Young Blood

41 Você pode ficar se quiser


Notas iniciais
PERCABETHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!1! PREPARADOS CRIANÇAS???? MAIS Q PREPARADOS, PQ NE????? ficou faltando just one comentario pra completar o q eu pedi!!! n eh possivel q de 200 pessoas só 24 comentem, seus ingratos, vou diminuir pra valer agr a frequencia se vcs n comentarem, certo?? o motivo de estar aq eh por duas melhores amigas q leem minha fic, q saão mt fofas por me chamarem na MP pra conversar!! elas sabem q são, beijocas pra vcs meninas!!! nos vemos lá em baixo

So let me hold
Both your hands in the holes of my sweater

Percy.

Passei a segunda vez pela porta amarela de Annie. Um caminho perigoso até a cozinha. Já estavam todos, os Olimpyus que ficaram aqui no apartamento e não hospedados em um hotel, na cama. Menos Thalia e Nico que não tinham voltado.

E eu parei e olhei, a imaginando lá dentro, embrulhada em milhões de cobertores, sonhando. Amarelo era, talvez, uma das cores favoritas de Annie, me obriguei a guardar essa informação, poderia precisar mais tarde. Por um segundo ponderei em entrar. Só ponderei mesmo, eu era sano, não queria morrer por tê-la acordado. Merecia uma morte mais digna.

Porém...

As especulações de Grover me deixaram um pouco desconfortável demais para manter um contado direto e aqueles caras... Eu queria levantar e sentar a porrada neles. E minha vontade vê-la... Mesmo que dormindo e no escuro, era colossal. Minha cabeça gritava em alerta, tipo sirene de polícia pra não fazer merda, e a mão coçava, inquieta. Sem pensar mais duas vezes, peguei a maçaneta, a girando com um cuidado imenso, não fez nenhum barulho, soltei o ar pela boca, que nem percebi que estava prendendo. O corpo todo esquentou com a adrenalina no sangue.

Eu estava fudido. Se ela soubesse... Que diabos que eu fui fazer? Devia ter passado direto e ido dormir! Agora já era, tá no inferno, então abraça o capeta!

A princípio não via nada. Nem cores ou formas, tudo embaçado na escuridão, nada, até a vista se acostumar, e na penumbra pude ver uma camona, com um relevo lá em cima. Ela, virada pro outro lado. Embrulhada em edredons, como eu pensei.

Respirei fundo, apenas a olhando. Encostei no batente da porta, ouvindo o seu ressonar baixinho. Não podia ver o seu rosto, já que estava virada para o lado oposto. Meus olhos vagavam pedindo os dela. Assim como meus lábios, e o resto todo do meu corpo.

— Por que te quero tanto?— murmurei só pra mim. Ela pareceu se encolher, como ouvisse.

Era uma pergunta sem resposta. E um sentimento intenso que me intrigava. Gigantesco, maior que tudo que já vira ou sentira, maior que mim mesmo.

Resolvi ir embora, afinal, tive o que queria. Quase. Pelo menos, senti seu cheirinho marcado de novo. Não tinha mais nada pra mim. Recuei alguns passos, trazendo a porta comigo, um pouco decepcionado, um pouco angustiado. Cocei forte a cabelo, girando os calcanhares.

— Você pode ficar se quiser— ela sussurrou, me fazendo gelar. Fiquei paralisado. Uma pontinha de felicidade faiscou no meu estômago.

A olhei e ela me olhava, sonolenta. Fiquei encarando seu rosto, disforme, por míseros segundos, sem reação. O que ela estava pensando de mim naquele exato momento?

Quase caí na gargalhada.

Aquele era um convite ao paraíso.

— Me desculpe se te acordei— fechei a porta atrás de mim. Me guiando apenas pela luz amarela da Torre Eiffel no horizonte da janela, que tava mais pra varanda.

Caminhei no escuro, rezando pra encontrar logo sua cama. Não custou muito, tateei um tecido felpudo, tentando encontrar a beirada para entrar debaixo da colcha.

Ela me mostrou onde pegar e levantou, me deixando entrar e me aconchegar. E era como ser abraçado por milhares de travesseiros de algodão, e tão estava quentinho. Annie começou a se encaixar em mim, lisinha e macia, virei de lado e ela colocou a cabeça nos meus braços, passou os seus pela minha costa. Percebi que estava de roupão e de já olhos fechados. Nem sabia se já pensara nisso hoje, mas ela estava linda demais, inclusive, na penumbra cálida da noite. E o momento se tornou ainda mais com gosto dela. Doce e familiar. Tão aconchegante que parecia estar caindo numa imensa gelatina, e afundava lentamente, como uma brisa balança as folhas de palmeiras.

Ela era minha praia. As ondas, o pôr-do-sol, a água de coco.

Enterrei os dedos no seu cabelo, sentindo cheiro de shampoo dormido. Lhe beijei a testa, a trazendo mais pra mim. Internamente, meu corpo trabalhava a mil. A mente gritando por auto-controle, o coração disparado e os músculos fazendo um esforço incômodo de estarem calmos. E mesmo eufórico, não me sentia tão vivo antes como naquele momento. Abraçado com Annabeth.

Quanto tempo nós não ficávamos assim? Do nosso jeitinho? Só nós dois?

