You're A Million Ways To Be Cruel - NÃO CONCLUÍDA
12 Goodbye, My Treacherous Friends
Notas iniciais
“’Olá, meus amigos desleais,
E Obrigado por se juntarem a mim hoje à noite,
Eu trouxe todos vocês aqui para discutir, o que devo,
Quão prazeroso está sendo esse legado.”
(Hello, My Treacherous Friends – OK Go)
*
Fevereiro se mostrava como um alivio para quase todos os alunos. A primeira parte dos N.O.M’s havia sido na semana anterior e muitos ainda não haviam se recuperado do trauma do nível da prova.
Provas a parte, os jovens começaram a se comportar de uma melhor forma, pois a ditadura de Umbrigde não deixava passar nada. Os únicos beneficiados com isso, era um seleto grupo de estudantes participantes da Brigada Inquisitorial. Metade dos Sonserinos participavam, assim como uma parcela de Corvinos e Hermione Granger. A participação da última ainda era uma incógnita para todos, mas ela surpreendia com as ideias mais brilhantes como castigo para os infratores, então a deixavam comandar e esqueciam definitivamente que outrora pertencera ao Trio Dourado.
*
Hermione saia da Biblioteca tarde da noite. Sua posição lhe permitia tal feito e ela aproveitava para estudar mais sobre a Arte das Trevas e as peculiaridades do colégio. Desde o ano novo, que passara sozinha, uma energia diferente circulava dentro dela. Ela não tinha pais, era a dona do próprio nariz e por isso podia fazer quase tudo que queria, com cuidado para não ser pega e sem a preocupação de se o for, não será castigada por parte dos pais.
Nesses meses que separavam dezembro de fevereiro, dedicou-se ferrenhamente na busca de Potter e seus amigos. Já havia descoberto metade da tal Armada, e sabia que se encontravam no sétimo andar, porém quando ali chegava nada via o que era totalmente frustrante. Mas ela tinha um plano.
A garota caminhou até o banheiro desativado e entrou em um dos boxes. O caldeirão acesso fervia lentamente uma mistura negra, que mais parecia lama. Hermione mexeu com uma concha e analisou a sua poção:
– Isso! Está perfeita. Agora eu pego você Potter! – Ela sorriu lentamente como se já saboreasse a vitória.
*
Naquela manhã, Draco caminhava lentamente pelos corredores. Sua vida estava correndo de uma forma que ele nem podia imaginar, tudo estava indo bem. Hermione estava cada dia mais independente e se mostrando até mais cruel que ele. O louro consultara novamente o mapa estrelar e a Lua de Sangue aconteceria no primeiro sábado de abril, os ingredientes já estavam todos prontos e isso gerava uma grande expectativa nele.
Ele caminhava lentamente em direção ao Salão até ouvir passos atrás de si.
Hermione caminhava o mais rápido que podia, para alcançar Draco no corredor. Tinha que contar o plano para ele, antes que fosse tarde para executá-lo:
– Draco? – O rapaz virou assim que reconheceu a voz
– Com pressa, Granger? – Ele respondeu sorrindo de lado, ela apressou-se para ter ao seu lado e explicou-se
– Preciso de sua ajuda, tenho um plano para pegar o Potter. – Ele arqueou as sobrancelhas em surpresa
– Estou ouvindo.
– Bem, eles vão se reunir hoje depois do almoço. Temos horários vagos depois do almoço, devido aos N.O.M’s e eles não querem mais se arriscarem em serem pegos depois do horário, pela noite. Então nós, bem eu, vou usar poção polissuco e me passar por Chang.
– Chang está com eles? – Ela apenas revirou os olhos e se recusou a responder tal disparate – Então precisa da minha ajuda com o quê?
– Para pegar a Chang, é obvio.
*
Cho Chang era uma garota esperta e sempre atenta, mas ela estava em Hogwarts, então que grande mal poderia lhe atingir? Caminhava distraída pelos corredores, afinal sem aula todos estavam do lado de fora do castelo. Pensava em como encarar Harry em mais uma aula, sabendo que o havia beijado. A oriental corou ao lembrar de sua sorte, e seus lábios despontaram em um sorriso, que logo foi transformado em uma careta de dor e desmaiou.
