You're A Million Ways To Be Cruel - NÃO CONCLUÍDA
7 Back To Hogwarts
Notas iniciais
“Eu estou fazendo uma lista de
Coisas que sinto falta quando
Estamos longe
A maneira como você me beija, o sabor
Dos teus lábios
Eu estou dizendo de coração
Porque meu bem
Eu só quero saber
Você você você você me ama?”
(Do Ya? – McFly)
Hermione jogou a última peça de roupa em seu malão, e sem olhar trancou o mesmo. Teria alguns dias para se arrepender, caso desistisse da ideia maluca que tivera. Sabia os motivos de Draco a repudiar as vezes, mas queria mudar isso logo. Fitou-se no espelho mais uma vez e se perguntou o que Draco acharia de seu novo cabelo. Ao pensar em Draco, seu coração errou uma batida. Draco lhe mandou algumas outras corujas, dizendo coisas banais, e ela guardou todas. O chocolate daquela primeira, ela conservou até o máximo que pôde, lhe sobrando ainda um para o dia de hoje. Mas nunca mais o tinha visto, fazia agora quase dois meses que não o via, ainda bem que hoje era 31 de agosto.
Nas semanas que passara sem ver Draco, o tédio e seus ataques de raiva aumentaram e boa parte era por causa do louro. Doía-lhe no útero imaginar que ele poderia estar com Astória, Pansy ou Daphne e ela presa ali naquela casa. Ele não comentou nada disso nas breves linhas de suas cartas, mas ele nunca diria algo do tipo. Finalmente admitia para si, que era impossível ela tentar ter uma vida longe dele.
Pegou o ultimo chocolate que restara-lhe e comera lentamente. Deitou-se na cama e tentou dormir o mais rápido possível para que quando abrisse os olhos, já seria a hora de vê-lo.
*
– Draco? Querido você já arrumou o seu malão? – Narcisa disse assim que entrou no quarto e vira seu filho sentado à escrivaninha concentrado em um pedaço de papel – Draco? – Chamou novamente quando ele não respondeu.
Draco lia e relia a última carta de Hermione, que chegara a duas manhãs anteriores. Nas linhas era palpável a ansiedade dela para o regresso a Hogwarts, mas as palavras estavam afiadas demais, mostrando toda a sua impaciência e raiva que deveria estar acumulada nesse meio tempo. Draco sorriu para o papel, admitia que a vontade de vê-la era tão intensa quanto a dela. Era um tanto monótono conviver com Astória e Pansy, que só pensavam em agradá-lo ou transar com ele.
– O que tanto ler aí? – A voz de sua mãe veio próxima demais, rapidamente ele dobrou o papel e o escondeu debaixo de um livro.
– Nada demais, apenas um bilhete das garotas – Ele se segurou para não fazer uma careta.
– Você não me engana Draco – Ela sorriu – Nunca vi você olhando para nenhuma das garotas, com tanta ternura quanto para esse pedaço de papel.
– Talvez eu apenas goste da letra delas – Ele deu de ombros – Queria alguma coisa em especial, mãe?
– Queria sim, quero saber se você já arrumou o seu malão – Ela disse desconfiada de uma negativa, era assim todo ano
– Claro mãe – Ele apontou para um canto, onde todas as coisas da escola estavam organizadas e arrumadas. Narcisa chocou-se
– Meu bebê arrumou tudo antes? – Ele revirou os olhos – Draco, meu amor, têm alguém especial em Hogwarts, esse ano, não é?
– Mãe!
– Não me engane mocinho! Ficou as férias todas se desfazendo das garotas e mandando cartas. Pensa que eu não vi as corujas do correio indo e vindo da sua janela? – Draco, que achava que fora bem cauteloso, suspirou em derrota.
– Tudo bem, mãe! Mas não conte nada ao papai – Narcisa deu um gritinho e jogou seus braços ao redor do filho.
