Young Blood

42 Meu sexy appeal


Notas iniciais
dmorei???? me perdoem tá? fiquei cm a cabeça mt cheia esses dias, escola, problemas amorosos, viagens, nascimento de crianças, problemas pessoais que me faziam explodir a cabeça... e ficar sem criatividade nenhuma, depois de semanas sem escrever, veio sair algo q preste. Mas mesmo assim, eu peço perdão pelo sumiço repentino logo quando as coisas estavam dando certo! eu quero agradecer de todo o meu coraçaozinho cheio de colesterol, oq vcs fizeram por mim, me apoiar daquele jeito foi a coisa mais reconfortante pra mim, obg pra quem parou tudo pra ir lá e denunciar, e aqueles q criaram uma conta só pra isso, obg aqules q me mandaram MP e q comentaram no cap q eu postei, obg por apenas pensar q esse ser humano q fez isso cmg eh digno de uma boa surra! me senti amada gnt! e tbm queria agradecer a Lua Stoll, que me avisou e prestou ajuda (espero q vc seja mt rica e gostosa, minha filha) DINHEIRO NELA! mentira gente, dinheiro n eh tudo... papinho, quem disse isso não sabia onde fazer compras... by: blair waldorf KKKKKKKKKKK acreditam q nesse meio tempo eu recebi 3 recomendações, n eh uma, nem duas, quem dera quatro, SÃO TRES, THREE, TROIS, III, 3,TRÉS... e msm assim eu n me senti inspirada a escrever, ok, dou meu endereço nas notas finais e vcs podem me matar.... e aqui vão as dedicatórias do cap; AMANTE DO MAR (EHHHHHH, vc conseguiu escrever algo lindo!!!!) NAOMI (eu tenho uma prima chamada assim) JACKSON CHASE (o nyahhh te aceitou!!) LUA STOLL (provavelmente, esposa dos meus irmãos) (permissão para morrerde amores concebida) cap pra vcs, suas lindasperfeirtasemaravilhosas, infinitos beijos e blaires waldorfes pra vcs see u, guz

Baby, love never felt so good

And I doubt if it ever could

Annie.

Que ódio!

Eu acordei nua e sozinha, com mensagens de uma garota que peguei meses atrás.

"vem p ca, pfv!"

O celular apitou a milésima vez com uma mensagem de Kendall. Suspirei, cansada, terminando se vestir um pijama e abrindo a porta do quarto, tive que colocar os óculos pra poder enxergar. E minhas pantufas do Bob Esponja faziam um barulhinho que me dava vontade de deitar e nunca mais sair da cama. Eu estava inchada, aberta e dolorida. Minha cabeça latejou forte de sono, e o gosto de pasta de dente me enjoava. Eu, definitivamente estava de mal humor, inexplicável e forte.

Como se fosse fácil voar meio mundo pra ir uma festinha particular de abertura do Fashion Week, na casa de um amigo dela que nunca vi na vida. Bem. Não, pessoalmente. Isso me irritava mais ainda.

"ate o bieber ta te chamando. e a kylie tbm"

Prendi o cabelo num coque mal-feito. Respondi que não podia, que já estava em Paris e teria algumas sessões de fotos. Esperei não ser indelicada demais. Mas não dei muita bola. A pergunta era: quem daria bola quando se teve apenas 15 horas de sono em dois dias?

Tive uma sensação incômoda de algo faltando. Uma ideia se criando... Coisa semelhante. Tipo uma coceirinha atrás da orelha.

Acordei cheia de compromissos. Além das mensagens de Kendall, tinha de Michael, Miuccia e Marc. Seis ensaios fotográficos, provas de roupas e ainda queriam que eu bolasse um discurso de apresentação pro dia que eles iriam mostrar suas coleções e tinha a reunião de abertura e decoração que eles insistiam que eu fosse, pois eu era a estrela das noites deles. Que seria, tipo assim, todas. Mas teria alguns dias com a família antes. E então, muito trabalho... Base e laquê.

Suspirei de novo. Nem hoje eu teria descanso, tinha meus próprios planos. E ainda tinha que sair com Mich e Lee pra beber. Visitaria alguns amigos... E minha mãe, principalmente. Eu tinha que verificar se o presente do aniversário de amizade meu, do Frank e da Hay estava de acordo com o planejado. Consegui fazer milagre em pouco tempo. Milagre vulgo dinheiro.

Me arrastei corredor a fora. Vendo o pessoal na mesa, enfeitada até o talo de comida gostosa. Me sentia pesada e quebrada, de cara amassada e olheiras profundas, que eu duvidava que um dia sairia. Só o que eu queria era um pote gigante de nutella, morangos, um pacote de cheetos e minha cama pra assistir a nova série do Netflix, mas nããão...

Eu tinha uma vida fora do meu quarto. Uma vida fabulosa.

Na verdade era mesmo. Fabulosa até demais. Por que eu aceitei mesmo esse proposta de participar profundamente nos desfiles? Por que eu me sujeitei a quilos de tecido nobre e joias?

Minha tia... Afrodite. Eu queria descobrir quem era ela. Eu queria pisar em Luke e na merda da empresa do seu avô. Queria descobrir se foi ele que mandou torturarem Thalia e Nico por motivos ridículos. Queria descobrir quem era minhas primas que Miuccia falara....

