Youre Not That Far Away
22 Capítulo 22
Notas iniciais
POV's Malu
Dois meses. Esse era o tempo que havia passado desde minha volta. Eu e o Pedro estávamos bem, obrigada.
Muitas garotas me odiavam virtualmente, e outras até gostavam de mim.
Eu ia em alguns shows dos meninos e ficava no camarote, que apesar de ser um pouco mais distante do palco, era menos cheio. Via várias garotas com cartazes, e muitos dedicavam seus amores pelos meninos. Me orgulhava tanto! Me orgulhava tanto de ver onde eles chegaram, o quanto eles batalharam e conseguiram conquistar seus sonhos. Meus meninos me enchiam de felicidade.
Ah, sim. Eu estava na faculdade e, pra dizer a verdade, não era uma coisa muito fácil. Cálculo. Sabe que o que é isso? É um nome diferente pra demônio. Aquilo era uma desgraça que só servia para fuder a vida de todos que faziam faculdade e usavam isso, é.
Bem, as provas eram pesadas, e as vezes eu varava noites e noites estudando.
Muitas das vezes o Pedro ia lá pra casa e estudava comigo, o baixinho era ótimo em matemática, juro!
Era um dia a tarde, um dia nublado e frio, um meio de semana e eu estava em casa arrumando minha cama. Sozinha.
Escutei a campainha tocar frenéticamente e saí gritando pela casa "Já vai!"
Tocou mais um vez e eu abri a porta. Avistei o Pedro Lucas pálido, com o celular em mãos e com uma cara nada boa. Nada.
-O que foi, Pedro? — Eu disse colocando a mão em meu peito e logo em seguida o chamando para entrar.
-O Pê.. o Pê...o Pê Malu...
-O Pê o que?! — Eu já falava impaciente e querendo logo saber
-Ele capotou o carro.
Eu paralisei. A única coisa que se moveu em meu corpo ao ouvir isso, foi a minha boca, que se entre abriu.
-Maria, olha pra mim. — Ele colocou seu iPhone na mesa e segurou meu rosto. Meus olhos estavam cheios de lágrimas, que não caíam não sei porque.
-Ele...ele...ele o que? Me diz que isso não é verdade, por favor. — eu falava agora com uma voz chorosa, que até o Pedro se abalou
-Ele foi pro hspital na hora, estava consciente.
-Mas e agora, como ele tá? — Eu andava de um lado pro outro, procurando algo, mas não sabia o que.
-Eu não sei! O Lucas acabou de me ligar e eu tive que vir aqui te falar.
-Me leva lá Pedro, por favor. Eu tenho que ter notícias dele.
-Tudo bem, vamos.
Eu corri pro meu quarto e coloquei um short, uma regata branca, e um cardigã listrado. Peguei minha bolsa e fui com ele pro hospital.
No carro, eu sentia o gelado do meu colar escrito "L.O.V.E" que o Pedro tinha me dado. Eu coloquei a mão nele, e uma lágrima escorreu.
O Pedro Lucas me olhou, e pegou em minha mão.
-Tudo vai ficar bem. — Sorriu sem mostrar os dentes.
Chegamos no hospital e lá estavam Leni, seu Mauro e a Michele. Cheguei andando meio rápido.
-Tia,como ele tá? — Ela passou as mãos pelo meu cabelo que estava preso em um rabo de cavalo, e me abraçou.
-Calma, ele tá bem, calma.
Respirei aliviada, aliviada até demais, que fiquei até meio mole.
Me soltei de seu abraço e fui beber água, não estava bem totalmente.
-Mas então, o que falaram? Ele se feriu ou algo assim? — O Pedro Lucas perguntava pro tio Mauro.
-É, o médico veio dizer que ele fraturou duas costelas e o pulso direito. — O Pedro fez uma cara de dor — Mas ele tá melhor, tá consciente.
-E quando a gente pode ver ele? — Eu disse apreensiva.
-Acho que daqui algum tempo. Ele tá tomando soro. — A Michele disse, mexendo no cabelo logo em seguida.
Ficamos lá na sala de espera, vendo televisão, a qual não passava nada de interessante.
O céu estava escurecendo e o Thomas chegou com o Koba e se sentaram lá também. Um médico veio não muito temp depois, avisar que podíamos entrar para vê-lo. Eram permitidas 2 pessoas e mais o acompanhante no quarto. No caso, o acompanhante seria o Pai dele. Então eu disse pra Michele ir primeiro com a mãe dela.
Voltaram não muito tempo depois, chamando eu e o Pedro Lucas.
Subimos e eu estava cada vez mais apreensiva. O Pedro apertou minha mão, me abraçou de lado e me deu um beijo no topo da cabeça.