– Tá amando – Ela gracejou – Quem é ela? Ela é bonita? Quando vou conhece-la? Ela é da Sonserina?
Draco desviou-se dos braços da mãe e deitou-se em sua cama. Ponderara por alguns segundos o que responderia, e ao lembrar que Rabicho fora um Grifinório, optou por meias verdades.
– Não estou amando ela – Ele começou – Apenas gosto de como ela faz eu me sentir, ela não é burra ou grudenta como as outras – A repugnância ao falar das outras meninas, era notável – Ela é da Grifinória – A mãe deu um grito de espanto – Mas mãe, ela é diferente. Vai por mim, não há nada como ela, e com certeza está na casa errada.
A preocupação, mesmo assim, não deixou as feições de Narcisa. Ela caminhou até o filho e fez carinho em seus cabelos.
– Tudo bem, acredito em você – Disse condescendente – Mas tome cuidado, sabe o que seu pai e o Lorde pensam sobre pessoas, muito diferentes – Draco sentiu um calafrio, mais do que antes precisava que o tempo acelerasse para o ritual – E quando vou conhece-la?
– No momento certo, mãe. Ainda preciso... hum, lapidá-la.
Narcisa não fez mais perguntas, mas pensamentos controversos tomaram conta dela. Definitivamente ela não falaria nada ao marido. Deu um beijo na testa de Draco e deixou-o dormir.
*
Hermione sentia seu coração espancar as suas costelas, à medida que o carro de seu pai se aproximava da estação. Estava um clima estranho dentro do carro, principalmente porque Hermione evitara os pais as férias inteiras. Era como se ela não precisasse mais deles, mas sentia uma gratidão imensa e talvez fosse melhor para eles, que ela mantivesse distância. Assim que o pai estacionou, a vontade dela era de sair correndo e se jogar na parede para a plataforma 9³/4, mas fitou seus pais e pensou no que diria a eles sobre seu comportamento:
– Pai, mãe é melhor eu ir sozinha até a plataforma, sabe como é já estou grandinha – Ela disse sem jeito, seus pais sorriram amarelo mas concordaram.
– Claro que sim minha filha – A mãe disse, e Hermione percebeu que ela estava a ponto de chorar. Meu Merlin, ela fora tão fria assim durante as férias?
– Mãe, pai... quero que me desculpem se eu pareci indiferente – Ela deu de ombros – É só o mundo bruxo em mim, as vezes eu acho muito entediante ficar com os trouxas.
Palavras erradas, isso fez a sua mãe cair em prantos e um olhar magoado surgir nos olhos de seu pai. Hermione não conseguia compreender, ela não estava mais ligada a eles de uma forma amorosa de filha e pais, apenas sentia gratidão por terem cuidado dela. A vida dela seria diferente, e ela não poderia se arrepender de nada e nem nada podia a prender a antiga vida.
– Não quis dizer isso mãe – Ela tentou, o choro da mulher começou a irritá-la – Olha, eu volto no Natal, certo? Prometo que vai ser diferente – A mãe parou de soluçar e fitou a filha.
– Você promete? – A mulher disse esperançosa.
– Como um voto perpétuo – Ela respondeu e depois fez uma careta ao ver as expressões de incompreensão dos pais. – Tudo bem, já vou indo. – Pegou todas as suas coisas e forçou-se a dar um beijo no rosto de cada um.
– Amamos você – O pai disse. Mas ela já havia saído do veículo e fingiu que não ouviu.
Ela arrastou o seu malão e a gaiola do Bichento, com dificuldades até a plataforma. Algo parecido com ternura atingiu ela ao relembrar o rosto dos pais, mas era preciso magoa-los. Se se acostumassem com esse comportamento dela, não sentiriam nada demais quando ela voltasse no Natal, pronta para dispensá-los de sua vida.
Ia pensando nisso, quando atravessou a parede que separavam seus olhos da visão de Draco, a plataforma estava esvaziando já.
