Young Folks
10 Se não me beijar, olhe nos meus olhos e diga que não me ama.
Notas iniciais
AEEEHOOOO~
Uow, acabei me atrasando um pouquinho com esse capítulo, eu sei, eu sei, me desculpem :U
Err, enfim, aqui está. rs.
Bjs na bunda e boua leitchura~
[Capítulo não revisado]

–Bom... –Se afasta um pouco da grade mas sem a soltá-la, esticando a coluna e as pernas. –Eu ainda não tive a oportunidade de te agradecer pelo o que fez por mim ontem nas competições.–Ohh, sim, claro... –Kagami coça a nuca. –Se não fosse por você eu não teria conseguido. Então... Obrigado. –Acho que... D-de nada, né? Heh. Kuroko percebe que as bochechas do Kagami estavam levemente coradas, mas nada muito exagerado. Um ruborizar discreto.–Kagami-kun... –O chama, olhando para frente, encarando a paisagem que tinha depois dos grandes muros do internato. –Uh? –Kagami olhava para o azulado.–Aproveitando que estamos aqui sozinhos e ninguém vem pra cá, eu quero te perguntar uma coisa... Kagami passa a prestar atenção no menor. Kuroko agora estava com a aparência meio nervosa, olhando fixamente para algum ponto aleatório e apertava as barras de segurança do teto do internato. –Você... Você gosta de mim? A pergunta fez Kagami vacilar por um momento, quase que cai no chão. O seu coração para de bater por um segundo, ele sente os pelos do corpo se arrepiarem, seu corpo pega fogo, seus olhos se abrem, suas bochechas queimam... Tudo isso por um segundo, pois o ruivo se esforça ao máximo para não demonstrar nervosismo. Taiga para de encarar o menor e passa a encarar o horizonte. Ele limpa a garganta fazendo o “caham” e passa a mão na testa discretamente para secar o suor que teimava em escorrer. –Err... Da onde você tirou isso? –Perguntou, tentando não gaguejar. –Eu não sei... Quer dizer, o que você fez ontem realmente me deixou muito feliz, sabe? E as vezes eu te pego olhando pra mim. –V-você pega!? –Ele se virou bruscamente para o menor, deixando o nervosismo transparecer. –Uhum... –Ele balança a cabeça positivamente. –Não é que eu não vá me importar com isso, sabe? Eu me importo... –Kuroko morde de leve os lábios inferiores e fica de frente para o ruivo. –Sabe... Naquela noite em que brincamos de verdade e desafios e o idiota do Akashi falou sobre um desenho que eu fiz... Era verdade... Kagami engole seco, realmente estava difícil se conter ali. –Então quer dizer que... –O ruivo começa a falar. –V-você gosta de... Mim... Kuroko respira fundo e encara Kagami. –Uhum... E você? Gosta de mim? O ruivo olha pra outro lugar e faz um leve biquinho de puro nervosisto. Ele coça a nuca mais vez e passa a encarar Kuroko. –B-bom... E-eu não sei dizer ao certo, quer dizer... Caham’, eu acho você um cara incrível, sabe? E tipo... –Kagami-kun, você enrola de mais. Kagami sente uma pontada. –O-olha... Quer saber, isso foi uma repentino, cara! Tipo... Tá, que se foda. Eu gosto de você sim! E eu gostei de ver você vestido de garota, achei você super fofo! E naquela hora que eu ri da sua cara, quando você se vestiu de menina, eu estava disfarçando, meu nariz sagrou, não viu? Então! Ele sangrou por que eu gostei, gostei demais! –K-kagami-kun... –Os olhos do azulado brilhavam com tudo o que o ruivo dizia. –Eu percebi que gostava de você alguns meses depois que entramos aqui no internato, faz tempo... –Mais uma vez o ruivo coça a sua nuca. –Não é por nada não, mas eu gosto de você num nível de ficar imaginando a gente transando... Kuroko se surpreende com aquela frase, realmente não esperava escutar aquilo. –É sério... T-tipo, durante a noite, eu fico me imaginando em cima de você e... E as vezes eu olho pra sua bunda. E eu me imagino dentro dela. E tá ligado aquele dia que eu passei mal na aula de Química? –Aquele dia que você vomitou na sala...–É. Então. Eu forcei o vômito, eu botei o dedo na garganta e vomitei, tudo pra sair da sala. Eu estava excitado! Tinha um puta volume na minha calça e eu precisava ir no banheiro, antes que acontecesse um desastre na sala! –Kagami falava meio rápido e gesticulava bastante. O ruivo falava até o desnecessário. Estava cansado de ficar segurando tudo aquilo só pra si. –Você deve estar me achando um psicopata nojento agora... –Diz o ruivo meio cabisbaixo. –Não... –Kuroko sorri. –Por incrível que pareça eu na acho, até por que eu já tive pensamentos eróticos com você também.
