Yume no Sekai: O peregrino escolhido.

1 Yume no Sekai: O início da jornada.


Notas iniciais
Você já pensou em quantas formas de universos podemos ter? Às vezes, ao fechar os olhos, acabo por me imaginar em um lugar diferente, talvez por conta do meu charme psíquico ou vontade de fugir dessa realidade, ou quem saiba até mesmo os dois juntos, em relação. A questão é que a imaginação pode te levar a qualquer lugar, nenhum humano precisa ser limitado, basta fechar os olhos para abri-los em outro mundo. A lógica é simples, por que não tenta?. Sabe, já ouvi dizer que psicólogos são loucos, mas, de certa forma, é inteligente pensar que realmente iriam ser. Quem, domado pela psicologia, iria querer permanecer são em um mundo tão caótico quanto esse? Se há a possibilidade de quebrar as regras desse universo, porque não as quebra? Algo simples, porém intrigante, concordam? Pois bem, convido-os a viajar comigo para um universo ilimitado.

• O início de uma longa viagem.
O peregrino procura por uma nova aventura!

— Ah, sim. Eu queria ter novamente aquele sonho... como ele era mesmo? Que seja. Hoje é natal, mesmo estando sozinho... é um motivo para dormir tranquilo e alegre. N-não que eu acredite no papai noel, mas se fosse para receber um presente, eu desejaria sair desse mundo.

Os olhos do solitário rapaz finalmente se fechavam na medida em que a sua consciência iria perdendo a capacidade de raciocinar, pouco a pouco, lentamente ele caia em um suave e profundo sono. Era simplesmente loucura. Tudo começava a surgir de forma enigmática, paisagens desconexas com a realidade e casualmente pacíficas sugeriam um novo mundo. Seria aquela a fantasia da qual o ser murmurava de forma sonhadora? Muito provável. Os negros olhos do jovem aventureiro se abriam lentamente, entrando em contraste com o solo gramado. Seu largo sorriso junto a sua animação eram acompanhadas de uma ação espontânea voltada a um diário junto a uma pena ondulada, nesse objeto ele escrevia versos com um entusiasmo incomum ao se sentar, respirando profundamente os ares daquele paraíso esverdeado — um milagre.

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25/12/2389

"Hoje eu também acordei no universo estranho. Provavelmente não seja algo da minha imaginação, pois isso parece ser muito real, eu não me recordo de ter dormido, e nem da forma que cheguei aqui, talvez haja um certo portal ou... alguma conexão com o meu mundo por via de um buraco de minhoca. Na realidade, eu ainda tenho hipóteses de estar sonhando, embora seja provável, eu quero acreditar que este universo alternativo realmente existe e que isso não seja culpa das minhas loucas crenças submetidas ao meu subconsciente. Até agora não consegui encontrar pessoas, mas creio que não há como eu estar sozinho, ainda não me aventurei o bastante, na verdade, mal saí do lugar. Bem, irei explorar algumas coisas. Não que eu esteja com medo, mas... aquela floresta me parece ser um péssimo começo."

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Fechou o seu diário exalando um ar de pura determinação, restando-lhe algumas sobras de medo. Conforme ele avançava, iria guardando seus pertences em uma espécie de mochila encouraçada rústica. Suas roupagens não eram tão casuais como os de costume para aquele ano, o qual estaria anotado no diário, talvez aqueles trapos esverdeados tivessem alguma relação com a idade medieval retratada em seus antigos livros de história. O jovem não se importava com as vestes em que se trajara, afinal, ele era um aventureiro, julgava ser um peregrino que possivelmente poderia mudar a história da humanidade com aquela descoberta, a descoberta de um novo mundo.


— Oh, não há muita diferença com a vegetação da antiga terra. — afirmou ao mesmo tempo em que analisava as folhagens daquele ambiente tropical, talvez ele tivesse um costume de falar consigo mesmo, em voz alta para não se sentir tão acolhido pelo silêncio. A antiga terra a qual o jovem se referia se extinguiu há muito tempo por diversos motivos, dentre eles a ação humana. A humanidade depois de eras e eras havia optado por viver em naves, longas e espaçosas naves, sendo ele, um dos tripulantes.

— Bem... agor- Swooish!!

Por milímetros ele não havia sido partido ao meio, fora interrompido enquanto seu pé direito buscava um apoio por entre algumas raízes salientes, tendo que interromper seu passo, recuando rapidamente alguns centímetros para trás. Uma imagem laminar ficou parada frente ao seu nariz. Era notável a postura daquela grande língua prateada, nela seria perceptível pequenas falhas próximas aos gumes aparentemente afiados. O garoto parecia estar em choque, ele se recusava a encarar a pressão que sentia a sua frente, visando o chão com o corpo trêmulo. Obviamente ele estava assustado, tão assustado que nem os seus pensamentos surgiam de forma consciente.
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