“Droga” – Ela pensou.
Passara muito tempo tentando parecer normal com seus pais, que talvez tenha perdido a visão primeira de Draco, ainda na plataforma. Foi passando, sem realmente ver, pelas pessoas, querendo logo embarcar:
– Hermione! – Uma voz feminina a chamou. A curiosidade da castanha foi imensa, até onde era de seu conhecimento, ela não tinha amigos – Hermione, aqui.
Virou-se e se deparou com uma senhora baixinha e ruiva. Molly Weasley acenava amigavelmente para ela, o que a fez revirar os olhos. Como a moça não deu um passo em direção a senhora, a mesma foi até ela:
– Oh minha querida, como você está? Porque não veio passar um pedaço das férias conosco? – O rosto bondosa da senhora a avaliava como uma mãe faria.
– Desculpe – Hermione respondeu sem entender – Mas você não falou com os seus filhos, recentemente? – Ela arqueou a sobrancelha desdenhosamente e a ironia tomou conta de sua voz. A senhora ficou desconcertada e tentou falar.
– Hum, bem, eles comentaram algo sobre você está estranha, mas – O rosto da senhora tingiu-se de vermelho e ela começou a gaguejar. A expressão de Hermione a intimidava – Nã-n-o imaginei qu-que...
– Desculpa, não entendo nada do que você diz – A postura superior dela acuou a pobre Molly que foi pega desprevenida – Não tenho tempo para essas besteiras, o que seus filhos deviam ter falado é que não falo com traidores de sangue. – Ela enfatizou as duas últimas palavras se comprazendo do desespero da senhora.
Havia poucas pessoas, agora, na plataforma e seu discurso foi ouvido pelos poucos que ali estavam, que a encararam-na chocada e com expressões de reprovação, exceto uma pessoa. Assim que Hermione retomou o seu caminho, estacou ao ver Draco ali olhando-a divertido.
Draco atrasou-se para embarcar no trem, boa parte era culpa de sua mãe que demorou muito revendo todas as coisas que ele botou na mala. Quando ele e seus pais aparataram na plataforma, ele logo viu Hermione dando seu discurso a senhora Weasley. Ele reparou no tom de voz dela, na forma como ela se portava e deu-se conta de que ela já evoluíra muito, e repreendeu-se por sentir falta desse tom insolente. Sorriu, no exato momento em que ela virou-se.
Os dois se encararam e ela abriu um largo sorriso para ele. O peito dos dois amoleceu, era tão bom estar na presença um do outro. Antes que Hermione pudesse correr pra ele, Draco lançou lhe um olhar de alerta, e ela lembrou-se de onde estava e que condição tinha. Além disso, notou Lucius e Narcisa logo atrás do filho. Ela se recompôs do choque de vê-lo, e da magoa que lhe causou não poder falar com ele. Esticou a coluna e empinou o nariz, rebolando passou do lado dele:
– Malfoy.
– Sangue-ruim – Ele respondeu e ela conteve um sorrisinho. Terminou o seu desfile e embarcou rapidamente.
– Draco, quem era aquela? – Seu pai perguntou.
– Uma garota qualquer.
– Draco, de que casa ela é? – O louro quis se bater com a indiscrição de sua mãe.
– Ah sei lá mãe! – A loura fez biquinho.
– Não responda assim pra sua mãe, Draco – O pai repreendeu.
– Me desculpe. – Ele despediu-se dos pais o mais rápido possível e logo embarcou.
As cabines estavam quase todas cheias, mas lembrou-se da sua nova condição de monitor e apenas jogou as suas coisas na cabine dos amigos e foi atrás do vagão dos monitores. Chegando lá, Minerva já o esperava, como sempre ele era o último:
– Que bom que resolveu juntar-se a nós senhor Malfoy – A velha disse, azeda – Bom, já que estão todos aqui, vou começar com os avisos. Primeiramente parabéns a todos que conseguiram o cargo da monitoria, confesso que não foi fácil escolher.
