Yu-Gi-Oh ReV-R

3 Capítulo 3 – O primeiro rival aparece. O mestre do side-deck!


Notas iniciais
Demorou mas está aqui o terceiro capítulo! Para quem não lembra, no capítulo anterior o nosso protagonista duelou com um valentão para recuperar o baralho roubado de seu amigo, este capítulo se passa logo após o segundo. Nas notas finais do primeiro capítulo eu havia falado que haviam dois erros no duelo, pois bem, está na hora de Reyo ser julgado por estes erros e por ouras consequências de suas ações!

Eu estava atordoado, quase todos da loja estavam em volta de mim murmurando sobre o duelo que eu acabara de ter apostando meu próprio baralho para salvar o de meu amigo, no final consegui vencer e recuperar as cartas de Lyro. Além disto, eu não conseguia entender como havia me comportado durante o duelo, aquele não era eu... apesar de estar com raiva de meu oponente eu nunca seria capaz de humilhar alguém apenas para o desconcentrar, não só isto, eu nunca fui bom em entender pessoas porém consegui descobrir o que se passava na cabeça dele tendo apenas lembranças vagas e o observando durante o duelo. Uma voz me chama a atenção.

– Reyo! Você conseguiu vencer?! – Era meu amigo Fábio. Ele havia entrado comigo na loja porém fora procurar pelas cartas no outro lado dela.

– Sim...

– Ele conseguiu recuperar as minhas cartas. Toda elas! – Lyro mostra seu baralho para Fábio, ele ainda estava muito feliz.

– Consegui ver apenas o final do duelo. A sua última jogada foi genial!

– Obrigado.

– Eu não sabia que você conseguia jogar assim. Mas... olha acho que era melhor agente ir embora agora.

Eu olho em volta e a loja estava mais cheia do que antes a grande maioria das pessoas eu não conhecia. Alguns deles talvez sejam ladrões assim como Gildo era. Talvez fosse realmente melhor ir embora antes que eu chame mais atenção ainda.

Nós começamos a andar em direção a saída, porém logo antes de passar pela porta eu olho novamente para dentro da loja, no alto de suas paredes haviam televisões e percebo nelas estava passando uma reportagem sobre mim! Volto para dentro da loja para assistir à reportagem porém não consigo me aproximar muito da televisão devido à quantidade de gente que estava amontoada perto dela, apesar de que a atenção delas não era somente na televisão...

– Ahh, mas ele está aqui!

Todos abrem caminho e no final dele estava uma pessoa com a mesma idade que eu, seu cabelo era castanho e curto, ele usava uma calça de jeans larga e um casaco de malha estiloso, todas suas roupas pareciam ser de marca. Ele estava apontando na minha direção.

– Então você finalmente decidiu aparecer.

– E quem é você? – Eu nunca o havia visto.

– Mas é claro que você não sabe...

Fábio chega ao meu lado, ele parecia um pouco assustado.

– Reyo! Este é Fenrir, ele é o melhor jogador da cidade, quase todos os torneios são vencidos por ele.

Era por isto que não o conhecia, eu nunca participei muito do cenário competitivo.

Fábio fala mais baixo para que apenas eu escute.

– Era por causa dele que eu queria sair mais cedo...

– Mas por que você decidiu aparecer logo agora? Ficou cansado de se esconder durante este tempo todo? Sua fama está evaporando? – Fenrir parecia se divertir ao zombar de mim.

– Porquê você está agindo assim comigo? Eu nunca te vi antes.

– Bah, eu só não gosto de jogadores fracos.

– O Reyo não é fraco! Ele acabou de vencer um duelo usando pura habilidade! – Lyro estava me defendendo.

– Derrotar o Gildo?! Contra aquele baralho mal formado? Eles são da mesma escória.

Apesar dos insultos eu não conseguia pensar em nenhuma resposta a altura para ele.

– Mas o que você tem contra mim afinal?

– Eu já disse, não gosto de gente fraca. Vocês acabam só atrapalhando o jogo.

– Como assim atrapalhando?

