Yume no Naka He
5 Capítulo 5 - Cela do Destino
Eu ainda não descobri...para onde eu devo caminhar. Eu ainda não percebi, que os passos largos nunca me ajudariam a chegar. Mesmo assim eu não desisti, busquei a luz opaca que afundara nos confins da minha mente, e finalmente eu percebi, quando encontrei você, que o havia saída do mais obscuro labirinto que eu tive que cruzar, agora em suas assas eu quero agarrar e percorrer o horizonte apenas olhando para o céu azul, sempre ao seu lado.
Depois de mais ou menos uma hora de caminhada, embaixo de um calor sem igual que Nijima jamais havia presenciado naquele ‘lugar’, finalmente, junto de Tomio e Misaki, chegaram em uma espécie de prisão no meio de um deserto. As paredes da construção eram feitas com tijolos antigos, a entrada parecia de uma caverna, haviam vários guardas espalhados ao redor, parecia possuir muita gente presa ali dentro. Os temores do garoto aumentavam ao pensar o que lhe esperava lá dentro, queria fugir, mas se fizesse qualquer movimento brusco, saberia que iria ser morto instantaneamente. Misaki segurou as correntes que o prendiam, e o foi puxando para dentro do local, sem dizer uma palavra.
Nijima: Não entendo, pra onde vocês mandam as pessoas que capturam? Não seria mais prático me matar?
Misaki: Reféns por acaso tem direito de resposta?
Nijima: Só quero saber o que vai me acontecer.
Enquanto caminhavam para dentro da prisão, o jovem observava várias celas com pessoas agonizando, e algumas, até mortas, sendo comidas por ratos e outros insetos. Era uma visão do inferno, pensou ele, que era normal depois de encarar o purgatório, ir para o céu ou inferno, mas pelo visto, tudo nessa terra fazia parte das trevas.
Nijima: Então é isso? Vão me deixar aqui até ser devorado pelas ratazanas? Não vão nem me interrogar?
Misaki começara a perder a paciência com o garoto, mas tinha que obedecer suas ordens.
Misaki: Dá pra calar a boca um pouco meu? Parece velho.
Nijima: Não vou deixar que façam nada com a Yume e Haruka.
A garota parou por alguns instantes, e deu uma alta risada.
Misaki: Hahaha, e o que pode fazer nessas condições?! Olhe ao seu redor, não tem saída, só existe um destino para quem entra dentro da ‘Prisão do Deserto 99’. E você já deve saber qual é.
O garoto não continha sua raiva, não poderia terminar em um lugar daqueles, seu desejo de proteger seus amigos era maior, mas suas esperanças se afogavam ao caminhar mais para o fundo e ver os diferentes tipos de pessoas que estavam ali presas, desde crianças á velhos. Finalmente Misaki parava. A mulher retira então uma chave de seu bolso, e segurando o garoto pelo braço, o leva em direção á aparentemente, última cela da prisão, que ficara no extremo da parede final do corredor. O ambiente estava bastante escuro, Nijima não conseguia enxergar se havia mais alguém dentro da cela onde iria ficar, o barulho de pessoas gritando e chorando já lhe afetara fortemente, e o desespero começava a lhe corromper. Misaki abre a porta, e com um forte empurrão, joga o garoto para dentro, após retirar suas correntes. Ela tranca cuidadosamente o cadeado, e sorrindo, se despede do rapaz.
Misaki: Espero que essa tenha sido a última vez que nos encontremos, Nijima-Kun.
O garoto a encarava com um olhar confiante, e retribuía o sorriso irônico.
Nijima: Pode ter certeza de que não vai ser.
A garota balançava a cabeça três vezes, e caminhara de volta á saída. Nijima sabia que era em vão, mas mesmo assim tentava abrir a porta com chutes e pontapés. O aço do portão parecia ser bem resistente, era impossível sair. Sem saber o que fazer, com medo e acuado, ele se ajoelha no chão, e se lamenta por ter sido capturado.
Nijima: Ao menos eu... consegui proteger a Yume-Chan.
- Ao menos, você foi um homem de verdade.
