Yume no Sekai: O peregrino escolhido.
2 Yume no Sekai: O peregrino escolhido.
Notas iniciais
• A ameaça prevalece.
O gênio fora domado?
— Você vem comigo. — afirmou a imagem que amedrontava o rapaz em um tom grave forçado.
— H-hã? Como assim? Quem você pensa que é para me dar ordens? — interrogou-a de forma arrogante, parecia não ter mais tanto medo assim. Talvez porque ele realmente subestimasse a sua ameaça por conta da sua forma de falar, que naquele caso, com aquela voz ecoando em seus pensamentos, fez com que interligasse o fato de que as cordas vocálicas masculinas não vibrariam daquela forma, chegando a conclusão de que era uma mulher.
Depois de alguns milésimos escutou-se um “Finch!” acompanhado por um grito de dor.
— Porque um mero escravo ainda possui coragem de dirigir sua palavra a mim? És tolo o bastante para não entender em qual situação se encontra, garoto?
O jovial pálido, agora com a face temerosa sobre o pó da terra, teria um corte diagonal em sua face esquerda. Aquilo parecia ter sido algo misericordioso, levando em conta a pressão daquela grande e afiada espada prateada. A imagem à frente do rapaz, como ele havia imaginado, era uma mulher, cuja postura, dentre vestes e assessórios a faziam de grande nobreza. Seus cabelos eram loiros, praticamente dourados e refletiam a luz dos dois astros que iluminavam os céus como um espelho refinado.
— Ora, ora... vejo que voltou ao seu tom de voz normal.
Era impressionante a confiança que aquele rapaz possuía, mesmo depois de ter experimentado a opressão da assombrosa espadachim ele não conteve as suas palavras, se bem que isso estaria mais para loucura, e realmente, fazia jus.
— Oh ho! Até que tens uma língua afiada para um plebeu qualquer. — sorriu de forma sádica, a jovem de cabelos dourados, enquanto analisava o sangue presente em sua espada, ordenando logo em seguida após limpar a impureza nos trapos esverdeados do jovem caído. — Levante-se.
— Não sou um ple...beu qualquer. — ergueu-se após notar o sangue em sua camisa, estando um tanto que abismado.
— Não? E o que tens de diferente? Perfume agradável, isso mesmo que não. —afirmava com uma postura de deboche e com um sorriso perverso entre os lábios, ela mal sabia se ele realmente cheirava bem ou não.
— Claro que não! Eu vim de outro mundo! E... eu passei perfume hoje. — Exclamava com um certo aborrecimento, o rapaz odiava ser constrangido.
— Oh! ÓTIMO. Teremos uma festa especial somente para você, ser de outro planeta.
— S-sério? SÓ PARA MIM? — O peregrino, excitado pela surpresa, gritava em sua última fala por pura animação.
— Tsc, não grite, baixinho. É ÓBVIO QUE NÃO! — respondeu com grosseria ao rapaz, fitando seus olhos esverdeados no corte, que de forma enigmática, havia desaparecido.
— EU NÃO SOU BAIXINHO! TENHO UM METRO E SESSENTA E TRÊS!
— Claro, claro. Iremos discutir isso mais tarde já está na hora de dormir...
— Dormir? Porque?
O diálogo dos dois passariam por horas e horas de discussão, temendo que isso se prolongasse e a noite reinasse sobre o local, a nobre faria com que o rapaz desmaiasse após ser atingido com a ponta do punhal de ferro e madeira da longa espada. O golpe certeiro faria o rapaz desmaiar quase que em segundos. A jovem espadachim de aproximadamente um metro e oitenta, ergueria o rapaz o colocando deitado em uma espécie de felino, muito semelhante ao leão da antiga terra do jovem. Sem muita demora, também montou no animal e seguiu sua viagem para o rumo de uma grande cidade.
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