Young Folks

11 Beijos, beijos, negócios a parte.


Notas iniciais
YEAAAAAAAHHHH! Gente eu demorei, eu sei. Era pra ter postado na segunda, mas aí eu só escrevi ontem e tô postando hoje... Sorrie' :v BOM. Esse capítulo tá legalzinho, espero que gostem. Sem imagem de capa dessa vez... Não tenho mais nenhuma G_G Mas enfim... Bjs na bunda e boua leitchura. [capitulo não revisado]

O moreno ainda estava parado no batente da porta de seu dormitório. Kagami estava na sua frente e não tinha nenhum sinal de ruborização, então o mesmo determinou que estava falando sério. Mas mesmo sabendo que o negócio era sério, ele não queria botar isso na cabeça. Não queria “engolir”.

Aomine estreita os olhos e cruza os braços, e encara Kagami nos olhos.

–...Quê? –Disse.

–Eu disse pra você me ensinar a beijar... –Repetiu o ruivo.

–Tá... Te ensinar a beijar... –Ele dá uma pausa. –Como?

–Eu sei lá! Invente aí um método de ensino...

–Olha cara, cê tu num sabe beijar o problema não é meu... –Daiki põe a mão nos ombros do ruivo. –Cada um com seus problemas. –Ele sorri falso, e dá meia volta.

–AHH CARA POR FAVOR! –Kagami fala um pouco mais alto.

–Escuta aqui Kagami, se tu num sabe beijar, aprenda ué! Beija a parede... Faça reflexão de boca.

–Tu acha que sou otário?

–Sim, pra pedir isso pra mim, deve ser.

Kagami engole a seco e fica calado. Estava sem palavras.

–Olha Aomine... Não é por mim... É pelo Kuroko... –Decidiu apelar.

O moreno ergue uma sobrancelha.

–O que eu ganho em troca?

–... Sei lá... Eu já estou devendo dois reais pro Akashi e-

–Dez.

–... Hã?


–Dez reais e eu te ensino a beijar.

–Cê tá louco? Dez reais!?

–Eu vou encostar a minha boca na tua só pra te ensinar a beijar! Reclama não se não peço algo pior!

–Tá bom, tá bom! Eu te pago!

–Beleza então... –Aomine se vira pro seu quarto. –Tetsu! Eu to saindo, volto já!

Kagami da porta conseguiu escutar a voz do pequeno azulado em resposta.

–Tá bom, tome cuidado com o toque de recolher.

Aomine fecha a porta e arrasta Kagami consigo no meio daquele corredor escuro em direção á escada.

Os dois descem alguns degraus e sentam-se.

–Escuta aqui, se tu falar pra alguém que eu te beijei eu te mato. –Disse o Aomine, falando baixinho.

–E você acha que eu vou espalhar? Se toca, isso daqui é mais vergonhoso pra mim, que não sei beijar e tive que recorrer a um babaca que nem você.

–Cala a boca... Tá, err... Tsc, nem sei por onde começar. –Aomine de certa forma estava constrangido, nunca pensou que iria ensinar aquele ruivo idiota a beijar. É cada uma que o aparece.

–Se você quer dar um bom beijo no Testu, tu tem que ter pegada. Slá, primeiro pega ele pela nuca, assim. –Aomine se aproxima um pouco de Kagami e põe sua mão na nuca do ruivo, segurando-a firme. –De quebra também bote a mão atrás da cintura o trazendo mais pra perto, pega com vontade... E se você estiver excitado é só você roçar o teu pau nele.

–Cara... É um beijo ou um inicio de uma transa? –Kagami estreitou os olhos, começando a ficar confuso.

–Pode ser o inicio de uma transa se o beijo for bom o suficiente... E vem cá, onde é que você vai fazer isso?

–Talvez no telhado.

–Olha aí, se tu beijar bem pra caralho e fazer o que tem que fazer, Kuroko ficará excitado também e os dois vão transar no telhado. Eu já fiz isso, é bem da hora.

–Achei que fosse virgem!

–Kagami inocente... Olhe pra minha cara e vê se eu tenho cara de virgem...

–... Tá continua...

–Bom, enfim. Antes de começar eu preciso fazer uma coisa... –O moreno se afasta brevemente e puxa seu celular que estava na bermuda. Ele mexe um pouco até por numa imagem que Kagami não conseguiu enxergar direito, e posiciona atrás do ruivo, passando a encará-la e se aproxima de Taiga.