Annie deu um beijo no meu peito nu. E o local pareceu explodir em confetes, recebendo de bônus sua respiração fraca, fazendo cócegas gostosas. Suas mãozinhas passavam pelas as costas com as pontas dos dedos me deixando arrepiado. Ela parecia estar flutuando em mim, comecei a apertá-la com mais firmeza, a subindo, encontrando seu rosto. Nossos olhos estavam fechados, mas sabíamos que estávamos ali um para o outro.

As mãos continuaram a descer, e entraram na calça de moletom, apertando minha bunda. Minha mão presa a sua cintura caçava o laço da camisola. Já a outra estava concentrado na juba loira. Nossos narizes se roçaram, quase que por acidente, mais permanecemos, sem pressa pra nada.

Desfiz o pequeno nó, abrindo sua camisola, e a tirei. Toquei-lhe a pele de veludo e sem nada. Nem uma calcinha. Afaguei, extasiado, toda a lateral do seu corpo, a ouvindo suspirar e se remexer, excitada, pressionei sua pele com força, a apertando. E ela ia abaixando minha calça, até eu não sentir mais nada.

Ela me agarrou, me fazendo soltar um grunhido, e me relembrando de quanto era boa com aquilo. Começou a me masturbar, devagar, coisa que não era necessário com ela rebolando e se empinando de leve às carícias que fazia, percebi que ela estava muito excitada. Meu pênis, com todos aqueles movimentos, roçavam na sua barriga lisinha, e me deixando duro e pulsante.

— Como você é cara de pau— sussurrou, o hálito de alcaçuz de morango me enlouquecendo. Malandra, ela não estava dormindo. Revirei os olhos, por dentro das pálpebras, abrindo a boca pra responder, mas apenas um suspiro saiu. Ela botara a perna por mim, entrelaçando na minha cintura e encaixou sua intimidade, os lábios maiores, em mim e continuou rebolando, sem me permitir penetrá-la. Como uma espanhola com seu sexo. Enterrou as unhas no meu ombro, aumentando o ritmo. E a sensação era tão nova e boa. Deus! Como era bom! A acompanhei, desesperado.

Puxei sua cabeça pra trás, pelos fios loiros, beijando seu pescoço todo, foram tantos beijos molhados... Passei a língua até seu lóbulo, o mordendo e cheirando atrás da orelha. Desci, mordendo seu maxilar travado e sua bochecha gordinha. Escutá-la gemer seria agora meu hobby preferido. Subi minha mão para seu peito, e apertei sem dó, a fazendo gritar.

— Percy— choramingou, baixinho, contraída.

Nem fizemos questão de abrir os olhos. O negócio era bem carnal. O negócio era os arrepios na espinha, senti a sua na minha. Não precisava de olhos.

— Entra no meu quarto...— engoliu o seco, com a voz rouca e sexy, estava ofegante.— Deita na minha cama— chupei perto de sua clavícula com vontade.— Só pra transar comig-ohhhhhhh— a penetrei de surpresa, bem fundo. Annabeth arqueou a coluna, subindo, me deixando mais a vontade no seu corpo, chupei bem abaixo do queixo, a descendo, gostoso. Estoquei com força, a fazendo choramingar alto, e me abraçar mais.

Ela levantou minha cabeça, me fazendo olhar em seus olhos, negros faiscantes, me fazendo olhá-la gemer alto. Ela estava como uma deusa. O cabelo desgrenhado e o rosto corado. Sua pele brilhava a luz das estrelas.

— Você.... não tem vergonha... na cara, não?— a frase quase não saiu, e quando ela formulou, eu fiquei irritado, a socando mais fundo que pude na posição.

Ela abriu a boca em um perfeito O, franzindo a testa e fechando os olhos. Bati na sua bunda enorme, a beliscando com a mão toda, grunhido por ela estar me engolindo tão intenso. E nem tinha a beijado. Seus gemidos deviam ser o número um nas paradas de sucesso do iTunes.

Droga, essa mulher é meu calcanhar de Aquiles.

— Sabe que eu amo esse peitões tamanho 46— também estava rouco e ofegante, ela tentou rir, mais os gemidos não deixavam. Sua careta de prazer era impagável e inapropriado para menores.— E vê se cala a boca...— mordi seu ombro, a sentindo parar.

Arrastou seu rosto ao encontro do meu, lenta e perigosamente. Me perdi, parado, nos seus olhos massacradores. Agarrou meu ombro e me virou na cama, ficando por cima em um movimento rápido e bruto. Forçou, apertando sua fenda lubrificada e se apoiando com os braços esticados do lado do meu rosto.

Era tortura, não sabia como nós aguentávamos. Queria explodir e rasgá-la ao meio. Ela era tão pequena, tinha que fazer uma força do caramba para penetrá-la, e ainda contraía... Esmaguei sua cintura com as mãos, agoniado. Ela não demonstrou nada, apenas superioridade.

E continuava me encarando, como uma leoa feroz, os fios loiros em todas as direções. Fitou minha boca, faminta, como se pudesse devorá-la a um passo em falso. Se pôs num pedestal, controlando a situação. O que me incomodou, eu era a presa, não o predador.

Umedeceu os lábios, sorrindo de lado. Eu não desviaria mais da sua boca carnuda, estava muito convidativa. Se aproximou de mim, com uma sobrancelha arqueada.

— Por que você não cala, Perseu?— tentei levantar e ficar por cima, mas ela prendeu meu ombro, como se lesse minha mente e soubesse que eu ia tomar controle, me jogando na cama de novo. Merda! Tinha que reconhecer, a baixinha era a melhor.— Fica aí, porra!— rosnou, entredentes, subindo e descendo em mim, rebolando pesadamente, e chegando perto com aquela boquinha dos deuses.