– Desde que você teve aquele duelo, a meses atrás, uma quantidade enorme de pessoas começaram a jogar. A sua fama as atraiu a jogar, YuGiOh voltou a estar na moda, mais ainda do que já estava antes por causa daquele filme...

– E o que há de ruim nisto?

– O que há de ruim?! Estas pessoas não gostam do jogo elas apenas o estão “jogando” para poder ficarem populares. O mesmo que acontece quando algum jogador de futebol famoso tem um cabelo diferente ou quando as pessoas copiam algo de um cantor modinha. Elas não tem personalidade própria, acabam diminuindo a imagem daquilo que os verdadeiros fãs gostam. São pessoas assim como você que estão atrapalhando.

– Mas eu não sou assim. Eu gosto de jog...

Ele me olha com uma cara de desprezo.

– Você não sabe nem as regras direito.

– O que?!

– Quer que eu prove? – Ele aponta para a televisão que estava passando um replay das câmeras de segurança de uma lanchonete, eu nunca havia visto este vídeo antes, era o meu duelo em que apostei minha vida contra a daquele cara drogado. – Eu digo, você ganhou este duelo por pura sorte.

Todos estavam observando atentamente o vídeo, parecia que todos já o haviam visto. Será que esconderam ele de mim com medo de que me prejudicasse psicologicamente?

– Aqui neste turno podemos ver um erro... por parte de Reyo. Você invoca a carta Raposa de Fogo especialmente por meio de seu efeito porém ela tem escrito “Quando destruída e enviada para o cemitério...”. Para que este efeito possa ser ativado ela deveria estar virada para cima na hora em que foi destruída, como ela estava virada para baixo você não poderia ter a invocado no final do turno.

Eu sinto um frio percorrer em minha espinha, caso meu oponente soubesse o efeito corretamente ele poderia ter me dado um tiro pensando que eu estava tentando roubar...

– Agora... observem esta segunda parte do duelo. – Era quando eu havia sido atacado pelo Dragão do Vício Claro. – O Olhos Azuis de Reyo tem 3000 pontos de ataque enquanto o Dragão do Vício Claro tem 0 por padrão, porém quando batalha com um monstro seu ataque vira o dobro do ataque do monstro atacado durante a fase de dano apenas. Reyo ativa Honesto que só pode ser ativado quando na hora em que um ataque é declarado, ou seja, seu efeito é ativado antes do efeito do Dragão do Vício Claro de modo que o Dragão Branco de Olhos Azuis não receberia nenhum aumento de ataque e assim ele seria destruído... juntamente com Reyo que receberia 3000 de dano e perderia o duelo.

Meu coração começa a bater mais forte, me lembro da sensação durante aquele duelo, eu estava com medo... fiz uma jogada errada e se não fosse meu oponente não a ter percebido... era para eu ter perdido, era para eu estar morto.

– Tudo bem, eu admiro a sua coragem e o fato de ter salvado a vida daquelas pessoas. Mas por causa de você YuGiOh se tornou um jogo modinha, muita gente começou a jogar apenas para se tornar “descolada”. Esse é o tipo de pessoa que eu odeio, sem personalidade, sem individualidade, que antes disso tudo considerava isto apenas um jogo idiota para crianças.

– Reyo não é assim! – Lyro estava me defendendo. – Ele nunca fez nada para atrapalhar os outros.

– Mas acabou atrapalhando e não adianta negar, todos vocês aqui conseguem perceber isto. – Lyro olha para baixo, Fábio fecha seus punhos, ninguém conseguia argumentar contra... era verdade. – Por isto não gosto do Reyo, ele só criou problemas para nós, os jogadores verdadeiros.

Lyro fica nervoso com este último comentário.

– Mesmo assim... hoje de manhã Reyo me ajudou muito, se arriscou para recuperar as minhas cartas. Não posso aceitar vocês falando isso dele! Se é nisso que vocês acreditam então eu duelo com você! – Lyro estava segurando seu baralho com força.

– Não Lyro, não tenho vontade de duelar com você. Eu te conheço, mesmo suas cartas sendo ruins você sempre esteve aqui jogando, mesmo que casualmente. Você é do tipo de pessoa que eu gosto.

