You're My Only Song

15 Bem-vindos à mansão Mitchell


Notas iniciais
Eu demorei... O que é uma grande mentira, ouviram? Eu estou muito irritados MESMO com vocês. A falta de comentários no capítulo anterior foi vergonhosa. Não acredito que vocês me abandonaram, se vocês estiverem lendo isso e não comentaram, eu quero que vocês voltem agora e vão comentar o capítulo anterior JÁ! Me sinto traído.

LEIAM AS NOTAS INICIAIS!

Lois e Logan se encaravam há meia hora e nenhum dizia nada. Claro. Ele não sabia que ela estava ali. Ela não tinha feito barulho ao chegar e assim ele não sabia que estava com companhia. Mas ela o via. E não sabia se sentia culpada, irritada, decepcionada... Era um turbilhão de sensações que a ruiva não sabia descrever. Talvez fosse tudo de uma vez.

Ela devia se sentir culpada por não ter aceitado seu filho como ele era. Podia se sentir decepcionada com ele, pois não era nem um pouco fácil aceitar a condição sexual dele. Podia se sentir irritada, por ser tão cabeça-dura e ter insistido naquela ideia ao invés de seguir a de Ross, que era falar com Logan.

No próximo passo que ela deu, a sapatilha rangeu no chão e Logan percebeu. Antes que ele pudesse se assustar, a mulher decidiu finalmente falar.

– Sou eu, Logie – Ela falou.

– Mamãe? – Ele perguntou.

– Eu mesma – Lois disse se aproximando – Como você se sente?

– Como quer que eu me sinta?

– Abaixe esse tom.

– E levante esse Jerry.

– Não me venha com ironias, rapazinho.

– Com o que eu tenho que ir? Com uma ideia de gênio como a sua?

– Veja como fala.

– Não posso ver, estou cego.

– Já chega, Logan.

O garoto se calou e ficou com uma expressão fechada de raiva.

– Não fique zangado com o seu pai. Você mesmo disse. A ideia foi minha – Ela se explicou, se sentando ao lado da cama.

– Mas ele concordou.

– Sabe que seu pai ainda é praticamente uma criança, Logan – Ouvir isso fez Carlos voltar imediatamente à cabeça de Logan – Ele pode ter quarenta e seis anos, mas tem o cérebro de uma formiga que felizmente você não herdou.

– Não fala assim dele.

– Tudo bem... Filho... – Lois ficou em silêncio – Só quero que entenda que não fizemos por querer o seu mal.

– É... Só fizeram porque não queriam o meu bem – Logan ironizou mais uma vez.

– Não é verdade – Lois falou repreensiva – Achamos que você podia mudar de ideia. Você não vai poder ter uma família ao lado de um homem, Logan. Não vai poder ter filhos...

– Mas talvez eu tenha amor e é isso que importa – Logan a cortou – Uma ralação vem bem além de sexo e seus resultados mãe. Sem amor, nada dura.

Lois ficou em silêncio, pensativa. Era difícil analisar esse ponto de vista e ele parecia não ter um fundamento. Ter o amor de apenas uma pessoa. Sem filhos, netos. Como isso seria uma vida digna?

– Tudo o que posso dizer é que sinto muito.

– Com licença – O médico bateu na porta com uma prancheta em mãos – Esse garotão é Logan Mitchell?

– Sim – Lois respondeu.

– E a senhora é...?

– Lois Lane-Mitchell. Mãe dele.

– Certo... Logan, você foi operado há duas semanas e tiramos os curativos há dois dias, então, acho que podemos fazer um último check-up pra que você possa receber alta.

– Ah, claro – Logan disse.

– É melhor eu ir. Com licença – Lois disse e se retirou.

– Toda – O médico respondeu e saiu da frente da porta para que a mulher passasse.

~*~

Enquanto isso, o restante do grupo recebia os sanduíches na lanchonete, já com a companhia de Sunny.

– Quanto tempo vocês acham que vai demorar pro Logan receber alta? – Carlos perguntou.

– Talvez só mais alguns dias – James respondeu – Quer dizer, os machucados dele já estão bem melhores.

– É... Dá pra acreditar que ele ficou inconsciente por duas semanas por causa de um tiro no braço? – Jo perguntou.

