Young Folks

16 Pousada com cremes perdidos, banhos pensativos e guerras fofas familiares.


Notas iniciais
Oi. *corre* AQUI ESTÁ O NOVO CAPÍTULO! Yeah~ Eu havia dito que seria de 15 em 15 dias, né, não? Pois é... Bom, eu não consegui responder todos os comentários que me deram nos capítulos anteriores, peço desculpas, mas fiz o possível pra poder atender a todos D: Quero agradecer de coração a gi por ter recomendado a fanfic! YEAAAH, É A TERCEIRA RECOMENDAÇÃO GENTE! ASIUDGDAUGD Estou toda coisada aqui ~ E tenho um aviso aqui pra falar pra vocês... Young folks tá acabando... Amém. *corre* Já planejei o final, já sei como serão os próximos capítulos, então sim, o fim está próximoo~ HUOOHOHOHO Beijão na bunda e fiquem com mais um capítulo '3' Sai~

Os meninos chegaram no hotel durante a madrugada. Estavam bem descansados graças ao bom tempo que passaram dormindo no ônibus. Quando finalmente chegaram foram correndo para os dormitórios que dormiriam em grupos. Eram grandes quartos com futons, onde os lençóis e cobertores quentinhos seriam postos no chão e dormiriam todos reunidos na maior paz e fraternidade.

Como verdadeiros amigos...

–VOU FALAR PELA ULTIMA VEZ, ONDE É QUE ESTÁ O MEU CREME!?

Mal chegaram direito no quarto em que iriam ficar, e na hora de desfazer as malas e organizar as coisas, Akashi descobre que seu creme para pernas com cheiro de pêssego não estava em sua mala.

–Porra, Akashi, para de gritar! Acabamos de chegar no hotel, estamos ocupados arrumando nossas coisas, ninguém tá ligando pra esse creme! –Disse Midorima, irritado com o alvoroço que o ruivinho estava fazendo.

–Mas eu botei ele na minha mochila, que saco! Como é que foi sumir?

–Qual o problema de ficar sem passar cremes? Eu não acredito que você passa creme.

–Tenho pernas lindas meu querido, não é a toa que elas são desse jeito. –Akashi faz um pose, mostrando as pernas.

–Ninguém liga pra essas pernas feias e branquelas.

Akashi irritado com Midorima, pega uma tesoura que por acaso estava dentro de sua mochila e se vira rapidamente para atacá-la na boneca inflável, tentando furá-la; mas Midorima é mais rápido e a pega, fazendo com que a tesoura prenda-se na parede.

Todos encaram os dois meio surpresos.

–PERDE O CREMINHO, MAS NÃO PERDE A PORRA DA TESOURA! –Diz em voz alta o esverdeado. Segurando a boneca possessivamente a protegendo. Se ela estourasse seria um item da sorte perdido, e um item da sorte perdido é má sorte por um bom tempo. E com a vida que Midorima tinha ao lado daqueles idiotas, má sorte é pedir pra morrer.

–MELHOR TU CALAR ESSA BOCA SE NÃO EU FURO ESSA BONECA HORROROSA! –Gritou o ruivinho.

–NÃO VENHA FURAR A ROSANA. DEIXA ELA QUIETA!

–Rosana? –Sussurrou alguém que estava prestando atenção na briga. No mínimo alguns dos meninos que estavam prestando atenção.

–Akashicchi, não se preocupe, eu tenho alguns cremes aqui na minha mala. Eu trouxe! –Disse Kise a fim de apartar a briga dos dois.

–Porra Kise, não atrapalha, eu quero ver o Akashi furar o Midorima ou a Rosana’ com aquela tesoura. –Disse Aomine entusiasmado com a briga.

–Aominecchi gosta mesmo de ver brigas, não é? –Os olhos dourados do loirinho se estreitam. Aomine era um nigga que adorava ver barraco.

–Me mostra aí os creme que tu tem. –Akashi dá as costas para Midorima e vai até Kise ver a grande mala que o loiro havia trazido.

–Tem esse daqui que é para os pés, esse daqui para os joelhos com cheiro de amora, esse daqui para as coxas com cheiro de laranja, tem esse para os braços, para as costas, tem um pra barriga. E um para o corpo inteiro com cheiro de frutas vermelhas. –Kise ia dizendo várias e várias opções.

–Tem um aí pra pernas ressecadas com cheirinho de pêssego?

–É o que eu mais uso. Tem uma outra versão dele com cheiro de morango.

–Ah, vou querer.

–É uma salada de fruta? –Perguntou Midorima.

–Akacchin vai ficar com cheirinho de pêssego? Eu gosto de pêssego... –Murmurou Murasakibara.

–Kise deve ter a pele realmente macia graças aos cremes que ele usa. Isso é bem viadinho mas é bom vendo por outro lado... –Aomine põe a mão no queixo pensativo. –Perfeito para ser a “mãe dos meus filhos”.