Apesar de não querer eu acabei criando problemas para os jogadores... todos eles podiam sentir isto apesar de não quererem me acusar publicamente. Apesar disto tudo, algo ecoava na minha cabeça...

Duelo

– E.. e se nós duelássemos?

– Você está me desafiando para um duelo?

A idéia que Lyro teve de duelar ricocheteava em minha mente.

– Um duelo de compromisso. Se eu ganhar o duelo você tem que retirar suas acusações sobre eu não jogar por gostar do jogo! – Minha voz estava mais forte.

– E o que eu recebo se ganhar a partida?

– Se eu perder... eu nunca mais volto a jogar ou a trocar cartas!

– Você propõe Ostracismo voluntariamente caso perca?!

– Sim. Se eu perder eu aceito a mesma punição dada a quem rouba ou deixa de pagar o que apostou num duelo de compromisso.

– Reyo! Cara, se isto acontecer você vai mesmo ser banido, estes duelos de compromisso estão sendo levados mesmo a sério. – Fábio estava preocupado.

– Isso mesmo, ainda mais dado a quantidade de visualizações que os vídeos de seu duelo terão, você, com certeza, sofrerá ostracismo em toda a cidade! – Lyro não estava acreditando no que eu havia proposto.

Talvez eu não entenda o quão ruim isto pode ser para mim caso eu perca porém... durante meu duelo contra Gildo eu estava diferente. Não consigo retirar isto da minha cabeça, eu sinto que se duelar agora eu estarei como antes, preciso descobrir o que está acontecendo comigo!

– E então? Vai aceitar o duelo ou não?

– Sim eu aceito!

– Ótimo! Vamos duelar então.

Me aproximo da mesa que estava em baixo da televisão para me assentar mas percebo que Fenrir coloca uma maleta em cima dela e começa a retirar e a adicionar cartas em seu baralho.

– O que você está fazendo?

Sidedecking. Card Games não são jogados apenas na mesa. Trocar cartas, comprar cartas e montar um baralho também são partes do jogo. Meu baralho atualmente está em outro nível do seu, algumas cartas dele são tão caras que sozinhas devem valer mais que o dobro do seu baralho inteiro. Eu quero duelar contra você para poder ver se você tem habilidade ou não, competir com cartas assim seria injusto e não é isto que eu quero.

Antes que eu possa falar algo Fábio me chama a atenção.

– Um baralho competitivo é capaz de vencer um duelo em seu primeiro turno dado as condições corretas. O seu baralho é semi-casual, ele não aguentaria e você acabaria perdendo sem poder fazer nada.

O motivo deste duelo é eu provar que consigo jogar direito. Fenrir parece não se importar se eu tenho cartas boas ou não. E o melhor modo de se provar isto é com dois baralhos que estejam no mesmo nível.

– Pronto, terminei meu baralho. – Ele se assenta na mesa e coloca sobre ela um playmat ganho como prêmio em um torneio.

– Reyo... não o subestime por ter colocado cartas mais fracas no baralho, ele é um dos melhores jogadores da região por sua habilidade de sidedecking. Como ele o viu jogando agora a pouco as cartas que ele colocou em seu baralho devem, apesar de serem consideradas fracas, ter vantagem contra as cartas que você utilizou até agora. – Fábio se afasta de mim e vai para trás onde estavam os espectadores. Eu me assento e coloco meu playmat que veio em um deck estrutural em campo.

– Vamos começar?

Todos que estavam observando mais de perto retiram seus celulares e batem fotos, os flashes causam ofuscamento em minha visão, e começam a filmar.

– Eu Fenrir Fonsuki, caso perca, retiro minhas acusações e admito que Reyo é um verdadeiro duelista.

– Eu Reyo Mottaoi, caso perca... aceito sofrer ostracismo.

– As regras são, uma partida, formato avançado, oito mil pontos de vida para cada um, quem tiver seus pontos de vida reduzidos a zero primeiro perde.

Nós gritamos na mesma hora.

DUELO!!

Reyo: 8000LP

Fenrir: 8000LP

– Como eu fui o desafiado eu posso escolher quem começa. O primeiro turno é seu Reyo, me mostre do que é capaz.