–Ow, ow, ow, o que é isso? –Kagami se afasta um pouco e vira a cabeça, tentando ver o que tinha no celular.

–É a imagem do Kise vestido de mulher! Eu tirei uma foto dele escondido.

–E por que você pegou isso!?

–Pra eu ficar olhando e imaginar que estou beijando ele ao invés de você!

–Merda, eu bem que poderia fazer isso também, mas não tenho nenhuma imagem do Kuroko... –Disse meio cabisbaixo.

–Olha... –Aomine vasculha mais um pouco no celular. –Eu tenho uma foto dele vestido de garota.

–Cê tirou uma foto dele?

–Uhum... Vou te passar pelo Bluetooth.

Kagami rapidamente puxa seu celular e alguns segundos depois ele recebe a foto.

–Nossa, ele tá fofo. –Diz Kagami vendo a imagem do celular. Kuroko estava olhando pro lado enquanto segurava sua saia. Deveria estar distraído com alguma coisa. –Agora excluí essa imagem. Não quero que fique com ela.

–Tá bom, tá bom, ciumento... Agora cala a boca.

Aomine posiciona seu celular atrás de Kagami, e o ruivo faz o mesmo.

Aomine se aproxima de Kagami e junta suas bocas. Kagami fica surpreso com o contato repentino mas não recua, ele continua na mesma posição prendendo a respiração por causa do nervosismo. Ele passa a olhar para a imagem do Kuroko e fecha os olhos começando a imaginar.

Aomine passa sua língua nos lábios do ruivo fazendo que o mesmo os abra minimamente. Kagami abre a boca e os dois iniciam um beijo calmo, com a língua do Aomine remexendo de forma curiosa pra dentro da boca do ruivo, enquanto o mesmo mantinha-se tímida. O beijo tinha alguns estalos. O moreno se afasta um pouco.

Kagami estava ofegante.

–Oe, tá fazendo muito barulho, e mexe mais essa língua, tá uma bosta.

–Vai se fuder... –Disse emburrado.

Aomine se aproxima de novo e os dois reiniciam o beijo. Dessa vez com menos estalos e barulhos e Kagami se esforçava para ir no mesmo ritmo que o Aomine. Um filete de saliva escorre pelo canto da boca.

O moreno se afasta de novo.

–Muita baba... –Disse limpando a boca. –Engole essa saliva que está acumulada. Se controla!

–Tá bom, merda! Tsc, eu to nervoso que saco... –As bochechas do Kagami começam a ficar avermelhadas.

–Tu é muito viado... –Aomine estreita os olhos. –Tem certeza que vai ser o ativo na relação?

–Vai a merda! Lógico que vou!

–Aposto que vai enfartar no dia que for comer ele.

–E-eu não! –Ele ruboriza mais.

–Tá, fica quieto...

Aomine mais uma vez se aproxima e os dois recomeçam o beijo. De forma um pouco mais agitada, Kagami conseguia acompanhar o ritmo do moreno, sem muita salita, mexendo a língua e sem fazer barulho. Um beijo silencioso e bom. Aomine ao mesmo tempo que beijava Kagami, ficava se lembrando da imagem que via do Kise, e se lembrava do dia que acabou beijando ele por impulso. Aquele beijo de certa foi bom e conseguiu sentir o gosto do loiro... E odiava admitir mas, acabou gostando.

E por outro lado Kagami ao mesmo tempo que beijava o moreno também imaginava. Ficava pensando se acaso tivesse beijado Kuroko ali no telhado o que teria rolado. Do jeito que os dois estavam apressadinhos e bem “soltos”, no mínimo rolaria alguma coisa...

O ruivo com aqueles pensamentos sentia seu corpo esquentar, queria sentir mais, queria imaginar mais! Imaginava Kuroko fazendo várias e várias coisas. O problema é que a cada segundo pensando no Kuroko, mais ele correspondia o beijo e pressionava mais o seu corpo no do Aomine. O moreno percebendo que o ruivo stava ficando cada vez mais animadinho, ele abre os olhos numa mistura de impressionado e confuso, o que aquele filho da puta estava tentando fazer!?

