Notas iniciais
Obrigada a todos os que comentaram e perdoem o atraso XD *~Boa leitura ~*

“Preencho minha cabeça com o futuro

Preencho olhos com o céu

Toda a minha vida

Eu deixei para trás

Mas nunca me senti mais vivo

(Taste It – JakeBugg)

*

As últimas semanas antes do feriado de Natal, passou-se sem grandes surpresas. O alvoroço maior havia sido na saída de Parkinson da enfermaria. Com o esquecimento do que de fato ocorreu, a garota recuperou-se rápido e logo estava de volta, andando pelos corredores. Ainda tinha receio de usar as escadas, o que era completamente plausível, mas agora tremia involuntariamente toda vez que avistava qualquer vislumbre da Granger. O que era totalmente inadmissível. Porém não conseguia encarar a garota, sem uma onda total de pânico se apossar dela, e passados alguns dias ela desistiu de tentar entender. Era que apesar de ela não ter as lembranças do que Hermione lhe dissera, seu corpo guardara a sensação e ele jamais esqueceria o trauma. Questão de instinto e sobrevivência.

A caçada ao grupo de Potter, também não havia dado em nada. A castanha porém, já havia identificado alguns membros e já sabia o que faria para pegá-los em uma próxima oportunidade. Era ridículo como eles usavam simples origamis para marcar o horário das reuniões, era algo totalmente acessível a qualquer um. Ninguém sabia usar o feitiço proteu? Tolos!

*

Hermione Granger estava sentada em uma das últimas cabines, acompanhada apenas por seus pensamentos. Estava nervosa com o encontro com os seus pais e como reagir perante eles. Além disso estava um pouco preocupada com a possibilidade de Draco traí-la durante as férias, era algo que jamais permitiria.

Olhava sem ver a paisagem que passava pela sua janela e tentava ficar calma com tudo que estava acontecendo na sua vida. Agora que não teria mais pais, talvez tivesse que adulterar alguns documentos para pelo menos ter uma casa para onde ir. Ia ser fácil.

– Hermione? – Ela assustou-se com o chamado e virou.

Potter? – Perguntou irritada e desapontada. – O que quer? – O moreno de olhos verdes a fitou minuciosamente, não reconhecia mais a garota em sua frente e custava acreditar nisso.

– Só queria saber.... – “O que aconteceu com você”, ele pensou em dizer. Mas achou melhor não. A impaciência da castanha crescia e ele continuava mudo – Onde vai passar as férias... – Completou sem graça.

Ela bufou.

– Com os meus pais – Ela deu de ombros e continuou fitando o horizonte. Mas ele ainda não havia saído da cabine – Quer maia alguma coisa? – Disse sem se dar o trabalho de encara-lo.

– Sinto a sua falta. – Chocou-se com as palavras dele, entretanto quando tornou virá-lo para olhar, ele já tinha ido. Ela ficou intrigada com essa atitude, mas para seu próprio bem, resolveu deixar pra lá.

Harry Potter não fazia ideia do que fora fazer ao procurar Hermione. Ele só achava que aquelas atitudes passariam e voltariam a ser amigos, mas estava demorando a acontecer. Talvez a tenha perdido mesmo. Suspirou cansado e voltou para onde estava com seus amigos.

Draco Malfoy estava próximo a cabine de sua –pra todos os efeitos- namorada, e vira o movimento do famoso garoto. Sua raiva borbulhou em seu peito, quem Potter pensava que era para tentar reclamar Granger de volta? Ele perdera e era melhor começar a aceitar a perda. Desviou-se das garras de Astória, e correu o mais rápido que pode pôde, pra dentro da cabine de Hermione, esta estava a comtemplar a paisagem e pareceu que não notara sua presença:

– Granger? – Ele chamou carinhosamente, ela virou-se sorrindo e respondeu:

– Malfoy. – Com a doçura que ela chamara seu nome, parte da raiva sumiu e ele pôde sentir-se relaxar. – Estava pensando em você agorinha....

– Sério? – Ergueu a sobrancelha em visível dúvida. – O que exatamente?