Eu queria assistir Marco Polo.

Me encolhi no pijama de ursinhos de pijama. Já escutava o alarme de sobrecarga e sentia o cheirinho de fumaça. Muito compromisso e ambições e pouca disposição não combinavam nem um pouco.

Só estava absorvendo as coisas ruins da vida. Os compromissos e as regras. E por que? Era tortura. Deixei meu corpo em ponto morto, esvaziando tudo.

— Bom dia, flor do dia— meu pai falou, sorridente. Meu pai era lindo.

— O bom ela já teve— Leo riu. Por um momento, fiquei me perguntando o que ele estava fazendo aqui, mas eu lembrei que veio dormir com Jason. Hmmmm.— Vai, Percy... Ahhh... Mais...— gemeu, entre sôfregos.

— Eu que o diga— Tia Sally disse, risonha e feliz. Todos deram risadinhas. Ai, que nojo. Quem era feliz de manhã? Odiava felicidade alheia.

— Ela pensa que esse look de 14 anos disfarça os roxos no pescoço— Bianca falou, sugestiva, me apontando o garfo, desleixadamente.

Senti que hoje seria um dia de suspiros. Os encarei com cara de morta e pisquei vagarosamente, salivando, a boca estava muito seca.

Eu ignorei os comentários estranhos, curiosa pra saber o porquê das piadinhas, mas com muita preguiça pra falar. Não conseguia raciocinar direito. Caminhei até a geladeira, e peguei um sorvete de morango, jogando na mesa do centro da cozinha. Meu celular continuava a apitar e a família continuava a falar merda, enquanto eu viajava para um lugar distante. O mundo dos sorvetes. Geladinho e docinho. Poxa... Eu queria muito estar na Corrida Doce do Detona Raph. Eu ia comer o chão até explodir.

Sentei em uma das banquetas roxas, abrindo o pote e pegando o sorvete com a mão. Degustando os pedacinhos de morango. E eu nem desfizera as malas e precisava fazer supermercado e ir na feira, papai não tinha feito, sem dúvidas. Acertar as coisas com Percy, depois de ontem a noite fiquei mais confusa que o normal. Foi perfeito e... E... Porra, cadê meu caderninho em situações como essa?

— Existe um instrumento chamado colher...— Jason falou, levantando o objeto.— Você pode comer com ela— demostrou, toscamente, abrindo a boca e fingindo levar comida para dentro dela, me arrancando um sorriso sonolento.

— Aehh, Annabeth não virou um zumbi!— Ty jogou as mãos pra cima. Enfiei meu dedo no creme gelado, e o chupei, com o olhar longe e perdido. Deuses, eu preciso falar alguma coisa.

— Ela tá assim porque o Percy não acordou do lado dela— Bianca nos explicou. Era quase isso. Quer dizer... Era isso. Também tinha minha vontade imensa de ficar na cama, mas, principalmente, porque Percy não acordou comigo, abraçadinhos como fomos dormir.

Espera... Como ela sabia que...?

— De que merda tu tá falando?— minha voz saiu áspera, irreconhecível. Parecia que eu passei a noite fazendo boquetes. Opa.

— Mamãe entrou no seu quarto... E bem, ela tem língua grande— Percy falou, acusador. Ele estava tão lindo quanto ontem. Concentra. Não podia me perder em devaneios agora.

Subi os óculos no nariz, me voltando para Sally, com uma expressão dura.

— Você fez o que?— perguntei, devagar, arqueando as sobrancelhas. Saiu como um rosnado.

— Foi pra te chamar...— ela começou sem o sorriso de antes, mas eu logo a cortei. Sai do banco, me aproximei da mesa, abraçada com o pote rosado.

— Uma coisa é me chamar seis anos atrás, quando eu ainda brincava de boneca com seu filho. Outra coisa é entrar agora... Quando eu brinco de outras coisas— falei, séria. Os músculos na testa tencionados.

Poxa, eu amava tia Sally. Mas entrar no meu quarto sem minha permissão era ultrapassar todos os limites de respeito e privacidade. Nem minha mãe! Eu sei lá! Podia ser meio louca, meio paranóica a quanto a isso, mas eu estava pra ficar furiosa. Porém a preguiça era maior que a raiva.

— Por que eu não sou a madrinha dessa menina?— Tia Maria sussurrou, toda orgulhosa.

— Sabia que ela ia soltar suas feras— Zeus falou por experiência própria. Pois é.

— Agora!— Tyson falou, divertido.

— Annie, eu bati na porta e você não respondeu, então...

— Entrou no meu quarto sem minha permissão— ela abaixou a cabeça, culpada. Quem parecia ser a mais velha ali era eu. O silêncio da sala me matava, o sol entrava dourado pelas janelas e varanda abertas, junto com a brisa congelante e o cheiro de cigarro e perfume caro.

— Me desculpe...

— Sally, se não fosse Percy que estivesse lá? Se fosse uma garota?— de agora em diante pegaria mais leve nas minha bronca. O pessoal se contraiu. Respirei fundo, um pouco ofendida, relaxando minimamente.— Nunca mais faça isso, entendido?

Sally assentiu.

— Me desculpe, Annie— falou uma última vez, envergonhada.

