You're My Only Song

16 Na banheira e no banheiro


Adivinhem? Pois é. A capa nova da história finalmente ficou pronta. E eu vou por as notas aqui, pq se eu puser lá em cima todo mundo vai ignorar e correr pra ler aqui, então... Eu só tenho a dizer que, esse é o último capítulo de 2013, então, eu tenho uma coisa legal pra vocês. Apenas... Leiam.

Nenhum dos dois pôde suportar a tentação.

Crendo que Logan não podia vê-lo e se guiar, Carlos puxou sua nuca calmamente e lá estava aquela sensação de novo. Os lábios macios de Logan tocando os seus com carinho e cautela. O latino sentia um sabor refrescante na boca do outro. Ele certamente tinha escovado os dentes, o que fez Carlos corar, já que ele tinha acabado de comer um sanduíche com muita mostarda – mas sem ketchup, ele não gostava disso – e pimenta. Para ele estava sendo uma delícia, mas ele imaginava que Logan não estivesse tendo a mesma boa sensação.

– Hortence Henry Mitchell! – Essa voz os dois conheciam. Alta, brava, mas ela não costumava ser tão autoritária. A voz gritando não era de Lois, mas sim de Ross – O que pensam que estão fazendo?

– P-p-perdão, Sr. Mitchell, eu... – Carlos começou, dessa vez ainda mais corado e com medo, tanto que nem olhava para Ross, mas para o chão.

– Fui eu, papai – Logan se impôs – O senhor já sabe claramente do que eu gosto e não preciso mentir. Eu beijei o Carlos.

– Quanta falta de vergonha! – Ross esbravejou – Eu quero esse rapaz fora da minha casa, agora!

– Não vou deixar que expulse o Carlos daqui! – Logan segurou firme na mão de seu pequeno latino.

– Então fique olhando... – Ross desafiou.

– Que gritaria é essa, Ross? – Lois veio do interior do corredor estupefata.

– Aquele anão estava beijando nosso filho – O marido respondeu. O rosto dele já estava ficando vermelho de raiva.

– Isso é verdade, Hortence?

– Ferrou – C.C. sussurrou.

– Por quê? – Sunny perguntou curiosamente.

– Quando o papai chama o Logan de Hortence, tudo bem, mas se for a mamãe... É melhor correr. Ela foi quem inventou o apelido de Logan pra ele – Presley tomou a frente da irmã se explicando por sussurros.

– Não, mamãe – Logan afirmou – Carlos não me beijou, eu beijei ele.

– E como conseguiu enxergar a boca dele? – Ross perguntou.

“Nessas horas ele é inteligente,” Logan pensou franzindo o cenho.

– Eu segui meus instintos – Ele respondeu disfarçadamente.

– Logan... – Carlos tentou falar.

– Não precisa falar nada, Carlos – Ele disse apertando ainda mais a mão do menor que não pode evitar de recuperar a cor vermelha do rosto, a qual já estava quase aliviada.

– Hortence e Ross, quero falar com os dois agora – Lois disse e seguiu para o corredor.

– Nos jogos vorazes, que a sorte esteja com você, mano – Carter falou antes que pegasse a mão de Logan e o levasse para a escada, sendo sua guia.

Os outros ficaram lá embaixo esperando. Carlos estava tão envergonhado que não se atrevia a olhar pra cima, com medo de encontrar os olhos odiosos de Ross ou Lois.

Logan subiu às escadas e foi guiado pela mãe – assim como seu pai – até uma porta azul, onde os dois foram obrigados a se sentar. A sala parecia mais um consultório. Tinha duas poltronas brancas e elas ficavam viradas para uma preta. Essa última foi ocupada por Lois enquanto as outras duas foram ocupadas por Logan e Ross.

– Logan, eu sei que você já está bem grandinho assim como um certo homem de quarenta e seis anos que é meu marido – Lois lançou um olhar irônico e ao mesmo tempo crítico para Ross – Mas não minta pra nós. Foi mesmo você quem beijou aquele rapaz?