– O que vou fazer com você, caso você traia – Ela disse firme e sem nenhum vestígio de brincadeira. Ele engoliu seco.

– E o que você pensou até agora?

– Não sei bem... Talvez uma sessão de Crucios, ou até castrar você – Ela deu de ombros e ele se permitiu um sorriso amarelo.

– Não vai ser preciso isso, prometo – Ele falou meio incerto e ela o encarou em dúvida – Olha, quando tiver certeza do que fazer com seus pais, chame Tick que ele vai aparecer e dê ordens para me chamar – Ele falou para desviar o assunto e ela sorriu jocosa com essa tentativa dele.

– Tudo bem Draco, mas não pense que esqueci nossa conversa. – Ela piscou para ele – Agora vá lá agradar as suas cadelas enquanto pode. – E voltou-se para janela. O louro ficou ali estarrecido, ela realmente o surpreendia cada vez mais.

Mesmo querendo provar os lábios dela mais um vez, saiu de lá e voltou para cabine de onde viera.

*

O trem chegara na estação e todas as crianças, adolescentes e jovens de Hogwarts, encheram a plataforma com seus malões e gaiolas com seus animais de estimação. Os pais animados procuravam os rostos de suas proles e quando se encontravam era gritaria para todos os lados. Até os pais de quem já estava em Hogwarts pelo último ano, ainda não se acostumaram em estar com os filhos tão longe.

Hermione desceu do trem com dificuldades, porém com uma determinação. Resolveu que ia deixar-se ser, pela última vez, a antiga Hermione. Para agradar a seus pais e também como um teste para a mesma saber se estava tomando a decisão correta. Assim que saiu da plataforma mágica, seus pais lhe esperavam na parte trouxa da estação, assim que os viu, deixou-se sorrir:

– Oh Hermione – Sua mãe chamou – Robert ajude ela com as malas. – Disse, enquanto corria para a filha e adiantou-se em apertá-la em um abraço.

Hermione correspondeu com entusiasmo e deixou-se ser esmagada por seu pai, quando chegou a vez dele de abraça-la.

– Estava com muitas saudades, querida. – Robert disse a filha.

– Que bom papai. – Ela respondeu, sem soar falsa.

Logo estavam a caminhar para o estacionamento, e seu pais botou suas coisas no porta malas. Exceto, claro, Bichento, que foi em seu colo no banco de trás.

– E como estão as coisas em Hogwarts? – Perguntou a sua mãe, tentando não perder esse aparente entusiasmo da filha, que tanto sentira falta nas últimas férias.

– Bem... – Ela fez uma careta para tentar pôr em palavras o que aconteceu – Têm uma nova professora, que detesta nascidos trouxas. – Seus pais trocaram olhares de preocupação – Estamos em um ano de testes muito importantes, então estou estudando bastante. E bom, eu estou namorando – Ela disse a última frase com presunção.

– Você está... o quê? – Sua mãe lhe perguntou confusa.

– Não é nada demais mãe – Ela deu de ombros – É só um puro sangue arrogante, que eu consegui domar.

– Você parece que está falando de um cavalo – Seu pai se pronunciou pela primeira vez – Mas se você diz que não é grande coisa, eu acredito.

Ela sabia que seus pais não iam fazer grande alarde, pois achavam que ela era pura e inocente e quando disse a palavra ‘namorado’, com certeza a imaginaram de mãos dadas pelos corredores, com algum menininho bonitinho, onde trocariam beijos no rosto antes do início de cada aula. Mal sabiam as cenas de sexo selvagem que passavam pela sua cabeça, cada vez que Draco esfregava seu quadril no dela, a deixando molhada e morrendo de excitação.

*

A mansão Malfoy era imensa, mas com a presença de Voldemort o ambiente tornara-se pequeno demais. Assim que Draco chegou da estação em casa, viu o temível bruxo matar um comensal.

– Isso sim que é boas vindas – Murmurou consigo mesmo. Nunca havia visto alguém morrer, mas agora que presenciara parecia ser algo bem rápido de se fazer. Como tirar um curativo.