Aomine põe as mãos no ombro do rapaz e tenta o empurrá-lo.

–K-kagami... OE! Mm-nh! KAGAMI!!!

Kagami estava em transe.

Enquanto Aomine tentava se salvar daquele ruivo que imaginava merda durante o beijo, os dois mal ouviram passos se aproximando.

–Mas que porra é essa?

Kagami desperta do transe e vira o rosto, e Aomine faz o mesmo, quase quebrando o próprio pescoço de ter virado tão rápido.

Midorima estava parado no corredor olhando para os dois que estavam na escada. O esverdeado encarava os dois com os olhos estreitos com uma mistura de condenação e nojo.

–Eu só fico um dia fora e depois pego dois babacas se pegando... Gente, eu perdi muita coisa? –Pergunta Midorima ajeitando os óculos.

–M-MIDORIMA!!! –Aomine empurra Kagami com força fazendo o ruivo se desequilibrar e cair dois degraus pra trás e se agarrar no corrimão. –VOCÊ NÃO VIU NADA, CARA, NADA!

–Tá bom, eu não vou espalhar nada sobre o romance secreto dos dois. –Sorriu de forma desconfiada.

–Mas a gente não tá tendo nada! –Disse o moreno de forma meio desesperada.

–Midorima, fui eu! –Kagami levanta o braço.- Eu pedi pra ele me ensinar a beijar...

–Tu num sabe beijar? Tu é BV? –Perguntou Midorima.

–Eu sou... Quer dizer, eu era...

–Caralho, você deve ser o único BV...

–O que foi? Você não é não?

–Lógico que não. –Midorima ajeita os óculos, e os garotos conseguem ver um brilho.

–Nossa, até o Midorima não é mais BV, Kagami... E você aí... –Debochou o moreno.

–Tá, tá, mas enfim... Desculpa aí Aomine, acabei me exaltando um pouco.

–Eu percebi! Eu sei que sou gostoso e pan, mas tentar me assediar tá errado, véi.

–Não tem nada com você, não! Eu fiquei imaginando coisas com o Kuroko nessas horas...

–Mas é um virgem mesmo... –Falou o esverdeado.

–...Midorima... Vai me dizer que você-

Midorima não diz nada, apenas sorri de canto e olha para o lado, os dois garotos veem mais uma vez um brilho no óculos do mesmo.

–Gente... –Aomine diz, impressionado. –Kagami, agora seria o momento para se entrar em desespero, né? Pois até o Midorima já transou e você aí!

–Porra gente, cês não tem infância não? Parece que todo mundo aqui já transou e a maioria não tem mais de 15 anos! –Kagami dizia num tom de indignação. –Com quantos anos cês transaram?

–No começo do ano, antes de voltar das férias. –Midorima.

–Nem me lembro... Acho que foi com doze anos... –Aomine coçou a nuca, sonolento.

–Gente? –Midorima e Kagami dizem ao mesmo tempo.

–Bom, eu sai do meu quarto só pra ir no banheiro, mas eu já estou voltando. É melhor vocês dois irem para os seus dormitórios se não estarão encrencados. –Disse o esverdeado começando a andar no corredor.

Kagami se levanta e Aomine também.

–Valeu aí cara... –Kagami levanta sua mão e os dois fazem um cumprimento. –Ajudou muito... Agora só falta eu praticar isso no Kuroko. –Sorriu.

–Naah, nóis’ é brother, mesmo. Tem que ajudar... Mas oh... Tá me devendo dez reais e um mês arrumando a minha cama.

–Hã? Mas... Mas não era só os dez reais?

–A vergonha que você me rendeu em frente do Midorima mais o quase estupro que me causou, vai custar mais caro! E não se esqueça que te dei uma imagem do Kuroko!

–Tsc... –Ele põe as mãos na bermuda e vira cara fazendo biquinho. –Tá bom, tá bom.

Os dois escutam passos de botas de couro no chão. E uma luz no fim do corredor causado por uma lanterna aparece, chamando a atenção deles.

–OE, QUEM ESTÁ AÍ!? JÁ PARA OS SEUS QUARTOS!

Kagami e Aomine começam a correr para os seus quartos.

