Young Folks
9 Zumbis cheios de sono pedem desculpas a corações quebrados.
Notas iniciais
AEEEHOOO~
Oiolaa gente, belezinha? Era pra eu ter postado esse capítulo ontem, mas acabou nem dando. sorry :l
Mas enfim, estou aqui!
Bjs na bunda e boua leitchura '3'
[Cap não revisado COMO SEMPRE~]
Depois daquele dia fatídico da simulação de Olimpíadas do internato Britanikka, os alunos no dia seguinte tinham que voltar ás aulas, o que de certa forma era pra acabar com suas energias.
Kagami andava nos corredores arrastando os pés, e não se preocupava em desviar das outras pessoas que passavam ao seu lado, esbarrando os ombros e nem pediam desculpas. Lutava para manter os olhos abertos, o que era bem difícil. Queria tanto dormir, tanto! Mas tinha uma aula importante para ir, tinha trabalho em sala para fazer, e se acaso não fizesse, no mínimo ficaria de recuperação, graças as suas notas baixas de dar pena. As vezes ele não se importaria se aquele professor por acaso morresse... Além daquele cara ser bem chato, passava provas e trabalhos foras de datas sem precisar. Era horrível. Ao entrar na sala, encontrou seus amigos todos no mesmo estado que ele, ou pior. Com olheiras profundas e cabelos bagunçados, sem contar que alguns tinham remela no olho e nem ligavam pra isso. O ruivo vai se sentar no seu assento e abaixa a cabeça para descansar pelo menos alguns minutos antes do professor chegar. Kagami acaba escutando alguns múrmuros de outros alunos que estavam na sala. “E aquelas garotas? Para onde será que elas foram? Não as vi depois da competição” “Pois é, muito estranho! Eu queria me encontrar com aquela loira mais tarde” “E eu queria me encontrar com a de cabelo vermelho.” “A sapatão!?” “Não! A baixinha, sabe?” “Ohh, sei, sei” Pobres garotos inocentes, mal sabem eles que nunca mais verão essas garotas. Principalmente a “ruiva lésbica”... Kagami nunca mais quer passar por isso. Calcinha? Nunca mais! Ainda estava assado. –Oe, Kagami, cadê o Kise? –Perguntou Aomine com uma voz embargada, que estava sentado do seu lado. –Eu sei lá... Ontem ele ficou um pouco no quarto e como sempre saiu a noite. –Kagami boceja.- Ai, ai, mas isso ele faz sempre e não é da minha conta. –Fechou os olhos novamente. –Aposto que está no banheiro cortando os pulsos, escutando Lada Del Rey enquanto chora por causa do coração partido. NÉ, DAIKI!? –Falou Akashi num tom mais que irônico. –Nossa Seijuuro-nii, que exagero! Kise-kun não é dessas coisas. Quero dizer, ele sempre é alegre e tals. –Falou Kuroko que estava sentado atrás de Akashi. –Mas eu não duvido de nada não, o Daiki fez merda. –Minecchin é um idiota mesmo. Espero que o Kicchin não provoque um suicídio. –Disse Murasakibara que estava sentado atrás de Kagami.–Por que vocês não calem a boca, eim!? Já disse que depois vou falar com ele! –Mas vem cá, será que o Kise-kun vai vim pra fazer o trabalho? Se ele perder vai acabar ficando de recuperação. –Disse Kuroko. –Não... O Kise conseguiu ficar na média desse bimestre na matéria do professor. Ele pode ser um loiro metido europeu, mas não é tão burro assim. –Falou Kagami desistindo de tirar um cochilo antes da aula começar. –Outro que está aqui e eu não entendo o por quê, é o Akashi... Você já tem uma ótima nota, não é? –Eu tenho, mas é sempre bom ter mais, né? Tirarei nota máxima nesse bimestre de novo!. –O ruivo comenta se gabando. –Não sei por que faz isso. Eu aproveitaria e fazia igual o Midorima, ficaria no meu quarto dormindo, aliás, já tem nota mesmo. Midorima não estava na sala já que tinha nota suficiente e não precisaria fazer este trabalho para acrescentar na sua nota. Kagami tinha uma puta