You're A Million Ways To Be Cruel - NÃO CONCLUÍDA
18 Can't Stop Now
Notas iniciais
“Não se desespere, você não pode desistir
Eles vão nos caçar, eles vão nos pegar
Nós não podemos parar agora
Nós não vamos parar agora”
(Can't Stop Now — One Night Only)
*
—Draco? Acorde, tem uma coruja na janela.
Draco abriu os olhos lentamente e virou-se para janela. Seu ar de confusão durou alguns segundos até registrar de onde vinha tal coruja.
—Merda! — Praguejou e atirou as suas pernas pra fora da cama.
— O que foi? — Disse Hermione
— Essa coruja é de minha família. — Ele respondeu já abrindo a tal carta.
Seus olhos passaram pelo pergaminho e sua expressão passou a ser de dor. Hermione, atenta, levantou-se e foi para o lado dele.
— O que diz Draco?
— Voldemort, ele descobriu sobre você — Ela prendeu a respiração — Snape deve ter contado! Mas que merda!
— Calma, falta uma semana para as férias e aí podemos explicar sobre meu sangue e tudo mais.
— Você não está entendendo. Ele prendeu a minha mãe no quarto e está fazendo sessão de torturas com o meu pai. — Hermione tremeu levemente, mas logo se recompôs e teve uma ideia.
— Responda a carta, dizendo que fez o ritual. E como prova de uma amostra do meu sangue.
— Talvez seja o suficiente.
— Talvez.
Ainda era de madrugada, mas como não voltariam a dormir antes que resolvessem o problema, os dois se arrumaram e trataram de escrever a carta. O mais difícil foi precisar a quantidade de sangue, para se fazer um teste de magia e de identidade. Hermione foi muito brava e quase não fez careta quando Draco cortou seu braço… Quase…
—Sua expressão de dor é muito engraçada — Ele comentou em deboche.
— Cala a boca, Malfoy!
Ele riu, mas não respondeu. Logo eles tinham feito o pacote e mandado de volta pela coruja que veio.
*
Pansy levantou-se cedo e foi direto pro Salão Principal, não tinha ninguém ali e ela precisava do silêncio para terminar uma tarefa.
A semana tinha se passado sem grandes incidentes. Pansy e Parvati Patil, incrivelmente, haviam se tornado próximas. A Grifana havia tentado durante a semana, acertar o nome do garoto que a Sonserina gostava, mas havia falhado miseravelmente, agora apenas havia lhe sobrado uma tentativa.
Pansy ainda tinha que lidar com seu pai e a pressão de se tornar Comensal. Porém resolveu deixar esse assunto para depois, não queria assustar a sua recém amiga, ficando paranoica antes de entrar de férias.
Sua turma da Sonserina havia lhe deixado de lado e agora ela já estava se acostumando com a ideia.
— Porquê Rony Weasley não para de encarar você?
Pansy estava tão imersa em sua atividade que nem notou que o Salão já se enchia. Fechou o caderno e virou-se para encarar Parvati.
— Bom dia pra você também Patil.
— Tanto faz, mas ainda quero saber porque Rony está te encarando.
— Ele está? — Pansy disse em dúvida. E infelizmente, dessa vez não pôde conter a vermelhidão que lhe tomou o rosto.
— Porquê você está vermelha, é só o… Oh, É ELE! ELE É O GAROTO QUE VOCÊ ESTÁ AFIM!
— Quer falar mais baixo? — Ela disse baixo, porém ríspida. — E para de encarar ele!
— Nossa eu nunca imaginei. Quem diria. Então, qual é a história?
— Não tem história nenhuma! Você está imaginando coisas.
— Vou querer saber, depois da aula — Patil sentenciou e caminhou até sua mesa.
Ao se ver livre das indagações da outra, Pansy resolveu espiar e sim, ele ainda estava olhando pra ela. O que ele queria?
*
— Estou lhe dizendo Gina, Sirius está em perigo!