Começou a me cavalgar forte. A cama rangia e se mexia com seus movimentos, selvagens e agressivos. Eu ainda não tinha lhe visto assim... Agressiva. Me olhava, como se sugasse minha alma, gemendo mais contida, evitando a ação, e eu estava cada vez mais fundo nela, sentindo seu fim, explorando seus quarto cantos. Nunca pensei que sentiria tanto prazer com sexo. A pulsação estava tão descontrolada que estava com receio de ser um ataque cardíaco, e eu sentia todos as temperaturas pipocarem dentro dos meus músculos, eu me sentia suar e os nossos movimentos numa dança sensual e proibida. Como aquela mulher... Com aquelas sensações, eu estava no caminho certo ao inferno.

Eu queria gritar, mas me contentei em xingá-la em uma linguagem que nem eu mesmo entendia. Me concentrei na sua bunda, e a castiguei da pior forma que que pude, me ajudando a estocar mais rápido e a estapeando, sentindo ferver. Meu corpo todo formigava e correntes elétricas de prazer vinham com mais frequência.

Eu não aguentei e gozei dentro dela, gozei tanto que sentir o líquido escorrer por nós dois, pelas nossas coxas e encharcar a cama. Annie caiu nos meus lábios, tremendo num orgasmo descontrolado, as pernas eram as mais afetadas e se remexiam, não suportando o prazer.

E seu beijo era como um buraco de minhoca na Via Láctea, aquele perto de Saturno, que me levou para um lugar distante, outra galáxia, em um passe de mágica. A sensação era renovadora. Mas a área tinha que ser muito bem explorada. Entrelacei minha língua na dela, apertando seus cabelos ouro e chupei, envolvendo sua costa. Ela me acompanhava, vigorosa, diferente da última vez que a beijei. Meus lábios esmagavam os seus, disputando território à todo vapor. E ela estava me ganhando com todo seu descontrole.

Devagar, foi parando até não estarmos colados e ter milímetros de distância entre nós, que parecia ser anos-luz. Mordeu meu lábio inferior, encarando meus olhos, sensualmente, sorri de canto. A fazendo se soltar. Enfiou a língua de novo, lambendo o meu céu da boca. Beijou meu lábio superior, ofegante e fraca.

— Você acabou com meu sono— tirou alguns fios molhados da minha testa, seguindo com os olhos os movimentos. Acariciei sua costa, cansado demais para responder, então apenas ri, sabendo sua ironia, me deliciando de um pós-orgasmo profundo.

Annabeth deitou em mim, nossos peitos subindo e descendo juntos. Exaustos. Sempre era assim. Gostosamente exaustivo. Ela beijou meu pomo-de-adão, distraída. Continuava dentro dela, debaixo das cobertas, mas estava confortável demais pra mudar.

Fiquei mole, com os músculos relaxados. E meu coração também.

Estava tudo bem. Estava tudo nas engrenagens certas. Nós estávamos juntos.

O contato com sua pele era divino e macio. Encostei na sua bochecha, encontrando a voz.

— Quem que foi que começou?— usei do sarcasmo, afastei algumas mexas que pinicavam no meu rosto.

— Eu tava de provocando, bobo— encarou meus olhos com um sorriso encantador.— Vejo que consegui— eu era apaixonado por suas covinhas lindas, e naqueles lábios, trêmulos. Me deu um beijo na bochecha, espontânea e instintivamente.

Meu cérebro derreteu, escorrendo pelo meu rosto. Mesmo depois de termos tido todo aquele intenso contato, o beijinho simples e fofo foi o ponto alto da minha noite. Um sorriso quase rasgou as bochechas.

— Não acredito que você me fez transar debaixo do cobertor e no escuro— ela se ergueu, precariamente. Tateando a cabeceira da cama, em busca do interruptor. Roçando os seios na minha cara. Lambi um mamilo, mordendo logo em seguida.— Tão marido e mulher...

— Pelo menos, não foi no papai e mamãe— argumentei, e a claridade preencheu o quarto. E ela sentou em mim, ereta, me dando uma bela visão do seu corpo desnudo e a barriguinha negativa, o lençol deslizando pelas suas costas.

Annabeth não era gorda como Calipso tinha dito. Era era farta, curvilínea, extremamente gostosa e definida. Tudo em pé e durinho. Podia até ser baixinha, nem tanto, às vezes exagerava, mas aquele corpo fazia todos da sala ficarem desconfortáveis.

Seios e pescoço estavam marcados, a nova tatuagem na lateral do quadril era uma caveira mexicana com flores brotando. Coxas molhadas, nariz vermelhinho e com marquinha de biquíni. Olhões praticamente brancos e sorrindo, mostrando os caninos afiados. A juba curta reluzindo dourado, junto com o antigo P.

— Mas ia fazer a gente transar— percebi que tinha um pretinho nas suas olheiras. Tipo sujo, devia ser resto de maquiagem. Dei um tapa na sua bunda, repreendedor.

— Nós não transamos. Nós fazemos amor— pisquei, galanteador.

Ela riu, começando a sair de mim, apoiando uma mão na minha barriga e a outra na minha perna. Mordeu o lábio, deslizando pra fora do meu membro. E ainda olhava, essa safada!

— Onde cê vai?— chamei sua atenção, parou onde estava.

