Zoeiras em uma pizzaria maluca
21 É...Música.
Notas iniciais
~~~~Na Alemanha, com Matheus~~~~
Matheus: Tá certo...- vendo numa máquina onde se localiza a criança.- Estou em Berlim durante a madrugada procurando um meio-demônio. Que coisa mais normal...
Ele andava, seguindo seta que tinha na máquina até que a mesma começou a apitar enquanto apontava para um local à esquerda. Um beco bem escuro e fedido, mais precisamente.
Matheus: Que ótimo, Matheus...Que problemas você arranjou para si dessa vez?- revira os olhos, guardando aquela coisa no bolso e entrando no beco.- ...- olhando para os lados.
Ele seguia mais e mais fundo pelo beco, pisando em algumas poças de água e, vez ou outra, topando com ratos. Tudo parecia normal, até. Isso é, até o momento em que ele ouviu um som de um rosnado mais à frente.
???: Quem é você?!- o garoto era pequeno, pálido e muito magro. Estava encolhido num canto mais escuro, os olhos azuis brilhando na escuridão. O que lhe chamava a tenção era o lenço sujo que ele usava na cabeça.
Matheus: É...- pensando no que dizer.- Eu...Vim aqui te buscar.
???: Se é do orfanato, manda eles irem...- censurado por conter muitos xingamentos que derreteriam seu cérebro logo na primeira letra.- E mais!!
Matheus: ...- olhos arregalados.- Acho que eu nunca ouvi tantos xingamentos novos numa única frase...
???: ...- ele continuava na mesma posição, atento à qualquer movimento estranho da parte do outro.
Matheus: Bom, eu não sou do tal orfanato...- começou.- Vim por causa dos seus meio-irmãos mais velhos. Eles estão procurando por todas as crias da mãe deles...
???: O quê...?- confuso.
Matheus: Ah, qualquer coisa que seja. Eles te explicam depois.- abanou a mão.- Só vem logo que eu não sei quanto tempo o portal aguenta.
???: Portal?!- ainda mais confuso do que antes.
Matheus: Só vem logo...- resmunga, tentando segurar o pulso dele, mas o mesmo rosna e ameaça mordê-lo.- Opa!
???: Quem me garante que você não está mentindo?
Matheus: ...- revira os olhos.- Qual o seu nome?
???: Sei lá! Faz tempo que ninguém me chama pelo nome, já até esqueci qual é...- dá de ombros.
Matheus: Tá, tá...- pega a máquina e joga no chão, pisando na mesma. E ela vira um portal.- Agora acredita?
???: Cala a boca...- rosna, chegando perto para analisá-la.
Matheus: ...- chega de fininho atrás dele e o empurra pra dentro do portal, ouvindo ainda mais xingamentos novos.- Esse moleque sabe xingar pra caramba, hein...- resmunga, entrando no portal também.
~~~~Em outra parte da Alemanha~~~~
Nikki: Bom, em que parte da Alemanha devo estar...?- perguntou-se, tentando achar onde o sinal que a máquina indicava.
No caso de Nikki, não foi necessário que ela ficasse procurando por muito tempo, pois acabara por esbarrar no garoto que ela estaria procurando.
???: Olhe por onde anda, garota...- resmungou, ajeitando a touca da capa negra que usava e voltou a andar pelo lado oposto ao dela.
Nikki: Hum, sem educação...- murmurou e a máquina começou a apitar loucamente, apontando para ele.- É ele...?- ela fez uma careta e correu para alcançá-lo.- Espera!- pediu, guardando a máquina no bolso e chegando perto dele.
???: Sim?- perguntou, analisando-a.- O que você deseja?
Nikki: Qual o seu nome?
???: ...- meio confuso com a pergunta repentina.- É Wilfried Heins.
Nikki: ...- tentando saber como se pronunciar este nome direito.
Wilfried: Só Wilf tá bom...- suspirou, percebendo a dificuldade dela.- E você, garota?- cruzou os braços por baixo da capa, ficando de frente para ela. Ele era levemente mais alto que ela.
Nikki: Sou Nikki.
Wilfried: E o que você deseja comigo, Nikki?
Nikki: Que você venha comigo.
Wilfried: Pra onde?- o capuz caiu um pouco, mostrando sua expressão interrogativa e desconfiada.
Nikki: É...- pensando no que dizer sem parecer maluca ou fazê-lo sair correndo, pensando que ela é alguma assassina maluca.- Eu conheço umas pessoas que...São seus meio-irmãos e...- pensando.- Eles querem juntar os outros meio-irmãos e aí...Se reencontrarem.
Wilfried: ...- ele ficou em silêncio por, no mínimo, dois minutos, até começar a rir muito alto, ecoando naquela rua vazia.- Você realmente esperou que eu acreditasse nisso?
Nikki: Na verdade, não...- suspira.- Mas é verdade!
Wilfried: Tá...- ajeitou a franja negra com uma mecha branca, olhando nos olhos dela.- E, se isso fosse mesmo verdade, onde eles se encontram?
Nikki: É...- pensando em algo.- Numa...- suspirou, desistindo de encontrar uma desculpa.- Numa outra dimensão...
Wilfried: ...- ele ergueu uma das sobrancelhas, sorrindo e achando essa conversa engraçada.- Uma outra dimensão...? O que você espera que eles sejam?
Nikki: Demônios?
Wilfried: ...- seu sorriso aumentou um pouco mais.- Demônios? E o que você espera que eu seja?
Nikki: Um meio-demônio e meio-humano?
Wilfried: Olha...- começou a gargalhar.- Você teve sorte...
Nikki: O quê...?- agora era a vez dela ficar confusa.
Wilfried: Sou metade vampiro.- informou.- Por isso acredito em você. Parcialmente.- continuou.- Se eu fosse humano como você deduziu, acho que não teríamos a mesma conversa.- finalizou, sorrindo pra ela.
Nikki: ...- ainda sem reação.
Wilfried: Onde se encontra o portal?- descruzou os braços.- Ou vamos ficar aqui fora até amanhecer?- olhou para o céu.- Coisa que logo acontecerá...E eu não gosto de ficar exposto à luz.
Nikki: ...- ela, ainda meio surpresa, retirou a máquina do bolso, jogando-a no chão e pisando, assim formando um portal.
Wilfried: Interessante...- analisando-o.- Você vem ou vai ficar aí plantada?- sorriu para ela, entrando no mesmo.
Nikki: ...- balançando a cabeça para os lados.- Isso foi muito anormal. Mas não é como se o resto fosse algo normal mesmo...- resmungou, entrando no portal também, antes que o mesmo se fechasse.
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