Notas iniciais
Meus motivos pra demora: Sem net, sem computador, faculdade, trabalho e um coração pra lá de machucado. Meus motivos pra voltar: Eu amo essa história e amo vocês. Boa leitura ~*

“Dadas todas as escolhas
Boas dadas a partir do mau
Há muitas coisas que eu preciso te dizer
Há muitas coisas que você deve saber”

(All Your Reasons — Jake Bugg)

*

Gina estava encolhida, quase como uma bola, na poltrona do Salão Comunal. Lágrimas silenciosas rolavam pelo seu rosto. Era esse o sabor de ser traída?

— Gina? Procurei você em todo o canto — Disse Harry se aproximando. Ela limpou o rosto e tentou sorrir… Falhou miseravelmente.

— Ei você — Ela conseguiu dizer baixinho

— O que houve?

— Você me perdoa? — A expressão dela destruiu o coração dele. Mesmo que ela confessasse ser a assassina dos seus pais, ele a perdoaria.

— Mas é claro que sim — Ele a tomou em seu colo e afagou suas costas — O que aconteceu?

— Eu peguei sua capa emprestada e fui atrás da Hermione — Sua voz ficou histérica — E é verdade, ela está mesmo má, ela gosta mesmo do Malfoy e eles planejam… Planejam… Oh Harry — A ruiva não se conteve e chorou ainda mais.

Harry por outro lado pulsava de raiva, ele já havia passado do luto, agora só ódio sobrava.

— O que eles planejavam Gina? — A mudança na voz dele, de preocupação para raiva, fez ela olhar pra ele.

— Planejam recrutar mais alguns alunos.

— Nomes?

— Pansy, Blas… Luna — Nessa hora, Harry trincou os dentes.

— Não vou deixar eles tomarem Luna.

Gina assentiu. Ela mesma tinha pensado nisso.

*

Pansy havia se trancado em um banheiro e gritava o mais alto que podia. Não estava exatamente com raiva, mas gritar e puxar seus cabelos parecia uma boa solução no momento.

— Nossa será que dá pra parar? — Pansy se assustou, em sua pressa para extravasar a emoção, não percebeu que havia alguém em um dos boxes

— Me desculpe — Ela murmurou sem graça.

— Uma Parkinson pedindo desculpas? Ou será que estou ouvindo coisas? — A outra ironizou.

— Não enche Patil!

— Agora sim é a Pansy que eu conheço — Ela deu uma risadinha e encarou a outra. Nunca teve medo dela, afinal ela era apenas uma garota. E Patil era Grifinória! — O que aconteceu de tão grave para meus tímpanos sofrerem tamanha tortura? — Pansy suspirou e deu de ombros.

Ela podia muito bem botar tudo pra fora com aquela quase estranha. E se ela contasse pra alguém e daí? Foda-se e foda-se!

— Meu pai quer me obrigar a fazer coisas que eu não quero. Coisas que podem me machucar. Estou lutando contra isso. Perdi meu melhor amigo pra cobra da Granger. E pra completar meu coração traiçoeiro inventou de se interessar por alguém.

— Hum… — A morena ponderou — Sinto muito por seu pai — Pansy deu de ombros, não havia realmente nada a se fazer a respeito — Hermione realmente anda mesmo merecendo esse título de “cobra”. Acrescentaria peçonhenta também. — Pansy tremeu — Também me dá calafrios — Parvati observou. — Mas o que importa mesmo é QUEM É O GAROTO?

Isso já era demais, a sonserina não revelaria.

— Não vou contar.

— Qual é?!!! — A outra falou em um tom tão indignado, que Pansy riu — Uma dica?

— Ele não é da Sonserina e não falo mais nada que isso!

— É um desafio? — A expressão de Parvati foi tão engraçada que Pansy riu novamente. O que era isso? Estava rindo com uma estranha e estava gostando.

— É um desafio! — Ela finalmente respondeu — Você tem uma semana e três tentativas, combinado?

— Isso é emocionante! Combinado!

As duas apertaram as mãos para selarem o acordo e riram cúmplices.

*

Cho não fazia isso sempre, mas era excitante pensar que qualquer um poderia pegá-las em flagrante:

— Oh Chang, você é tão boa aaah — A menina gemeu. Cho parou o oral e a repreendeu.

— Fala mais baixo, alguém pode ouvir — A garota revirou os olhos e puxou a oriental pela gravata e a beijou.

Encostou ela na parede e desceu suas mãos pelo seu corpo. Subiu a saia dela e adentrou a calcinha e finalmente chegou ao seu objetivo.

— Oh — Chang deixou escapar ao sentir a outra brincando com seu clitóris.

— Você gosta não é? — A outra disse maliciosa — Diz meu nome vadia.

— Daphne? O que está acontecendo?

As duas pararam e olharam para quem havia estragado a festa. Estavam em um corredor pouco utilizado, mas ainda assim podia ser qualquer um. Daphne e Cho se ajeitaram e encaram a terceira.

— Olá irmã — Disse Daphne — Bem isso era só um pouco de sexo lésbico — Astória estava pasma, não conseguia raciocinar em cima disso.