— Pegar ummmmm...— gemeu— uma cerveja— voltou o que estava fazendo.— Jesus, é pica que não acaba mais.

Joguei a cabeça pra trás, gargalhando.

— Acho que não se pode usar Jesus e pica na mesma frase— terminou de sair, com um barulhinho gostoso.

Ela respirou fundo, ficando de joelhos, por cima, e levando a mão à intimidade, pressionado, e inclinado pra frente, como se tivesse sido atingida por uma bola de futebol. Soltou uma risadinha forçada, com o nariz franzido.

— Só eu me sinto arrombada quando fazemos amor?

— Deixa de mimimi e vai pegar uma cerveja, mulher— falei, brincalhão, batendo na sua coxa e a vendo arregalar os olhos, cética. Sentou na beirada da cama.

— Cadê o romantismo?— perguntou, ofendida.

— Você desprezou, agora é na marra, loirinha— também sentei, encarando sua cara de deboche.

— Entrei na base do puxão de cabelo, é?— passou a mão na minha coxa, sexy. Me roubou um beijo.

— Não provoca que faço pior.

Riu, pulando no chão, parou, recobrando os sentidos, e testou se conseguia caminhar, quando deu os primeiro passos estáveis com sucesso, continuou. Me deixando aquela visão da sua bunda estampada com as palmas das minhas mãos. Desfilou, balançando o quadril pra lá e pra cá. Gostosa. Pecado.

Desviei o olhar. Observando o quarto pela luz branca precária. Tinha um lustre em forma de cachorro quente no teto. Uma parede toda de livros, a outra a varanda com cortinas pretas e a oposta em que a cama ficava havia portas coloridas. Tinha um aparelho de som todo equipado, um mural velho de fotos, uma bandeira surrada da França estava pendurada em cima da cama, com lençóis de pizza. Annie se dirigia a um frigobar que parecia ter saído de uma lanchonete dos anos 90. O quarto era a cara dela, principalmente os cartazes de filmes e posters de bandas.

Ela abriu a porta, se empinando na minha direção. Ouvi o tilintar dos vidros da cerveja. As suas pernas generosas e torneadas balançavam como se dançassem involuntariamente, dava até pra ver sua bucetinha inchada.

— Pera! Para— falei, alterado com a paisagem, caçando minha calça entre tantos panos. Achei, pegando meu celular do bolso. Arrastando a mini câmera pra cima. Tinha que registar aquele momento.

Annie tinha uma sobrancelha arqueada. Lançou um olhar meio bravo, mas ainda me obedeceu.

— Babaca— ficou de pontas de pé, empinado mais e apoiando no pequena geladeira. Segurou as garrafas, posando pra mim, com uma cara maliciosa.

Tirei algumas fotos, e os clicks ecoaram no silêncio do quarto.

— E ainda posa, mais é muito atrevida— veio até mim, e jogou uma garrafa de Brahma? Travei a tela do iPhone.— Dá onde que é essa?

Se jogou do meu outro lado, com as costas na cabeceira, e puxou os joelhos. Abrindo uma Duff.

— Original brasileira... Prova! Essa cerveja é do caralho— apontou pro rótulo vermelho e amarelo.— Trouxe da última vez que fui ao Rio.

— Já foi no Brasil?— perguntei impressionado.

— No carnaval, três anos atrás...— deu de ombros. Foquei na parede do lado dela por um momento. Não tinha batido o olhos ali. Dei um grito assustado. Annie gritou comigo.

— ARANHA? MATA, MATA, MATA— colocou a mão nos olhos, pulando de susto e se encolhendo, parecia que ia chorar. Continuava com os olhos esbugalhados.

— NÃO! PINTOS! DE PLÁSTICO!— me justifiquei, encarando uma vitrine de vibradores de todas as cores, tamanhos e formatos. Tinha que ter alguma coisa fora do normal e doentia relacionado à Annie. Deuses do Olimpo, aquilo era bizarro.

— Porra! Que susto!— ela me deu um tapão no braço, com uma careta ameaçadora. Pensei que ia me matar, mas relaxou, gradativamente.

— Eu não acredito nisso— a olhei com cara de nojo.

— Te contei que colecionava!— falou, naturalmente, dando de ombros.

— Tá! Mas eu não botei fé, né?— neguei, abrindo a garrafa, intacta e dando um gole generoso. Um amargo poderoso me queimou a garganta, descendo ácida e gasosa. Verdade, a cerveja era do caralho.

— Problema teu— sua voz afinou, na defensiva.

— Já usou todos eles?— olhei de esguelha, desconfortável para cacete. Nem conseguia a imaginar usando um desses, e se ela usasse mesmo?

— Não todos. Não tem xoxota que aguente, meu bem— o silêncio preencheu o quarto, e, de repente, começamos a rir juntos, convulsivamente.

— Pelo menos eles não engravidam... Já pensou como seria ficar grávida de um pinto de plástico?— abri os braços, incrédulo.

— Ah, eles são uma delícia! Mas não tem como eu engravidar mesmo...— sua alegria se dissipou, quando percebeu que deixou informação vazar. Franzi a testa, como se perguntasse por quê. O clima de risos acabou. E eu conseguia ouvi-la se xingando mentalmente. Ela sabia que eu não ia deixar essa passar. Virou o rosto, calada, mas eu não deixei de encará-la.

Sabendo que eu arrancaria a informação dela de qualquer maneira, soltou.

— Tenho DIU, Percy.