Fui sentar do lado de Percy. Me arrastando. Que cansaço era aquele? Minhas pernas latejavam.

O que tinha explicação, dado o acontecido de ontem à noite.

— Obrigada por acordar, eu não aguentava mais eles falando— disse, segurando uma panqueca azul. Deu um beijinho na bochecha, fazendo o nariz esquentar.— Aliás, bom dia— deu aquele sorriso, natural e devastador. O chamaria de Irrigador de Calcinhas. Olhei seus dentes branquinhos. Era loucura ser o motivo daquele sorriso. Suspirei.

Eu disse. Dia dos suspiros. Perdida nas orbes verdes. Como alguém conseguia ter olhos tão bonitos. Tão bonitos... O amor é verde.

Percebi que estava inclinado pra frente. Quase tive que limpar o queixo por babar.

— Já melhorou— roubei sua panqueca, colocando um pouco de sorvete. Ele arregalou os olhos, incrédulo, mas um sorriso lhe rasgou o rosto.

— Ladra!— cuspiu. Mandei uma piscadela pra ele.

— Eu sei que roubei seu coração. Desculpe, meu amor, não tive a intenção— gargalhei da sua cara de inconformado.

De novo, entramos numa bolha só nossa. No nosso mundinho. Caralho, como eu amava aquele lugar. Nós estávamos quase de frente um pro outro, sorrindo como retardados mentais. Eu tive vontade de gargalhar. Assim, do nada. Tive vontade de beijá-lo por inteiro e sair gritando por aí. De socar uma parede e de dar saltinhos gazelistícos.

Agora era um bom dia. Espera.. Agora meu dia tinha começado.

— Você fica um pitéu de óculos— sussurrou, só pra mim, botando a mão na minha coxa. Não de uma forma maliciosa, mas de possessiva. E eu gostei. Muito.

Droga. Eu tinha um Tártaro por Percy. E depois do que ele falou ontem. Me perdi em devaneios realistas até demais, fitando meus mundos verdes.

— Você acredita nisso?— sussurrou contra meus lábios.

Ri, baixinho.

— Óbvio que não— respondi, no mesmo tom, querendo me afastar e deixar aquele clima meio provocador. Mas ele não permitiu.

— Pois devia voltar a acreditar...— me beijou.

A lembrança foi apagada como névoa, tão rápido quanto apareceu, e eu atingi com as costas no chão, surpreendida pelo barulho de uma porta se escancarando com toda a força. Minha coluna explodiu em dor, e eu senti-me paralisar. O som seco ecoou pela sala e Clarice saiu marchando, contornando os labirintos de móveis e com uma expressão nada boa no rosto.

— Vão na onda...— murmurou, indo para o corredor. Ao passar do meu lado com as botas militares do tio Ares, pensei que ela pisaria na minha cabeça.— Sigam a encenação!

Eu comecei a ver preto, e meu olhos pesaram, enquanto espasmos frios e ardidos corriam meu corpo. Inclinei a cabeça pra trás com um esforço maior, vendo Clarie, embaçada, de punhos cerrados quase quebrar a porta do quarto de Mal.

— MALCOM CHASE, QUEM É ESSA PIRANHA?— esperneou, e os ruídos abafados foram indecifráveis pra mim.

Alguém me ergueu, finalmente. Tinha cheiro de mar. Percy. Os braços quentes e fortes me envolveram, me sentando na cadeira de novo. Esfreguei os olhos, voltando ao normal. Segurei na borda da mesa, me recuperando da tontura.

— Ai...— gemi, baixinho. Caramba, não podia nem ter meus flashbacks apaixonantes em paz que vem uma ignorante querendo me deixar paraplégica.

Uma mão pesada passava nas minhas costas, massageando sutilmente. E eu continuava vendo sem foco nenhum.

— Meu óculos— murmurei, tateando, aleatoriamente, a mesa. De repente, ele foi colocado no meu rosto e consegui ver um mundaréu de comida. Salivei, morrendo de fome e dor.

— Você tá bem?— Percy perguntou. A pergunta me irritou, fiz uma careta.

— Claro que eu to bem! Não está, vendo? Quer que eu dance Macarena pra você, Percy?— ok, eu posso ter me exaltado um pouquinho. Mas não tava na cara que eu estava mal? Odiava essas perguntas desnecessárias. Era como ligar para o telefone convencional e perguntar se a pessoa estava em casa. Não, mano, sai pra dar banho de sol no telefone.

Blergh! Me deixava frustrada.

Ele riu e me deu outro beijo na bochecha, continuando os movimentos relaxantes nas minhas costas.

—Delicada como um tijolo— falou, como o humor invejável. Se aquilo era por sexo, por que eu estava irritada?

Devia ser o fato de EU TER ACORDADO SEM O CARA QUE EU FIZ SEXO!

Suspirei alto. Enterrei os dedos nos cabelos, ouvindo a gritaria vinda do corredor. Meu pai apareceu do meu lado, me entregando um cilindro de alumínio roxo. Um relaxante muscular em gel. Mandei um beijinho pra ele, agradecendo.

— Pode ser aplicado em outras áreas, se estiver dolorido— sussurrou pra mim e pra Percy, malicioso.