— Como a-a-assim vocês, quer dizer… tipo, você — Ela gaguejava tentando ordenar seus pensamentos — Vocês estão namorando.

— Não cara — Disse Cho, se pronunciando — Sua irmã não é gay.

— Isso mesmo irmãzinha. É só diversão — E deu de ombros.

— Isso é estranho. Não quero saber disso — Astória falou ficando vermelha.

— Cê que sabe, mas ela faz um oral divino — Daphne falou apontando pra Cho e depois indo embora. — Vem Chang.

Cho piscou pra Astória e seguiu a outra. A loira ficou ali parada, vermelha e excitada.

*

Luna estava nervosa. Mordia os lábios e trocava o peso nas pernas o tempo todo. Olhou pela janela do torre de Astronomia e observou o céu. Estava escurecendo, dali a algumas horas já seria a hora do jantar.

Ela respirou profundamente e soltou o ar devagar.

Será mesmo que Draco e Hermione a queriam como aliada? Será que daria certo? O que ela teria que fazer? Então pensou em seu pai. Será que teria que abandoná-lo?

— Não seja estúpida Luna, é claro que sim. — Ela disse a si mesma.

Ele foi o único a amá-la do jeito que ela era. Então por ele a amar, talvez ele entendesse porque ela queria seguir esse caminho. Queria que outros a amasse também. Queria ser forte e poderosa como a sua mãe. E esse foi o único lado a lhe ofertar isso. Talvez ela consiga fazer com que seu pai viajasse para outro lugar e se omitisse da futura guerra.

— Luna? — Ela ouviu lhe chamarem e Hermione estava ali.

— Olá — A loira fitou a castanha. Ela estava de short jeans e uma camisa moletom simples. Seu semblante era tão calmo e meigo que ela relaxou logo de cara — Você está bonita.

— Não estou não. — A castanha revirou os olhos e sorriu.

— Está sim. Você está tão tranquila. Parece em paz.

— Mas eu estou Luna. Estou tão feliz. Pra essa felicidade está completa só preciso de uma amiga e vim saber se é você — Luna ficou vermelha e deu de ombros

— Onde está Draco? — Hermione deu de ombros

— Deve estar com Blás. Eu pensei em fazer um momento só de garotas.

— Entendo. — Luna disse por fim.

— Então, você quer mesmo se juntar a mim? Você sabe o que isso implica, certo?

— Sim. — Luna falou veemente. Cheia de certeza na voz.

— E porque você quer se juntar juntar a nós?

— Talvez pelo mesmo que você. — Hermione ergueu uma sobrancelha divertida.

—Você também quer o Draco? — A loira arregalou os olhos num misto de choque e surpresa.

— Não! Claro que não! Estava falando sobre não se sentir bem e nem aceita onde estou — Hermione parou de sorrir e olhou seriamente para sua — quase- amiga — Eu não aguento mais as chacotas. Eu sou uma pessoa legal, mas não sou besta. E não quero ser mais.

— Eu te entendo Luna, minha querida, seja bem vinda ao nosso mundo, que ao contrário do que se pensa temos total liberdade de sermos quem somos.

— Só se formos bruxos puro sangue? — Luna brincou e Hermione gargalhou.

— Só se formos bruxos puro sangue.

As duas seguiram de braços dados pelo caminho todo. Rindo e gargalhando. Mas Hermione sentiu que quanto mais pessoas as viam, mais Luna se retraia:

— Você está pronta pra isso Luna?

— Eu só quero que as pessoas vejam que realmente faço parte do grupo.

— É claro que eles vão ver e se alguém teimar em não ver é Crucio neles — Hermione piscou e Luna riu.

— Era isso que ia fazer comigo se eu não topasse?

— Claro que não… Eu apagaria a sua memória — Depois de um silêncio meio estranho, as duas riram.

— Estou vendo que temos um novo membro na equipe — Disse Draco, se aproximando das garotas — Bem vinda Lovegood.

— Obrigada Draco — Ela disse meio tímida.

— Sério Draco, você tem que me ensinar esse truque que faz as garotas ficarem vermelhas assim — Disse Blás, fazendo graça.

Os quatro caminharam juntos até o Salão Principal, com Hermione e Draco na frente, de mãos dadas e os outros dois rindo e conversando atrás. Nem sentiram a mudança de respiração das pessoas ao ver aquele quarteto estranho.

Harry que comia tranquilamente, engasgou-se com a comida. Baixou a colher e a cólera tomou conta da sua expressão. Ele perdera mais uma vez.

Ele não conseguia entender os motivos de Malfoy querer Luna em seu meio, ela parecia ser tão ingênua e pura Mas não era isso o que mais o incomodava e sim as razões de Lovegood querer se juntar a eles.

Ele não sabia de nada, sua única certeza era que era tarde demais para tentar alcançar Luna Lovegood.

Notas finais
Agora vocês sabem minhas razões e as de Luna, agora qual a de vocês para continuarem me lendo? Kkk' O próximo vai ser maior, é ruim editar pelo celular. BEIJOS!