Recuei, internamente. Mente palpitando e os pensamentos voando, agora. Senti a língua adormecer.

— Que caralhos! Tá de sacanagem, né?—perguntei, surpreendido. Na verdade, eu nem sabia como aquilo tinha me afetado. Era esquisito. Ela negou.— Por que você nunca me contou?

Sua expressão se tornou raivosa.

— Não é uma coisa que se fale...— fez uma careta, irritada.— Tipo, oi! Tenho um DIU! Sabia? Sua piroca pode chover porra em mim que eu não estragarei sua vida com um pirralho melequento! Divertidíssimo, não acha?!— forçou uma risadinha, sarcástica.

A cerveja não era a única amarga ali.

— Thalia sabe disso?— perguntei, mas sério ainda. Negou, de novo, concentrada na etiqueta da cerveja.— Quem sabe?

— Só você— sussurrou e deu de ombros, alisando o pé na colcha.—Foi em tempos escuros... Mas comecei a conviver com isso, está tudo bem, agora.

Já consegui imaginar.

Esfreguei os olhos com os dedos, vendo as explosões coloridas.

Controlei os nervos, me mantendo relaxado pra ela. Foi um esforço do cão, queria mesmo era sair socando tudo à frente. Fechei os olhos, fortemente, e os abri, a vendo fitar a parede.

— Olha pra mim— puxei seu queixo, uma lágrima deslizou até minha mão. Ela suspirou e parecia reviver seus tempos de terror.— Vai tirar isso quando chegar na Califórnia, tá me ouvindo? Falaremos com Hermes e...

— Você não manda em mim— falou, fraca e infantilmente. Eu até beijaria sua boca inchadinha se o assunto não fosse pesado.

Finalmente, descobri o que sentia. Incomodado. Altamente, incomodo. Ela tomou essa medida no passado e agora não era mais necessário. Não sob a minha proteção.

— Vai tirar isso e ponto. Não se toca mais nesse assunto— declarei, autoritário.

— Por quê? Não faz diferença nenhuma o fato de eu ter uma porra de um DIU no meu...

— Eu quero ter filhos com você, Annabeth— elevei um pouco a voz.— Uma horda deles. Quero tentar de agora até quando puder—a minha sinceridade a calou por um momento. Soube que disse a coisa certa, só que ela não ia admitir.

A vi se tornar extremamente cautelosa.

— Para, Percy. Somos apenas dois amigos bebendo uma depois de transar— brindou sozinha, desviando de mim.

— Annabeth...— murmurei.

— É complicado nós ver depois de todos esses anos desse jeito que você tá vendo, tá?

— Eu não to vendo, Annabeth. É assim— peguei sua mão, a suspendendo no ar, e entrelaçando. Dessa vez ela não se esquivou.

— Simplesmente?— perguntou, vidrada. Quase por entregar os pontos. Beijei os nós dos seus dedos, aqueles que tinha uns coraçõezinhos tatuados.

— Simplesmente— concordei, assentindo. Um silencio gostoso permaneceu por alguns minutos, até eu mudar de assusto.— Sabe... Quando eu era mais novo, eu nós imaginava— olhei para os nossos corpos nus, esparramados na cama. Completamente, alheios aos nossos comandos.

Ela riu, mordendo o lábio.

— Você era um tarado! Igualzinho o Tyson! Ainda não acredito que entrou no quarto por acidente...

Gargalhei. Essa mulher não supera!

— A gente nunca teve vergonha de ficar nu um na frente do outro— dei de ombros.— E estava curioso pra saber se aqueles peitinhos eram de verdade mesmo, ou era meia no sutiã...— tomei mais um gole com um sorrisinho de lado, a olhando arregalar os olhos pra mim.

Me chutou na perna. Com um sorriso crescendo no rosto.

— Seu ridículo! Cretino! Eu sabia!— fiquei feliz por quebrar o clima tenso, que pareceu nem ter pairado sobre nós. Ela fez um biquinho, sexy.— Atendi suas expectativas, Sr.Jackson?

Abaixei olhar para seus melões chamados peitos. Rosadinhos e em pé. Salivei, voltando pros seus olhos.

— Impressionado, confesso.

Ficou de joelhos, sentado nas panturrilhas e esparramou as mãos no meu peitoral.

— Você batia punheta pra mim, não batia?— mordeu o lábio inferior, curiosa e sorridente.

— Eu bato, minha linda— joguei um beijinho pra ela.

— Nhoww! Esse foi a coisa mais romântica que já me disse— beijou minha boca, uma, duas, três vezes. Seu sorriso era a única coisa que queria ver para o resto da vida.— Era por isso que sumia depois de me beijar?— perguntou, como um segredo.

— Não me julgue! Eu tinha 12 anos! Eu fantasiava umas coisas absurdas... Não pra hoje, é claro.

Revelações estrelando Percy Jackson e Annabeth Chase— botou uma mecha rebelde atrás da orelha, rindo, e me deixando hipnotizado.

Os músculos do rosto começaram a doer.

— E você? Fantasiava sobre o que?— perguntei, de olho naquele biquinho lindo. Desceu suas mãos, acariciando meus gominhos. Apertei sua coxa.— Hum?

Passou os olhos na minha boca, virando mais da metade da cerveja. Desceu para o peitoral e tanquinho, depois pra encarar meu pênis. Seu rosto se iluminou, de repente.

— Deixa eu medir?

— Do que...

Ela pulou pra cima de mim, deixando a garrafa rolar e cair no carpete, longe do nosso alcance.