Harry tentava explicar a visão exata que havia tido de seu padrinho capturado.
— Tudo bem — Ela se rendeu — Eu acredito em você, o que vamos fazer? Avisar a Ordem?
— Não acredito que vá dar tempo. Precisamos agir logo.
— Não vamos nos precipitar, vamos avisar Rony e agir logo depois do almoço — Harry abriu a boca para argumentar, mas ela o interrompeu antes — É o horário que há menos pessoas pelos corredores.
*
Chang estava no banheiro das meninas se olhando no espelho. Se encarava e se perguntava o que estava acontecendo.
Alguns meses atrás achava que estava gostando de Harry Potter, agora se agarrava com meninas e sonhava com uma certa loira de olhos verdes.
— Merda!
Ela fechou os olhos e esperou que alguma solução aparecesse. Como iria se aproximar da garota?
— Cho? — A menina se virou e deu de cara com a Luna — Você está bem?
— Eu que deveria perguntar isso, não? Agora você anda com Hermione, parece diferente.
— Eu me sinto diferente — Deu de ombros — Estou mais feliz.
— Isso que importa — A morena sorriu — Só espero que não tenha haver com Zabini — Luna enrubesceu.
— Porque não? — Cho caiu na gargalhada.
— Até com sonserinos você vai se meter? Meu Merlin está parecendo a Hermione.
— Não tem nada haver com isso — Ela retrucou irritada — As vezes a gente tem que seguir o coração!
Cho parou de rir no mesmo momento e percebeu que o conflito que estava poderia se resolver assim, apenas sendo guiada por seu coração.
— Luna, preciso de sua ajuda com uma coisa, mas não quero que fique muito assustada.
— Eu ando com Draco Malfoy, acredite em mim quando eu digo que mais nada pode ser assustador.
*
— Você entendeu Ron? — Gina perguntou mais uma vez.
— Eu entendi, mas isso é loucura — Ele se virou pro Harry — Harry, você tem certeza do que viu?
— É claro que tenho Rony! Acha que eu teria dúvida com algo tão sério?
— Acho que pode ter interpretado sua visão errado. Nós podemos ser expulsos, sabia disso?
— É da vida do Sirius que estamos falando!
Os dois ficaram se encarando por um tempo. Rony parecia aturdido e com um pouco de pena, Harry exalava raiva e determinação.
— Se os dois já pararam de se encarar — Interveio Gina — Temos um plano para executar.
Os dois pareceram sair do transe e olharam pra ela.
— Você tem certeza de que Umbrigde não vai estar lá?
— Sim, eu tenho Harry! Vamos logo, Neville já está esperando pela gente.
Mal falaram o nome do amigo e ele apareceu. Os quatro andavam silenciosamente e com expressões pesadas, a cara totalmente de culpados. Dobraram em um corredor e separaram-se, cada um indo para o posto combinado. Neville e Rony iam vigiar as pontas do corredor, enquanto Gina e Harry entravam no escritório da professora.
— Preparada? — Harry perguntou antes de entrar, Gina engoliu seco e assentiu.
*
Umbrigde encontrava-se em seus aposentos, cercadas de quadros de gatinhos, que ao longe pareciam fofo, mas carregavam expressões malignas. Mal sabiam as pessoas que eles eram seus olhos através dos infinitos quadros pela escola, principalmente os de seu escritório.
Ela preparava-se para descansar depois do almoço com os outros professores, quando um deles miou tão alto que chamou sua atenção. Ela levantou-se meio emburrada e encarou o gato.
Então sua expressão ficou furiosa. Pegou sua varinha e correu o mais rápido que suas pernas curtas permitiam. Ao chegar na área dos estudantes, encontrou um grupinho de quatro alunos e a sorte estava a seu favor, pois eram todos da Brigada Inquisitorial.
— Vocês aí me sigam, precisamos encurralar uns pirralhos imundos.