– O nome dele é Carlos e sim, fui eu – Logan disse determinado.

– Logan... Eu sei que, por minha culpa, você não pode mais enxergar, e eu não posso te pedir pra olhar nos meus olhos... Por isso eu só vou te perguntar. A resposta é você quem decide, mas, essa é a verdade, filho?

“Droga!” Logan pensou. Seu cenho se curvou de decepção. Lois podia ser dura, incompreensiva e muito mandona na maior parte do tempo, mas desde que o garoto ainda era uma criança, aquelas quatro palavrinhas, naquela ou em outra ordem, sempre era o suficiente pra fazer seu coração se derreter pela mãe. Por mais que ele quisesse, ele não conseguia mentir pra ela.

– N-não – Logan se rendeu.

– Eu sabia... – Ross se levantou da poltrona.

– Você senta aí – Lois mandou imediatamente e ele, mesmo contra a vontade e depois de um pouco de resistência, obedeceu – O que realmente aconteceu, Logan?

– Eu... Eu convidei eles pra tomar alguma coisa enquanto a Kelly preparava um banho pras meninas, mas as garotas, minhas irmãs, se esqueceram de me levar, eu acho. O Carlos se chocou comigo sem querer e eu acabei abraçando ele por reflexo e... Quando eu vi já estava feito.

– Entendo, filho – Lois balançou um pouco a cabeça – Logan, não te aceitar como você é já trouxe problemas demais pra você, então, não vou te culpar por gostar desse garoto. Na verdade, ele até me parece um bom rapaz...

Logan acenou com a cabeça, sem a certeza de que a mãe tinha notado.

– Mas não faça esse tipo de coisa na frente do seu pai. Compreenda o nosso lado que não é algo de que nos orgulhamos ter nosso filho aos beijos com outro homem na nossa frente – Ela ressaltou.

– Eu... Me desculpa, mamãe – O jovem disse.

– Certo e, Ross, não vamos expulsar ninguém dessa casa. O rapaz não tem culpa de nada.

– Mas ele...

– Ross, no hospital você falou que não se importava mais com que tipo de pessoa o Logan gostava... Agora mudou de ideia?

– É diferente na teoria e na prática – Ross tentou argumentar.

– Querido, eu te entendo. Foi você quem viu e não eu, mas nós prometemos que íamos ajudar um ao outro a cumprir com a tarefa de aceitar o Logan, não foi?

– Sim, mas...

– Então aceita a minha ajuda e não vai implicar com o garoto – Ela sugeriu pacificamente.

– Tudo bem – Ross se rendeu.

– Mamãe... Qual seu salário mensal mesmo?

– Por quê?

– Porque uma psicóloga como a senhora devia ganhar ao nível do presidente – Logan procurou a mãe no ar para dar um abraço nela e ela retribuiu, sorrindo.

Logan foi guiado por Carter até a sala. Ele estava um pouco inseguro e um pouco nervoso. Ele tinha que falar com Carlos.

– Carlos – Ele chamou.

– Não tá aqui – Presley respondeu do andar de baixo – As meninas e os meninos foram tomar banho, mas o Carlos, aquele gostosão e a loira baixinha tão lá fora.

– Por quê? Eu quero falar com eles! – Logan deu um passo à frente, mas Carter o puxou.

– Calma aí, Demolidor. Além de estar indo em direção ao lado errado, está indo pro lado do lustre – A garota avisou.

Logan desceu à escada impacientemente como se os degraus nunca fosse acabar e então, quando finalmente chegou ao chão, ele praticamente arrastou Carter, que como não tinha força, apenas ditava a direção, no intuito de não deixar o irmão se bater algo.

~*~

– Carlos, acha mesmo que o Logan vai deixar você ser expulso daqui? – Sunny perguntou rolando os olhos.

– É. Viu como ele enfrentou o pai pra cuidar de você? – James completou.

