Your Window Pane, [Cobrina/Perina]
2 " And these wonderfully dull days,
Notas iniciais
Depois de um super sermão do Seu Gael, e a reprovação de todos pelo silêncio de K – já que a menina havia chegado em casa toda arrebentada – a menina foi dormir. No sonho, alguém a possuía, e lutava. E eram as duas emoções de que ela mais gostava na vida. Decidira isso agora.
(XXX)
N/A: Vou adiantar um pouco agora, e não é dando spoiler, mas acho que todo mundo já percebeu que uma hora a K vai descobrir que a Bianca pagou o Pedro pra namorar-lá. E que não vai gostar n a d a. Bom, partindo daí. Do dia que ela descobre. Também não sei como, nem quando. Só sei que acontece. No dia, por dedução (é óbvio, pfvr), a K vai estar super triste e desiludida.
(XXX)
Os dias tinham voltado. Aquele dia de depois da festa da Ribalta. Karina olhava seu reflexo na água da fonte de frente pra Ribalta, a imagem toda distorcida e também borrada de lágrimas. Ela não queria ouvir o namorado... bom, no caso, ex. O garoto, a essa hora, estava em casa dedilhando o violão, inconformado. As lágrimas escorriam ao passo que dedilhava coisas sem começo, meio e fim, todas as melodias melancolicamente tristes.
– Você aqui de novo? – disse, se aproximando. — Foi a Jade de novo? — disse Cobra, já alterando a voz.
Dessa vez, a lutadora nem resistiu, se entregou nos braços do “adversário” e as lágrimas ficaram mais intensas.
(POV – Cobra)
Se tem uma coisa que eu não suporto, é ver a Karina chorar. Eu largo tudo, me desmonta, me nocauteia...
A peguei pelo braço, e pela primeira vez na minha vida fiz isso de forma suave.
– Vamos pro QG, ning... –
– Ninguém pode me ver chorar, já sei, já sei... – disse, a voz pastosa.
(POV – 3º pessoa)
O garoto a envolveu nos braços e a levou, chegando lá, como da outra vez, ele a encostou no balcão.
– Quer lutar de novo, pequena? – ele perguntou, olhando aqueles brilhantes olhos azuis.
Karina deu seu famoso “sorriso assim de lado”.
– Não... eu só quero esquecer, mas não quero lutar... eu não tenho forças.
– Você não quer me falar o que aconteceu? – ele perguntou, já a empurrando disfarçadamente pra um poof qualquer do QG, e se a ajoelhando na frente da mesma.
– Não... – mais uma lágrima – só ... fica aqui.
– Claro... vou fechar a porta do QG. Ninguém vai te incomodar, pequena. – ele adorava chama-la assim. E vê-la assim, tão desarmada, tão entregue... tava acabando com ele.
Ele se sentou no poof de frente pra ela, e tocou as mãos dela com muita delicadeza, a puxando suavemente, e ela se sentou no colo do lutador.
– Não fica assim, princesa.. Você tá linda, você é linda... não pensa no Pedro.. – ela colocou o dedo na boca dele.
– Não fala do Pedro, por favor... Senão eu vou embora. – disse ela, firme.
– Relaxa, pequena...
Ela estava linda, toda despenteada, olhos inchados, mas ainda assim, linda. Shortinho curto e colado, aquela bunda durinha no colo dele, e a blusa larga. Ela tava perfeita.
(POV – Cobra)
A K tava um tesão. Os olhos brilhantes, quando coloquei a palma da mão na coxa dela, achei que ia levar um soco, mas ganhei um beijo. E puta que pariu, que beijo gostoso... molhado e tinha o gosto dela, eu quero mais.
Eu já tive várias garotas, mulheres bem mais velhas, e nunca senti tanto tesão quanto agora. E pela K, uma menina que com certeza deve ser virgem. Porra... virgem, eu vou ser o primeiro dela. Meu pau já latejava. Senti ela se afastando.... não, não, NÃO!
– O que foi, K? – perguntei, levantando, já que ela havia saído do meu colo.
– Eu não sei, a gente não devia estar fazendo isso.
Quase explodi. Mas eu não podia perder essa oportunidade.
– K, relaxa. Só estou aqui pra te acalmar... sou teu escravo, pequena. – eu disse e beijei aquela boca, aquela boca deliciosa, e enquanto ela retribuía, eu a deitava no poof, me deitando por cima, a maciez da pele dela e o corpo me deixavam quase tonto.
Alisei a barriga lisinha dela, e fui puxando devagar a blusa, e antes que ela se arrependesse, tirei o sutiã também; eu sou mestre em tirar sutiã de mulher, anos de prática. Ela tinha seios pequenos, que eu lambi, e juro que nunca mais quero tirar a boca daqui.
– Cobra... para –
– Você vai gostar... xiu – eu disse, passando a mão por cima do shorts dela, e arranquei também.
– Nossa... sem calcinha? Assim eu morro, gata...
– Eu não curto muito usar... incomoda.
– Fica muito melhor sem. — eu disse, passando a mão naquela bocetinha. Eu tava doido pra descobrir se ela era ou não era.
– K, você é virgem? – perguntei. E nesse momento decidi que se o Pedro ou o Duca já tiverem feito algo com a minha Karina, eles vão morrer.
– Sou..
– O Pedro nunca tentou nada? – eu tava admirado, como ele tinha uma gata daquelas e nunca nem uma casquinha?
– Sim, mas nunca teve um lugar e nem nada... Cobra? – ela tava tão linda nua.
– Sim? – e eu tava quase babando.
– Eu já tô sem nada... e você tá todo vestido.
É, assim qualquer lutador vai a nocaute.
(XXX)
(POV – Pedro)
O que eu fui fazer com a minha esquentadinha? Tá, eu precisava muito da grana pra demo, é o meu sonho, eu sempre quis uma banda, sucesso, ser um rockstar.
Mas se eu pudesse voltar ao passado, eu faria tudo de novo e nem que tivesse que trabalhar como acompanhante (é, garoto de programa), eu conseguiria de uma outra forma. Eu não quero que a Karina fique assim... eu preciso dela, não quero/posso ficar sem ela.
Ela é o meu amor.
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