Draco sentou-se ao lado de Parkinson, de frente para Weasley e Hermione. O ruivo tentava a todo custo não encostar na Granger, lançando olhares de repulsa pelo canto do olho. Cho Chang e Terêncio Boot, sentavam-se quietos e um tanto presunçosos, Ernesto Macmillan e Ana Abbott, estavam meio tímidos. Mas todos se encolheram ao olhar da professora sobre eles.
– A cada par de monitores, de cada casa, ficará responsável pelos primeiranistas e ficar de olho se todos cumprem as regras ou não. Além disso, farão patrulhas nos corredores depois do toque de recolher, essas patrulhas serão mistas, para que ninguém roube para a própria casa. Começará agora mesmo, com as patrulhas no trem, e pela noite serão instruídos pelos monitores-chefes sobre que parte do castelo irão cobrir, alguma dúvida?
Caretas diversas surgiram ao perceberem que passariam algumas horas com alguém que não era de sua casa. E também se tocaram da responsabilidade que seria ser monitor. Ninguém pronunciou uma palavra, então a professora continuou.
– Serão permitidas a vocês, retirarem pontos a qualquer um que esteja infringindo as regras. Por favor, tentem ser justos – Ela focou o olhar nos dois sonserinos – Infrações mais graves, que exijam detenção, vocês não têm o poder de aplica-las, mas passaram aos seus respectivos monitores-chefes, que tomaram providência. Perguntas? – De novo silêncio absoluto – Ótimo, agora direi a relação das duplas com quem deverão trabalhar o ano letivo, a partir de agora. Ronald Weasley e Cho Chang, Pansy Parkinson e Ernesto Macmillan, Terêncio Boot e Ana Abbott e por último Draco Malfoy e Hermione Granger.
Todos pareceram contentes com o seu destino, exceto Pansy e Ernesto. A garota por estar revoltada, pois ficaria longe de Draco e o pobre do lufano que teria que suportar Parkinson em suas noites. Hermione e Draco trocaram um olhar diabólico, algo que passou despercebido a todos.
– E antes que abra a boca para protestar, senhorita Parkinson, saiba que eu não voltarei atrás em minha escolha — A morena ficou vermelha de raiva, mas acomodou-se em seu lugar. – Bem, então podem começar.
– Boa sorte – Sussurraram os lufanos e corvinos, ao passarem por Hermione. Logo Malfoy e ela foram deixados sozinhos na cabine.
Hermione, de repente ficou nervosa ao ficar a sós com ele. Ela manteve-se em seu lugar, e o louro aproximou-se:
– O que você fez no cabelo? – Ele perguntou pegando uma mecha de seu cabelo. Hermione esquecera-se completamente de que tinha mudado.
– Ah, você percebeu – Ele deu de ombros – Bem, eu só defini os cachos. Meus cachos são grandes, então ficaram bem ondulados. E clareei um pouco, para um tom mel – Ela disse dando de ombros.
– Ficou bom – Ele elogiou. Claro que ela esperava mais que isso, mas ficou satisfeita da mesma forma – Que sorte, não? De terem nos colocado juntos – Ele comentou.
– Senti a sua falta – Hermione sentiu-se uma fraca por ter dito isso em voz alta, mas não pôde conter-se.
– É normal – Ele respondeu, ignorando completamente a ponta de alegria que lhe deu as palavras dela – Você só têm a mim.
– Você é tão arrogante – Ela disse fria, magoou-se completamente.
– Sim, querida, eu sou – Ele sorriu de lado e ela deixou a sua expressão suavizar. – Tenha calma Hermione, no momento certo iremos nos pertencer de qualquer forma.
Ele falava de uma forma, como se ela não tivesse escolha. Aquilo era tão certo no horizonte dos dois, mas mesmo assim ela só se via como uma escolha estratégica. Ela teria, mesmo, que aprender a não nutrir grandes sentimentos por ele, por mais que ele lhe fosse fiel, ele poderia não amá-la nunca.