– Me deixem. Vou ligar pro meus pais – O latino insistiu.

– Carlos! – Logan gritou.

– Vai devagar – Carter o puxou quando os dois atingiram a borda das escadas da porta da frente. Ela levou o irmão calmamente até o último degrau e então ele voltou a correr, mas como não sabia pra onde ir, aceitou ser finalmente guiado.

– Carlos... – Ele chamou. Carlos ficou calado, sem responder.

Ele estava vermelho e nervoso, tanto quanto o outro. Ele se sentia culpado por aquele beijo e ainda se sentia indesejado na casa, mesmo que Sunny e James insistissem para que ele não pensasse assim.

– Ele tá aqui – Sunny pegou a mão de Carlos e guiou até Logan rapidamente, antes que o latino pudesse removê-la das mãos do outro – Agora, vamos dar um pouco de privacidade a eles.

– Concordo – Carter disse, assim ela e os amigos de Logan voltaram para o “interior da casa”, ou seja, ficaram na porta, espionando.

– Eu não sei como você está me olhando, mas fica calmo – O moreno afirmou apertando a mão do outro com ternura – Meus pais não vão expulsar a você, nem à Rock. Eu conversei com minha mãe.

– Lo-Lo-Logan eu não quero ficar numa casa onde eu não sou desejado – Carlos argumentou ressentido.

Logan ergueu sua mão e a levou desajeitadamente até o rosto de Carlos.

– Carlos, eu desejo você nessa casa tanto quanto desejo qualquer um da minha família – Logan disse passando seu dedo pela bochecha de Carlos, que ele não pode ver, mas se tingiram de vermelho profundo.

– Por que terminou comigo no hospital? – Carlos perguntou no impulso. Sua mãe encontrou o pulso de Logan e ele afastou-a lentamente de seu rosto.

Logan ficou em silêncio.

– Eu estava com medo, Carlos. Eu ainda estou – Logan disse – Eu tenho medo de que eu estando cego, qualquer coisa possa nos separar.

– Sabe que se não quiséssemos nada nos separaria – Carlos retrucou.

– Tirando o fato de você ter medo de 90% das coisas existentes no mundo, incluindo meus pais.

– Eu não tenho medo de tudo isso – Carlos corou e agradeceu aos céus por Logan não poder ver, talvez tivesse soado mais convincente sem ver como ele estava se sentindo mentiroso.

– Eu sinto muito e eu sei que eu sou um imbecil por ter falado aquilo pra você. Mas quando você me beijou eu... Carlos, eu percebi que eu não consigo ficar nem vinte e quatro horas sem você.

– Eu... Eu também não gosto de ficar longe de você – Carlos disse.

– Então por que quer ir embora?

– Eu não sou bem vindo aqui – Carlos indagou.

– Se quiser ir embora, eu não vou tentar te impedir – Logan apalpou o ar e encontrou a cintura de Carlos. O latino estremeceu ao seu toque e mais ainda quando foi puxado para mais perto – Mas eu quero que você saiba que eu quero que você fique.

Carlos olhou dentro dos olhos de Logan. Não eram os mesmos, cheios de brilho que existiam no acampamento, mas ainda eram os lindos olhos castanho-escuros que o conquistaram à primeira vez.

– Isso quer dizer que voltamos no mesmo dia que terminamos? – Carlos perguntou.

Logan apenas riu um pouquinho.

– Não ri de mim – Carlos disse dando um tapinha em seu braço.

– Você quer voltar a namorar comigo, Carlos? – Logan perguntou sorridente.

Carlos olhou pra baixo e depois de volta para o rosto de Logan.

– Eu quero – Ele disse timidamente.

– Sabe que eu não tô vendo sua boca, né? – Logan perguntou.

– Ah, sim – Carlos segurou o riso e beijou o moreno com calma e deleite.

–-

– Adoro beijos ao por do sol – Carter disse sorrindo.

– Que lindo – James falou.