–O-oe Aomine, o Kise é homem, ele não-

–Kagami-kun, cala a boca, deixa ele com os seus devaneios. Deixa ele fantasiar. A verdade seria dura demais para ele. –Diz Kuroko profundamente como se fosse um sábio, interrompendo Kagami.

–Mas-

–Shhh... A verdade um dia irá vir para ele, ele terá de ser forte...

–... Ok, então. –Kagami deu de ombros.

[...]

Aomine realmente queria ter Kise em seus braços logo. A partir do dia em que os dois estavam oficialmente namorando ele se perguntava como seria transar com alguém do mesmo sexo. Era um tanto curioso e parecia ser excitante, ainda mais com alguém vindo de Kise. O moreno já o conhecia faz tempo, não era de agora. Os dois já foram amigos desde a infância. Sabia que Kise era lindo de todas as perspectivas, e que seu corpo era delicado com traços femininos. Tinha curiosidade de tocar aquela pele e ver no que dava.

Pensar muito o excitava.

Mas ficou meio receoso depois da noite em que atacou o loirinho sem pensar e tentou transar ali mesmo. Viu que Kise estava meio assustado consigo. Por um momento ficou com medo de ter estragado tudo e que do nada Ryota acabaria com tudo... Mas por incrível que pareça, Kise ainda continuava grudado a si e queria ter sua companhia, e isso o deixava mais tranquilo.

–Ahomine... OE!

Aomine sai de seus devaneios quando escuta seu nome ser proferido por uma voz grossa nada suave. Totalmente o contrário da voz do Kise!

–Ahh, o que é!?

–Você tá viajando demais cara. O que tá havendo? –Perguntou Kagami.

Os dois estavam em uma banheira na área do banho na pousada. Eram águas termais, tinham a temperatura perfeita. Os outros garotos já haviam saído das termas e agora estavam se preparando para dormir, e Kagami e Aomine continuaram um pouco mais nas termas.

–Kagami... Tu se acertou com o Kuroko, não é? –Pergunta o moreno.

–Já... Por que?

–Cês já transaram?

–A-ainda não! –E ficam rubras as bochechas de Taiga.

–Por quê? Tetsu tá com frescurinha?

–Na verdade não... Sou eu que não estou preparado... –Se encolheu um pouco na banheira.

–Pera... É tu que vai dar? Caraca o Tetsu é um pegador mesmo, eim!

–Nãoo! É eu que ficarei por cima! Kuroko é que tem um fogo do cão, nunca imaginei que ele fosse desse jeito... Ele diz que quer que eu o coma logo.

Aomine se vira um pouco e passa a encarar Kagami diretamente com os braços cruzados.

–O que foi? –Pergunta o ruivo.

–Tu é muito viadinho...

–Cala a boca!

[...]

Se por um lado Aomine estava pensativo, Kise também estava. Achava ele que a reação que teve no internato não foi uma das melhores, foi exagerada, não precisava tudo daquilo... Mas sentiu-se com medo, era algo muito repentino. Ás vezes odiava ser do jeito que era. Por que diabos foi nascer tão feminino?

–Cês tão com sono? –Perguntou Murasakibara, que estava sentado em seus cobertores ao lado dos cobertores de Akashi.

–Eu não. –Responderam todos.

Kagami e Aomine já haviam saído do banheiro e agora estavam no quarto, vestidos para dormir.

–Já sei, que tal a gente fazer alguma coisa nessa noite maravilhosa, ham? –Propôs Akashi.

–Achei que Kise que tinha esses chiliques de propor esse tipo de coisa pra noite. Agora você também Akashi? –Falou Midorima, ajeitando seus óculos.

–Vamos brincar de verdade ou desafio? –Disse Kuroko.

–Naaah, essa porra não! A gente sempre cai nos tapas quando brincamos disso. –Falou o ruivinho. –OE KISE, VOCÊ QUE É A MENININHA DO GRUPO, O QUE VOCÊ PROPÕE NESSA FESTA DO PIJAMA?

O loiro nada diz, apenas estava sentado em seu colchão com os joelhos dobrados e suas cabeça na lua, perdidos em seus pensamentos e devaneios.

–O que tá havendo com ele? –Perguntou arqueando uma sobrancelha.

–Que tal uma guerra de travesseiro? –Falou Kagami, dando de ombros.

–Coisa de criança... –Disse Akashi.

–Quem era que estava cantando no busão, eim? –Rebateu Taiga.

–AQUILO DALI ERA CULTURA MEU AMIGO, CULTURA. TODO MUNDO CANTA EM ÔNIBUS DE VIAGEM. CALA A BOCA.

E Akashi mal pode acrescentar mais insultos pois sentiu um peso em sua cabeça o fazendo se jogar pra frente em cair no chão, bagunçando os cobertores. Quando o ruivo olha pra trás, Kuroko segurava um travesseiro e tinha um olhar determinado.

–PARA DE RECLAMAR COM O KAGAMI-KUN, “AKASHIT”! –Gritou o azulado.

–SEU GRANDE FILHO DA PUTA! –Akashi se levanta rápido e pega um travesseiro, devolvendo a pancada fofa que recebera mais cedo.

