Zumbis
11 Capitulo 10 Grávida?
Notas iniciais
Estávamos saindo de Yaviza, no Panamá, rumo a Santa Fe, também no Panamá. Olho para o painel do meu carro e vejo que não havia muita gasolina.
— Você acha que a gasolina aguenta? – Pergunto para Cebola.
— Não sei, Mô. Acho que é melhor ir mais devagar enquanto eu aviso para os outros. – Responde e logo liga o walk talk. – Cascão! – Chama pelo walk talk.
Está tudo bem aí? — Pergunta Cascão.
— Estamos ficando sem gasolina.
Temos que achar um posto, aqui também está feio. — Ótimo eles também estão ficando sem. – Vou falar com a Denise para ver se ela sabe qual o posto mais próximo ou uma cidade.
— Beleza. – Concorda Cebola e logo desliga o rádio comunicador.
— Será que o carro da Marina e do Franja tem? – Pergunto.
— Não sei. – Responde Cebola.
— Eu olhei quando saímos, tem mais ou menos meio tanque. – Responde Jeremias, que até então estava calado.
— Menos mal. – Digo em voz baixa.
—~*~_~*~_~*~_
Estamos nos aproximando de um posto de gasolina e um mercado.— Cascão diz.
— Estamos quase sem nada, só tem dois risquinhos. – Digo pegando o walk talk da mão de Cebola. – Falta mais ou menos quanto?
— Acho que nada. – Diz Cebola olhando para frente e enxergando o Mercado, e do lado do Mercado, o posto.
Paramos os carros no posto e começamos a abastecer eles. Com uma votação sobre se devíamos invadir o mercado ou não, o que ganhou foi a exploração.
— Está bem, mas quem vai tanto lá? Precisamos que fiquem alguns aqui caso apareça zumbis. – Fala Cascão e eu claro fui a primeira a levantar a mão.
— Eu vou. – Digo e logo Magali também levanta a mão.
— Também vou.
— Pega isso. – Diz Cas, entregando a ela uma faca. – É melhor que ninguém atire, precisamos manter em silencio, ou vão aparecer vários.
O grupo da aventura foi formado por Carmen, Denise, Xaveco, Franja, Magali e eu, o resto dos integrantes ficaram no posto, alguns para abastecer, outros como vigias.
— Temos que prestar atenção, fazer silencio e pegarmos tudo que for útil. – Digo e todos concordam, Cascão havia nos entregado uma mochila grande e uma faca a cada um.
Entrei antes de todos para ver se estava tudo limpo, e realmente, não havia nenhum zumbi, mas as prateleiras estavam todas reviradas.
— Se separem e tomem cuidado, podem haver zumbis. – Sussurro e todos começam a ir para um setor.
No meu setor, não se salvava muita coisa, só algumas latas de comida enlatada, alguns pacotes de comida e outras poucas coisas. Quando fui para o próximo setor vi que era como se fosse uma farmácia, havia alguns medicamentos, alguns produtos de banho, enfim praticamente tudo que se tem numa farmácia.
— Cuidado. – Diz Magali e quando olho para trás vi um zumbi vindo até mim aos tropeços, mas com uma rapidez, Maga o mata com sua faca.
— Obrigada. – Digo e ela sorri.
— De nada, ainda bem que é você nessa área. – Confessa meio nervosa.
— Por que? – Pergunto confusa.
— É que eu preciso achar uma coisinha. – Responde agora totalmente vermelha.
— Se quer absorventes é só escolher. – Aponto para uma prateleira que continha alguns.
— Não é isso.
— Pera, então o que... – Minha nossa, acho que entendi. – Você quer um teste? – Pergunto ainda meio indecisa, mas quando vi que ela desviou os olhos de mim, tive certeza.
— É, preciso. – Sussurra deixando umas lagrimas caírem pelo seu rosto.
— Ei, está tudo bem. – A abraço tentando a reconfortar.
— É só... Eu estou com medo, Mô. – Confessa.
— Eu sei, mas vai dar tudo certo e vai que não está.
— Tudo bem. – Suspira derrotada. – Mas é bom eu confirmar. Preciso saber.
— Claro. – Concordo e logo começamos a revirar o setor. Pegamos tudo o que era importante e necessário, mas não estávamos encontrando o bem-dito teste.
— Será que não tem? – Pergunta pasma. Até eu estou, com tanta coisa que poderiam pegar, iam pegar todos os testes? Em que mundo apocalíptico, um teste está em escassez?
— Aqui. – Comemoro assim que encontro alguns embaixo das prateleiras. – Só tem dois. – Respondo entregando a ela.
— Obrigada. – Responde guardando em seus bolsos. – Mô?