– Ele bateu a cabeça, né? – Sunny evidenciou.

– Eu sei, desculpa. É que eu nunca vi alguém ficar em coma tanto tempo – A loira afirmou.

– Tudo bem – Sunny deu de ombros.

– Como esse Logan era com o meu irmão? – Rock perguntou, fazendo Carlos engasgar com o sanduíche, precisando da ajuda de James pra se desengasgar.

– Rock... – Carlos disse ainda tossindo.

– Ah, eu só queria saber. Você falou bem dele... Queria saber pelos outros se ele era mesmo a pessoa certa pra você.

– É melhor a gente deixar o Logan, quieto, por hora – Sunny aconselhou – Vamos só comer e depois pegar um táxi.

– Você é sempre mandona assim? – James perguntou.

– Cala a boca – Sunny esbravejou.

– Você é uma ogra.

– Você é uma anta.

– Loira burra.

– Bombado idiota.

– Baixinha insignificante.

– Poste recalcado.

– Eu não suporto você! – Os dois gritaram ao mesmo tempo.

– UHU! Briga de passivas! – Jo gritou, fazendo todo mundo da lanchonete olhar pra eles e, eventualmente, Sunny e James pararem a discussão.

– Jo! – Lucy tentou repreender, mas estava ocupada demais morrendo de rir junto de Carlos e Rock. James e Sunny estavam completamente vermelhos e até Camille e Kendall estavam tentando segurar o riso.

– O que te faz... – Sunny ia dizer alto, mas se tocou – O que te faz pensar que eu sou passiva? – Ela perguntou.

– Sei lá. Seu tamanho, seu stress...

– Seus peitos – Lucy concluiu e Camille riu imediatamente.

– Eles também – Jo concordou virando a cabeça.

– E quanto ao James? – Kendall perguntou a título de curiosidade.

– Sei lá... Ele simplesmente tem cara – A loira deu de ombros.

– Não tenho não.

– Tem sim – Todos da mesa, incluindo Carlos e Rock, mas não Kendall, disseram.

– Eita... – Kendall riu.

– Mas vão dizer que não são? – Jo perguntou.

– Bem... A gente ainda não... É que... – James estava ficando vermelho, vermelhaço, vermelhinho e Kendall só ria dele, sem sequer dizer algo – Me ajuda.

– Tá – O loiro riu – A gente ainda não teve a oportunidade de fazer esse tipo de coisa.

– Como é? Duas semanas juntos e nem uma cotovelada no poste? – Lucy berrou e os olhos da lanchonete se viraram pra eles de novo.

– Lucy! – James repreendeu mais vermelho que o frasco de ketchup na mesa. Kendall apenas ria. Ele não tinha a menor vergonha daquilo. A verdade é que, para o loiro, conversas em público sobre sexo já eram vergonhosas por natureza, então, pra quê ter vergonha de um comentário a mais?

– Vocês até parecem a Sunny e a Camille – Jo completou.

– Ei! – Camille falou, enquanto Sunny cuspia um pedaço do sanduíche em cima de James.

– Que merda! – James falou.

Os outros continuaram só rindo.

– Que tal vocês comerem calados – Carlos sugeriu – Assim ninguém passa vergonha.

– Na verdade, ainda quero perguntar, Carlos: você e o Logan já... – Jo fechou uma mão e bateu no polegar fechado (que pra quem não sabe, significa “foder” em libras). Carlos engasgou com refrigerante e começou a tossir. Alguns riram, mas James, Rock e Camille estavam mais preocupados em ajudar o pequeno latino a se desfazer do líquido em seus pulmões.

Depois de mais alguns comentários vergonhosos e mais risos e engasgadas, eles finalmente terminaram de comer e as meninas foram esperar na frente da lanchonete enquanto os meninos pagavam.

– Me sinto envergonhada – Sunny disse – Sou uma loira pobre no meio de um monte de gente rica.

– Pelo menos são gays – Jo disse e as cinco – incluindo Rock – começaram a rir.

– Voltamos meninas – Kendall disse, amigavelmente abraçando Jo.

– Ih, que chamego é esse? – Lucy perguntou.

– Dá licença, nesse momento ela é minha e eu sou dela – O loiro falou sorrindo e Jo se envolveu no abraço pra entrar na brincadeira.