— Por favor! Deixa! Percy, meu amor!— segurou meu rosto, suplicante. Aí, eu entendi o quê ela queria.

— Vai me dizer que você tem um medidor peniano?— ela riu, e saiu da cama. Agachando perto de umas gavetas ali do lado, aproveitando pra pegar o celular. Revirou algumas, desesperada, deixando uma trilha de bagunça, até chegar com uma régua rosa de uns 50 centímetros.— O que você não pede sorrindo, que eu não faço chorando?

Se encaixou entre minhas pernas, emocionada, e jogou o celular na minha barriga. Pegou meu pênis, o levantando, colocando a régua do lado. Começou de baixo. Parecia uma cientista descobrindo uma nova espécie, ou algo do gênero. Mordia a língua, enquanto eu terminava minha cerveja, botando no chão.

— Como que isso entra em mim?— perguntou, inocente e surpreendida.

Amei sua expressão exagerada. Fez meu ego inflar.

— Quanto?

— 34!— abriu os braços.— Gente, to apaixonada! Imagine duro?

— Por aí, mesmo— falei, rindo.

— Tenho que registrar esse momento no Snap!

Ri, cético. Ela pegou o celular, mexendo, acelerada. Essa garota não tinha os parafusos.

— Tá aqui! Segura meu cabelo— se posicionou e me posicionou, com a régua, botando a língua pra fora e eu fiz o que pedi, agarrando metade do seu cabelo, ouvindo um click. Ela escreveu mais alguma coisa, e largou o que tinha na mão, me encarando.

Parecia estar entrando em curto circuito. Sorria doentiamente.

— O que escreveu?

Um pênis? Tá mais pra arranha-céu— riu, extasiada. Me juntei a ela, parando logo em seguida.

— Ei! Você não me respondeu— suspeitei dela. Vadia! Ela fez de propósito!

— Amanhã você pergunta— estava se abaixando, sensualmente.

Agarrou meu membro de novo, o engolindo inteiro.

...

Annabeth parecia que tinha sofrido uma tentativa de afogamento. Respiração descontrolada e melada.

Er... Retiro o que eu disse.

Minha mão segurava os cabelos. Do seu rosto, escorria meu gozo. Estava de quatro na minha frente, mamando com vontade. A sentia em todos os 34 centímetros do meu pau. Ela levantava o rosto, e me olhava de boca cheia, sorrindo e com o olhar safado. Sua bunda balançava, como se dançasse pra mim, me deixando com um tesão incessante.

— PORRAH— urrei alto, gozando a terceira vez pra ela, explodindo sémen na sua boca, aliviando a pressão que sentia. O orgasmo que me deu foi forte.

Ela se ergueu, uma lady que nunca tivesse se abaixado para fazer em oral, engolindo todo meu líquido. Mas fazia o tal melhor que atriz pornô.

— Ahhh— suspirou, gostosamente. Como se bebesse um copão de Coca depois de uma maratona no deserto.— Delícia.

Riu, obscena, em êxtase. Estava rouca, normal.

— Preciso de um cigarro— falei pra ela, tentando recuperar minhas pernas bambas. Umedeci os lábios, fechando os olhos, querendo gravar cada detalhe da sua expressão tarada, ainda sentindo sua língua passando pela minha glande e aquelas mãozinhas nas minhas bolas.

Caralho! Se houvesse um concurso de boquetes... Ela seria a premiada de honra. Engoli o seco, sentindo ela se movimentar, enquanto eu relaxava. Ouvi o barulho característico do isqueiro e o fedor aconchegante preencheu o quarto. Abri os olhos, encontrando uma Annabeth tendo um orgasmo de Marlboro verde. Tinha uma sensualidade nata ao fazê-lo. Isso me instigava. Era era uma mulher-fatal. Completamente, sedutora com os lábios inchados. Mesmo depois de toda putaria que tinha se entregado, não perdia a elegância.

Antes de soltar a fumaça, aproximou-se vagarosamente e nós ainda estávamos ofegantes e suados, e me beijou, deixando a podridão ser compartilhada por nós dois. Sua língua passava por mim, acariciando minha boca, tranquilamente. Ela sentou na minha barriga, e eu pude sentir a pele da vulva pingando. E ela ia me abaixando, nos escorregando pela cabeceira, devagar, e me deitou. Quebrou o beijo, fumando o enrolado, subindo de joelhos e vindo com seu sexo para meu rosto. Rosadinho e lisinho, como eu era louco. Salivei, como o dobro de animação que senti a noite inteira.

Parou, me deixando de camarote pra vista mais linda de toda minha vida. Tragou mais uma vez, rindo da minha cara de carente.

— Gosta do que vê?— minhas mão que permaneciam na sua bunda, a apertaram, como um aviso de que não provocasse. Levou dois dedos ao seu clitóris, com movimentos rotatórios, ela estava tão lubrificada que os dedos deslizaram para sua entrada, e enfiou lá dentro, bem na minha cara. E gemeu harmoniosamente. Os barulhinhos eram os melhores, o atrito de coisas macias e molhadas.

Ela não dava nem um coffee break. Um tempinho pra mudar de round. Era insaciável e faminta. Incansável. Eu estava exausto, mas com ela se masturbando na minha cara... Que homem nunca sonhou com aquilo? Ainda mais com uma loira tesuda daquela.

Aquilo era mulher! O resto é obra mal feita.