– Vamos logo patrulhar, antes que Minerva volte aqui. – Ela falou-se levantando-se rapidamente e evitando olhar em seus olhos.
– Hermione? – Ele chamou.
– Hum.
– Olhe para mim. – Contra a sua vontade, ela obedeceu. Draco levantou-se e lentamente caminhou até ela. Segurou seu rosto com ambas as mãos, e lhe deu um selinho longo. – Vamos.
Draco saiu na frente tentando evitar olhar para a garota, ele odiava admitir, mas sentira falta dos lábios dela. Sentira tanta falta, que nem era saudável pensar nisso.
*
A patrulha nos corredores foi tranquila para eles, visto que as outras duplas passaram na frente. Ao terminar, tiveram que se separar e Hermione ficou em uma cabine vazia esperando a chegada em Hogwarts.
Draco não foi tão receptível a ela, quanto ela gostaria. E ao constar a tristeza que sentiu, notou que havia se apegado a ele mais do que o permitido. Deixou que algumas lágrimas rolassem por seu rosto, as limpando antes que tomassem grandes proporções. Ela de forma alguma esperaria até abril para ter algum tipo de afeto de Draco, faria as coisas do seu jeito. Se ele poderia ser frio, ela poderia ser a Antártica inteira.
Quando o trem parou na estação do vilarejo, ela havia tomado a sua decisão e agradecera a Merlim por ter bolado esse plano há muito tempo, no final das contas, iria precisar de tudo que trouxera.
Imersa em pensamentos, ela acabou sendo uma das últimas a desembarcar, lhe sobrando apenas a última carruagem, onde entrou rapidamente.
– Você demorou – Ela espantou-se com a voz dele. Não vira ninguém quando entrou, mas a carruagem começou a andar, fazendo-a cair sobre ele. – Opa – Ele riu, aparando-a.
– Como foi lá com os seus amigos? – Ela disse fitando seus olhos cinzas. Não ousou se mexer, sentir o corpo quente dele tão perto, era muito bom.
– Um tédio, se você quer saber. Ninguém lá têm a ousadia de me chamar de arrogante. – Ele ironizou.
– Eles mentem para você. Ou no mínimo omitem tudo – Ela falou entrando na brincadeira – Aposto que falam isso pelas as suas costas.
A expressão dele se fechou, era uma coisa que ele sempre cogitava, mas nunca havia falado suas suspeitas para ninguém e muito menos alguém lhe apontara assim, na sua cara.
– Granger, você têm a mania irritante de falar tudo que eu penso, ou me assombram na minha cara. – Ela deu de ombros para ele – É por esse motivo que você é perfeita para mim, por isso eu a escolhi.
Ela deixou-se suspirar. Aquilo era quase uma declaração de amor para ele. Mas ela se recompôs, com muita dificuldade, já que o cheiro amadeirado de pinheiro dele a entonteciam, e respondeu:
– Você sempre fala de mim como se eu fosse um objeto.
Antes que ele pudesse responder, a carruagem parou e eles tiveram que descer. Hermione sentiu seu coração apertar com a sua constatação, e principalmente por ter que se afastar dele. Odiava seu sangue mais que tudo, nesses momentos. Caminharam até o castelo, com uma distância de dois metros, ao passarem por Filch e antes de chegarem ao Salão, Draco a imprensou contra a parede, pressionando seu corpo todo contra o dela, fazendo-a arquejar de surpresa e satisfação, e sussurrou em seu ouvido:
– É o objeto mais valioso que eu tenho Hermione, nunca duvide disso. – Seu hálito tão próximo, seu cheiro lhe dessensibilizando as narinas, ela podia beijá-lo, ela podia toma-lo pra si.
Ele deu uma mordida de leve em sua orelha e se foi, deixando-a corada e com a respiração e os batimentos descompassados.
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