– Não gostei disso – James falou.

– Nem eu – Lucy completou.

– Problema de vocês – Jo disparou.

– Ah é? – Lucy e James perguntaram irônicos.

– Vem, Lucy – James pegou o braço da garota e os dois foram pro banheiro do estabelecimento.

– O que eles vão fazer? – Carlos perguntou.

– Não sei, acho que eles...

– AHHHHHHH... – O grito de Lucy ecoou assustando todo mundo – Isso! Vai! É bem aí!

– Alguém me coma – Rock disse espantada.

– Que porra é essa? – Perguntou Sunny.

– Vingança no estilo James e Lucy – Kendall e Jo falaram juntos – Eles sabem como fazer isso.

Depois de alguns minutos, Lucy e James deixaram o banheiro, sorrindo para as pessoas e indo em direção a eles com orgulho. Kendall não tinha palavras. James era tímido entre amigos, mas ele sabia se desavergonhar quando o assunto era envergonhar outra pessoa.

– Podemos ir... – James disse suspirando e quase rindo.

– Tá... – Sunny deu de ombros rindo – Táxi! – Ela chamou se virando e levantando a mão. O táxi mais próximo veio em direção ao acostamento e parou.

– Desculpa o incômodo – Uma moça de cabelos alaranjados ocupou a janela do carro antes deles e entregou uma nota de cinquenta dólares ao motorista. O homem olhou para o dinheiro impressionado, apenas deu de ombros e saiu.

– Posso saber quem é você pra dispensar nosso táxi? – Sunny perguntou.

– Essa é Celia Mitchell, mas podem chamá-la de C.C. – Uma voz familiar disse do lado direito – Minha irmã mais nova – Logan concluiu com orgulho. Ao lado dele estavam mais duas garotas e um garotinho. Uma delas tinha cabelos castanhos e olhos de mesma cor, que, assim como os de Logan, era escuros, quase pretos. Na verdade, ela também tinha a mesma pele clara dele. A outra era um pouco mais gorda, porém, também admiravelmente bonita. Tinha olhos verdes e cabelos loiros. O garoto era o menor da turma, mas andava com autoridade. Tinha cabelos espetados como os de Logan e pele clara. Usava óculos escuros infantis que escondiam a verdadeira cor de suas íris.

– Logan! – Lucy disse com euforia – Já recebeu alta!

– Sim... Aí decidi apresentar a vocês os quatro fardos que eu tenho que carregar – O rapaz disse, sendo guiado pelas duas garotas que estavam com ele até os amigos – A loira é Presley, minha irmã do meio – A garota mencionada acenou e sorriu – A morena é Carter, minha irmã mais velha – A garota que mais se parecia com Logan levantou a mão – O pequeninho aí é meu irmão mais novo Flyn – Ele apontou.

(Nota: Carter Mitchell é baseada em Carter Mason, personagem de Selena Gomez em Programa de Proteção às Princesas. Presley Mitchell é baseada em Presley Henderson, irmã biológica de Logan Henderson; e C.C. e Flyn Mitchell são baseados em C.C. e Flyn Jones de No Ritmo, interpretados por Bela Thorne e Davis Cleveland. Rock também é de No Ritmo, a personagem de Zendaya Coleman chamada Rock Blue).

– E aí gatinhas? – O garoto apontou para as meninas e sorriu. Logan sussurrou alguma coisa no ouvido dele e ele as olhou assustado.

– Logan, o que você disse pra ele? – Sunny perguntou exasperada.

– Que vocês são uma seita comedora de crianças menores de doze anos – Logan disse. Sunny suspirou aliviada, mas também riu da mentira – E, por fim – Logan voltou às apresentações – Já conhecem a C.C., minha irmã mulher mais nova.

– Logan, seus pais não tinham nada além de sexo pra fazer? – Kendall perguntou e os olhos opacos de Logan quase saltaram das órbitas. Sunny, Jo, Rock e Lucy seguraram uma risada, mas James, Camille e Carlos o olharam com reprovação.

– Kendall, não vê que tem uma criança aqui? – Camille perguntou.

– E daí? Mais cedo ou mais tarde ele vai aprender a fazer também – O loiro disse e os outros, menos a família de Logan começaram a rir.