Encaminhou-se para o seu quarto, sem chamar atenção e lodo esparramou-se em sua cama. Teriam dez dias de feriado, para as festas de fim de ano. Tempo o suficiente para esconder magicamente, os ingredientes para o ritual de Hermione e para dar um fim nos pais dela.

– Draco? Bebê? – Sua mãe chamava da porta. Ele revirou os olhos.

– Sim, mãe.

– Queria saber o que você quer ganhar de Natal – A loura disse, entrando no quarto e sentando-se ao lado do filho.

– Eu sei lá mãe – Ele deu de ombros e a loura fez biquinho, insatisfeita – Já sei, tirem o rastreador de minha varinha. Sei que o papai pode conseguir isso lá pelo ministério – Isso era realmente perfeito, sem o rastreador, ele podia fazer qualquer magia que Hermione pensasse para poder tirar de cena, seus pais.

– Ah isso é muito chato – A mãe dele bufou – Eu digo para o seu pai que você quer isso dele, eu vou lhe dar uma vassoura nova. Que tal?

– Tudo bem – Ele deu de ombros.

– E como foi Hogwarts, e a garota por quem está apaixonado, ein? – Narcisa dizia entusiasticamente, o que era o contraste gritante com a seriedade do filho.

– Mãe, ninguém está apaixonado aqui – Ele falou bufando, sabia que era o mesmo que nada para a mãe. – Hogwarts está na mesma. Mesmo tédio, mesmas aulas, mesmas coisas.

– Ixiii, estou vendo que não quer papo – Ela falou já se levantando e encaminhando-se para a porta – Descanse, meu filho.

E finalmente a mãe saíra do quarto. Ele virou-se na cama e pensou no que Hermione estaria fazendo.

*

Os preparativos para o Natal, na casa dos Granger’s estava a todo o vapor. Eram uma família tradicional, então tinham que assar biscoitos, pregar as meias nas lareiras e aprender os novos hinos natalinos. Hermione tentou esvaziar as mente, e em alguns momentos até começava a se divertir de verdade com aquelas tradições pagãs. Mas um lado seu ainda aparecia, perguntando onde estaria Draco e o que ela estaria fazendo de divertido se fosse uma bruxa pura.

A noite de véspera de Natal chegou e toda a família se reuniu na mesa para cear. Os primos e primas de Hermione, estavam cheios de brincadeiras novas de Natal e fizeram a diversão da família. Ela olhava a todos com uma curiosidade evidente, estavam todos felizes sem saber do mal que os atormentariam logo... Ela queria fazer parte desses ignorantes ou estar junto com o lado negro e possivelmente vencedor da força? A resposta que pulsava no peito de Hermione era clara e forte: Sim, ela queria fazer parte da nova ordem eu estava chegando. Queria sentir nos dedos o poder de ceifar e guardar vidas. Queria sentir nas veias a emoção da adrenalina de ser pega. Queria sentir no peito a felicidade de ver Potter e seus amiguinhos derrotados. E mais eu tudo, queria fazer isso ao lado de Draco.

A noite se fora, e como tradição os presentes só são abertos na manhã do dia 25. Hermione acordara cedo e desceu nas pontas do pés, a tempo de ver seus pais encherem a sua meia com doces e colocarem os últimos presentes debaixo na árvore. Ela sorriu com isso. Apesar de tudo que ela sentia de novo, esses dois foram quem lhe deram a vida, e seria injustos deixá-los para trás para morrerem. Então ela decidiu o que faria, que os deixaria a salvo e longe da nova vida de Hermione.

– Aproveitem suas últimas horas como Sr. e Sra. Granger – Ela sussurrou sincera, e voltou para cama, para esperar seus pais a chamarem.

*

A festa de Natal para Draco, não havia sido muito diferente da de todos os anos. Voldemort e os comensais mais loucos, não gostavam e nem comemoravam tal festa. Era uma completa perda de tempo, para quem já não havia coração. O herdeiro dos Malfoy’s sentiu-se aliviado, pois apesar de tudo, a presença do mestre sempre lhe trazia arrepios. Nunca sabia quando ele iria dirigir-se a eles.