– Vamos começar então. Eu invoco Kunoichi(1800ATK/1000DEF) e coloco uma carta virada para baixo. Termino meu turno.

– Coloco uma carta virada para baixo e termino meu turno. – Ele só vai colocar uma carta virada para baixo? Deve ter tirado uma mão muito ruim, melhor eu aproveitar isto para poder ganhar uma vantagem no início da partida!

– Eu compro. Invoco outro monstro, Leotaur(1500ATK/1600DEF). Batalha! Leotaur, ataque diretamente!

– Ativo a carta armadilha Raia Atordoadora do Abismo, ela tem como efeito poder ser invocada como um monstro de 1900 de ataque e 0 de defesa. Como um monstro foi invocado logo após a declaração de um ataque você pode escolher se continua o ataque ou não.

– Eu conheço esta regra! Ela é chamada de replay. Sim, eu vou continuar meu ataque.

– Mesmo seu monstro tendo menos ataque que o meu? Vai querer destruir seu próprio monstro assim?

– Durante o calculo de dano o efeito especial da Leotaur é ativado, ao batalhar um monstro não normal o seu ataque é aumentado em 500 pontos durante a batalha. Sendo assim ele agora tem 2000 pontos enquanto sua raia tem apenas 1900. Ela é destruída e você perde 100 de vida.

– Errado. O efeito especial da raia é ativado, ela não pode ser destruída em batalha.

Fenrir: 8000LP-100LP =>7900LP

–Termino meu turno.

– Minha vez. Coloco duas cartas viradas para baixo. Termino meu turno.

Ele não atacou a Kunoichi?? Ela tem menos ataque(1800ATK) que a Raia(1900ATK) dele. Será que ele está com medo da minha carta virada para baixo? De qualquer forma não posso deixar a Kunoichi em campo mais tempo, uma hora ou outra a Raia vai derrotar ela, não tenho nenhuma carta em minha mão que pode a derrotar por enquanto..

– Eu ofereço meus dois monstros como sacrifício para invocar a Princesa da Nevasca(2800ATK/2100DEF). Quando ela é invocada por sacrifício meu oponente não pode ativar magias e armadilhas até o final deste turno. Fase de batalha, ataco sua Raia(1900ATK/0DEF)!

Fenrir: 7900LP-900LP => 7000LP

– Termino meu turno. – Até agora ele não parecia ser um oponente muito forte, não conseguiu invocar nenhum monstro e esta apenas tomando dano sem fazer nada. Todos em volta estavam murmurando sobre isto.

– Eu compro. Hehe, eu já te dei dois turnos para tentar fazer algo interessante. Agora é a minha vez. Você deve estar se perguntando o por que de eu não ter atacado o seu monstro no turno passado quando tive chance não é? Bem isto foi apenas para te encorajar a invocar um monstro de nível alto para que você caísse na minha armadilha, ou melhor, na minha magia. Eu ativo a carta mágica Fissura, o monstro com o menor ataque no seu lado do campo é destruído, e como você tem apenas um monstro...

Retiro a Princesa da Nevasca do meu lado do campo. Agora ele estava vazio, sem nenhum monstro.

– Pode ficar se vangloriando, mas isto foi uma jogada de sorte, como você sabia que eu sacrificaria os dois de uma vez e não fazer outra coisa?

– Sorte?! Os seus olhos me diziam tudo.

– Meus.. olhos?

– Sim, jogadores inexperientes quando compram uma carta boa ficam olhando muito para ela em sua mão. Você não parava de olhar para esta carta desde o início da partida. Um erro de quem não gosta deste jogo. Continuando, eu ativo uma carta minha virada para baixo Raia Atordoadora do Abismo(1900ATK/0DEF). – Ele ativou outra?! – Batalha! Ataco diretamente com meus dois monstros.

Reyo: 8000LP – 3800LP => 4200LP

– Termino meu turno.

Ele tem dois monstros indestrutíveis por batalha em campo, mais uma carta virada para baixo. Não tem nada em minha mão agora que pode virar o jogo agora, e mesmo que eu virasse ele deve ter algo na mão... preciso de mais tempo.