– Esse é o retardado de quem você falou, Logan? – A morena perguntou e Kendall ouviu.

– Quem me chamou de retardado? – Ele questionou.

– Eu chamei – Logan se impôs – E sim, esse é Kendall, o retardado. A menor loira que tiver aí é a Sunny. A outra é a Jo.

– Eu nem sou tão pequena – A loirinha indagou.

– As morenas são Camille e Lucy. A Camille, se bem me lembro, tem uma pinta perto do nariz.

– Sou eu – Camille disse e os irmãos de Logan inclinaram a cabeça para que pudessem ver a pinta no rosto dela.

– Eu sou a Lucy – A garota se apresentou e sorriu.

– O James deve ser o mais alto daí – O mencionado ergueu a mão e as meninas quase caíram do chão quando o viram.

– Maior pecado é um cara desses, ser gay – A ruiva sussurrou para a loira.

– C.C.! – Logan repreendeu.

– Desculpa – Ela se refez e virou o rosto.

– E o último... O menor homem... É... – Logan disse um pouco ressentindo em saber se podia ou não dizer o nome de seu ex-namorado.

– Eu sou o Carlos – O latino tomou a frente.

– Ele é mesmo fofinho – Carter disparou e Logan arregalou os olhos, ficando muito corado.

– Vocês não sabem guardar um segredo? – Ele lançou para as irmãs, sem conseguir olhá-las. Além dele não esperar isso da irmã, ele também se surpreendeu porque Carlos não estava falando anteriormente naquele dia.

– Tá que você queria que a gente conhecesse eles – Camille rompeu a retórica – Mas e agora? Como vamos pra casa da tia da Jo se vocês dispensaram o táxi?

– Simples – Carter disse pegando o telefone e discando alguns números e então o pôs no ouvido – Já podem vir – Ela disse e então desligou – Não deve demorar – Disse olhando pros outros.

– O que não deve demor... Meu Deus! – Camille arregalou os olhos quando viu o que eram. Três das mais luxuosas limusines que ela já tinha visto estavam atravessando a via, vindo da direção do hospital.

– Aqueles não são...

– Nossos carros? – Logan questionou, sorrindo ao ver o espanto na voz de Kendall – Claro que não. Só Carter tem carro próprio. Aquelas limusines são da família. A branca é pra Carter, a preta é pra mim e a prateada é dos meus pais. Ninguém vai na prateada além deles – Logan avisou.

– Mas eu queria ir na prateada – Camille choramingou.

– Espera... Logan, como assim ninguém vai em quê? Não tá pensando em levar a gente pra sua casa, está? – Sunny questionou.

– Claro que estou – Logan virou o rosto para ela, mas seus olhos se focaram em outro lugar, como sempre – Vocês foram os melhores amigos que eu poderia ter enquanto eu estava naquele acampamento. O mínimo que eu posso fazer é dar conforto a vocês enquanto estão de visita à minha cidade.

– Andando em limusines? – Jo perguntou – Qual é o máximo que você poderia fazer?

– Espera só que você já vai ver – Presley disse com um sorriso.

– Eu sabia que você era rico, mas... – Sunny balbuciou

– Não imaginou que eu fosse tããããão rico, né? – Logan disse – Como a Presley disse, espera só.

As limusines se enfileiraram. A prateada estava na frente e como foi a primeira a parar, a janela abriu, revelando Lois e Ross.

– Dividam-se nas outras – Lois falou – Logan já deve ter mencionado que ninguém anda nessa limusine além de mim e do meu marido. Mas podem fazer das outras gato-e-sapato.

– Nem pensem! – Logan e Carter falaram ao mesmo tempo.

– Vamos logo – Presley os chamou. A limusine branca parou primeiro e a loira entrou junto de Carter, Flyn, Lucy, Jo, James e Kendall. Então veio a próxima e foi a vez de Carlos, Logan, C.C., Sunny, Camille e Rock entrarem.

O interior dos carros era magnifico. A limusine de Logan era enfeitada por dentro como se fosse o mar, com várias lanternas azuis, e aquários falsos, com peixes rodando. A luz dentro era fraca, afinal, era iluminada apenas por placas de neon e, além dos bancos, estavam dentro dela uma pilha de salgadinhos e um frigobar.