– Eca – Sunny rolou os olhos.

–-

Carlos e Logan se seguraram por tanto tempo no beijo, que quando finalmente se soltaram, estavam completamente ofegantes.

– Quer voltar lá dentro e aproveitar aquele banho? – Logan perguntou.

– Posso mesmo? – Carlos perguntou ainda temeroso.

– Claro que pode... – Logan disse sorrindo – Vocês também, James e Sunny... E até a Carter – O moreno apenas se virou e esperou que os três espiões se revelassem. Com os rostos quentes e sorrindo embaraçados, Carter, James e Sunny saíram de onde estavam.

– OK... Eu aceito – Sunny falou coçando a cabeça.

– Tudo bem – Logan disse – Carter, leva a gente pra dentro.

– Certo – A jovem afirmou.

~*~

Logan foi conduzido por Carter até a sala da banheira. Camille, Jo e Lucy estavam vestindo um seus biquínis – concedidos pelos Mitchell – e Sunny não pode evitar de imaginar como seria se elas estivesse sozinhas no meio da banheira. Apenas elas quatro. Talvez os biquínis fossem dispensáveis. Por que não ficar nuas? Deixando a pureza da beleza feminina invadir seus olhos e então, se tratariam com um pouco de impureza, apenas por prazer. E por que não? Jo e Lucy já disseram, ela e Camille ainda não tiveram sua primeira vez e uma banheira romântica parecia o lugar perfeito.

Sunny imaginou como seria as curvas nuas de Camille. Seus seios, mesmo que pequenos, muito envolventes. Sua linda cintura e seu quadril perfeitamente distribuídos. Era uma visão ótima de se imaginar e como não seria melhor tê-la ao vivo e ainda senti-la?

Talvez. E como ela a sentiria. “Sentir” Camille seria uma das melhores sensações do mundo e, enquanto Logan saía e Carter ia conversar com as outras, era tudo em que Sunny conseguia pensar.

– Sunny, precisava fazer xixi? – Carter perguntou voltando para ela. Sunny olhou para baixo e notou que a calça de lycra verde fina do acampamento estava ensopada na região de sua genital. “Péssimo dia pra não usar calcinha”.

– Não... É... Suor – Ela sorriu sem graça e nervosa, escondendo a mancha com as mãos. Nunca imaginou que conseguiria molhar os fundos com tanta rapidez. Talvez tenha pensando demais.

– Vem, eu te empresto um biquíni – Carter disse rindo. Apesar da brincadeira, ela sabia o que realmente tinha acontecido ali.

– Obrigada – Sunny disse.

¨*¨

– Jo, me leva até as meninas da banheira? – Logan pediu.

A loira assentiu e o conduziu até a sala onde estava a enorme banheira de madeira. A água estava completamente coberta por pétalas coloridas de rosas e a sala também não era simples. Plantas de aparência tropical ficavam em vasos brancos brilhantes, enquanto um grupo de cinco mulheres fazia os trabalhos de acrescentar as pétalas, checar a temperatura da água e conferir a limpeza da grande banheira.

– Senhoritas – Logan chamou.

– Sim, Senhor Mitchell Quatro? – Uma delas disse.

– Depois que terminarem, deem privacidade às nossas convidadas – O moreno ordenou.

– Mas as ordens de sua mãe são para vigília, senhor.

– Isso quando se trata de mim e meus irmãos. Esses são convidados, então, por favor... – Logan deixou as ordens claras e pediu a Jo que o levasse de volta aos armários.

– Pra que ordenou isso, Logan? – Jo perguntou curiosa.

– Uma ajudinha pra Sunny e a Camille – Logan disse com o seu sorriso torto característico, sempre inclinado para o lado esquerdo.

– Eu entendi isso direito? – Jo perguntou rindo também.

– Vamos apenas deixar assim – Logan piscou um olho, mesmo sem saber se Jo estava olhando-o.

