You're A Million Ways To Be Cruel - NÃO CONCLUÍDA
8 You're So Damn Hot
Notas iniciais
“Você não me ama nem um pouco,
Mas não pense que isso me incomoda
Você é uma cruel armadilha para
Garotos, boneca,
Mas você é tão gostosa!”
(You’re So Damn Hot – Ok Go)
Mais de uma semana, desde a chegada deles a Hogwarts, havia se passado. As coisas ficaram um pouco mais complicadas esse ano, visto que era ano de eles prestarem os NOM’s e principalmente por causa da nova professora de Defesa Contra A Arte das Trevas. Na opinião de Hermione, ela era uma biruta total, principalmente por ficar negando a volta de Voldemort.
– Tão cegos – Hermione dizia a Draco – O Ministério vai dever e muito quando a fuga dos prisioneiros acontecer – Os dois estavam em uma patrulha noturna, então estavam relaxados.
– Eles vão arrumar alguém para quem pôr a culpa. Todo mundo é cego para as coisas que não querem ver.
Mas apesar do incomodo, ela não tinha muito o que reclamar de Dolores Umbrigde, pois ela sempre deixava Hermione em paz, enquanto parecia ter mil defeitos para apontar em todos os outros alunos. Além disso, ela havia colocado Harry Potter de detenção, logo na primeira semana, Hermione gostou muito dessa atitude.
Estava focada nas novas matérias, que nem executou o plano que tinha pensado. Além disso, passava todas as noites com Draco, e com frequência esquecia que não era tão sua quanto parecia. Mas enfim faria isso, e não era apenas porque era seu aniversário de 15 anos.
Hermione acordou cedo naquela manhã, olhou para as garotas que dormiam ainda e deu um sorriso diabólico. Daqui a algumas horas, ninguém pensaria em olhar para elas. Ela arrumou uma bolsa, com um uniforme completamente novo e todas as coisas que precisaria, e saiu de fininho do dormitório e depois da Torre. Andou calmamente pelos corredores, o sol ainda não havia nascido, mas as aves já cantavam com toda a sua pompa. Dirigiu-se até o quarto andar e finalmente chegou até o seu destino.
Tudo ali estava igual a última vez que viera ali, mas de alguma forma parecia grande demais sem a presença do louro. Deixou as suas coisas na mesma cadeira que ele se sentou e tratou logo de encher a banheira e deixar tudo conforme o seu gosto, sem demora já tomava um banho relaxante.
Lavou os cabelos delicadamente, desfazendo todos os nós. Esfoliou bem a pele e logo hidratou com algo viscoso, de um aroma adocicado que deixava a pele brilhando de forma natural. Lavou o rosto e dedicou-lhe todos os cremes para limpar seus poros e retirar as marcas, tomou uma poção anti-espinha, que lhe garantiria meses sem esse incomodo. Saiu da água e secou-se, enrolou-se na toalha e resolveu fazer as unhas. Com mágica, enfeitiçou vidrinhos de esmalte, que pintaram as suas unhas de uma forma que a mesma seria incapaz, a cor? Vermelho sangue, claro. Com essa etapa concluída ela vestiu o seu novo e melhorado uniforme.
A blusa branca, era de um transparente indecente, ressaltando o seu colo delicado em desenvolvimento, a gravata se mantinha frouxa em seu pescoço, ajudando a destacar o decote que se mantinha por dois botões abertos, a saia apertada ia até o meio das suas coxas, deixando suas pernas expostas e salientando a sua bunda. Uma bota preta com salto 15 – escolhida com cuidado para não ficar maior que Draco – fechava o look sensual. Maquiagem forte e preta ao redor dos olhos, afim de destacar o castanho claro dos mesmos, um gloss claro nos lábios, e o cabelo ondulado esvoaçando atrás de si. Literalmente esvoaçando, Hermione usara um feitiço para que seus cabelos se comportassem como o de uma veela.
Saiu do banheiro com a sua mochila em um ombro só, andando de ereta e de nariz empinado. Sabia que provavelmente ninguém se lembraria do seu aniversário, mas hoje, quiçá a semana inteira, ninguém esqueceria ela.
