Your Window Pane, [Cobrina/Perina]
1 [] No way, out from the inside of trains,
Notas iniciais
Nada muito estruturado, afinal, essa história foi moldada no momento em que foi escrita: o agora!
xx CUIDADO COM AS CENAS HOT, ESSA FIC É +18, NÃO GOSTA, NÃO LÊ.
Cobra avistou a loira lavando o rosto, em prantos, na praça frente a Ribalta.
- Karina, o que aconteceu? – perguntou, quase desesperado.
— Veio rir de mim também?! – devolveu a lutadora, os olhos azuis banhados de lágrimas.
— Não... Quem fez isso com você? FALA QUE EU MATO AGORA! – exaltou-se.
Mas a menina o ignorou, e tentou fugir, mas os braços fortes do lutador a agarraram (com mais força do que pretendera).
— Não FOGE de mim, Karina. Eu quero te ajudar.
E aí ela o surpreendeu de novo. Era isso que ela fazia com ele, não era?
Ela o abraçou, e ele não pôde não abraça-la mais forte do que aquilo, a dor daquela menina simplesmente o inconformava, o despedaçava. E ele não fazia a mínima ideia do porquê. E naquele momento não havia espaços para perguntas.
— Vou te levar pro QG, ninguém pode te ver chorar... ninguém.. – Karina só assentiu. Cobra sentia-se meio que em um delírio. Levou Karina até o QG, não desgrudando em momento algum dela. Nem quando chegaram ele deixou que ela se sentasse só, a colocou em cima da bancada e continuou com os braços na cintura dela.
— Agora fala. Quem te fez chorar? Eu mato! – ele disse, meio em transe meio louco.
— A Jade... ela... deixa pra lá, eu vou embora... –e tentou sair da bancada, mas ele a imprensou contra a mesma.
— O QUE ELA FEZ? – gritou, sem ter a intenção de fazê-lo.
— Ela tirou foto de mim... de calcinha e sutiã... no banheiro das meninas..., e EU IA ARREBENTAR ELA, MAS... -
— Eu sei.. você é boazinha demais pra isso.
— CALA A BOCA!
— A filhinha do Gael que pensa que é lutadora ta ME mandando calar a boca? – disse ele, agora achando graça. – Você é boa demais pra bater em alguém inferior, Ka...rina.
— Nem tanto... eu já bati em você. – disse ela. Os olhos azuis antes cheios de lágrimas agora brilhando de fúria.
— É o que você acha? – perguntou ele, a voz perigosa.
— Eu tenho certeza. – disse ela, sem vacilar.
— Quer brigar comigo? – perguntou ele, já pegando as luvas.
— Sim, eu quero. Eu preciso bater em alguma coisa, mesmo que essa coisa seja você.
— Tá com medo? – perguntou ele, agora colocando as luvas.
— Nunca. – respondeu, pegando outro par.
Cobra a olhou de cima a baixo.
— Tá bonita... mas não vai querer estragar o vestidinho de boneca que a sua irmã te emprestou, vai? Vai lutar comigo como Karina, a lutadora ou “a bonequinha da Bianca”?
— Não seja por isso. – ela tirou o vestido em um único movimento, ficando de sutiã e calcinha-shorts na frente de seu adversário.
A fúria de cobra de repente se esvaiu, e foi substituída por desejo. Um desejo intenso, tão intenso que ele tinha que extravasar. E ia ser agora.
— De vestido você fica bonita mas sem ele você fica muito melhor. – disse ele, e ganhou um soco no rosto. Sentiu o sangue escorrer pelo canto da boca.
Ela era perigosa. Perigosa que nem ele. Sentia isso no sangue quando ela ficava assim, incontrolável. E era isso que o fascinava. Que o atraia.
Ele revidou, e sangue escorreu também da boca dela. É doentio, mas assim, Cobra se atraia ainda mais por ela.
E a luta violenta, virou uma dança de muay thai em pouco tempo.
Os golpes eram cada vez mais precisos e mais técnicos, um completava o outro, se ensinavam, se entendiam sem precisar de palavras.
- xxx —
A banda da “Galera da Ribalta” começou e terminou, sem nenhum sinal da musa inspiradora de Pedro. Ele não parava de se perguntar onde diabos estaria a sua namorada.
E os minutos viraram horas, a festa acabou e todo mundo notou que a Karina não estava mais lá. Todos muito preocupados, foram pra casa dela.
— COMO ASSIM CADÊ A KARINA? VOCÊS PERDERAM ELA? COM A VIOLÊNCIA QUE TA NESSE BAIRRO? – Gael gritou, e desesperado assim foi até a praça, e gritou pra vizinhança toda ouvir, chamou polícia, fez o inferno pra descobrir onde estava a sua filha.
Todos se perguntavam. E Gael se lembrava da vez em que Lobão o atormentara falando o quanto Karina não parecia com ele, e lembrando que Lobão já esteve com sua mulher... sua cabeça cheia de ideias. Ele tinha certeza que Lobão seria capaz de algo como raptar a filha dele. E sempre convivera com a dúvida: Karina seria mesmo sua filha? E se não fosse? Ele podia “adotá-la” assim mesmo? Ele queria achar sua filha, queria tanto...
Ele acordou no colo da Dandara, todos na sala olhavam assustados, todos, menos a Karina.
— A Karina ainda não apareceu? – ele perguntou à todos e a ninguém em especial.
— Não...- responderam algumas vozes. – O Pedro foi procurar, mas não voltou ainda. Ela vai chegar, pai...
Ninguém nunca vira Gael tão nervoso.
Por fora, Pedro parecia que ia morrer, por dentro, ele tinha certeza. No dia em que ele nunca a vira mais bonita... cadê a “esquentadinha”?
E nessa hora, Karina entra pela porta, com aquele sorriso de lado, os sapatos na mão, e o rosto branco. Como se tivesse exagerado na maquiagem.
— AONDE VOCÊ ESTAVA, KARINA?
— KARINA, VOCÊ TA BEM?
— ACHEI QUE VOCÊ TINHA MORRIDO...
— Ihhhh, Pedro...
- xxx -
Notas finais
Amor,
Prim
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