A limusine de Carter era diferente. Era iluminada por neons também, mas só eles. Nada de aquários ou etc.. No teto, as luzes formavam uma lua azul e no chão o tapete fosforescente fazia um sol vermelho.

– Caralho... – Foi a primeira reação de Kendall ao entrar. Quando deu por si estava encarando os olhos nervosos de Carter enquanto ela segurava seu lábio inferior com os dedos e com força.

– Controla essa língua perto de mim e dos meus irmãos principalmente – Ela disse e o largou. Kendall se sentou completamente calado.

Enquanto isso, na limusine de Logan, todos se acomodavam calmamente. Não que Sunny não tivesse dito alguns palavrões bem malucos quando viu o interior do veículo, mas agora ela estava quieta e o carro já se movia.

– Alguém quer ouvir alguma música? – Logan perguntou percebendo o silêncio incômodo.

– Deixa o Carlos escolher, já que o carro é do nam... – Camille começou, mas Sunny deu uma cotovelada nela, fazendo a garota se lembrar de que Carlos e Logan já tinham terminado.

– Er... Bem... Eu não ouço música, Camille – Carlos disse, tão vermelho quantos os peixes palhaços que rodeavam o aquário preso à janela atrás dele.

– Por que não?

– Porque ele é surdo, oras – Rock disse de uma vez. Camille corou um pouco pela pergunta idiota e se aquietou.

– Tudo bem, Rock, escolhe uma música qualquer – Logan disse.

– Tá... Que tal alguma do tipo... Sei lá... Uma dançante... – Ela ficou pensando.

– Tudo bem... – Logan rolou (ou tentou rolar) os olhos. Ele procurou com suas mãos um botão azul num painel lateral, mas para achá-lo realmente, precisou da ajuda de C.C. – Trem de Carga, Christina Aguilera – Ele comandou.

– AH! ADORO ELA! – Rock gritou com uma voz aguda que assustou até C.C.

A música logo começou e Rock se remexia toda no ritmo, enquanto os outros apenas aproveitavam o seu máximo de descanso. Sunny estava tomando uma lata de Coca-Cola e Carlos aproveitava alguns salgadinhos junto com Camille.

– Estamos perto – C.C. disse olhando pela única janela descoberta da limusine, que ficava bem ao seu lado.

– Deixa eu ver! – Rock voou de seu assento e empurrou C.C. pra ver...

– Rock... – Carlos a repreendeu.

– Talvez isso ajude – C.C. pressionou outro botão no painel lateral da limusine e um dos aquários falsos baixou para trás da poltrona, liberando mais uma janela. Agora todos podiam ver o que ela estava vendo e...

– Alguém me chupe – Rock disparou vendo a enorme casa.

O quintal parecia um município de tão grande, cercado com grades pretas e um muro branco, com cercas elétricas. O portão que se podia ver mais à frente era enorme, dourado e tinha um grande M – de Mitchell – esculpido, dividido entre cada uma das portelas.

Quando a limusine de Lois e Ross se aproximou, ele se abriu imediatamente e os carros puderam passar. Lá dentro, não era algo tão demais. Apenas área verde cercando a casa enorme. Eles puderam ver alguns cachorros correndo por ali, assim como outros animais, todos acompanhados por pessoas em uniformes pretos. Mas era na garagem que estava a verdadeira surpresa.

Além de ter mais três carros, todos lindos, estavam lá mais três limusines, e só então eles puderam perceber uma coisa: havia nomes estampados na traseira de cada uma. As que estavam nas garagens eram uma roxa, com o nome de C.C., uma verde, com o nome de Flyn e uma azul com o nome de Presley.

– Alguém... Me... Estupre... – Rock disse e todos a olharam com estranhamento.

Quando os carros finalmente pararam na garagem, é que três homens – um para cada limusine – abriram as portas e então eles puderam sair.

Já na porta de saída da garagem, um homem os esperava e abriu a porta para que eles passassem. A família inteira foi na frente, deixando os outros bastante acanhados para trás, entretanto, C.C. volta e meia se virava convidando-os ainda mais. Assim que eles passaram pela porta e atingiram a sala, ninguém conseguiu segurar os arfares de deslumbre. A casa não era tão grande quanto parecia de fora, mas também não era pequena. O “M” do portão, estava presente também no carpete vermelho sangue do chão da sala e em cada degrau da escadaria dupla, além da porta do elevador que ficava entre ambas. Um lindo lustre de cristal ficava bem no alto e, não era certo, mas parecia que cada uma das lâmpadas maiores tinha o formato do rosto de um membro da família.