– Coloco uma carta virada para baixo em modo de defesa. Termino meu turno.

– Parece que você está em um beco sem saída, Reyo. Duvido que seu baralho seja capaz de mais do que mostrou até agora. Eu invoco Gearfried, O Cavaleiro de Ferro(1800ATK/1600DEF). Batalha. Gearfried ataca sua carta virada para baixo.

– Alma de Tigre(0ATK/2100DEF)!! Você perde 300 pontos de vida.

Fenrir: 7000LP – 300LP => 6700LP

– Sua vez.

Não tenho nada em minha mão capaz de virar o jogo agora, preciso sobreviver por mais um turno...

– Coloco uma carta virada para baixo em modo de defesa, termino meu turno...

– Parece que você está sem opções Reyo. Eu ativo minha terceira carta virada para baixo, Encarnação de Aphophis, ela pode ser invocada como um monstro de 1600 de ataque e 1800 de defesa. Agora, eu envio para o cemitério minhas três cartas armadilhas para invocar Uria o Senhor das Chamas Ardentes(???ATK/???DEF)!!. Seu ataque e defesa é igual à quantidade de armadilhas contínuas em meu cemitério.

– Ele tem 3000 de ataque?!

– Exato. Eu ativo o efeito especial de Uria, uma vez por turno eu posso escolher uma carta mágica ou armadilha virada para baixo e a destruir. Escolho a sua carta virada para baixo. – Retiro do meu campo uma carta mágica que havia colocado apenas como blefe. – Eu ativo a carta mágica Explosão do Big Bang e a equipo em Uria, seu ataque aumenta em 400 pontos. Batalha! Gearfried, ataque o monstro virado para baixo!

– Verme Jetelikpse(1200ATK/0DEF).

– Agora Uria ata....

– Espere, o efeito do Verme é ativado. Uma vez por turno quando ele é destruído em batalha e enviado para o cemitério ele pode ser invocado especialmente. Eu o coloco me modo de defesa.

– Como se isso fosse adiantar em algo. Uria ataque o verme! Ele é destruído e o efeito da Explosão do Big Bang é ativado. Você recebe em dano a diferença entre o ataque de meu monstro(3400ATK) e a defesa do seu (0DEF).

Reyo: 4200LP – 3400LP => 800LP

– Termino meu turno.

– Eu compro...!!

Esta carta é exatamente a que eu estava esperando! Tenho que manter ela viva até o próximo turno a todo custo.

– Eu invoco O Cavalo de Troia(1600ATK/1200DEF) e coloco três cartas viradas para baixo. Sua vez.

– Você parece confiante Reyo, acha que esta carta ai vai te ajudar? Ativo novamente o efeito de Uria, escolho a primeira carta que você colocou virada para baixo no último turno!

Eu retiro a carta do campo e a coloco em meu cemitério, Reforços, seu efeito é aumentar o ataque de um monstro em 500 pontos, na atual situação ela não ajudaria em nada.

– Está surpreso Fenrir? Será que desta vez meus olhos lhe engaram? Eu sabia que você iria usar o mesmo efeito para destruir uma de minhas três cartas viradas para baixo, então fiquei olhando fixamente logo para a carta que eu não me importaria de ser destruída. Quer me atacar? Então pode vir!

– Como se eu fosse cair nestes blefes baratos. Batalha! Eu ataco com Uria(3400ATK) seu Alma de Tigre(2100DEF).

– Ativar carta armadilha, Waboku. Neste turno eu não recebo nenhum dano por batalha e nenhum de meus monstro pode ser destruído por combate. Eu te avisei.

Diferentemente de Gildo, Fenrir parecia ficar cada vez mais concentrado no duelo.

– Eu termino meu turno.

– Minha vez. Meu Cavalo de Troia pode ser considerado como dois sacrifícios para a invocação de um monstro do atributo terra. Eu ofereço O Cavalo de Troia como dois tributos juntamente com meu Alma de Tigre para totalizar três sacrifícios. Apareça, o Rei das Bestas Bárbaros(3000ATK/1200DEF), seu efeito é ativado. Ao ser invocado com três sacrifícios todos as cartas de meu oponente são destruídas. Batalha, Barbaros ataque Fenrir diretamente!