Lucius acabou conseguindo que tirassem o rastreador da varinha de Draco, fato que ele disse ao filho na noite da ceia, ato que deixou Narcisa louca da vida, pois só se podia abrir os presentes na manhã do dia 25.

Coisa diferente, sobre o Natal na mansão Malfoy, foi que pela primeira vez Astória, Pansy e Daphne não ficaram para dormir. Draco havia exigido da mãe isso, e ela deu um jeito de satisfazer seu menino. Isso deixou as três furiosíssimas e com o ego totalmente ferido.

Mesmo com os contra tempos a manhã do dia 25 de dezembro, chegou para todo mundo. Draco desceu a galope as escadas e foi ter com os pais na sala onde estava a arvore.

– Feliz natal meu filhote – Disse Narcisa agarrando o filho e o apertando em seus braços.

– Pra você também, mãe. – E então o louro esqueceu que já era um rapaz de quase 16 anos e pôs-se a abrir os presentes como se ainda tivesse cinco.

*

– Hermione? Filha acorde, querida. Hora de abrir os presentes – Hermione espreguiçou-se e abriu os olhos ao ouvir a voz doce da mãe a chamando.

– Feliz natal mamãe – Ela falou sorrindo meiga. Não tinha porque demonstrar suas frustrações ou o seu mal caráter, agora que já resolvera o que fazer.

– Feliz natal meu docinho – A mãe lhe beijou na testa – Agora vamos descer eu seu pais fez panquecas e acho que papai Noel apareceu também.

Ela gargalhou e acompanhou a mãe escada abaixo. A verdade é que seus pais nunca tiveram a conversa com ela de que papai Noel não existe. Para eles, ela ainda acreditava.

Desceu as escadas calmamente e depois foi pra sala abrir os presentes. De fato havia mais caixas que na noite anterior e conseguiu contar umas 28, ainda que parecesse mais. Cada um de seus tios, tias e primos deixaram algo para ela. Nada de útil no mundo mágico, obvio, mas eram coisas que ela poderia usar, como perfumes, blusas, livros e joias. Mesmo sem saber que ela era mágica, seus parentes pareciam saber que ela era diferente, pois tudo que eles lhe deram eram de cores berrantes, vidros bizarros e os mais diferentes tipos de coisas.

Hermione agradeceu os pais e disse que depois mandava um cartão para os parentes. Enquanto tomava café, conversando amenidades com seus pais, percebeu no quanto essa vida seria perfeita se não existisse magia. Mas como ela conhecia o mundo real, ela queria mais que tudo era deixar essa ilusão para trás e viver a sua nova vida.

Após comer, pediu licença para os pais e voltou para o quarto. Tomou um banho rápido, pois o frio lá fora era grande demais para que se demorasse. Vestiu uma calça jeans, uma blusa preta e um moletom roxo que acabara de ganhar com os dizeres: “Qual o seu tipo sanguíneo? Sou uma vampira fresca”. Olhou-se no espelho e sorriu, simplesmente havia adorado a frase. Desceu as escadas na ponta dos pés, apenas para espiar os pais. Eles dançavam na cozinha abraçadinhos:

– Obrigado por cuidarem de mim – Ela sussurrou baixo – Por isso, prometo que terão uma boa vida.

Voltou a subir as escadas e falou ao vento:

– Tick! – Alguns segundos se passaram, mas logo o elfo materializara-se.

– Tick as suas ordens senhorita – Ele falou fazendo uma reverencia.

– Tick, pode trazer o Draco pra mim? Diga pra ele que já estou pronta.

*

Draco encontrava-se nos jardins voando em sua nova vassoura, quando seu elfo se materializou bem ali, na garupa da vassoura:

– MAS QUE MERDA! – Gritou o garoto assustado – Tick, você quase me mata.

– Mil perdões senhor – Falou o elfo já fungando – A senhorita Granger pediu para lhe levar imediatamente. Tick só quis obedecer, pois o senhor disse a Tick para obedecer a senhorita Granger.

– Tudo bem Tick – Draco disse, pois era irritante o fungar do elfo. Ele tratou logo de descer do ar, estava ansioso pelo chamado dela – Me leve até Hermione, agora.