*
Cho Chang caminhava decidida pelos corredores, sua expressão manteve-se séria durante todo trajeto até o sétimo andar, mas ao chegar lá não sabia o que fazer. Bufou irritada, mas antes que abrisse a boca para praguejar, percebeu que alguém se aproximava:
– Cho? – Ela virou-se e tentou sorrir naturalmente
– Oi Luna, você veio também?
– Claro sua boba – A loura rio – Você disse que ia me encontrar e fiquei esperando.
– Ah... – Disse ficando vermelha – Esqueci, deixa para lá, vamos entrar?
– Certo. – Luna passou a andar em frente a parede lisa e Cho ficou se perguntando se precisava fazer o mesmo, até que uma porta começou a materializar-se em meio a parede.
A outra teve que segurar um arquejo de surpresa, era por isso então que ela subia ali e nunca achava nada. Eles haviam achado a Sala Precisa.
*
A Sala era incrível, exatamente como Hermione havia lido em vários livros na escola. Uma espécie de raiva e inveja se alastrou sobre ela, pois jamais cogitara a possibilidade de Harry e sua turma pensarem em um lugar assim para fazer seja lá o que estivessem fazendo.
Quando entrou na sala com Luna – No corpo de Cho – Percebeu que muitos integrantes da Armada, nem passara-se pela sua cabeça. Como alguns Corvinos e a tonta da Lilá Brown. Harry, Rony e Gina faziam um círculo pequeno e discutiam em voz baixa, de repente Harry captou seu olhar e enrubesceu e Gina percebendo tal alto, lhe lançou um olhar maligno. Hermione segurou uma gargalhada ao perceber o que se passara.
Logo chegou mais pessoas e Hermione decorou os rostos e os nomes para que seu relatório a Umbrigde fosse completo. Harry entrou dirigiu-se para o centro e disse:
–Fico contente que todos tenham sobrevivido ao testes dos N.O.M’s – Risos se espalharam entre os presentes – E hoje vamos aprender um feitiço que com certeza nos será cobrado no teste prático, mas como todos aqui sabem nós não o praticamos. Posso dizer que é bem difícil executá-lo, mas eu acredito em vocês.
– Pare de enrolar e nos diga logo – Disse Fred de forma debochada, fazendo muitos darem risinhos.
– Bem, é o feitiço do Patrono.
Um suspiro de excitação passou como uma onda entre os jovens, todos estavam ansiosos. Harry os distribuiu pela sala e começou a dar os comandos:
– Primeira coisa que devem saber é que se precisarem usar, vocês precisam se concentrar, mesmo em uma situação difícil, pois vocês precisam estar calmos para deixarem a lembrança fluir. O segredo para o feitiço é lembrar da sua memória mais feliz, deixar que ela tome conta de você, lhe invada, para poder transformar esse sentimento em um espectro corpóreo.
Todos começaram a tentar, fumaça prata saia das pontas das varinhas, mas nada mais que isso. Hermione percebeu que Potter acreditava em uma guerra próxima e que esperava estar ajudando os seus amigos a se defenderem. Não pode deixar de achar isso fofo e muito ingênuo da parte dele, principalmente quando nenhum deles conseguia executar o patrono corpóreo. Entretida em pensamentos, reparando o passo de todos, não se deu conta quando alguém conseguiu, finalmente, fazer o feitiço, até dar de cara com um enorme cavalo prata. Viu Gina exibir um sorriso vitorioso, e sua raiva por aquela ruiva aumentou.
– Se você consegue, eu também consigo – Murmurou para si mesma antes de puxar a varinha e berrar confiante o feitiço. Mas nada aconteceu.
Hermione ficou irritada e intrigada, tentou pensar em momentos felizes e Draco invadiu a sua memória, pensando nele, tentou mais uma vez. E novamente nada aconteceu, tentou outras memórias, mas todas falharam:
– Vamos lá Cho, já vi o belo cisne que você sabe fazer – Luna disse para encoraja-la, e a garota lhe lançou um olhar mortal.
– Faça você então – Luna foi incapaz de notar a raiva na voz dela, ou talvez apenas decidiu ignorar, mas fez o que a colega pediu e logo um coelho prateado rodeava as duas.
Hermione ficou indignada pois ela não conseguia fazer algo tão simples, que até Luna conseguia. Antes que pudesse processar esse sentimento de inveja e agir de alguma forma suspeita, todos sentiram um tremor. As paredes do lugar começaram a chacoalhar fortemente e a parede a rachar. Os patronos se dissolveram e tudo ficou muito quieto. Mas uma vez um barulho alto aconteceu e segundos depois uma parede explodiu, enchendo todos de poeira e confusão.