Os Mitchell abriram os braços e logo apareceram um empregado para cada um e retiraram seus casacos.

– Dos convidados também – Lois tratou de dizer e, assim que tiveram os casacos dos Mitchell pendurados, eles voltaram para tirar os dos amigos de Logan. Por fim, Lois se virou para eles – Bem, sejam bem-vindos à Mansão Mitchell. Divirtam-se... – Ela disse simplesmente e então ela e Ross se dirigiram cada um para um lado da escadaria e se encontraram no andar de cima, onde ambas se encontraram. Deram as mãos e sumiram no corredor.

– Eca... Eles fizeram aquele troço de novo – Presley disse.

– O quê? O treco de subir a escada e dar as mãos? – Logan perguntou.

– Esse mesmo – C.C. concordou.

Logan apenas balançou a cabeça em desaprovação.

– Bem, pessoal, o que querem fazer primeiro? – Ele perguntou tentando se virar para seus amigos, mas, na verdade, se virou para os empregados. Percebendo isso, Carter imediatamente o virou para as pessoas corretas.

– Er... O que a gente pode fazer por aqui? – Camille perguntou.

– A sala de jogos – Presley citou.

– Com jogos de dança – C.C. se animou.

– E música – Carter disse sonhadora.

– E ação! – Flyn gritou animadamente.

– E a piscina – Logan deu de ombros.

– Logan, já tá tarde pra piscina – Camille falou.

Os irmãos todos riram deixando a garota sem entender nada.

– Deixa ela – Logan disse – Vamos pra sala de jogos.

– Acho que precisamos de um banho primeiro – Sunny disse cheirando a própria roupa.

– Ah... Sim... – Logan colocou a mão na cabeça – Kelly!

– Sim, senhor Mitchell quatro – Uma mulher afrodescendente disse surgindo sabe Deus da onde e olhando para Logan.

– Prepare um banho de banheira com rosas para as minhas convidadas e leve os rapazes para os chuveiros, por favor – Logan ordenou.

– Sim senhor, estarei de volta em torno de cinco minutos.

– Estaremos esperando.

A mulher saiu deixando todos de boca aberta, mas então Sunny rompeu o silêncio.

– Por que ela te chamou de “Mitchell quatro?”.

– Senhor Mitchell um é nosso pai – Carter disse – Nossa mãe é a Mitchell dois. Eu sou a Mitchell três. Logan o quatro, Presley a cinco, C.C. a seis e Flyn o sete.

– Uau, que organizado – Jo falou esticando o lábio.

– Mas por que só as meninas ganham banho de banheira? – James perguntou.

– Tratamento para princesas nessa casa, só com quem tem vagina, James – Logan falou.

– Logan! – Carter o repreendeu tapando os ouvidos de Flyn, mas não conseguiu conter o riso, assim como os outros, menos James.

– Venham, vamos tomar alguma coisa enquanto esperamos – Logan os chamou, mas Carter foi à frente, esquecendo-se de guiar o irmão, assim como todos os outros.

Ficando para trás, Logan ficou parado, apenas esperando alguém guiá-lo e acabou que, Carlos, que estava andando de cabeça baixa, se chocou com o peito dele. Por reflexo, Logan segurou a cintura de Carlos imediatamente e o latino levou as mãos à sua nuca. Logan não podia vê-lo, mas conhecia aquele abraço, aquela silhueta em seus braços, ele sabia quem era. Seus olhos caíram como se ele estivesse vendo Carlos e miraram diretamente nos olhos do latino e esse retribuiu o olhar. Seus rostos estavam tão próximos que a respiração podia ser sentida no rosto um do outro.

Notas finais
Espero não ter aqui a falta de comentários que tive na outra vez, por favor, sejam sensatos. Vou fazer o seguinte. Tenho um período de um mês. Pra cada comentário, eu diminuirei dois dias nesse mês. Então, lembrem-se, com apenas 10 comentários, vocês já tirariam 20 dias de espera.