O garoto podia ouvir ao fundo uma doce voz que vinha em sua direção. Por um instante, ele ficara paralisado, sentia uma presença se aproximando de seu corpo, e ao olhar lentamente para trás, via a imagem de uma linda garota sorrindo e fitando sua face. Ela tinha os cabelos longos e castanhos, eram lisos como seda, sua pele era branca como a neve, com a pequena luz que havia no local, podia ver seus olhos cor de mel brilharem com intensidade, apesar da situação em que se encontravam, via no sorriso da menina um forte calor tomar conta de seu peito, a escuridão parecia diminuir com o brilho do seu olhar, era de estatura baixa, não parecia ter mais de 18 anos. O garoto, depois de alguns segundos sem ter o que dizer, se levantara, e frente a frente com a menina, sentindo-se mais aliviado, a respondia
Nijima: Mas um homem de verdade não pode terminar assim.
A garota estufafa seu peito, e com uma expressão descontraída, dizia com o tom de voz suave
Minori: E quem disse que esse é o fim? Enquanto houver esperança, nada acaba.
Nijima: Como... consegue sorrir, mesmo... aqui?
Nijima se sentia impressionado com o que via, a garota lhe mostrara total confiança, o que o deixava um tanto desconfiado, porém, sabia que no fundo, na primeira vez em que olhou profundamente no fundo dos olhos da menina, percebia que não se tratava de uma má pessoa, e ela lhe lembrava alguém, brevemente.
Minori: Isso é simples. Só pelo fato de querer viver, eu não posso deixar de acreditar. Eu me chamo Minori Fujisawa, muito prazer. Como veio parar aqui?
A jovem agora parecia mais séria, mas mesma assim, mantinha seu sorriso que encantara Nijima.
Nijima: *Minori... Fujisawa? Eu já ouvi esse nome antes, mas não pode ser... deve ser uma coincidência.* Eu sou Nijima Harukawa, tenho sorte de não ter caído em uma cela com um brutamontes ou então com uma pessoa sendo comida por ratos, haha.
O garoto conseguia se distrair por um instantes, e os dois sorriam com a piada que ele havia feito.
Nijima: Se eu lhe contar, provavelmente não vai acreditar...
Ele a olhara de maneira pensativa e sem saber como explicar o que lhe havia acontecido até agora.
Minori: Acha mesmo que... eu não acreditaria em alguma coisa que não envolvesse Deus e o Demônio descendo para a terra e destruindo o sonho das pessoas? Bem, é pouco provável mesmo.
Falou a menina sorrindo ironicamente enquanto se aproximava mais do rapaz.
Nijima e ela se sentaram em um canto da cela, mais despreocupados, como dois amigos sentados no telhado do colégio falando sobre coisas corriqueiras do dia-a-dia. O garoto explicou de onde tinha vindo, o que passou até agora, e como fora capturado. Minori parecia acreditar em todas as palavras do rapaz, estava feliz por ter companhia depois de tanto tempo ali, por algum motivo, ela era diferente dos outros prisioneiros.
Nijima: Então, agora eu não consigo entender, como é que, dentre todos os prisioneiros desse buraco, você é a única que tem uma veste ‘limpa’ e parece não estar doente ou raquítica de fome?
Ele colocara suas mãos sobre seus joelhos, e a continuara olhando atentamente, parecia conhecê-la á muito tempo já, pela maneira que sentia liberdade ao conversar com a mesma. Era realmente estranho. A garota fechando seu sorriso, respondia para ele.
Minori: Haha, eu vou ter que confessar, eu fui colocada aqui para acabar com você, é isso, quais são suas últimas palavras?
Nijima: Sorria abertamente, não podia se assustar nem um pouco com as palavras da jovem, pois sabia, do fundo do coração, que ela não poderia lhe causar nenhum tipo de sofrimento. Por sua vez, Minori ficara surpreendida com a reação do seu novo amigo.
Minori: Não vai partir pra cima de mim... nem nada? Olha, eu sou tão ruim em mentir assim?! Me senti mal agora!
O rapaz se sentia cada vez mais a vontade falando com a menina, não ligava mais para os gritos e clima frio que partiam do local, só prestara atenção no que ela falava.
Nijima: Sei que posso confiar em você, de alguma forma eu sei. E não subestime o meu dom de julgar as pessoas.