— O que? – Pergunto após ela me chamar.
— Será que poderia guardar isso em segredo? Principalmente do Cascão, eu não contei o que eu desconfio. – Diz envergonhada e eu dou um sorriso amigável.
— Claro, mas quando você fizer o teste quero saber, hunf. – Brinco e ela ri.
— Obrigada por ser minha amiga. – Anda até mim e me dá um abraço sincero.
— Vai ficar tudo bem. – Sussurro.
Eu sabia o que ela estava pensando, e realmente nem eu quero pensar nessa possibilidade. Ela não vai morrer, vamos dar um jeito. Se ela realmente estiver, farei de tudo para ajudar ela. Ela não irá morrer depois do parto, e nem caso o bebê morra enquanto ainda na placenta. Ela continuará viva.
—~*~_~*~_~*~_
Havíamos encontrado um motel com muros em Santa Fe, então resolvemos descansar nele. Magali estava preparando a comida numa fogueira improvisada que fizemos e com certeza, aquela comida cheirava muito bem.
— Eu nunca imaginei que iria cozinhar para um grupo de sobreviventes numa fogueira. – Brinca ela e eu rio. Só estava ela e eu perto da fogueira, os outros estavam procurando coisas perdidas no motel, ou apenas descansando em algum lugar.
— Verdade. Nunca podemos adivinhar o que o futuro nos aguarda. – Confesso e ela concorda.
— Sabe. Acho que se eu tiver, eu estarei feliz. – Confessa com um suspiro. – Eu sei que é arriscado, mas eu sempre tive vontade. Só não tive antes, porque meu trabalho requeria muito de minha atenção. Cuidar de um restaurante não é fácil. – Ri.
— Entendo. – Sorrio e ela retribui.
— Vou fazer o teste depois que terminar de preparar. Vou ter um tempinho, afinal só vai faltar assar.
—~*~_~*~_~*~_
— Então? – Pergunto mais ansiosa que a dona do teste.
— Calma, tem que esperar mais um minuto. – Diz ela e nós esperamos ansiosas pelo resultado. – Eu estou...
— Grávida! – Comemoro a abraçando e ela sorri nervosa.
— Como vou contar para o Cas? – Pergunta e eu tento pensar em uma resposta.
— Já sei, que tal você escrever quando preparar o prato dele “pai”. O que acha? – Pergunto e ela solta o maior sorriso.
— Ótima ideia. Agora é melhor irmos lá na fogueira para preparar tudo. – Diz enquanto guarda os dois positivos na sua mochila, e depois lava as mãos.
Plano feito, só falta ver o resultado.
— Que cheiro ótimo! – Exclama Carmen.
— Não é?! – Concorda Denise.
— Tratem de comer tudinho. – Brinca Maga entregando um prato para cada um, claro que podiam repetir depois, se quisessem.
— Obrigado, amor. – Diz Cascão dando um beijo na Maga e indo sentar numa cadeira. É agora.
— Espera?! – Exclama. – Pai? – Pergunta confuso olhando para Maga que a essa altura estava mais que vermelha.
— Você vai ser pai. – Diz ela toda envergonhada.
Cascão coloca o prato de lado e vai com tudo para abraçar a Magali que o recebe de braços abertos.
— Eu nem acredito. – Confessa todo bobo. – Desde quando sabe?
— A mais ou menos uns cinco minutos. – Falo e ele me olha confuso.
— Fizemos um plano para essa surpresa. – Explica rindo.
— E que surpresa. – Fala todo feliz a beijando. Eles são tão fofos juntos.
Olho para todos para verem as reações e todos pareciam estarem felizes por eles, menos Irene que parecia ter inveja. Quando meus olhos param no Cebola, vejo seu sorriso malicioso.
— Não vou ficar gravida de você. – Falo rindo e ele sorri mais malicioso ainda.
— Não agora. – Diz e ri depois de ver minha cara de “eta porra”.
Todos parabenizam os noivos pelo futuro bebezinho. Dava de ver a felicidade transbordando dos dois. E eles com certeza mereciam toda e muito mais felicidade.
— Só falta o casamento. – Brinco e a Maga mostra a língua para mim.
— Idiota. – Ri ela.
— Nem se estresse, quando chegarmos na Ilha, vamos poder fazer o seu casamento. – Digo sorrindo e ela me olha maliciosa.
— Não só o meu. – Malicia e eu coro.
— Gostei da ideia. – Diz o Ce me encarando com um sorriso apaixonado.
— Vocês dois me matam.
— Abaixa a arma. – Ordena Cascão. Antes que eu possa me virar para ver quem estava portando a arma, escuto um disparo e em seguida, tudo fica branco.
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