Fenrir: 6700LP – 3000LP => 3700LP

– Parece que é agora você que está em uma má situação. Eu termino meu turno.

– Como se ela fosse durar por muito tempo. Coloco uma carta virada para baixo. Sua vez Reyo.

– Só vai fazer isso? Eu invoco Karakuri Muso Haipa(2100ATK/1100DEF). Haipa ataque Fenrir diretamente.

Fenrir: 3700LP – 2100LP => 1600LP

– Após atacar, Haipa é obrigado a entrar em modo de defesa. Barbaros, termine este duelo!

– Eu ativo a carta armadilha, Rei Máquina 3000AC, ele pode ser invocado como um monstro com 0 de ataque e defesa, o coloco em posição de defesa.

– Eu escolho continuar com o ataque. Seu monstro armadilha é destruído. Termino meu turno.

– Eu compro. Parece que este duelo será decidido agora Reyo. Eu ativo a carta mágica Enterro Tolo para enviar para o cemitério o monstro Makyura, O Destruidor(1600ATK/1200DEF). Seu efeito especial é ativado, durante o turno em que ele é enviado para o cemitério eu posso ativar cartas armadilhas na minha mão, ou seja, não precisarei colocar elas viradas para baixo e esperar até o próximo turno para as ativas. Eu ativo a carta armadilha Alma Tiki que pode ser invocado como um monstro de nível 4, atributo Luz, com 1000 de ataque e 1800 de defesa. Ativo outra Alma Tiki em sequência e invoco Neo o Espadachim Mágico(1700ATK/1000DEF). Agora eu vou utilizar meus três monstros de nível 4, atributo Luz, para fazer uma sobreposição! O anjo da luz que nos guia das estrelas, invocação XYZ, apareça, Número 102: Sentinela Serafim Estelar(2500ATK/2000DEF)! Eu retiro uma de seus materiais para ativar seu efeito. Um de seus monstros terá seu ataque cortado pela metade, e eu escolho... Barbaros(3000ATK => 1500ATK)! Batalha, eu ataco com meu Serafim(2500ATK) seu Barbaros(1500ATK).

– Eu não vou perder o duelo assim! Ativar carta armadilha, Semi-Invencível. Ela me permite escolher um de meus monstros e impedir que ele seja destruído por batalha neste turno, além disto todo dano que eu receber com batalha com ele é diminuído pela metade.

Reyo: 800LP – 500LP => 300LP

– Termino meu turno. Pronto para o seu último?

Ele tem razão, se eu não fizer nada agora certamente perderei a partida no próximo turno.

– Eu compro...

É um monstro normal... isto não vai poder me ajudar a vencer agora... Barbaros está com apenas 1500 de ataque, Haipei também não tem força suficiente para derrotar o Serafim... tentar me defender até comprar uma carta que consiga o derrotar por um efeito provavelmente não vai funcionar, o baralho de Fenrir foi todo montado para ter uma alta sinergia, pela cara dele ele não está blefando, no próximo turno ele fará um combo que acabará comigo! Eu tenho que pensar, deve ter algo que eu possa fazer, precisa ter algo.

.A carta....

A correspondência que recebi hoje de manhã! Ela é a chave! Aquela carta que veio nela eu coloquei junto de meu baralho sem querer. Consigo me lembrar disto!

– Sim Fenrir, eu estou, este duelo acaba agora!! Eu invoco por invocação norma a Bela Caçadora de Cabeças(1600ATK/800DEF).

– E o que um monstro como este poderá fazer agora?

– Muita coisa, eu ofereço Haipei, Barbaros e a Bela Caçadora como sacrifício para invocar diretamente de meu baralho o Dragão Safira de Olhos Esmeralda(2500ATK/2100DEF)!!

– REAL RARE?!! Como pode? Cartas com esta raridade foram anunciadas ha apenas alguns dias atrás e ainda nem tem previsão de quando serão lançadas! – A imagem da carta, apesar de ainda ser 2D, parecia que estava saindo dela. Nunca havia visto uma carta assim antes. – Essa carta só pode ser fals...