*
Draco estava sentado no Salão Principal, tomando o seu café meio pensativo. Sabia que hoje era o aniversário de Granger, mas ainda ponderava se dava ela os parabéns ou algo assim, ou fingia que não sabia. Era um tanto complicado para ele a relação com a moça, era inegável que sentia uma forte atração física por ela, mas não estava preparado para sentimentalismos. Ele nunca foi dado a isso, e ter percebido nas férias que sentira a falta dela lhe era perturbador. Talvez fosse apenas o tédio que lhe causara essa sensação, pois agora mesmo ela não estava ali e ela não lhe fazia falta. Tinha consciência porém, que para ela as coisas poderiam ser um pouco diferente e que nutrisse um pouco de sentimentos por ele, mas isso era até bom. Ela lhe seria fiel e em troca ele tentaria fazê-la feliz, é assim que seu pai e sua mãe são. É assim que os Malfoy’s são.
Quando tentou buscar a Granger pela mesa da Grifinória, a mesma entrava pela porta, e oh Merlim, como ela estava gostosa.
Hermione entrou no Salão Principal, fazendo estalar os saltos mais alto que as conversas, as cabeças viraram para ver quem fazia tamanho estardalhaço e se chocaram com o que viram. Ela estava linda, mais que isso deslumbrante. As garotas ficaram atônitas pois jamais esperavam isso dela, os garotos sentiram um filete de baba escorrer pelos queixos e suas cuecas apertaram de repente:
– Que gostosa! – Um gritou, fazendo-a rir.
– Ô na minha cama! – Dessa vez da mesa da Sonserina, por um cara do sétimo ano. Hermione, que desfilava entre as mesas, piscou para ele.
Com esse gesto os garotos, em sua maioria Corvinos e Sonserinos, começou a aplaudi-la, jogavam beijos e assovios ao vento, todos querendo lhe chamar a atenção. Lhe diziam obscenidades e tentavam lhe alcançar com as mãos. Pareciam enfeitiçados.
Ela sorria e gargalhava para eles, ainda mantendo a pose e vez ou outra rebolando. Jogando beijos aos bonitos e até passando a mão neles. Hermione sentiu-se regozijada com a atenção, olhava para a cara das garotas e lhes lançava sorrisos cínicos, finalmente elas estavam tendo o que mereciam. Ela também podia abalar.
Harry e Rony, ficaram parados sem saber o que dizer. Ela estava linda demais, e quase se recusavam a acreditar que aquela era a Hermione que eles conheciam. Gina, porém, bufava de raiva e indignação, aquela garota não merecia nada disso, e ter se transformado em puta não era algo a se comemorar. A ruiva viu vermelho, e iria se vingar por isso, pelos tapas e por tudo que ela fez a própria sentir.
Gina, no entanto, não era a única que estava com ódio de toda aquela cena. Draco travava uma batalha consigo mesmo, pois sua vontade era de até a Granger e declarar-se proprietário dela e tirar-lhe das vistas daqueles garotos cheios de testosterona. Ela estava mostrando algo que era só dele, algo que só ele tinha direito e ninguém mais, muito menos aqueles bastardos ali presentes. Porém o bom senso, e a noção de que botaria sua pele e a própria Hermione em perigo, manteve a sua bunda no banco, enquanto ele lançava Avadas mentais em todos os de testículo.
Para a infelicidade de todos os meninos, o sinal bateu e eles tiveram que se levantar para irem as aulas, mas todos estavam contentes demais por acrescentar mais uma imagem para seus acervos de masturbação noturna.
Hermione não conseguia parar de rir, sentiu-se feliz consigo mesma, ainda mais ao ver a cara de Gina, parecia que a ruiva lhe mataria:
– Ah é tão boa a sensação – Ela murmurou consigo mesma, enquanto pegava umas torradas para comer.
Correu para a sua aula, e chegando lá foi o mesmo burburinho entre os rapazes. Entre aulas, os garotos a seguiam pelo corredor, fazendo estardalhaço, segurando seus livros e mochilas. A garota usava e abusava dos pobres rapazes.
Quando bateu o sinal para o almoço, Hermione e a sua comitiva seguia alegremente para o Salão Principal, mas antes de chegarem lá uma placa de madeira enorme estava anexada a parede de entrada.
“Ato Escolar Número XVI
O Uniforme escolar, é algo fundamental em uma boa escola. E como Hogwarts, ainda têm um padrão, devemos manter todos devidamente iguais e padronizados, como bons alunos de uma excelente escola.
Está terminantemente proibida a costumisação do uniforme. Todos devem manter a gravata e os botões da blusa devidamente fechados. O meninos devem manter as blusas dentro das calças, e em alinho com o colarinho. A saia das garotas deve ser abaixo do joelho, e devem se portar como uma dama.”