– Hein, hein – Um pigarro conhecido pode-se ouvir em meio a poeira – Não é nada bonito desrespeitar as normas, sabiam?
Quando a poeira baixou os presentes puderam perceber quem eram os invasores. Draco, rodeado de Blás e Nott, segurava uma Cho Chang chorosa, enquanto Umbrigde mantinha a varinha apontada para o peito de Harry. Ao ver duas Chang’s, todos pareceram atordoados.
– Bem, acho que não preciso mais disso – Hermione falou e removeu a poção de seu corpo – Só estava infiltrada para saber o que fazem aqui, senhora. – Ela disse olhando para Umbrigde com um fingindo respeito e juntou-se aos garotos.
– TRAIDORA! – Rony gritou para ela – PENSEI QUE CONHECIA VOCÊ, MAS É APENAS UMA MANIPULADORA MENTIROSA. – Hermione sorriu e deu de ombros.
– Não pode me julgar por escolher o lado vencedor.
– CHEGA! – Dolores gritou antes que alguém fosse rebater as palavras da castanha – Bem, senhorita Granger, se não fosse a senhorita eu jamais teria encontrado esse covil de conspiradores e com certeza será recompensada por isso – A velha disse a contra gosto. Não gostava da castanha, mas tinha que reconhecer o que ela fizera – Enquanto a vocês, estão todos de detenção por um mês.
Em nenhum segundo os garotos da Armada mostraram sentir medo ou arrependimento, com a declaração eles apenas deram de ombros e continuaram a olhar fixo para uma parede qualquer, todos recusando-se a olhar na cara daqueles indignos.
Hermione estava em deleite, o plano não havia saído como planejara, mas estava contente demais em ter pego o pequeno grupo de traidores e eles saberem disso.
A Alta Inquisidora ordenou eu todos saíssem e fossem direto para suas torres e lá permanecessem até segunda ordem, pois ela precisava planejar a detenção. Hermione sustentou um sorriso sarcástico, enquanto um a um iam saindo da sala tentando parecer impotentes, mas ela percebia o choque o embaraço deles. Ela, Draco e Dolores ficaram até o último sair, e antes que Umbrigde saísse de sua presença, a castanha murmurou:
– Sugiro que use a pena.
*
– Então você simplesmente fez a Chang falar? – Hermione perguntava desconfiada para Draco, depois de o mesmo ter lhe contado como conseguiu achar a Sala Precisa e arrastar Dolores até lá.
– Não assim, querida. Mas não há nada que um pouco de tortura não possa fazer – Ele sorriu de lado e Hermione o acompanhou.
– Apesar de não ter sido como planejei fiquei feliz que tenha aparecido, por um segundo fiquei com tanta raiva que achei eu fosse matar todos ali. Não eu seja uma má ideia, mas não poderia me livrar de tantos corpos – O louro ficou surpreso com o humor negro.
– O que aconteceu de tão grave que ativou seu lado psicopata? – Ele disse jocoso.
– Não consegui fazer um feitiço patrono estúpido. – Ela bufou e uma onda de compreensão tomou seu rosto.
– Acredito que nunca vá conseguir, na verdade – Ele disse sincero.
– Como assim? – Indignação tomou conta de sua voz. Draco pegou na mão dela e beijou seus dedos.
– Não podemos combater aquilo do eu somos feitos. – Ele olhou fixamente nos olhos dela, vendo o choque tomar conta de suas feições – Se acalme, não é uma coisa ruim, certo? – Ela continuou muda, sem conseguir expressar nada além de surpresa. – Oh, você vai se acostumar.
A expressão dela de choque, não era algo que Draco esperava. Eles já eram feitos de sombras e nada mais podia parar o processo, então para distrai-la ele levou uma de suas mãos na cintura dela e a puxou para si, esmagando seus lábios contra os seus e os devorando avidamente, como se assim pudesse fazer desistir de qualquer coisa que a levasse a dar para trás. Mas assim que seus lábios se encostaram, o choque de Hermione passou. E daí que agora ela era ´cruel e uma bruxa adepta das trevas? Nunca um legado pareceu tão excitante.
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