de polícia. Espero que não se importe. – Diz apontando para o espelho. – Ah e sinto muito pelo soco, não queríamos nos arriscar, você poderia atirar. – Diz se referindo ao soco que eu havia levado.

— De boa. E não, não me importo. É até engraçado estar aqui, pois eu nunca estive desse lado. – Digo me lembrando de quando eu era policial.

— Ah, você também era policial? – Pergunta, não parecendo surpresa. – Tinha imaginado que era algo nesse ramo, pela sua postura.

— É. Mas porque vocês nos sequestraram? – Pergunto ainda achando tudo muito suspeito.

— Vocês estão na minha cidade. Podem ser uma ameaça. Ou talvez, vocês poderiam estar em grande perigo. – Diz simplesmente.

— Por que grande perigo? – Indago.

Sheila, compareça aqui, agora.— Diz uma voz através pelo comunicador da sala.

— Já volto. – Diz ela deixando a sala.

Em quantos será que estão? Mas não é só esse questionamento que me vem a mente. O que eu mais quero saber... É se estamos em perigo com esse grupo. Eu odiaria perder alguém e eu não quero perder ninguém.

Observarei tudo e todos, se eu ver qualquer sinal de que estamos em perigo com esse grupo. Eu atacarei. Tenho que proteger meu grupo.

P.O.V Mônica

Que lugar é esse?!

Onde está o Cebola?

Onde está a Estela?

E todos?

Será que estão bem?

Mônica pare de se perguntar, você sabe que não terá respostas!!!

Observo o lugar onde me encontro. Era uma cela de cadeia. Havia outra cela na minha frente, mas quem estava nela, eu não conhecia.

— Ei! – Me chama um homem de cabelos arrepiados e olhos pretos, tinha um físico atlético. – Eles também te sequestraram?

— Eles quem? – Rebato e ele me olha dando de ombros.

— Só eles, se foi sequestrada que nem eu, tem eles. Uma pessoa só não sequestraria ninguém, ficaria na sua. Se escondendo. – Responde, e ele tinha razão, só podia ter mais que uma pessoa.

— Eu estava com meu irmão. Mas não o vi. Não sei se ele está bem. – Diz.

— Eu estava com meu grupo. – Digo sem entrar em detalhes. Algo nele... Nisso, me parece muito suspeito.

Várias celas, mas só a da minha frente está ocupada. E ainda por alguém que nem é do meu grupo. Suspeito.

Ele me encarava como se quisesse perguntar várias coisas. Mas é claro, ele não perguntaria agora. Afinal seria suspeito. Ele quer ganhar minha confiança, minha “intimidade”. Assim, ele vai poder perguntar e saber de tudo.

— Eu estou morrendo de fome. Já é perto do meio-dia – Digo olhando para a janela onde dava de ver o sol. Era verdade que estou com fome, mas eu mais disse isso jogando uma isca para ver se ele pesca. Se ele for um deles, com certeza daqui a pouco vão trazer alguma comida.

Ele parecia pensar se respondia ou não o que eu havia falado. No final, ele resolveu só assentir com a cabeça.

Me deito virada de costas para ele, na cama em minha cela. Tento dormir. Afinal, não adiantaria nada ficar acordada, olhando para aquele homem e também, eu não estava afim de responder nada a ele.

Notas finais
E então... Gostaram? Gente se vocês leram até aqui, por favor comentem, não custa nada para vocês. Quero saber se gostaram dessa mudança de por mais P.O.V's, para que vejam mais a cabeça de outros personagens e a história deles. Fanfic de Amor Doce e TMJ: https://fanfiction.com.br/historia/672544/Together_By_Chance/ Beijooooos e Até Breve!!!!