Os quatro se olharam e acharam melhor obedecer. Estavam se aproximando do corredor onde ficava o escritório e logo viram Rony. Este correu para avisar os outros, mas não foi o suficiente.
Os quatro alunos eram Draco, Blás, Luna e Hermione e ao perceberem quem eram os “pirralhos imundos” eles agiram o mais depressa possível. Draco jogo-se atrás de Rony e Hermione correu pra ajudar o namorado. Blás e Luna notaram Neville antes que ele pudesse entender o que estava acontecendo, então eles contornaram o corredor e o pegaram de surpresa. Umbrigde invadiu seu próprio escritório, com a varinha em punho.
— Parados aí! Experlliarmus— Gina e Harry foram pegos totalmente de surpresa então não tiveram como reagir. — Peguei vocês no flagra! O que iam fazer contatar Dumbledore? Aquele fugitivo imundo? — Os dois permaneceram calados — COMECEM A FALAR!
Antes que eles pudessem abrir a boca, Hermine e Draco entraram segurando um Rony que se debatia fortemente, mas era inútil. Logo atrás veio Blás arrastando Neville que nem tentava medir forças, pois sabia que não daria conta. Gina e Harry ficaram ainda mais assustados, dando total prazer à Hermione ao notar o desespero estampados em suas caras.
— Eu acho que mandei vocês começarem a falar! — Umbrigde retomou a palavra e agitou a varinha pra eles.
— Não sabemos onde Dumbledore está! — Harry disse firme — Você não entende nós precisamos sair daqui!
— Para encontrar Dumbledore, não é? Você pensa que eu não sei que você o queridinho dele? Que ele tem uma arma secreta em algum lugar desse castelo, pronta pra atingir o Ministério? — Gina abriu a boca, mas antes que ela pudesse falar, a velha completou — Você — Apontou para Luna — Vá buscar o professor Severo, ele têm o que eu preciso para fazê-los parar.
— Sua louca! — Bradou Gina- Nós não sabemos de nada!
— Ah é? Veremos!
Os minutos seguinte foram extremamente tensos. Exceto para os quatro alunos da B.I que estavam presentes, especialmente Hermione que parecia uma loba prestes a comer um filé saboroso.
— Mandou me chamar Dolores? — Disse Snape entrando sorrateiramente na sala.
— Olá severo, desculpe lhe chamar assim às pressas, mas preciso da sua poção especial para questionar esses garotos. — Ela disse sem parecer lamentar nada.
— Meu estoque terminou, você usou até a última gota “questionando” todos os alunos do castelo — Snape disse irônico — Mas posso preparar mais.
— Excelente Severo! E quando pode me trazer?
— Fica pronto em um mês! — O rosto de Dolores se contorceu em desgosto, Snape então caminhou para saída.
— Almofadinhas! — Gritou Harry, assustando a todos — Ele pegou Almofadinhas! — Ele repetia olhando diretamente para Snape que apenas o encarava apático.
— O que ele está falando Severo?! — Exigiu Umbrigde.
— Não faço ideia. Potter deve estar enlouquecendo — E saiu no escritório o mais rápido que a educação permitia.
— Vocês não me deixam escolhas crianças — Ela falou parecendo insana — Mas eu não posso permitir que saiam daqui sem minhas respostas.
Todos olharam pra ela. Olhares se dividindo em diversão e apreensão, mesmo assim todos ficaram igualmente surpresos quando ela apontou a varinha para Potter e lançou o feitiço:
— Crucio!
Harry caiu de joelhos, mas não soltou nenhum grito, porém sua expressão entregava toda a dor que sentia. Gina berrava apavorada, sem saber como agir. Hermione apreciava o espetáculo fascinada. Os outros não ousavam mexer um músculo. A velha cessou o feitiço e Harry caiu no chão sem forças.
— Talvez agora, o senhor Potter queira me dizer os segredos do velho e louco Dumbledore.