Minori se divertia com a conversa que estava tendo, mas já era hora de deixar a parte feliz de lado, não pretendiam ficar ali por muito tempo. E também, como já se sentia uma amiga para Nijima, queria lhe dizer como parou ali.
Minori: Certo, eu vou dizer a verdade, mas só se prometer que não vai abusar de mim quando sentir muita carência permanecendo aqui comigo!
Nijima: Desculpe mas, isso eu não posso fazer.
Minori: Acho que eu entendo isso sabe.
Nijima: Mas me conte então, quero te apresentar meus amigos ao sairmos daqui
Minori sorria agradavelmente fitando os olho de Nijima, apesar do rapaz ter dito sua frase em tom de brincadeira, ela sentia que com ele, poderia ter esperança de ver a luz do sol novamente.
Minori: Só não vá dormir com minha história, hm! Bem... eu cheguei aqui á mais ou menos um mês, sabe, pra falar a verdade, não lembro exatamente os dias, mas acho que já se passaram 3 semanas, meus olhos não vêem o sol a um bom tempo, me pergunto quando eu sair lá fora se ficarei cega x-x’, entretanto, eu antes vivia uma vida pacífica na região de Tóquio, morava com meus pais e minha irmã, não acreditava em Deus, nem em nada do tipo do que vi ultimamente, pensei que o ciclo da vida seguiria normalmente para mim, com eu indo para o colégio, meus pais chegando em casa de tarde, nem se quer sabia a faculdade que queria fazer, apenas presenciava a rotina como uma garota normal, até que tudo aconteceu. Eu estava fazendo compra no shopping com minhas amigas, antes que pergunte, sim, havia vários shoppings por aqui, havia muitas coisas que se quer não haviam na sua ‘terra’, e ok, isso eu não sei mas.. – Sorriu e continuou com sua história – Tudo estava igual, era sábado a tarde, eu e Masato estávamos lanchando na praça de alimentação, o dia lá fora estava bem quente, mas dentro do shopping, com o ar, a sensação era ótima, pra dizer a verdade, me faltava um namorado, mas isso não é algo pra se dizer pra um garoto, né? Enquanto comíamos, eu pude sentir um forte tremor, rapidamente, eu e ela fomos pra baixo da mesa, enquanto Kirino e Asami voltavam da lanchonete. Após alguns segundos tudo passou, pensei rapidamente que aquilo não era nada demais, todo ano pelo menos havia um terremoto em Tóqui, como já estávamos acostumados com isso, não houve tanto alarde. As autoridades entraram no shopping, e não havia nenhum ferido. Ao voltar pra casa, me despedi das minhas amigas, e como o shopping era perto de casa, não precisei pedir para que meus pais me buscassem. Depois que passei o farol, faltava apenas 3 ruas para chegar em casa, mas foi quando eu vi pela primeira vez. Havia pessoas correndo por todas as partes, pensei que era um assalto ou coisa do tipo, entrei rapidamente em uma loja de conveniência de um auto-posto, e ao olhar através do vidro, vi o que não podia acreditar ser verdade. Homens com uniformes totalmente diferentes do convencional caminhavam em linha reta na rua, bem ao fundo, podia ver duas viaturas de polícia pegando fogo, não sabia o que era tudo aquilo, e sinceramente, até hoje não sei o que isso significa. Após as coisas se acalmarem, voltei rapidamente para casa, meus pais e irmã estavam bem, ligamos a TV, e vimos o início do caos. Deus e o Diabo estavam na terra, e através de um discurso ao vivo, Deus explicou que era o fim dos tempos, e que a partir desse dia, as pessoas boas começariam a ir para o céu, e as más, para o inferno. Nesse momento, o mundo mudou, as pessoas mudaram, a concepção sobre as coisas eram diferentes. Meus pais resolveram se isolar dentro de casa, até as coisas se acalmarem, se é que iriam se acalmar. Você se pergunta porque as coisas estão destruídas, porque as cidades estão.. em ruínas, não é? Pois bem, houve uma forte guerra entre várias forças armadas e as forças de Deus, e o resultado, foi assustador. O Japão e outros países não puderam fazer nada, muitas pessoas morreram, felizmente, nossa casa não recebeu danos maiores, era dado maior atenção para os grandes centros, e como morávamos em um bairro calmo, não havia ameaças, até um dia . . .