Kuroko falou aquilo calmamente, sem nenhum pingo de nervosismo ou vergonha na cara.–Eu também comecei a reparar em você no dia em que chegamos aqui no internato. Achei você super bonito, forte e que marcava presença ao contrário de mim. E aproveitando que você acabou de revelar que já se masturbou pensando em mim, fique sabendo que também já fiz isso. Ficava em imaginar como seria você dentro de mim... Enfiando com força... As bochechas do Kuroko agora tomaram uma coloração avermelhada, e as do Kagami estavam numa coloração roxa! O ruivo vira o rosto, não aguentando ficar ouvindo tudo aquilo da pessoa que gostava. Ele sentia que poderia regurgitar seu estômago. Sentia como se tivesse levado um tiro na cabeça. Sentia que se estivesse tomando alguma coisa, cuspiria na hora. –Kagami-kun... –Kuroko se aproxima do ruivo e põe as suas mãos no peitoral do mesmo, levantando os pés e aproximando seu rosto no maior. –K-kuroko... Kuroko estava cansado de esperar, ele queria aproveitar que os dois estavam sozinhos para se declarar e também pra agarrá-lo! Passou muito tempo contendo as emoções toda vez que via aquele ruivo delícia. Queria beijar o Kagami. Queria transar com o Kagami. Dá-lhe hormônios. Dá-lhe! Kagami ao contrário do azulado, estava tão nervoso mas tão nervoso que soava frio a cada segundo que passava e o rosto do menor se aproximava. Ele sabia que se continuasse ali iria beijar Kuroko e realizar seu sonho. Mas tem um porém... Será que faria bonito? Será que daria um beijo daquele de cinema que faria o pezinho do menor se levantar? Com todos esses pensamentos, faltando milímetros para as bocas se encontrarem, Kagami agarra o ombro do Kuroko e o encara meio assustado. –D-desculpa Kuroko! E dá as costas, saindo correndo. Deixando o menor para trás com cara de bobo. –K-kagami-kun... –Sussurrou Kuroko, não entendendo nada. Começou a pensar em várias coisas. –O que eu fiz...? Será que eu... Oh droga, agora ele não gosta mais de mim! –Pôs as mãos nos cabelos nervosamente e se agachou, lamentando-se por ser um grande idiota. [...] O sinal toca e os alunos voltam para as suas salas. O único que retornou foi Kagami, que estava meio pálido. Kuroko continuou no telado. Aomine e Kise, aproveitando a tarde na companhia do cachorro. O ruivo se senta em sua mesa e abaixa a cabeça, não querendo conversar com ninguém. Akashi e Murasakibara se entreolham e perguntam-se o que diabos aconteceu. –Oe, Taiga, o que foi? Cadê o resto do pessoal? –Pergunta o ruivo menor. –Eu não sei... –Murmurou. –Eu não sei o caralho, me responde direito. Onde tá o Daiki e o Ryota? –Eu sei lá, caramba! –O ruivo levanta as costas e encara Akashi. –Devem estar se pegando. –Ohh, será que Minecchin e o Kicchin se acertaram? –Perguntou Murasakibara, dando um sorriso sonolento.–Acho que sim, Ryota deve estar com as pernas abertas enquanto Daiki fode ele. Huoohohoho~ -Sorriu maldosamente. –Eu deveria parar de falar merda. Imperador num fala merda. Vou me comportar. Enfim, Taiga. E você com o meu irmão?–Tsc, não quero falar sobre isso. Eu sou um idiota. –Disse olhando pra janela, meio cabisbaixo. –Todo mundo sabe que você é idiota, senhor tarântula. –Para de me chamar de tarântula, que saco!–Suas sobrancelhas são peludas igual a uma tarântula, lide com isso. Vai, desembucha. –Kuroko disse que gosta de mim... –OHH, FINALMENTE! NEIDE ME SEGURA, NEIDE. E AI, VOCÊS SE COMERAM? –Fala baixo palhaço! A sala toda tá olhando! Quando o ruivo menor olha ao redor, ele percebe que a maioria dos alunos da sala estavam olhando atentamente para os assuntos dos dois. –OHHH, VIROU FESTA AQUI AGORA, É? ACHAM QUE TÃO NA DISNEY? –Akashi começa a bater palma. –PODEM OLHAR PRA OUTRO LADO SEUS BANDO DE GANÇO! Todo mundo dá de ombros e voltam a conversar entre si.–Pronto, afugentei os filhos da puta, agora continua, conta tu-do! O imperador quer saber. –Não aconteceu nada, cara! Ele disse que gosta de mim, eu também disse, mas aí ele foi tentar me beijar e eu sai correndo. –POR QUÊ VOCÊ SAIU CORRENDO??? CÊ É IDIOTA!? Ao gritar novamente, chama a atenção dos alunos.