Se eu queria enfiar minha cabeça na toca, tipo um avestruz? Igual a um pimentão vermelho, diria. Senti meu pescoço todo esquentar, e desconfiei da coloração escarlate. Percy tomou o spray da minha mão, alegrinho.

Todos explodiram numa gargalhada. Eu bufei, e cruzei os braços, com mais raiva do que na hora que acordei.

— Cuidado, Ann... Sua cabeça pode estourar— Jason disse, entre risos.

— Ou outros lugarixxx...— Leo maliciou com bancon entre os dentes.

— Cacete, se meu pai me dissesse uma coisa dessa... Eu acho que me jogava— Bianca se rasgava em uma gargalhada.

— Se seu pai dissesse uma pinóia! Ele ainda deve achar que você é virgem— Thalia cruzou o vão da entrada de casa, ainda aberto, de mãos dadas com o namorado.

— Ela me forçou a contar— Nico murmurou, concentrado em andar sem cambalear.

Hades engasgou. E olhou pra Bianca, que se encolheu na cadeira. Doce vingança.

Ela e Nico se jogaram um sofá, encaixando um no outro, estavam deploráveis. Parece que Thalia tinha esfregado o joelho direito num ralador. As roupas amassadas, rasgadas e meio úmidas, cabelos bagunçados, olheiras fundas e Thalia estava borrada de delineador preto.

Juro que os ouvi começar a roncar. Nenhum de nós perguntou mais nada para eles. Nem eles abriram a boca, já tinham entrado um sono profundo.

— Acho que não vou querer saber onde eles passaram a noite— Tia Meg falou, preocupada e voltou a olhar a mesa.

— Como assim, Bianca?— a voz de Hades foi tão cortante que desviei olhar.

Fechei os olhos, pressionei os lábios, tentando evitar o riso. Peguei uma maçã do cesto de frutas, e cravei minhas unhas nela, soltando uma gargalhada histérica. Botei a mão na boca rapidamente.

— ISSO VAI EMBORA, GORDA! SUA BALEIA! E NUNCA MAIS APAREÇA NA MINHA FRENTE E DO MEU NOIVO!— a voz de Clarie saiu em berros.

Uma garota morena, enrolada num lençol de foguetes, passou correndo e tropeçando com a cara inchada e marcada por um tapa e chorando ruidosamente. Parecia mais um vulto. Desapareceu porta a fora sem dar tempo de ninguém raciocinar e ir prestar ajuda.

Parei de rir, pra encarar Malcom e Clarice caminhando até nós, sorridentes. Que pessoas horríveis. Como eles deixam a menina daquele jeito e conseguem dormir a noite? Rangi os dentes, pronta para dar um sermão de moral e ética. Galinha aproveitador machista do caralho. E noivo? Mais que merda, Clarice.

Levei uma pontada na costa. Franzi o nariz, me encolhendo.

— Conversamos depois, mocinha— Tia Maria falou, chateada, para Bianca.

— Você vai pra St. Louis HighSchool com Nicolas e Thalia— Hades decretou, seco. Virei para ver a reação de Bianca.

— QUE?— seus olhos estavam arregalados.

Quase senti pena da bichinha. Só que não, né? Eu tava era curiosa pra saber quem foi o sortudo que fez Bia abrir as pernas. A risada maníaca de Nico ecoou, nos assustando.

— Quem mandou ser puta e transar antes de casar?— falou de olhos fechados, abraçado com Thalia, e com as pernas entrelaçadas com a mesmas.— Ela devia ir pra um convento, papai— riu, sarcástico. Os dois tinha tirado os sapatos, e ficaram tão calados que eu esqueci das suas presenças.

— Calado, senão te mando com ela— rebateu. Era cômico. Hades de pijamas brigando com os filhos, comendo cereal de dinossauros.

— Vou comer todas as freirinhas— murmurou, sorridente. Arrancando risadas. Não por muito tempo. A cara de Lia azedou, e ela se levantou e sentou. Preparada para matá-lo. Nico se encolheu, no sofá, abraçando os joelhos, com os olhos escancarados de medo.

— Só. Repete— tinha certeza que aquilo era um rosnado.

— EU TE AMO E VOCÊ É A MULHER DA MINHA VIDA— gritou, se encolhendo ainda mais. Ele ia se tornar um tatu-bola daqui a pouco.

— Bom saber. Agora deita— mandou. Eles voltaram a mesma posição, hesitantes, Thalia por cima dele, quietos e calmos.

— Onw, que lindinhos— Clarice disse. E os dois levantaram os dedos do meio.

— Você é ridículo, Malcom— queria levantar e dar um socão nele. Principalmente, com aquele cara de quem transou a madrugada toda, ele não tinha coragem nem que colocar uma blusa. Mas não dava, minha costa latejava.— Como você liga pra Clarice vir de salvar de uma transa? Não é homem suficiente pra isso não?— senti o sangue subir ao elevar a voz pra ele.— Se eu perder meus movimentos cardiorrespiratórios porque a sua amiga colorida veio te salvar de um compromisso, eu corto seu pinto fora e dou pros vermes.

Ele e Clarice recuaram, de sobrancelhas arqueadas em deboche.