Certo dia, enquanto comíamos na sala, alguém bate em nossa porta. Isso era normal, pois todos os dias, alguma família procurando por comida, ou sem abrigo, vinha pedir ajuda, é como se uma catástrofe havia acontecido. Meu pai ameaçava soltar os nosso dois cachorros se não fossem embora, e felizmente, ninguém fez nenhum movimento que pudesse nos deixar em perigo. Mas nesse dia, as batidas na porta em mais fortes, não haviam pessoas chamando, apenas o barulho das pancadas. Meu pai se aproximou perguntando quem era, mas não recebia resposta. Após muito insistirem, ele resolveu soltar os dois cachorros, que por sinal, eram bem ferozes, capaz de derrubar um homem bombado, sério. Fui tudo muito rápido, os cachorros pararam de latir após alguns segundos, todos na sala ficaram apreensivos, e foi aí que a porta fora arrombada, e 5 pessoas adentraram em minha casa. Elas não pareciam como os ‘soldados’ normais que vi na rua voltando do shopping, pareciam de uma posição acima, superiores, e o pior de tudo, eram do inferno. Meu pai pegou sua arma, e apontou para eles, mas todos apenas riram. Eu e minha irmã ficamos longe, apenas observando, minha mãe chorava desesperadamente. Um dos membros do grupo então pediu para que meu pai abaixasse a arma, pois eles estavam ali para conversar. Eu não acreditava nisso. Eles fizeram uma proposta para meu pai, precisavam no momento de pessoas para servir para o exército do diabo, caso meu pai aceitasse tal trabalho, minha família receberia proteção das forças do inferno, e nada nos aconteceria. Mas como poderíamos confiar naquelas pessoas? Meus pais estavam tomados por medo, recebendo tais palavras como ameaça, ele não demorou para responder, e aceitou. Dois dias depois nos mudamos para o centro de Tóquio, em uma casa bastante agradável. Recebíamos comida e energia. Era como um condomínio, haviam várias famílias morando por lá, e meu pai era responsável por caças pessoas, vários homens acima de 20 anos foram recrutados para servir ao exército, portanto, não havia disputa entre Deus e o Diabo, eles jamais haviam se enfrentado, era apenas o Céu e o Inferno contra os humanos da terra. Raramente meu pai voltava para casa, eu já sabia que o tinha perdido, as esperanças não floresciam mais em meu peito, eu me perguntava, até quando essa vida artificial iria durar? Foi em um dia chuvoso, o último dia chuvoso que presenciei aqui, á 3 semanas. Estava dormindo com minha irmã, até que dois homens entraram em nosso quarto, e nos pediram para ficarmos caladas. Eles reviraram todas as gavetas e cômodos, pareciam procurar alguma coisa, algo importante. Até que eles olharam para mim, pareciam surpresos, eu fiquei com medo, minha irmã tentou impedi-los para que eles não fizessem nada comigo, mas ela foi desmaiada. Quando acordei... eu já estava aqui. Desde então, você foi a primeira pessoa que vi aqui, tirando a Misaki, a garota que te trouxe pra cá. Eu não sei o que eles viram em mim para agirem dessa forma, eu não entendo nada, queria saber como minha família está, queria saber o que ta acontecendo lá fora, e... a partir do momento em que te trouxeram até essa cela, senti que algo iria acontecer, e eu agora... por mais boba que possa parecer, consegui florescer novamente as esperanças que viviam em meu peito.
Nijima sorriu, se sentia importante com as palavras da menina, e também estava determinado a sair dali, não importa como.
Nijima: Você deposita em mim suas esperanças então?
Minori: Por favor...Nijima-Kun, eu conto com você.
A expressão da jovem agora era triste, parecia fazer força para segurar o choro, e pela primeira vez, o garoto a viu desesperada, com medo, mas quanto mais ela ficara triste, mais queria voltar a ver seu sorriso que tanto lhe encantara, e isso o motivara ainda mais a sair daquele local.
Nijima: Eu juro, vou conseguir te tirar daqui, e vai ver que não ficará cega com a luz do sol, até porque, o sol não brilha mais lá fora.