~*~

Depois de esperarem Sunny colocar seu biquíni, as quatro meninas se encaminharam para a sala da banheira. Assim que as viram, as empregadas deixaram a sala e as quatro ficaram ali sozinhas.

A mente de Sunny imediatamente se iluminou. Elas quatro sozinhas na sala da banheira. Isso era um sonho?

– Bom... Melhor aproveitarmos o banho. O Logan me falou que o jantar é até as sete – Jo alertou. Sunny viu ela sussurrar alguma coisa para Lucy e a mesma deu um sorriso aberto e um olhar maroto para ela e Camille, mas tentou disfarçar.

– Que porras estão acontecendo aqui? – Ela se perguntou.

– Algum problema, Sunny? – Camille perguntou.

– Nada, Cammy, vamos só aproveitar o banho.

~*~

James finalmente tinha conseguido ser conduzido para um dos banheiros da casa dos Mitchell e, agora, ele e Kendall aproveitavam o banho. Era um banheiro amplo com dois chuveiros e James não parava de se sentir desconfortável. Kendall o encarava com um sorriso pervertido que o estava deixando sem graça e ao mesmo tempo irritado. Ele se lembrou de quando encontrou Kendall ereto numa das cabines de banho do acampamento, enquanto olhava pra ele. A única diferença daquela pra essa cena, era que Kendall não tinha uma parede os separando, porque seu membro já estava de pé há muito tempo.

– Kendall, para com isso – Ele avisou esfregando os braços com sabonete.

– Não tô fazendo nada – Kendall avisou.

– E essa criança de pé é o quê? – James perguntou.

– É o efeito que olhar pra você causa em mim – Kendall disse com um sorriso sarcástico.

– Kendall... – James corou.

O loiro saiu debaixo do seu chuveiro e foi para o de James, abraçando-o por trás. James estremeceu ao sentir o membro duro de Kendall tocar suas nádegas. Estava quente e pulsando e isso fez James se sentir excitado também.

– Não podemos fazer isso no banheiro da casa do Logan – James insistiu.

– Mas eu já até tranquei a porta – Kendall friccionou um pouco e passou a mão pela barriga de James, chegando até seu membro, notando que a ereção já estava no ponto de pulsar – Como você é pervertido, Jimmy.

– E-Eu? – James indagou – Vo-você é que é.

E Kendall mordeu o lobo da orelha de James. O moreno suspirou com a atitude, fazendo Kendall sentir a aprovação. Então ele virou James para encontrá-lo em um beijo caloroso. Aos poucos, os dois foram caindo junto com a água que batia em seus corpos. O beijo, apesar de caloroso, era regado pelas gotas que caíam do chuveiro sem parar.

Kendall desceu beijos até o pescoço de James e ali deu uma mordida com força. James mordeu o próprio lábio, comprimindo um grito e então puxou os cabelos de Kendall.

– Não faz coisas assim – Ele alertou.

Kendall voltou a beijá-lo e James enlaçou sua cintura com as próprias pernas. Kendall se movimentou friccionando seus membros e James tentava segurar os gemidos involuntários. Por sorte aqueles chuveiros elétricos eram bem barulhentos.

– Você ainda quer andar amanhã? – Kendall perguntou.

– Como é? – James perguntou – Claro que quero.

– Sinto muito – Kendall disse arrastando seus dedos até a entrada do moreno e introduzindo a ponta do indicador. Sem pudor, o segundo dedo foi adicionado na segunda estocada e, logo na terceira, veio o terceiro digito também. James sugou o ar entredentes e gemeu.

– Para de fingir que não está gostando – O loiro afirmou, introduzindo os dedos novamente e pondo mais velocidade. James mordia o próprio lábio inferior para não gemer de dor ou prazer, já que os dois estavam misturados ali – Vou ser carinhoso com você – Kendall disse e se ergueu, indo até a pia. No armário do banheiro, encontrou um frasco de vaselina.