Kagami entra no seu dormitório apressado e fecha a porta a trancando, quase que foi pego pelo guarda. Ele acalma a respiração com um suspiro e olha para a beliche, vendo que Kise não estava lá, havia saído de novo. O ruivo murmura e se joga em sua cama se cobrindo. Ele pega seu celular de novo e fica encarando a foto do azulado vestido de menina. Estava realmente fofo...

Bom, estava cheio de dividas... Mas pelo menos tinha um papel de parede do Kuroko no seu celular.

Aomine entra em seu quarto e vê Kuroko deitado em sua cama, lendo alguma coisa.

–Onde foi? –Perguntou Kuroko, ainda olhando pro livro.

–Uma garota...

–Hunf... Um dia vai acabando engravidando uma delas.

–Credo Tetsu! Credo! –Se arrepiou só de pensar sendo pai.

O moreno anda o banheiro e esvazia a bexiga, mas não volta pra cama. Algo o impedia.

–Não vai dormir? –Pergunta Kuroko.

–Tô sem sono... Minha mente tá cheia de coisa.

–O que foi?

–Ahh sei lá... –Daiki faz alguns segundos de silêncio. –Agora a pouco eu fiquei imaginando em como seria beijar o Kise de novo, sabe? Só que dessa vez sem ele estar vestido de garota... Seria um beijo do Kise mesmo... Kise, Kise, sacas?

–Hmmm, Aomine-kun tá apaixonado... –Sussurrou, escondendo sua face no meio do livro.

–Eu escutei isso, ok!? E não... E-eu acho que não... –Disse com pouca convicção... Quer dizer, com nenhuma.

O moreno bufa e se levanta da cama indo em direção a porta, abrindo-a de novo.

–Aomine-kun?

–Eu vou... Vou dar mais uma volta...

E disse simplesmente, saindo do dormitório mais uma vez, deixando o pequeno azulado sozinho no quarto.

Aomine até então não sabia direito por que estava fazendo aquela besteira. Ele só sabia que estava indo para o mesmo local de ontem e sabia ele que “ele” estaria lá, como todos os dias, durante as tardes e noites.

Ele passa pelos corredores e desce as escadas silenciosamente para não chamar a atenção dos guardas e corre para fora do prédio, indo para o pátio. Ele anda mais um pouco até atrás do grande prédio. O moreno olha em volta e vê que estava tudo escuro com pouca iluminação, o som de cigarra fazia presença na grama do lugar e o céu estava negro, sem nuvem nenhuma, com a lua no topo, e por incrível que pareça, várias estrelas estavam á mostra.

Aomine achou estranho que só aquela noite estava bonita demais...

–Aominecchi... –Escutou uma voz conhecida chamando seu nome. Ele vira o rosto e encara o loiro que estava agachado perto da arvore, segurando o cachorrinho nos braços.

Aomine sorri e se aproxima, sentando na arvore ao lado dele.

–Cuidando desse pulguento de novo? –Comentou, olhando pro cachorrinho que comia alguns biscoitos.

–Não o chame assim... –Kise acariciou o animal. –E o que faz aqui? E o toque de recolher?

–Digo o mesmo a você.

–Eu tenho meus motivos. –Sorriu.

Kise sente as pernas cansarem por causa da posição em que estava, então se senta no chão da mesma forma que o moreno. Ao sentir o loiro se acomodar, o moreno se aproxima mais um pouco e encosta sua cabeça no ombro do mesmo, sentindo o cheirinho de shamppo de ‘mulherzinha’ que o mesmo usava. Kise ficou um pouco surpreso com a ação do outro, mas manteve-se calmo, sem expressar nenhum nervosismo. Apenas o deixou.

E os pensamentos de antes voltaram a rondar sua cabeça. Aomine estava ficando realmente irritado.

–Kise...

O chamou. E o loiro se virou para o encarar, e foi mais uma vez surpreendido, dessa vez por um beijo.

Ao sentir seus lábios serem pressionados pelo outro, seu coração começou a bater mais rápido e suas bochechas brancas ganharam uma coloração avermelhada. Era a segunda vez que estava sentindo o beijo de Aomine, mas dessa vez algo parecia diferente, não era igual ao primeiro. Então ele apenas aproveita, e fecha os olhos o correspondendo.

Aomine no entanto, o beijava com calma e sentia-o corresponder.

“Ahh... Então é assim como é beijar o Kise... O Kise, Kise mesmo...”

Notas finais
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