Mas um monte de baboseiras do tipo estava escrita, mas Hermione não se deu o trabalho de ler. Não importava mesmo, seja como for ela já tinha mostrado a todos o que escondia por debaixo do uniforme.
– Ah é um pena rapazes – Ela fingiu se lamentar – Aproveitem bem a visão que ela só vai durar até o almoço.
– Aaaaaaah – Um coro de tom grosso e legitimo de lamentação foi ouvido.
Hermione sorriu, rebolou para eles e seguiu para o salão, mas antes que pudesse transpassar as portas, alguém puxou o seu braço fortemente a fazendo estancar. Ela virou-se e percebeu que era Draco.
– Vão indo garotos – Ela piscou para os rapazes – A mamãe já vai. – Ela disse tão sexy, que hipnotizados, os garotos a obedeceram.
Esperou todo mundo ir embora, e depois seguiu Draco. Ele entrou na primeira sala vazia, pegando-a brutalmente pelo braço e a empurrando contra a parede.
– Ai – Ela gemeu assim que suas costas atingiram a parede – Aaah – Outro gemido, dessa vez causado pela pressão do corpo de Draco nela. O perfume dele o atingiu, assim como o dela a ele. Ambos ficaram encantados com o perfume e a proximidade dos corpos.
Ele escorou todo o seu corpo no dela, fazendo os seios saltarem ainda mais, e ela podia sentir a protuberância em suas calças.
– Eu quero saber Granger, o que significa toda essa vestimenta e toda aquela palhaçada no café da manhã – O tom de voz dele era furioso, o ciúme gritava em cada letra. Ela limitou-se a rir.
– Não sei porque te devo satisfações – Disse simplesmente, ele rosnou.
– Você é minha Granger, só minha! – Falou imperioso, e ela sentiu-se excitada.
– Não sei disso não. Você diz que eu sou sua mas só nos falamos pela noite as escondidas. Pela manhã eu sou de quem eu quiser – Ela disse petulante, fazendo o ódio dele borbulhar.
– Você sabe que não podemos...
– Ah cansei Draco, não quero ouvir mais isso – Ela o cortou – E mesmo assim aquilo é só uma cena, não vou mais poder me vestir daquele jeito, então não se preocupe. – Ela deu de ombros.
A raiva brilhou pelos olhos dele. Como ela não entendia que ele não podia assumi-la publicamente? E como ele não entendia, que ela queria apenas atenção dele?
– Além do mais, eu sou só sua em teoria. Você nem gosta de mim – Ela flou irritadiça – Não sei porque se preocupa se outros gostem. Deve gostar mesmo é daquelas piranhas da Sonserina.
Aquilo foi a gota d’agua para ele. Se ela não entendia por bem, que fosse por mal. Ele então esmagou os lábios dela com os seus. Seus lábios avançavam furiosos um no outro, e logo ele pediu passagem para língua e ela cedeu. Gemeram ao poderem sentir o gosto um do outro. Hermione tinha um forte gosto de maça verde, devido ao brilho labial e com um toque ardente que o fez ficar duro imediatamente. Ele por sua vez tinha um gosto amargo com um final doce, bem viciante. Suas línguas se enroscavam e se sugavam, mordiam os lábios um do outro e depois voltavam a se chupar.
Quando o ar se fez necessário, ele desceu os beijos pelo pescoço e depois pelo colo exposto dela. Hermione gemia baixinho ao sentir os lábios dele, tão sonhados, em sua pele. As mãos dela desceram pelas costas dele e adentraram a blusa, ela passou arranhando-o com suas unhas perfeitas o fazendo gemer de dor e prazer. Ele voltou a beijar-lhe a boca, e dessa vez ela em um impulso, laçou a cintura dele com as pernas. Seus sexos se chocaram no processo, fazendo-os gemer de forma animalesca.
Estavam tão perdidos um no outro, tão cheios de toques, quentura e cheiro um do outro, que nem perceberam que não estavam sozinhos.
A Weasley, ao verem o bando de garotos entrarem sem Hermione, viu a oportunidade perfeita de encontrá-la e quem sabe lhe devolver os tapas. Mas então ao passar pela primeira sala, ouviu os gemidos e como um boa fofoqueira, foi lá espiar quem eram. Então, qual foi a sua surpresa ao ver ela e Draco, praticamente engolindo um ao outro. Então tudo pareceu fazer sentindo, ela havia se debandado para o lado dele, por isso o comportamento estranho e o rompimento de amizade. Ela sentiu-se traída, ela foi trocada por sexo. Pois era o que pareciam, pois do jeito que os dois estavam, e a forma como a castanha agiu de manhã, aquilo estava longe de se parecer um relacionamento sério.