Entramos no quarto e eu quase vomitei meu coração, de tanto que ele pulava.
Vi meu menininho todo ralado nos braços, e com o toráx todo enfaixado. Ele forçava pra respirar, e fazia isso devagar, fazendo uma leve expressão de dor depois disso.
Eu entrei logo atrás do Pedro Lucas, e lentamente.
Queria poder abraçá-lo com muita força, mas a única coisa que podia fazer era lhe dar um leve selinho.
-Ê, mas é atentado, hein? — O Pedro Lucas disse arrancando uma leve risada do Pedro. Meu Pedro.
- Fiquem aqui vocês que eu já volto. Só vou lá embaixo pegar algumas roupas dele com a Leni. — Assentimos com a cabeça e ele foi.
-Onde dói? — Eu perguntei, me aproximando da cama e colcando minha mão sobre seu braço esquerdo, que estava a salvo.
-Aqui, aqui, aqui e aqui. — Ele disse incicando o pulso, toráx, cabeça e a coxa. — Aqui só está um pouco dolorido mesmo. — Disse ele se referindo a última parte do corpo.
-Que dó, meu Deus! — eu disse e ele sorriu sem mostrar os dentes.
-Espero ficar bem logo.
-Esperamos que você FIQUE bem logo! — O Pedro disse se sentando num sofá e cruzando os braços. — O que você arrumou, na boa?
-Ah, uma moto me fechou e e não estava muito devagar sabe — Fez uma cara se condenando — e eu freei de uma vez, batendo num Pálio que vinha na outra rua e capotei. Depois só vi uns caras me colocando colete cervical e tô aqui.
-Nossa mano, e deu P.T. ?
-Graças a Deus não! Mas o seguro vai me mandar outro, igual.
-Ainda bem... Ei vou ali na lanchonete e já volto. — Ele disse dando um tapa na parede perto da porta e saindo.
-Estamos sozinhos, hein — Ele disse segurando minha mão, que estava sobre a cama.
-Se controla menino, olha onde você esta! — Ri e ele riu de leve.
-Pra você ver minha bagunça, não é mesmo?
-Pois é mesmo... — Olhei para a tv de seu quarto.
-Você está tão linda.
Virei em direção a ele e vi que ele me fitava com seus apaixonantes olhos brilhantes e com um sorriso no canto da boca.
Sorri ao ouvir aquilo.
-Quero que esta costela fique logo curada pra eu poder te encher de abraços! — Ele disse alterando a voz e fazendo ela ficar num tom mais feliz.
-Tá, tá bem, agora se concentra em sua recuperação pra voltar logo pros palcos, que é lá que quero te ver! — Ele sorriu
Nessa hora o tio Mauro chegou, e eu desci para que os outros meninos subissem
Me despedi dele com um beijo na testa.
-Minha boca não está machucada, está perfeitamente boa, ok? — Ele disse.
-Ah sim, eu percebi mas é que... Espera você se recuperar por todo — Pisquei e o pai dele riu.
Desci e disse pros outros meninos subirem, e o Pedro Lucas me levou em casa.
-Tá tudo melhor agora? — Pedro disse parando o carro na porta do meu prédio e afastando minha franja, que estava caída nos olhos.
-Sim, bem melhor! — Sorri.
Nos olhamos durante alguns segundos, e ele se aproximou de meu rosto levemente, colocando sua mão por trás de minha nuca e a outra em minha coxa.
Nossa respiração já estava ficando acelerada, e falha.
Pedro selou meus lábios, e eu me assustei, me afastando logo depois.
- A gente não pode fazer isso! Nunca! — Eu estava com as mãos em minha cabeça e estava atordoada. — Ele está lá, numa cama de hospital, todo ferido e esperando para me abraçar, e eu aqui, com você.
Não dá Pedro Lucas, desculpa mas, eu amo muito o Pedro pra fazer isso.
Ele me olhou e colocou as mãos no volante e abaixou a cabeça.
-Desculpe, eu, me aproveitei de um momento fraco seu. Sei o quanto você o ama. Desculpe-me, de verdade — Agora ele fitava meus olhos.
-Tudo bem, sei que isso nao irá acontecer novamente — Sorri e acariciei seu rosto. — Boa noite! E ah, obrigada por me levar, e me trazer de volta — Ele sorriu e segurou minha mão.
-Tudo bem, precisando estou sempre aqui
Me despedi e subi, tentando fingir que aquilo não tinha acontecido. Não tinha.
Fui tomar banho e lavei meus cabelos. Eles estavam longos até demais, e o meu Pedrinho adorava eles assim, um pouco mais abaixo da cintura.
Saí do banho e sequei meu cabelo, e coloquei um pijama, me deitando logo depois.
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