— Eu trasei uma vez com seu irmão!— se justificou, surpreendendo todos presentes. Menos Bianca que olhava o nada, processando as o castigo dado pelo pai.— ISSO NÃO ME FAZ AMIGA/PRIMA-COLORIDA.

Malcom riu de escárnio. Franzindo a testa pronto pra atacar.

— Quantas vezes eu já tive que expulsar suas neguinhas de casa?— o moletom caía na sua cintura. O fazendo mais galinha ainda.

Abri a boca em O, perfeitamente. Incrédula.

— BLASFÊMIA! INJÚRIA! EU POSSO TE PROCESSAR! Mentiroso de meia tijela— cuspi, com ódio.— Quantas vezes EU fiz isso por você?

Malcom apontou o dedo pra mim, ficando nas pontas do pé. Ele fazia isso quando estava irritado.

— CRIANÇAS!— meu pai bateu na mesa.— Me poupe dos seus princípios feministas, Annabeth! E você das suas mentiras, Malcom. Uhrg! Vocês são patéticos!

Ninguém aguentou o riso, nem mesmo eu e Malcom. Droga! Eu estava com raiva e me faziam rir. Acabava com todo o clima dramático e bruto. Revirei os olhos.

— AH!!!! Mas não vou mesmo sair da Goode pra usar uniformes dos Skins da St. Louis— Bianca se pronunciou.— Não sou suco, mas me poupe!— balançou a mão, como se dissesse Hellooh na voz das irmãs Wilson de Branquelas.

— UNIFORME?— gritaram Nico e Thalia juntos, num salto. Ficando em pé. Eles não tinham expressões simpáticas.

— Adoro ver o circo pegar fogo. Adoro fogo!— Leo apenas ria da família problema.

— Mas vão ficar tão bonitinhos de boina e terninho— Jason fez um biquinho pra eles.

O olhar deles mudaram. Era sinistro. Eles estavam pálidos de caninos amostra. Pareciam vampiros, prontos pra cometer homicídio.

Percy jogou o spray no meu colo e levantou, desesperado, se pondo na frente dos dois.

— EI! PARADOS! NADA DE ASSASSINATOS— abriu os braço, protegendo Jason. Que ficava fazendo caretas exdrúxulas, imitando os dois com uniforme.— NÃO FODE, JASÃO!

Jason parou, emburrado.

— Não me chame de Jasão.

— Você não avisou pra eles, Zeus?— Hades perguntou, nervoso.

— Olha a merda que você faz!— Tia Meg estapeou o ombro de Zeus.

— Sabia! Eles nunca teria aceitado essa escola se soubessem do uniforme— Tia Maria bebericou o café, com toda classe do mundo.

— Eu vou nua pra escola! Resolvido. E eu vou mesmo! Eu sou louca! Vocês sabem!— Thalia sentou na sofá, ofendida. Nico virou pra ela, desafiador.

— Pega no meu pau, Lia— ele ia começar, e ela colocou a mão no meio das pernas dele. Segurou uma risada.— Não nesse sentido, porra!

— Não seja um troglodita, Nico— Leo imitou Tia Maria com a xícara de café.

Meu celular começou a tocar com o número de Kylie. E Tyson deixou cair a jarra de suco de laranja pra rir.

Aquela sensação de que esquecia alguma coisa e de ideia incompleta foi embora. Deixando um começou de projeto pro canal brilhante. Era isso.

Saltei da cadeira, com os braços pra cima, parando ao lado de Percy, com um sorriso Colgate.

— Eureka!— gritei.

Minha coluna estralou, num ruído assustador, e eu despenquei em cima de Percy.

...

— É uma expressão de Arquimedes— Leo revirou os olhos, entediado com a pergunta de Tyson.

Eu e Percy estávamos sentados numa poltrona enorme. Eu entre as pernas dele, apoiada nos joelhos, e o mesmo massageando minhas costas. O que tava mais pra tortura. Eu pulsava e ofegava com se tivesse corrido uma maratona. Ao meu interior, claro, por fora eu tentava ser indiferente.

Mãos do Percy, gel quente e meu corpo era palavras que combinavam até demais. Então... Ele atrapalhava o raciocínio meu e de todos com minha ideia de magnitude astronômica.

— Tipo um Keeping Up With Kardashians?— Tia Meg perguntou, animada.

— Tipo uma paródia de Keeping Up With Kardashians?— Thalia corrigiu, lhe lançando um olhar de tédio.

Mãos quentes subiam, massageando minhas omoplatas. Revirei os olhos de prazer, gemendo baixinho, só para Percy. Ele riu.

— Está muito tensa, Sra. Jackson— sussurrou, alienado a conversa, roçando a boca no meu lóbulo. Me fazendo cruzar as pernas, em busca de atrito. Eu parecia estar dormente. Nem precisava dizer que estava pra explodir de tesão. E Sra. Jackson? Deuses! Eu precisava transar.

— Um Keeping Up With Olympius— Sally concluiu.

Quis aplaudi-la. Um ser inteligente nessa casa. Não! Não era bajulação de nora.

Bucetas voadoras! Depois eu fazia meu testamento, deixando tudo para Ika e Badu, e me matava. O que seria que escreveriam na minha lápide? Aqui jaz Sra. Jackson.

Merda.

— Exatamente— falei, mole, enquanto Mãos poderosas desciam na minha costa.