Os dois irmãos foram os primeiros a começar a pequena guerra, já que estavam brigando de verdade porém não parecia. Kuroko dá mais uma pancada no irmão que vai um pouco pra trás, e num reflexo, Akashi estica o braço pra trás e pega uma coisa borrachuda que mal sabia o que era... Mas que iria atacar...

–ROSANAAAAAAAAA!!!! –Gritou Midorima, esticando os braços tentando salvar a boneca.

Kuroko recebe uma ‘bonecada’ na cara.

–TOMA ESSA, SEU INUTIL! –Gritou Akashi.

–AKASHI SEU DESGRAÇADO! EU VOU VINGAR A ROSANA! –Midorima então entra para a guerra de travesseiros, que mais parecia uma briga de verdade... E que de fato era.

–A gente não deveria entrar na brincadeira? –Falou Kagami, chamando a atenção de Aomine.

–Céloko’, isso daí não é brincadeira não, é sério... Vamos manter nossa segurança aqui. –O moreno senta-se no chão e apenas fica observando.

A briga fluía normalmente entre os três que jogavam mais coisas além de travesseiros um no outro, até que num momento de puro enfezamento, Kuroko se aproxima de Kise e pega sua bolsa que estava do seu lado. E no momento em que Kise continuava em seus devaneios, ao ver sua mochila ser pega para ter atacada, ele desperta.

–KUROKOCCHIIIIIIII!!! –Ele tenta salvar a bolsa mas...

–MORRAM!!! –Kuroko grita em plenos os pulmões, e ataca a mochila no Akashi, o acertando em cheio.

–GWAAAAH! –Grita Akashi.

“CAIM~” Grita alguma coisa...

–OUW, QUE BARULHO FOI ESSE!? –Gritou Kuroko.

–KUROKOCCHI SEM CORAÇÃO! POR QUE PEGOU AQUELA BOLSA! –Kise corre até a bolsa que se remexia e abre o zíper, liberando o cachorrinho que estava escondido.

–UOOOWW! UM CACHORRINHO! –Gritou Kuroko.

–HAAAAAAAAAAHHHH!!! UM CACHORRO!!! –E todos olham para o Kagami que deu um berro ao olhar para o animal.

O bichinho que ainda estava meio zonzo por ter sido atacado de dentro da mochila, ele balança a cabeça e logo sai da bolsa com a língua pra fora e começa a correr em círculos no meio do quarto.

–HAAAAAAAAAAHHH, TIRA ELE DAQUI, TIRA! –Kagami desesperado corre para cima de uma cômoda que estava no canto do quarto e sobe em cima dela.

–Que porra Kagami, tu viu o cerberus, por acaso? –Falou Akashi.

–Ahh, esqueci que o Kagamicchi tem medo de cachorro. –Disse Kise com uma gota na testa.

–Kise, você sabe que não pode criar animais no internato, e não pode trazê-los para a pousada. O que significa isso? –Disse Midorima, pegando sua boneca e pondo em mãos.

–EXATAMENTE, O QUE DIABOS SIGNIFICA ISSO!? –Grita Kagami do canto do quarto.

–Ahh gente, por favor não contem a ninguém! É que eu achei ele perdido na rua e não pude não cuidar dele. –O loirinho falou com um olhar pidão.

–Tsc, desde que não prejudique a gente. –Bufou o esverdeado.

–Acabou a briga, gente? Tava mó’ da hora... –Disse Aomine.

–Ehhh barraqueiro. –Falou Kise, pondo a mão na cintura.

–Não tem mais motivos para ficar fazendo essas coisas infantis. –Midorima vai para os seus cobertores, se ajeitar para dormir.

A paz iria reinar novamente se não fosse Akashi, pegando o travesseiro que estava no chão e atacando no Kuroko.

–ISSO É POR VOCÊ TER COMEÇADO ESSA MERDA TODA, SEU AZULADO DE MERDA! –Grita o ruivinho, irritado. –Ninguém mandou atacar o travesseiro em mim. –Bufou.

–AKASHIIEEEH! –O azulado não aguenta de tão irritado que ficou, então ele apenas joga o que estava mais perto de si... Sabe-se lá o que era...

–KUROKOOOOOOOO!! HAA! –Kagami grita. Não sabia que o azulado tinha forças para pegar a sua perna e o atacar contra o Akashi!

E Akashi apenas vê, um corpo enorme de um adolescente de 15 anos sendo jogado diante de si, era como se fosse um eclipse!

–NEEEEEEIDE!!! –E apenas grita, e logo depois se cala...

Kagami estava jogado em cima de Akashi. Os dois podiam ver estrelas.

Com a movimentação toda, o cachorrinho corre até os dois corpos que ainda estavam caídos no chão e se aproxima de Kagami, que ainda mantinha os olhos girando. O animalzinho põe a pata em cima da bochecha do ruivo, que desperta em pânico.

–GWAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!!!!

[...]

Notas finais
Gostou? Gostou. Não gostou? Não gostou. COMENTE! Me ajuda demais da conta :D