Minori: Imaginei isso, mas... Nijima-Kun, eu me pergunto, por quê você está aqui, comigo?
O rapaz ficou com um ponto de interrogação na cabeça por um instante, ainda tinha a questão da garota ser ‘a mais importante’ da prisão.
Nijima: Pois é, mas, me diga, o que você tem de tão especial pra receber comida e ‘conforto’ diferente dos outros prisioneiros? – Falou em um tom engraçado, querendo brincar com a menina.
Minori: Misaki nunca me respondeu isso, nunca me respondeu nada. Talvez seja a promessa que fizeram pra minha família, mas, não entendo, por que só eu fui levada?
O garoto a olhara com uma expressão que queria lhe passar conforto, e com a voz confiante, focou-se nos olhos radiantes da menina, e prometeu mais uma vez
Nijima: Garanto que cedo ou tarde, vamos achar a resposta para todas as perguntas.
Minori realmente conseguia se sentir melhor, ela agora, não conseguia mais se conter, e começara a chorar. De uma garota forte e confiante, começava a mostrar o seu lado sensível que deixara Nijima tocado. Mesmo chorando, ela não sentia vergonha de olhar no fundo dos olhos do rapaz, e um pouco sem jeito, impulsionara seu corpo para frente, e o abraçara repentinamente. Nijima não ficara surpreendido, sabia que a menina era uma garota diferente das que havia conhecido por isso, e gentilmente, retribuía seu abraço, apertando-a fortemente. Seu corpo era quente, macio, também sentia vontade de chorar, mas se mantinha firme.
A garota se afastava aos poucos, parecia surpreendida com alguma coisa, e ao olhar com os olhos arregalados para o jovem, ia com a mão em direção ao seu pescoço, e pegara a corrente que Nijima carregava consigo. Por alguns segundos, parecia surpresa, seus olhos se fixavam no objeto, o garoto calado, não entendia o que estava acontecendo, depois de algum tempo, a menina voltara a olhar para os olhos de Nijima, e um tanto intrigada, perguntava:
Minori: Onde conseguiu isso?
Sua expressão parecia mudar, de garota dócil e sincera, para alguém fria e temerosa, ficara em silêncio esperando a resposta do jovem, que sem entender, apenas a respondia:
Nijima: Isso? Mas por que a pergunta? Tá tudo bem?
Minori: Por favor...apenas diga.
Os olhos de Minori continuavam com o tom misterioso, Nijima não sabia o porque dessa reação, mas a sua curiosidade apenas aumentava, então, dizia a verdade:
Nijima: Falando sério, eu não sei. Isso é um tipo de amuleto pra mim, eu tenho desde alguns anos, mas por algum motivo eu me esqueci onde consegui, só sei que isso já me deu forças para seguir em frente, eu sei, é meio idiota, mas sinto que com esse colar, algo me guia pro caminho certo, uma força desconhecida.
A garota soltava o colar em forma de uma chave, sua expressão voltara ao normal, mas ainda parecia um pouco assustada, ela ficara de pé, e ao fechar os olhos, soltava um suspiro, e rapidamente voltara a sorrir, como sempre havia feito diante do rapaz:
Minori: Ah, então é isso? Nijima-Kun. . . eu acredito em tudo que você disse, mas ainda assim, eu não consigo acreditar que você está aqui.
O rapaz não entendia mais o comportamento da menina, se levantando também, ele dizia enquanto se encostara nas grades da cela:
Nijima: Mas eu estou aqui, e prometi te salvar, então...
A garota interrompia o jovem, e com o tom de voz suave, e um pouco emocionada, pedia:
Minori: Poderia me emprestar o seu colar um pouco?
Sem questionar, Nijima retira seu colar do pescoço, e apenas entregara á garota, observando o que ela faria:
Minori: Sabe Nijima, você acredita em destino?
Nijima: Talvez, mas eu nunca fui capaz de me deparar com ele, não posso te dizer.
Minori: Então agora, eu quero te mostrar uma coisa.
A garota se aproximara da tranca da cela com o colar, e enfiando a chave na fechadura, ao virá-la, repentinamente, a porta se destravava, aquilo, era totalmente inesperado.
Minori: Nijima-Kun, você acaba de presenciar o destino agindo, obrigada, você já me salvou.
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