A cena era agradável. O vento úmido e confortável vindo da varanda nos fazia encolher nos cobertores e bebericando chocolate quente. Todos reunidos, como uma família, novamente, ao meu redor, atentos na minha proposta com tigelas e potes de comida e pijamas quentinhos. Exceto Mal e Clarie que deviam estar transando.

— Vai ser fodasticamente fodástico— Jason, falou sonhador, olhando o teto como se imaginasse.

— Seria bem melhor que o dos Kardashians— Bianca sonhava junto.— To dentro— me encarou sorridente. Mas eu não pude sorrir já que Mãos apertaram minha cintura, subindo pela minha barriga.

— Estou com dor das costas, nãos nos seios— falei, quase que inaudível, para as Mãos.

— É!— Leo falou.— Vocês são tão pateticamente perfeitos e fúteis que dariam mais sucesso que os Kardashians— riu da própria piadinha.

Recebeu travesseiradas de todos os Olympius. Menos das mãos que apertavam meus seios. E os polegares que esfregavam meus mamilos. Sorte a minha de estar de blusão e não perceberem as impurezas que as Mãos se sujeitavam. E me sujeitavam. As correntes elétricas de prazer vinham com mais frequência e intensidade.

Me aproveitei do momento de discussão deles com Leo.

— Para, por favor— gemi, baixinho. E ele massageou mais forte, espremendo meus seios. Mordi o interior da bochecha, evitando um grito. Sentia minha calcinha encharcada.

— Isso é por sair do quarto toda nerdizinha— murmurou no meu ouvido. Seu hálito de chocolate me fez tremer. Senti meu gozo descer, escorrendo lentamente, e molhar a calça do pijama.— Como você me vem toda fofinha depois de uma noite como aquela? Quer me enlouquecer?

Não.

Eu, simplesmente, não podia ter gozado. Não mesmo. Sangue preencheu minha bochecha. Como eu conseguiu me... Sem nem ter me tocar. Me tocar lá, né?

Eu me contorcia por dentro. E me permiti um choramingo, considerado. Chamei atenção.

— Minhas costas— suspirei, aos olhares nada desconfiados. Menos um. Nico veado. Mas ele ficou na dele, segurando o riso e esperando pra dar o bote.

As Mãos desceram pela minha barriga, deixando um rastro de fogo. Não só por minha culpa, mas esse gel/spray/nem-sabia-mais-que-porra-é-essa não ajudava em nada. Tocou meu monte púbico, num roçar de dedos, sentindo o molhado e riu.

— É, talvez, isso vá ser bem interessante— comentou, com milhões de intenções, percorrendo toda minha fenda inchada com o dedo do meio. Puto. A forma como me sentava contribuía com Percy. Rangi os dentes e cravei as unhas na sua coxa. Focando na conversa.

— Convencido— pude soltar entre longas respiradas.

— Seria hilário ver a cara de idiota da Kris, vendo um negócio desse— Tia Maria esfregou as mãos uma na outra, sorrindo, diabólica.

— Ah, Maria. Ela é uma mulher legal— Tia Meg disse, meiga.

— Ela é gostosa— Poseidon falou, safadão. E recebeu um soco no peito da esposa.— Retiro o que disse— se encolheu.

— Tem mais plásticas que o Sylvester Stallone!— Sally fez cara de nojo.

Zeus e meu pai gargalharam.

— Por que esse ódio no coração? Deixa eu te dar um abraço pra passar— Hades se inclinou em sua direção, mas recebeu uma pezada de Maria.

Mãos voltaram para meus peitos, beliscando os mamilos. E eles estavam sensíveis. Cravei mais minhas unhas na coxa dele.

— Ela encomendou umas joias pra uma festa particular... E eu ia desenhá-las ainda. Mas ela ficava me perturbando toda hora, e dizendo coisas desagradáveis sobre meu período de tempo pra desenhar e sobre o meu desempenho. Bem, eu fiquei hooker— desabafou, irritada.

— O que é hookerer?— Jason perguntou.

Hooker— Bianca corrigiu com sotaque.

— Puta— Nico enfiou um pedaço de panqueca na boca.

— Sempre esqueço que você fala italiano, Nico— falei.

— Eu também falo, querida— Bianca desenterrou, não sei da onde, uma lixa de unha.

— Correzione, sono italiano— falou, lindamente. Thalia gemeu baixinho.

— E Thalia goza— Leo falou, arrancando exclamações de nojo. Nico sorriu pra ela, com pedaços de panquecas nos dentes. E ela o beijou, entre risos.

— Non hanno bisogno fai soggiorno se scoperta, non— Bianca reclamou.

— Si, ha bisogno— argumentei, me acostumando com a presença das Mãos.

— Eu sou americano! E exijo inglês!— Ty pediu com um biquinho.

— Então...— Poseidon se pronunciou.— Sobre o novo quadro do canal...

— Você que me dão a palavra final!— dei de ombros.

— Mas como vai ser. Nos dê uma realidade— Zeus pediu.

Suspirei, me obrigando a falar.