James sorriu, se virou de costas e ficou de quatro. Nenhum dos dois desligou o chuveiro. Aquele barulho era o que estava escondendo os sons que eles queriam fazer.

Kendall lubrificou a entrada de James com cuidado e então passou vaselina no próprio membro.

– Está pronto? – Ele sussurrou no ouvido se seu namorado.

James apenas acenou com a cabeça. Ele já estava perto o suficiente, mesmo sem qualquer contato profundo.

Kendall então posicionou seu membro e introduziu uma grande parte dele, toda de uma vez. James mordeu o lábio tão forte que sentiu gosto de sangue. Kendall foi empurrando o restante com calma, até que seus pelos pubianos tocassem as nádegas de James. Uma vez completamente dentro do moreno, Kendall se inclinou e sussurrou em seu ouvido.

– Agora você é oficialmente meu – E ele se movimentou a primeira vez, com força. Ambos gemeram. O interior de James estava deixando Kendall um pouco sensível, mas ele estava disposto a ir fundo nisso.

Na próxima estocada, Kendall sentiu James apertá-lo com força. Ele tinha acertado o lugar certo.

– Ah... Então eu atingi onde você queria? – Ele sussurrou mais uma vez – Então estou feito – Kendall retirou seu membro de dentro de James e se sentou.

– O que pensa que está fazendo? – James perguntou.

– Nada – Kendall deu de ombros.

– Não vai parar agora – James comandou.

– Me implore pra continuar – Kendall desafiou.

– Não vou fazer isso – O moreno resistiu.

Kendall ergueu uma sobrancelha e limpou a ponta de seu membro. James continuou relutante e então sussurrou.

– K-K-Kendall...

– Anda... É só falar... “Me fode,” vai – O loiro disse.

– M-m-me f-f-fode – James disse.

– E a palavrinha mágica? – O loiro disse mais uma vez.

– M-me fode, p-por fa-favor – James gaguejou.

– Agora sim – Kendall se deitou sobre ele e posicionou seu membro novamente, entrando com voracidade, uma vez que sentiu que estava encaixado. James mordeu o lábio de novo e Kendall sorriu, beijando seu pescoço. James enlaçou a cintura de Kendall com as pernas e o puxou.

– Dessa vez você não vai fugir – Ele disse.

– E quem disse que eu ia fugir? – Kendall perguntou beijando.

Suas estocadas já começaram rápidas e a fricção ainda era dolorosa para James. Mas dali pra frente, Kendall voltou a tocar no local certo. Agora sim eles estavam na sincronia certa. Mesmo não gemendo, eles exprimiam seu prazer com beijos e mordidas.

– De quem você é? – Kendall perguntou.

– Seu – James disse.

– E o que você quer?

– Que você me foda mais rápido.

Kendall obedeceu e foi com mais força ainda. James sentiu gosto de sangue novamente e soltou gemidos nasais. Kendall se sentiu ser apertado de novo e James liberou todo o fluxo de líquido que conseguiu em seu orgasmo. Kendall continuou suas estocadas firmes até que não aguentou e liberou seu limite dentro de James, enquanto o beijava. Os dois se beijaram e se deitaram embaixo da água.

– Você foi cruel comigo – James falou se deitando sobre o peito de Kendall.

– Da próxima, eu imploro pra te foder – Kendall sussurrou e mordeu a orelha de James novamente.

James apenas deu um tapinha no peito dele e relaxou sob a água.

– Vocês dois – A voz de Presley e batidas na porta os fizeram saltar rapidamente – Acho que sabem que a água não é de graça, então andem logo.

James e Kendall se olharam e começaram a rir, imaginando o quão teria sido engraçado se a garota soubesse o que eles tinham acabado de fazer. Logo, tomaram banho e se envolveram em toalhas para finalmente saírem do banheiro, deixando Presley aliviada.

Presente de natal dado? Ótimo. Então, até janeiro ^-^

Ah! E pras psicopatas que gostam de Kendall passivo... Vão se tratar (sim, Jul, isso é pra você).