inveja desse esverdeado, ele era tão inteligente, nem se esforçava! –Mas acontece que o Midorima-kun não está tentando se redimir com a mãe. –Falou Kuroko, segurando um sorrisinho. –Hã? Como assim? –Perguntou Kagami. –Eu ainda estou tentando ganhar o perdão da minha mãe por causa do saco de açúcar que eu rasguei. –Ohh sim, o saco de açúcar. E nesse instante o professor finalmente chega na sala, fazendo todos os alunos que antes conversavam ficassem calados. Depois de passar alguns minutos falando sobre a vida, novidades e ditando o trabalho em sala, dizendo como deveria ser feito, os alunos passaram toda a aula fazendo a droga do trabalho, que não era nada fácil. Era cansativo pois tinham que fazer pesquisas em livros e ler muitos textos cansativos com letras pequenininhas. O sinal toca, e a maioria dos alunos terminam o trabalho a tempo, assim como o grupo de amigos de cabelos coloridos. Ainda tinha mais uma aula antes do intervalo, então não poderiam sair para fora. O professor chato sai da sala e todos voltam a conversar. –Juro que se eu ver alguma coisa relacionada a capitalismo e socialismo, eu me jogo daquela janela. –Disse Akashi, botando a mão na cabeça que doía. –Eu estou muito cansado, não sei como consegui me levantar hoje de manhã. –A culpa é do Aka-cchin... Ninguém mandou ficar acordado até tarde. –Disse Murasakibara que abria um pacotinho de barra de chocolate. –Aposto que ficou limpando a porra do troféu a noite inteira. –Debochou Aomine. –Fiquei mesmo, algum problema com isso? Está reclamando por que não foi você que ficou com o troféu, né plebeu!?
–Eu realmente te odeio, Akashi... Muito. –Falou o moreno estreitando os olhos. –Olha só quem resolveu aparecer. –Kuroko chama atenção de todo mundo. Kise entra na sala não falando muito e senta-se em seu lugar. Sua aparência era que nem a dos outros; olhos inchados e vermelhos, sem falar das remelas. Cara inchada de sono e cabelo bem bagunçado, e seu uniforme amassado. O loiro estava acabado. –Nossa Kise, está acabado. –Comentou Aomine. –Culpa sua. –Sussurrou Akashi. –Você também não está muito melhor do que eu, Aominecchi. –Disse Kise num sorrisinho sonolento. –Eu queria ter ficado dormindo, mas nem pude. –Boceja. –Kagami disse que você saiu durante a noite. –Comentou o moreno. –Eu sempre saio, Kagamicchi sabe disso. E eu pensei que vocês também já soubessem. Mas enfim, eu nem consegui acordar cedo pra chegar a tempo de a droga do trabalho. –Coçou a nuca. –Mas de certa forma eu não preciso me preocupar muito, eu fiquei em cima da média. Sabe de uma coisa? Eu odeio esse professor, de verdade. –Quem diabos aqui não odeia? –Falou Kagami, que estava com a cabeça baixa, mais uma vez tentando dormir. –Ele poderia morrer. –Comentou Akashi. –Nossa, Aka-cchin, que agressividade. –Murasakibara. –Ele não é o único que pensa dessa forma, Murasakibara-kun. –Não mesmo. –Disse Kagami, concordando com Kuroko. Os garotos ficam um tempo em silêncio, olhando para um ponto fixo da parede, concentrando-se para manter seus olhos abertos. Era algo bem engraçado de se observar, já que todos estavam morrendo de sono e tentavam ficar acordado. É mais ou menos quando você acorda de manhã e fica sentado na beirada da cama olhando para um ponto fixo sem motivo algum. É hipnotizante. E era isso que os rapazes estavam fazendo. Mas eles saem do transe quando a professora chega para dar aula antes do intervalo. O bom era que a matéria dela era bem vagabunda. Artes. Ninguém presta atenção em artes. Aproveitaram para dormir. Todos acordam com o sinal do intervalo tocando. Kise acorda, se levantando e saindo da sala meio apressado, e todos começam a encarar o Aomine, que ainda estava meio embriagado por causa do sono.