— Vai ser postado no meu canal mesmo. Vai se chamar Keeping Up With Olympius... Até aí tudo bem?— todos gritaram SIM, desordenadamente. Suspirei novamente, enquanto Mãos me abraçavam envolviam me puxando pra perto.— Só que eu vou invadir a privacidade de vocês. Botando câmeras em tudo que é buraco, na casa dos três. Quando a família estiver junta, ou em viagem, o que vai acontecer provavelmente, eu mesma filmo. Tipo Atividade Paranormal, só que de comédia e sem câmeras no banheiro, é lógico. Não quero ver ninguém cagando. Eu fazendo sexo no chuveiro antes do trabalho— os mais velhos riram, culpados. E eu quis vomitar. Assim como o resto do pessoal.— Já vi manifestações de carinho conjugal demais pra uma vida só— um arrepio correu a espinha, me fazendo tremer, expulsando esses pensamentos nojentos.

— Você nunca me pegou transando, Annabeth!— meu pai se defendeu.

— Tu que pensa— debochei, desviando o olhar, era sinistro.

— Basta uma vez pra te traumatizar a vida toda— Bianca olhava o nada, aterrorizada.

— Eu tive que ir dormir com Percy uma semana— Tyson só faltava ficar em posição fetal e balançar pra um lado e pra o outro.

— Eu lembro que vomitei. E tinha acabado de tomar milk-shake— Thalia parecia que ia chorar.— E me perguntam por que eu sou problemática.

Os pais, por incrível que pareça, pareciam envergonhados.

— Chega desse papo!— Leo falou, dando um pulo com um arrepio.— A mãe de vocês não é mexicana— ele se encolheu. Coitadinho. Devia ser um show de horrores.

— Voltando...— puxei o assunto de novo.— Eu edito, me boto de comentarista, como reality do Discovery ou aquelas mulheres da Roda-Roleta... e posto com uns 20 minutos de duração. Bolo uma vinheta e uma musiquinha tosca. Taran! Prontinho. Temos um novo quadro.

Um silêncio se prolongou.

Todos se entreolhando, tirando uma conclusão muda e conjunto. Sentia Percy fazer o mesmo. Até me esqueci dele, que me abraçava por dentro da blusa.

Joguei meus pés, apoiando na mesinha de centro e deitando a cabeça no peito dele. Estava secando já. De tanta enrolação ora dizer sim ou não. Parei de hiperventilar e as dores nas costas diminuíram. Fiquei um pouco nervosa pela resposta.

— Nós aceitamos e concordamos com os termos de uso— Zeus disse. Gargalhei, instantaneamente e os outros aplaudiram, eufóricos.

— AEHHHH!— joguei os braços pra trás, como uma criança, e acertei a cara de Percy, soltei uma risadinha.— Bem feito— virei pra ele, que não conseguia fazer cara de bravo, e segurava o nariz, reclamando.

— Annabeth— Nico me chamou e estendeu meu celular. Que parecia mais uma telha, porra de IPhone 6 gigante, daqui a pouco não caberia mais no bolso.

No meio da gritaria animada dos psicopatas, meu celular tocava Hero da Jessie J, olhei o visor. Kendall. Recusei a chamada, colocando o bolso.

— Por que a Kendall estava te ligando?— Nico indagou, maldoso. Todos calaram a boca. Ótimo.

— Tá falando da Jenner?— Percy perguntou, cauteloso e possessivo. Ele não tinha gostado nada, nada disso.

— Ela tá te mandando mensagem de novo?— Thalia arqueou a sobrancelha.

— Como assim? Ela tá te ligando e você recusou?— Jason não acreditava.

— Não se recusa uma ligação de uma gostosa! Está no código Unidos por uma Buceta!— Leo, argumentou, bagunçando os cabelos, paranoico.— E eu querendo comer alguém aqui...

Revirei os olhos bufando. Gente intrometida.

— Com essa cuequinha do Quarteto Fantástico você nunca vai conseguir comer alguém, né amizade?— coloquei as cartas na mesa pra ele.

— Nem você com pantufas do Bob Esponja— falou, emburrado.

— Exato. Eu já fui comida— sorri de lado, os fazendo rir.

— E então... O que ela queria?— meu pai meteu no narizão no meio.

— Estão me chamando pra uma festa— dei de ombros, me acomodando mais em Percy.

— Você aceitou?— Bianca perguntou, naturalmente. Uma pessoa normal nessa casa.

— Não.

— QUE?— os meninos gritaram.

Percy deu um beijinho no meu pescoço, vencedor.

— Loirinha obediente, posso até pensar em te dar uma recompensa— soprou atrás do meu ouvido, roçando a barba malfeita no mesmo.

— Vai trocar Kendall e Kylie por Percy?— Nico disse, cético.— Ou acha eu não percebi ele apertando teus peitos?— e Nico, a víbora, dá o bote.

— Fazendo o quê?— Sally perguntou, ofendida.

Percy pegou meu peitos, balançando dentro da blusa, deixando claro que ele tinha acesso. E que ele fizera mesmo, na maior cara de pau.

— É de uma força maior— eu ri, beijando sua bochecha. Parecia um menininho descobrindo o que era um peito. Nico fingiu que ia vomitar e Poseidon ficou dizendo o quanto orgulho tinha do filho.

— O que você tem que eu não tenho?— Tyson se dirigiu a mim, deprimido.

Gargalhei, divertida. Igualzinho o irmão.