– Clap, clap, clap – Ela começou a bater palmas, antes que eles tirassem as roupas. – Sabe Granger, eu ficava me perguntando o que fez você mudar tanto, sinceramente não acredito que tenha sido só a pica dele.
Os dois, ao perceberem a presença dela, se assustaram e se separaram rapidamente. Draco estava se xingando por ter sido tão descuidado e Hermione só queria matar a garota a sua frente, por ter interrompido o que seria o melhor sexo de sua vida. Draco se pôs protetoramente na frente de Hermione, conhecia ela muito bem para saber que ela podia pular no pescoço da ruiva:
– A minha vida não te interessa – A castanha respondeu entediada.
– SUA VADIA MALDITA! – Gina, berrou – NÃO ACREDITO QUE TE CONSIDERAVA A MINHA MELHOR AMIGA.
Hermione revirou os olhos e a ignorou.
– Weasley, você realmente não deveria ter entrado aqui – Draco começou – E baixe o tom de voz, porque não somos surdos.
– Você! – Ela apontou pra ele – Você que tem minado a cabeça dela, não é? O que você quer com isso? Mostrar que consegue vencer o Harry? Ou o quê? – Draco gargalhou.
– Ai garotinha, você só fala besteiras – Ele ironizou, fazendo Gina arder de ódio – Se você quer saber, eu salvei Hermione. Vocês iam fazer ela se destruir, mas eu mostrei a luz para ela. Vocês viraram as costas. Sabe, quando eu percebi as mudanças, sabia que ela ainda podia voltar a ser uma sem sal como você, mas vocês viraram as costas a ela e eu a peguei para mim.
Hermione ficou emocionada com o que ele disse, nunca achou que ele a defenderia dessa forma, ou admitisse a terceiros o que havia feito para ela.
– Não acredito em uma palavra do que você disse – Ela afirmou – Não acredito que você trocou o nosso carinho, Hermione, para ser um objeto para o idiota do Malfoy! – Sua face estava corada, e seu peito subia e descia, não conseguia acreditar nisso.
– Sabe Ginevra– Hermione enfatizou o nome da garota – Eu poderia perder o meu tempo aqui tentando explicar o que realmente aconteceu, mas sinceramente eu não vou gastar a minha saliva sendo que você vai esquecer de tudo o que houve aqui. – A máscara de fúria de Gina, vacilou.
– O que você... o que quer dizer com isso? – Não conseguiu deixar de fazer a sua voz tremer. Forma como os dois a olhavam era de dar arrepios.
– Draco tinha razão – Ela deu um sorriso maléfico de lado – Você não deveria ter vindo aqui – Draco e Hermione sorriram sinistros, ela deu um passo para trás, mas não pôde nem piscar quando Granger tirou a varinha e apontou para ela – Obliviate.
A Weasley foi atingida com o feitiço e desmaiou com o impacto. Hermione começou a gargalhar e Draco ficou estático. Não estava acreditando nisso.
– Uau – Ele disse depois de uns segundos — Você sempre me surpreende Hermione, sério espero que isso nunca mude – Ela corou e deu de ombros.
– Ela ia nos entregar, eu não podia deixar isso acontecer – Depois segurou no rosto dele e carinhosamente falou – Eu não ia mais viver se pelo menos escondidos, nós não pudéssemos mais nos encontrar.
Ele a fitou, mas nada disso. Afinal ela gostava dele, e seus ciúmes eram desnecessários.
– Vamos logo, antes que ela acorde – Hermione disse assim que se recompôs da declaração.
– Espere um pouco – Ele a puxou pelo braço – Você estava muito gostosa hoje de manhã, mas agora, toda poderosa defendendo os nossos interesses, você estava fodavelmente gostosa.
Hermione reprimiu um gemido, ao sentir um fisgar gostoso em seu sexo, apenas por ouvir aquelas palavras dele.
– Eu sei – Ela disse piscando e novamente andando para a saída.
– Ainda não dispensei você – Novamente a puxou e a imprensou na parede – Feliz aniversário, minha gostosa.
Hermione arregalou os olhos de surpresa, não sabia que ele sabia. Sorriu feliz, antes de ele tomar seus lábios em mais um beijo selvagem, quente e cheio de sentimentos controversos.
Fale com o autor