–Tá esperando o quê? Seu preto. –Disse Akashi. –O quê que foi? –Disse o moreno, como sempre lerto.–Vai falar logo com ele, cara. –Disse Kagami. –Tsc, tá bom, tá bom... Aomine se levanta devagar e vai andando até a porta, saindo da sala indo procurar por Kise. Kuroko se levanta de sua mesa e vai até Kagami. –Preciso falar com você, Kagami-kun. –E sai da sala. O ruivo levanta uma sobrancelha meio desconfiado. –O que ele quer falar comigo? –Pergunta para o Akashi.–E eu vou saber? –Dá de ombros. –Não vai deixar meu irmãozinho esperando por você não, né? Sobrancelha tarântula. –Tsc... Já to indo. –Assim como Aomine, Kagami se levanta lentamente e vai arrastando os pés até o lado de fora da sala, indo procurar Kuroko. Akashi e Murasakibara foram os únicos que restaram do grupo. Estavam acompanhados com alguns outros colegas. –Bom... –O ruivinho quebra o silêncio que estava entre os dois. –Trouxe o que pra comer? –Pergunta. –Deixa eu ver... –O arroxeado abre sua lancheira. –Tem barrinhas de cereal, um salgadinho, e... Um lanche de presunto e queijo e um suco de manga. –Dá essas barrinhas aí. –Tá... E os dois começam a comer, aproveitando o intervalo. Aomine andava pelo pátio olhando para os lados, estava a procura de alguma cabeleira loira que provavelmente estaria num canto chorando, era o que pensava. Até que passou os olhos de relance para o canto do prédio e viu alguém de cabelos loiros passar por ali, só podia ser o Kise. Estava fazendo um sol do caramba, e só os cabelos do Kise brilhavam no sol, não tinha como errar. O moreno corre para trás do prédio e vê que era o Kise mesmo. O loiro caminhava meio apressado até atrás de uma arvore que ficava bem próximo do muro que cercava o internato todo. Era bem afastado dos alunos e dos prédios. Aomine vai caminhando até chegar perto de Kise, o loiro até agora não havia percebi que foi seguido. –Te achei. Ryota leva um susto ao escutar a voz. Ele se vira bruscamente. –A-aominecchi! Que susto! –Disse botando a mão no peito. –Quer me matar? –Hahaha, desculpe. O que está fazendo num lugar tão distante? –N-nada... Nada de mais. Eu só vim aqui pra... Pra lanchar. –Mostrou a metade de um lanche que estava segurando e um copo de água. –E por que vai lanchar tão longe da gente? –... Por que está me enchendo de perguntas? –Por que eu quero saber. –Cruzou os braços. Kise suspira, vendo que não havia jeito de afastar Aomine e fazer o que tinha que ser feito. O loiro faz um sinal com a cabeça para que os dois saiam do sol e vão se sentar numa escadaria onde havia uma sombra. Era numa parte onde nenhum aluno ia, onde as salas de aulas e dormitórios não eram ocupados. Uma parte vazia do orfanato. Um local calmo e silencioso, onde só se escutava o som do vento batendo nas arvores, refrescando o calor que ali fazia. Os dois se sentam na escada e ficam ali. –Err... –Aomine começa, quebrando o silêncio que havia entre os dois. –Antes de mais nada eu queria pedir desculpas. –Uh? –Kise o olha meio confuso. –Queria me desculpar por o que eu fiz ontem. Acabei te beijando por causa do momento, sabe? Me deixei levar. E sem querer acabei te machucando, não é? –Aominecchi...–Olhe pra você, está acabado... Deve ter passado a noite toda chorando. Me desculpe mesmo.