— Meu sexy appeal— botei a língua pra fora, fazendo movimentos repetitivos e rápidos, semelhando um oral. E revirei os olhos. Ouvi reclamação das mulheres.

— Ai, sobrinha linda de titio— Hades suspirou. Tyson soltou uma gargalhada.

Thalia rolava no chão rindo, junto com Leo. Bianca fez uma careta.

— E por que você não vai?— Zeus perguntou.

— É! Não tem lógica! É como ganhar o cupom promocional de uma loja de doces e não usá-lo. Isso é crime federal— Jason balançava a cabeça, negando.

— Meu sexy appeal foi utilizado pra lamber outras coisas— sentei e me remexi em cima do membro de Percy.

Ele agarrou minha cintura, me estancando.

— Não acorda o guerreiro, senão ele vai ter que ir à luta— Percy alertou, com o maxilar travado.

— Quer dizer que vocês transaram mesmo?— Thalia perguntou, como se tivesse questionando a cor das cortinas, em seguida espirrou, esfregando o nariz.

— Não, não, Thalia! Nós passamos a noite jogando Monopoly— Percy ironizou.

— ESTUPIDO!— reclamou.

— Com todos os 34 de comprimento— bati na coxa dele, sorrindo-lhes.

— Você mediu?— Leo arregalou os olhos.

— Eu quase quebro a tela do meu celular quando vi teu Snap— Jason, esfregou o rosto. Dramático.— Eu falei, não falei?

— Genética é uma coisa mágica, sabe?— Poseidon abraçou a esposa, cruzando as pernas de peito inflado, tentando conter o riso.

— Deve ter puxado a mãe, então... Porque, né?— meu pai gesticulou com os dedos, nos fazendo rir.

— TYSON! TEM ESPERANÇA— Bianca gritou, rindo. Tyson se levantou, indo embora, puto. Adolescentes.

— Era pro meu ser maior! Droga de fimose! Era pra ser 35, mas com essa droga de doença caiu pra 31— Jason resmungou. Nico colocou a mão no seu ombro solidário. E Percy caiu na gargalhada.

— Você não tem mais, irmão! É um garoto saudável! Não tanto com eu...— Nico sussurrou, extremamente dramático.— Mas é!

— Ninguém é como você, meu amor— Leo o beijou na bochecha, imitando a voz de Piper.

— Você tem dinheiro! Pode fazer um aumento peniano— Thalia engasgou rindo da própria piada, tossindo.

— Eita, meu amor, tá toda encatarrada— Tia Meg disse, se aproximando do chão e acariciando os cabelos da filha.

— Que momento lindo— Zeus pôs a mão no coração. Thalia lhe mandou um cotoco e espirou.

— Vem, vou fazer um remedinho pra você— Tia Meg prendeu a cabeleira loira, botando as mãos na bochecha da filha e lhe beijando a testa, demoradamente, Thalia corou.

Tirei o celular do bolso, procurando o aplicativo da câmera, antes que elas se soltassem. Consegui dar um cinco clicks.

As duas se levantaram, e foram pra cozinha abraçadas. Meu coração apertou. E eu me levantei também.

— Vou dar uma saída.

...

Vestia um macacão e uma meia 3/4 pretos, os óculos de grau, e coturnos escuros. Prendi o cabelo, enquanto eu pegava o sobretudo amarelo e minha bolsa cabideiro do lado da porta.

Não tinha mais ninguém a vista na sala, nem na cozinha.

Botei a mão na maçaneta, pronta pra sair, porém uma voz me parou. Percy apareceu da varanda.

— Vou com você— falou. Tinha tomado banho, os cabelos estavam quase que comportados, molhados. E usava um suéter bordado bege, puxado nos antebraço, deixando amostra a tatuagem tribal, e bermudas.

Suspirei, derrotada.

— Tenho que resolver alguns probleminhas... E ir no mercado— tentava convencê-lo de não ir. Mas parecia impossível, ele já estava se aproximando.— Tem certeza?

— Tenho. Vou ter que sair de qualquer jeito— pegou a jaqueta de couro no cabideiro, nunca desviando dos meus olhos. E eu me perguntei se existia algum perfume com água do mar.— O terno de ontem era do Poseidon... Sally mandou eu ir comprar um pra mim.

Ele estava todo sexy. Tive medo de me fazer gozar sem me tocar. De novo.

— Poseidon, não!— o mesmo gritou, jogando poker com meu pai, meus tios, Nico e Leo.— Papai!— levantou o dedo autoritário, cortando todo o ar misterioso e sexy que Percy tinha imposto.

Soltei uma risadinha da cara de Percy. Peguei sua mão, entrelaçando nossos dedos, com um sorriso enorme.

— Então, vamos— abri a porta.

Notas finais
ESCOLA??? oq acharam da ideia da Annie? e das famosas Mãos, huh? e da tia Meg e thalia finalmente como mãe e filha? AONDE SERÁ Q PERCABETH VAI? no proximo cap tem mais! gente, bolei uma chantagem muito legal hj! SE EU RECEBER 30 COMENTÁRIOS E 5 FAVORITAÇÕES (vamos fantasminhas, me ajudem) eu mando por MP uma parte que eu goste dos capitulos seguintes, ok?? só se eu receber 25--30 comentários, entendido??