Uma gotinha do seu gozo caiu no meu lábio, passei a língua de leve, sentindo seu sabor salgado e a fiz sentar na minha boca. Suas mãos foram pro meu cabelo, imediatamente, e comecei lamber toda sua extensão, eufórico e enfiei minha língua lá dentro. Ouvindo um grito abafado, já que suas coxas tampava meus ouvidos. Eu me sentia como se estivesse comento iogurte de potinho, só que sem a colher, lógico. E o sabor era bem melhor, óbvio. E eu também ficava duro com isso.

Ela começava a mexer os quadris, grunhindo em francês coisas que eu não fazia ideia. Eu não pensava em nada além do fato dela estar rebolando na minha cara. Eu ri, não interrompendo meus deveres de chupá-la como um homem. Nunca tinha passado por isso antes. Com nenhuma com quem já transei. E eram muitas, mesmo.

E Annabeth era a melhor. De longe.

Quando eu conseguia olhá-la, ela tinha a cabeça pendida pra trás, boca entreaberta, se engasgando com os próprios suspiros. A barriga lisinha e os seios, pulando e duros.

A sentia mais rápida e pulsante, a parte interior das suas coxas estavam roçando mais força nas minhas bochechas, como se ela quisesse fechar as pernas, em busca de mais atrito. E gemia com mais força, comigo de acompanhante. Ela estava pegando fogo. Quente, minha língua queimava nela. Eu era o combustível.

Senti os dedos se soltarem do seu bumbum, deslizando para suas coxas, as abrindo mais, e eu fui fundo dessa vez. Olhou pra mim, e eu não desviei o contato, piscando. Ela abafou um grito mordendo o lábio, sai de dentro dela, dando beijinhos cálidos pelo seu clitóris, e deixando seu líquido escorrer pelo meu rosto. Ela tinha acabado o cigarro e eu nem tinha visto. Estava ocupado demais em me sentir como um virgem com ela quicando na minha cara.

Ela riu, tirando energias de sei lá aonde.

— Eu poderia fazer isso por duas eternidade— falou entre lufadas. Dei um último selinho, seguindo sua perna pra longe.— Calma, aí, cara!

Se jogou ao meu lado, acabada. Eu não conseguia falar. Ficamos olhando o teto, por um tempo. Esperando a respiração se normalizar.

— Percy?

— Hm?

— Cigarro.

— Onde?

— Do seu lado.

Lancei minha mão para o lado que ela se referia, tateando até achar a caixinha e um isqueiro. Dei um cigarro pra ela e coloquei outro na minha boca, os acendendo, rapidamente.

Traguei, com os olhos pesando.

— Eu ainda não tinha feito isso— deixei a fumacinha sair, naturalmente.

Nós estávamos em uns dos primeiros maços, mas nos faltava a lucidez. O prazer que sentíamos era bem mais poderoso que drogas alucinógenas.

— Preciso que seja mais específico— nossas palavras vagavam no ar, brincando.

— Isso— apontei, alguma coisa que nem eu entendi, com o braço mole.

— Mais específico— murmurou, impaciente, soltando a fumaça, apressada, e me olhando de perfil.

Bufei, segurando o cigarro com os lábios.

— Chupar alguém sentado em mim— despejei, a vendo se apoiar no cotovelo. Virei a cabeça em sua direção.

— Sério?— perguntou, mais impressionada do que debochada. Seu cabelo caía, embaralhado, no seu rostinho. Tirei o beck da boca, sorriso de lado.

— Essa é a hora que você me diz que é pro nessa posição— despertei seu sarcasmo mesmo minuto, ela riu, inclinado a cabeça pra trás. Eu estava ficando cansado de pensar que toda cada ocasião diferente que a visse achasse que ela estava mais linda que da última vez.

Fumou, encarando meus olhos, sem pudor. Demorou, acabando com o cigarro. E exalou a fumaça, despreocupada.

— E eu preciso?— respondeu, com a fumaça saindo pela boca.

Eu estava de boa. Marlboro era fraco em comparação com aqueles orgasmos. Recuperei a memória de alguns minutos antes. Uma pergunta ainda não respondida.

— Você ainda não me disse sobre suas fantasias de pré-adolescente comigo— relembrei, a irritando, visivelmente. Qual é! Eu queria saber! Seus olhos quase se fechavam.

— É irrelevante— sorriu de lado, jogando a guimba no chão.

— Se eu quero saber, não é irrelevante— despejei, tracejando seu abdômen com os dedos, meu cigarro estava no meio deles. A vi se arrepiar toda.

Ela arqueou as sobrancelhas, inconformada, com a possibilidade de boçalidade na frase.

— Você entendeu— falei, revirando os olhos, chegando na curvatura dos seios, acariciando.

— Pardon... Je ne parle pas anglais, seulement français...— fez uma cara de falsa desolada. Sua voz assim parecia música, era excitante e elegante, caracterizado a Annabeth.

— Você estava falando inglês comigo— joguei o resto da bituca junto com as outras.

Nosso olhares intimidadores duelavam, em busca de um ganhador.

— Por que você tá fazendo esse drama pra me falar?— perguntei, convencido e me roendo em curiosidade.

— J'ai honte— subiu a mão que lhe tocava, para seu peito, me fazendo apertá-lo.

Franzi a testa, não entendendo. Pressionei mais seu seio, o massageando contra seu corpo, sua mão me incentivou a mais. Ela soltou um suspiro dolorido quando larguei seu peito. Tirei uns fios que grudavam na sua testa.