Draco nem se deu o trabalho de arrumar uma desculpa para mãe ou de não sumir nas vistas de alguém, simplesmente dera a mão ao elfo e se fora. Segundos depois, se encontrava em um quarto arrumado e pintado com tons de lilás:

– Nossa, pensei que não vinha – Hermione disse, assim que o rapaz apareceu.

– Desculpe-me – Ele falou fitando seus olhos castanhos – Estava experimentado uma vassoura nova. – Ela rolou os olhos.

– Garotos e seus brinquedos. – Agora foi a vez dele de rolar os olhos.

– Brinquedos? Brinquedos são os seres humanos, aquela ali era a minha companheira.

– Ah é? E o que eu sou? – Ela falou em desafio. Ele sorriu de lado e a puxou de encontro a ele, apertando a sua cintura e falando em seu ouvido:

– Meu brinquedo sexual. – Ela arfou em excitação e antes que pudesse falar algo ele atacou seus lábios. Seus lábios se encontraram saudosos, suas línguas se enrolaram desesperada, o sabor de ambos se confundido e misturando aumentando a estática do ar. Quando o precisaram respirar, soltaram-se ofegantes:

– Vai sonhando... Malfoy – Ela conseguiu proferir ainda arfando. Ele sorriu de lado.

– Ah mas eu sonho – E piscou sacana. Ela deixou pra lá a umidade em sua calcinha e tentou se concentrar no motivo de o ter chamado ali.

– Vamos parar com as gracinhas, okay? Lhe chamei aqui pois eu já sei o que fazer com meus pais. – Ele deixou seu ar descontraído sumir e assumiu uma máscara de seriedade.

– Vamos confundi-los. Mexer na cabeça deles para pensarem que são outras pessoas e fazê-los viajar hoje mesmo para a Austrália.

– Austrália?

– Sim, ninguém liga para esse país mesmo – Ela deu de ombros.

– Você têm certeza? – Ele perguntou apenas para parecer preocupado, mas na verdade já queria eu ela tivesse certeza há muito tempo.

– Eu fiquei com eles esses dias, sabe? Tentando e até conseguindo ser a antiga Hermione – Ela falou em desabafo – Mas a verdade, é que eu não vejo a hora de ter essa nova vida mais empolgante, selvagem, darck e sexy com você e essa nova Hermione que eu já adoro.

Ela sorriu para ele maliciosa, e ele correspondeu. Segurou na mão dela e desceu as escadas, pronto para fazer o que ela lhe pedira.

*

Mesmo tendo certeza do que queria, ainda ficou um pouco de tristeza enquanto via todos os vestígios de que ela era filha deles, sumir em um passe de mágica. Todas as coisas que pertenciam, foram parar em seu quarto e o resto se organizou para parecer a casal de um casal sem filhos. Draco também fez as malas ficarem prontas, e passagens de primeira classe aparecerem. Ele e Hermione esconderam-se no quarto, em silêncio, enquanto os novos Wendell e Mônica Winkins arrumavam as últimas coisas para partirem.

O casal trancou a casa e desceu para garagem para pegarem o carro, Hermione foi até a janela espiar a saída deles e ali ficou parada até o carro sumir na rua:

– Eles eram bom pais, sabia? – Ela falou mais para si mesma do que para ele.

– Eu tenho que discordar – Ela revirou os olhos, mas sorriu. – Agora pronto, mais um passo em direção a independência foi dado.

– Estou orgulhoso de você. Vai seu uma comensal bem durona! – Ele falou a envolvendo com os seus braços.

– Vou ser mais durona que você – Ela disse brincando. – Abril podia chegar logo.

– Tenha paciência, e logo ele estará aí.

Os dois continuaram abraçados, apenas fitando a rua, cada um imerso em seus próprios pensamentos. As coisas mudavam cada dia mais, mal podiam esperar para aguardar essa nova virada que a vida estava os proporcionando. Não tinham muitas certezas do futuro, só sabiam que estariam juntos.

Notas finais
Então o que acharam? Sei que foi meio parado e um pouco nada a ver, mais logo emoção vem! Deixem seus comentários e obrigada aos novos acompanhantes da fic. Beijos.