– Ela é verdadeira. A CONAMI confiou esta carta a mim, pode conferir neste documento se quiser. – Retiro de minha mochila a correspondência, nela estava escrito que este dragão pertencia a mim e que eu poderia o utilizar em qualquer campeonato, no final havia um QR-Code. Muitas pessoas estavam escaneando o código que as redirecionava para o site oficial de YuGiOh confirmando que o que eu estava falando era verdade.

– Continuando, o Dragão Safira pode ser invocado de minha mão ou de meu baralho caso eu ofereça três sacrifícios, além disto, eu posso escolher o efeito de um dos monstros usados para sua invocação e o ativar como se ele fosse seu, ignorando as condições de ativação do efeito. Eu escolho o efeito de Barbaros! Todas as suas cartas em campo são destruídas.

– Eu não vou me deixar ser derrotado deste modo, eu ativo o segundo efeito do Serafim, ele me permite retirar todos os seus materiais XYZ para evitar a sua destruição.

– Como e isso fosse adiantar algo. Batalha! Eu ataco seu Serafim(2500ATK) com meu Dragão Safira de Olhos Esmeralda(2500ATK).

– Mas eles têm o mesmo ataque vai continuar assim mesmo?!

– Ambos os nossos monstros são destruídos pela batalha! Porém, quando o Dragão Safira é destruído, caso um monstro normal de nível 4 ou menos fora usado como sacrifício para ele e este monstro ainda está no cemitério, este monstro é invocado de volta ao campo! Apareça! Minha Bela Caçadora de Cabeças(1600ATK/800DEF). Agora, ataque Fenrir diretamente e termine este duelo!

Fenrir: 1600LP – 1600LP => 0LP

– Eu venço!

Meu oponente estava paralisado, eu podia perceber que ele estava tentando pensar em alguma carta que poderia ter o salvado caso ela estivesse em sua mão, após um tempo ele abaixa a cabeça, a resposta era óbvia. Não havia como alguém se preparar contra um monstro que nem fora lançado ainda.

– Eu não consigo aceitar esta vitória como uma vitória limpa! Você venceu graças a uma carta que nem anunciada ainda foi. Mas... mesmo que você tivesse perdido eu não ia aceitar que você fosse banido como combinamos que seria. Você duelou com habilidade, conseguiu mostrar que não está aqui apenas para chamar atenção e era isto que eu queria ver se você seria capaz com este duelo. É de pessoas assim que eu gosto de jogar contra, bem-vindo à comunidade de duelistas desta cidade Reyo, você fez um bom duelo.

…..vitória......

Eu podia sentir como se uma parte de mim estivesse sendo trancada, toda a minha confiança estava indo embora e minha mente voltando a ficar menos agitada e mais calma. Fenrir estende a sua mão para e cumprimentar enquanto sorri.

– Ahh... obrigado... – Minha voz estava mais baixa e eu não sabia o que responder para ele. A única coisa que eu sabia era que enquanto eu estava duelando eu ficava diferente... eu me sentia melhor e queria me sentir mais assim, precisava descobrir mais sobre isto.

Todos que assistiram o duelo estavam animados e queriam falar algo comigo ou com Fenrir.

– Mano você mandou muito bem!

– Em qual booster que vem esta carta?

– Quer duelar comigo agora?

– Por quanto você vende esse dragão?

– Posso te dar um deck no dragão se você quiser.

– Vai participar do torneio da semana que vem? Já tem dupla?

Notas finais
Isso mesmo, Reyo estará em um campeonato de duplas! E o prêmio será...... uma booster box extremamente rara! Contendo algumas cartas difíceis de serem encontradas este premio atrai vários jogadores habilidosos da região, entre eles uma pessoa em especial que está procurando por uma certa carta há um tempo. As vezes eu me sinto como o Fenrir, sério. Alguns anos atras se você dissesse que lia mangas e HQs as pessoas te chamavam de criança, hoje me dia ser nerd é "cool". A única carta que foi inventada para este duelo foi o Dragão Safira de Olhos Esmeralda. Todas as outras existem na vida real.