–PORRA, TÁ DIFÍCIL EIM! –Akashi grita mais uma vez para os curiosos da sala, que viram o rosto novamente com medo do ruivinho.–Cê é idiota, seu ruivo de merda!!! –Akashi continuava a falar alto, só que de forma mais contida. –Você abandonou meu irmãozinho! Tem merda na cabeça?–Não foi isso Akashi, que droga! –Tadinho do Tetsuya, ele deve estar chorando por ter sido abandonado. SEU DESTRUIDOR DE CORAÇÕES. –Eu estava nervoso, que merda! –Oxi, nervoso a merda. Se fosse eu metia a língua. –Tá, beleza, você é você. Mas eu nunca havia beijado na vida! Eu ainda sou BV! –Com 15 anos nas costas, você ainda é BV? –Ué, qual o problema? –Esse mundo de agora tá foda, né Atsushi? –Akashi se vira para Murasakibara, que concorda balançando a cabeça. –Mas você também é um idiota, né? Kuroko também é BV.–Mas eu não queria fazer feio, sabe? Eu queria dar o melhor beijo do mundo, nele. –Nossa, como é sonhador esse Taiga, meu Deus. –Akashi dobrou os lábios e encarou o ruivo com os olhos serrados, uma perfeita expressão de desdém. –No mínimo o Tetsuya estava nervoso também e ele não pensou nisso, eu conheço o meu irmãozinho trouxa. –Tá, e aí?–E aí é que você fodeu com o pobre coraçãozinho dele... Deveria tomar vergonha na cara, Taiga. Kagami agora se sentia super mal. O professor entra na sala de aula, interrompendo a conversa dos alunos. –Akashi, Akashi! –Kagami chama pelo ruivinho. –O quê?–O que eu faço!? –Sussurra. –Se vira! Você só aprende a beijar, beijando. –Sussurrou de volta. –...Tem rasão! Eu tenho que beijar!–Isso, beija! A propósito... –Quê?–Está me devendo dois e cinquenta. –Por quê!? –Eu te dei um conselho. Acha que vai sair de graça? Coitado... –Vai se foder “Akashit” ![...]As aulas já haviam acabado. Os alunos iam para seus dormitórios. Aomine e Kise finalmente saem da onde estavam, deixando o cachorrinho na caixa de papelão dele, escondido de todos. Kuroko sai do telhado, ainda meio triste pelo o que aconteceu, mas tinha que retornar ao seu dormitório. Todos estavam em seus quartos, preparando-se para dormir. Akashi ainda estava acordado, encarando o troféu que estava em cima da sua estante. –Akacchin não tá com sono? –Perguntou Murasakibara de sua cama. –Eu não fico com sono nessa hora... Sabe, Atsushi, eu sou muito bom pra dar conselho, né? –Akashi se joga na cama do arroxeado. –Uhum...–Eu sou demais... Deveria ser conselheiro.–Mas Akacchin disse que seria advogado. –Advogado e conselheiro nas horas vagas. –Seus olhos brilharam. –Akacchin...–Quê?–Você é muito metido.–Sou mesmo...[...]Kagami andava pelos corredores dos dormitórios masculinos meio receoso, com medo de ser pego no toque de recolher do local. Ele anda apressadamente até um certo quarto que não ficava muito longe do seu. Ele para na frente da porta e bate nela.–Calmaí que eu atendo... –Disse Aomine, se levantando de sua cama. Ele abre a porta. –Bakagami? –Disse. –Quê que cê tá fazendo aqui, cara? Cuidado com o toque de recolher, eim. Kagami olha em volta pra dentro do quarto do moreno, ele vê que o Kuroko não estava lá. Dava para se escutar um barulho de chuveiro, talvez o menor estivesse tomando banho. –Aomine, era com você que eu queria falar. –Quê que tu quer? –Vem rapidão comigo. –Kagami agarra o braço do moreno e o arrasta para a escadaria mais próxima, se escondendo ali. –Escuta aqui, se um guarda me achar, eu fodo com a tua vida! –Disse Aomine, irritado. –Tsc, cala a boca, até parece que você não já saiu do seu quarto escondido mesmo tendo toque de recolher. Eu sei muito bem que você se encontra com várias garotas. –Garotas, não um moleque seboso que nem você. –Tá, tá... Escuta... Eu quase beijei o Kuroko. –Ohh maravilha, até que enfim eim... Espera... Como assim, “quase”? –Ele estreitou os olhos. –Eu não beijei ele por quê fiquei com medo.–Nassassenhora’ que bichinha. –Vai tomar no seu cu, seu preto! Eu fiquei com medo de fazer feio, não beijar direito, que droga!
–Tá, e eu com isso? –Você é um cara experiente nesse assunto, então... –Hm... ? –Aomine cruza os braços e sua expressão agora era de desconfiado. –Me ensine a beijar... !
Notas finais
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