— Eu já disse que não sabemos e nada! — Disse Gina histérica.
— Talvez você queira experimentar um pouco do feitiço garotinha…
— Deixa ela em paz! — Se pronunciou Rony ofegante, ainda tentando lutar para se libertar. Harry levantou-se e olhou para Dolores.
— Não sabemos de nada disso, acha mesmo que o diretor partilharia seus segredos com a gente? Comigo?
— Infelizmente, eu não acredito em você… Crucio.
Gina entrou ainda mais em pânico, enquanto Harry era jogado em um mar de dor. Seu cérebro criava os mais inusitados cenários para escapar dali, mas todos pareciam impossíveis, até que finalmente pensou em algo:
— A ARMA DE DUMBLEDORE! EU SEI ONDE ESTÁ! — Ela gritou para chamar atenção e logo surtiu efeito. Dolores cessou o feitiço e esperou ela falar — Antes de ir embora, Dumbledore nos disse. Está na Floresta Proibida. — O rosto de Dolores se iluminou, ela caiu na mentira.
— Que ótimo senhorita Weasley, fico feliz em não precisar torturá-la. — Gina fez uma careta e se abaixou para ajudar Harry. aproveitou e sussurrou em seu ouvido.
— Apenas concorde com que eu diga e não fale nada. — Eles levantaram e a ruiva voltou a diretora — Mas precisamos dos dois também — Ela apontou pra Rony e Neville — Só nós quatro juntos podemos achar.
Hermione e Draco tentaram argumentar contra, mas foram todos calados pela Umbrigde, que estava tão cega que não enxergava a armadilha para qual estava indo. Ela e os quatro, Harry, Rony, Gina e Neville, saíram do escritório e deixaram os outros de lado.
— Só eu que acho que isso é uma armadilha? — Bufou Hermione ao vê-los saindo.
— Deixe pra lá, agora é com a sapa velha — Disse Draco se aproximando dela — Vamos, ainda temos muito que conversar sobre quando formos para minha casa. Ainda acho que isso vai nos causar problemas.
*
Draco Malfoy, estava certo.
Naquele dia foi o fim de Dolores Umbrigde, foi enganada pelos quatro e sofreu na mão dos ceutauros. Tudo por ser uma preconceituosa hipócrita e trabalhar para Fudge. Além disso, no mesmo dia houve o ataque ao Ministério. Vários comensais foram presos, incluindo Lucius Malfoy.
Era do conhecimento dos bruxos em geral, que Lord Voldemort havia retornado, o que causou histerias e comoções entre toda a comunidade bruxa.
O fim do ano letivo em Hogwarts foi agitado e muito conturbado. Começaram a temer ainda mais Draco e seus aliados, além de todo o resto perceber que uma guerra estava vindo e que teriam que decidir lados.
Todos estavam extremamente abalados e confusos. Principalmente Pansy Parkinson, estava com receio de voltar para casa e encarar seu destino e conciliar com todos os sentimentos dentro de si. Cho chang passava por situação parecida, e estavam longe de acabar os dilemas.
Na Floresta, a caminho das carruagens para o trem, Draco segurava a mão de Hermione:
— Não precisa ficar com medo, vamos ficar bem.
— Não estou com medo, apenas nervosa — Ela disse trêmula.
Agora era a hora da verdade. Iria encontrar a sua futura sogra e o temível Lord das Trevas. Tudo que fez durante esse tempo estava caminhando para sua primeira prova. Prova de lealdade a Draco, a causa das Trevas e principalmente a ela mesma. Ela não podia parar agora!
— Eu estou contigo Hermione, você é minha parceira.- Hermione sorriu.
— Eu sei Draco! Eu não vou dar pra trás agora, vamos conhecer alguns comensais e aposto que sua mãe vai me adorar.
Os dois continuaram a caminhar juntos, ansiosos e temerosos sobre o que estava por vir, porém sabiam que não havia mais volta e não podiam parar agora!
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