–Heh, você é um babaca, sabia? –Disse o loiro, sorrindo. –Eu estou desse jeito da mesma forma que você. Estou cansado, oras! Eu não dormi nada essa noite, e nem pude descansar das coisas que aconteceram ontem. –Então você não ficou triste comigo? Digo, você saiu dali chorando e Kagami disse que no quarto você estava meio deprimido e depois saiu na noite. –Eu fiquei triste sim. Eu fiquei bem triste, pra falar a verdade. Mas eu vi que não adiantaria nada eu ficar triste por você, já que você não dá a mínima pra mim. Então eu sai. –Hm, entendi... Mas por que você sai todas as noites? –Está muito curioso, não acha? –Vai logo e me fala. Você anda se encontrando com alguém? –Na verdade não. Bom, eu me encontro com alguém sim, quero dizer... Bem, não dá pra falar isso em palavras, acho que só você vendo mesmo. –Hum? Aomine levanta uma sobrancelha meio confuso, não estava entendendo muito bem o que Kise estava querendo dizer. Então ele vê o loiro juntar dois dedos na boca a assoviar bem alto. O moreno olha pra frente e vê atrás de uma arvore, uma caixa de papelão se remexer, e de dentro dela sair um cachorrinho, filhote de Husky Siberiano, saindo correndo e direção ao loiro em pulinhos de forma bem fofa. –M-mas o que é isso!? –Falou Aomine um tanto surpreso, vendo o loiro pegar o filhote e passar a mão nele, tentando conter as várias lambidas que recebia no rosto.–É um cachorro, ué. –Respondeu Kise, brincalhão. –Ah vá, sério!? Mas o que diabos ele está fazendo aqui? –Por favor, não conte para ninguém sobre ele, tá? Se quiser conte apenas para os nossos amigos, mais ninguém. Eu acabei encontrando ele naquele dia que fomos fazer uma viagem da escola. Ele estava dentro de uma caixa de papelão na beirada da rua. –Por acaso foi naquele dia que fomos visitar uma cidade histórica, onde o Murasakibara quase quebrou o vaso de mais de três mil anos? –Isso mesmo, hahaha. A gente estava numa lanchonete tomando café, e eu vi do outro lado da rua que tinha uma caixa de papelão e ela se remexia muito. Eu disse que iria ao banheiro, mas na verdade sai da lanchonete e fui para o outro lado da rua. Peguei minha caneta para rasgar o durex da caixa e quando eu abri, tinha esse garotão lá dentro. Eu não pude deixar ele abandonado lá, então pus ele dentro da minha mochila escondido e levei ele pra cá. –E a partir desse dia você vem saindo a noite.–Uhum, todos os dias eu faço isso. –Kise arranca um pedaço do lanche e dá para ele. –Eu venho visitar ele a noite e durante o intervalo. O bom é que ele é bem obediente e sabe ficar aqui escondido. –Ele é bem fofo, mesmo. –Aomine acaricia a cabeça dele. –Tem nome?–Até hoje não pensei em nenhum. –Deveria mostrá-lo ao Tetsu, ele é bom com nomes. Os dois ficam ali, cuidando e brincando com o cachorrinho que até agora não tinha nome. Kise deu todo o lanche para o animalzinho que comeu tudo e deu o copo de água para ele também. O bichinho que agora estava com a barriga cheia, acabou dormindo no colo do loiro que acariciava suas orelhas. Estava tão bom ficar ali, naquela escada fazia que tinha uma sobrinha aconchegante, olhando para o muro cizentado que cercava todo o internato com arame farpado e as arvores além dele. O céu azul com pouca nuvem e alguns pássaros que voavam sobre. Era tão bom ficar ali.
–Kise... –Aomine mais uma vez quebra o silêncio, chamando a atenção do loiro.–Hum? –Você gosta de mim? E o silêncio mais uma vez se fez. Kise não se sentiu nervoso ou se quer suas bochechas ficaram vermelhas. E Aomine não se sentia estranho ao perguntar aquilo. Era apenas curiosidade, quem sabe. –Gosto. E respondeu por fim. –Hum... Entendi... Depois dessa confirmação um tanto boba, continuaram ali, aproveitando os poucos minutos de intervalo que ainda restava. Mas não estavam nenhum pouco a fim de sair dali para ir estudar. Não mesmo. Ficariam na escada a tarde inteira. E se reclamar, a noite inteira.
Notas finais
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