— Não entendi— declarei.

— On allons, Percy! Tu savez ce que je parle!— sorriu, provocadora.

— Não, eu não sei— falei, infantil, e ela gargalhou, se divertindo comigo.

— Non?— perguntou.

Arregalei os olhos, irritado.

— Eu não sei o que é honte!

Annie bufou e se sentou, virando e levantando as pernas, as apoiando na parede. E me olhou ofendida, ofendida.

— Por que eu tenho que saber sua língua e você nem se esforça pra tentar entender a minha?— jogou sujo, invertendo a minha estratégia.

— Não vale! Você tá desviando...— bufou alto.— Francês é muito difícil!— despejei, derrotado.

— Mas você intende! Qual é, Percy! Nem faz tanto tempo assim! O que é honte?

Estávamos bem próximos. E eu avaliava seus olhos em busca de uma resposta. Pareciam tempestades, raios azuis cortavam seus olhos de dentro pra fora. Já tinha visto muitos com olhos cinza... As aqueles era mais cheios, tinham mais característica e cor.

Um plock estourou nos ouvidos e eu soube a solução do problema.

— Para, Ann! Nem vem!— ri, um pouco. Mordendo o lábio.— Não pode simplesmente, sentar no meu rosto, me fazer te chupar igual a filme pornográfico e me dizer que está com vergonha de pensamentos do passado!

Ela balançou a cabeça, rindo.

— Você ainda não superou?

— Não mesmo! Eu estou embasbacado! É muito melhor desse jeito, porque eu poss...— ela me roubou um beijo, ao contrário.

— Quer mesmo saber?— roçou nossos lábios.

Assenti, sentando. Ela se acomodou, olhando o teto, acariciei suas pernas esticadas, ao meu lado. Sorriu, nostálgica.

— Eu era muito iludida, sabe? Então se prepare para o absurdo— falou, conseguindo 101% da minha atenção. Umedeceu a boca, respirando fundo. Devia ser uma luta pra ela falar essas coisas.— Eu vou falar a minha mais frequente, ok?— ela não queria uma resposta.

Fitei a lateral da sua coxa. Finalmente, desvendando o que ela tinha feito com as antigas palavras tatuadas em francês. Ela tinha as riscado, com estivessem escritas em um caderninho. E logo em baixo tinha gravado em inglês.

I've got young blood

Can't destroy me

I make my own luck in this world

A frase me fez arrepiar um pouco. Mas nada comparado ao que ela começava a dizer.

— Eu sonhava com o nosso casamento— ela sorriu, deixando a frase solta.— Eu via você, na frente de uma parede de tulipas amarelas no pôr-do-sol de uma praia... De terno e gravata azul... Você tinha insistido tanto que eu deixei, destoando de toda a decoração. Mas eu não me importei muito. Meu pai me levava ao altar, me segurando firme porque se ele soltasse um pouquinho, eu poderia ser capaz de derreter de nervosismo.

Ela contava de uma forma emocionante. ficava tão linda assim. Eu estava mergulhado nela. Eu nunca tinha pensado naquilo tudo desse jeito. Mas era bem melhor. Imensamente melhor. Ela me olhou e continuou.

— Quando eu cheguei ao altar, você sussurrou que amor não era mais suficiente para o que sentia por mim e que não podia dizer que eu nunca estivera mais linda porque eu sempre te surpreendia no dia seguinte— sorri de lado, com o coração disparado, lembrando que pensei isso hoje mesmo.— Me dizia o quanto iria me fazer a mulher mais feliz desse mundo... E então, eu olhava seus olhos...

Ela se sentou, botando a mão no seu rosto, acariciando uma possível barba. Fitávamos um nos olhos do outro, e eu soube que amor não era mais suficiente e que eu nunca poderia dizer que ela estava mais linda que outras vezes, porque ela sempre estava mais linda. E que eu queria fazê-la a mulher mais feliz do mundo.

Seu olhar me fez arrepiar, de novo. Era intenso demais. Meus ouvidos zuniam, e eu podia ouvir, claramente, nossos batimentos descompassados.

— E entendi a típica expressão dos livros. Depois de tanto tempo a estranhando. Com amor nos olhos... Porque estavam nos seus. Eu descobri que a cor do amor era verde, e não vermelho— sussurrou, os cílios loiros, batiam como asas de borboleta, encarando, desesperadamente meus olhos. Ela parecia reluzir em dourado. Passou o polegar no meu lábio, ofegante.

— Sempre estavam. E estariam pra sempre. Como quando você me deu aquele Dumbo depois de me chamar de estranha. Ou quando você me beijou de língua, correndo risco de pegar uma pneumonia. Como você me pediu em namoro ao 15 anos na frente dos nossos pais... Quando nós perdemos nossa virgindade juntos, quando você me pediu em casamento. Ou quando eu te contava que estava grávida não muito tempo depois daquela tarde em que eu disse aceito pra você.

Fechou os olhos.

— Como está agora.

Notas finais
OBG POR TDO MUNDO Q COMENTOU TBM!!! DESCULPE N PODER RESPONDER OS REVIEWS AGR, EH PQ VOU ASSISTIR 50 TONS! ganhar experiencia pra thalico meu povo lindo iai? op q acharam? quero todo mundo comentando essa bagaça! 25 de novo, vlws flws SE N FOR PEDIR MT 30, OK?????????????????? VOU DEMORAR PRA POSTAR SE VCS N COMENTAREM