Young Blood
21 Sra. Grace
Notas iniciais
Jason.
Via a cidade brilhante ao longe. Quase lá. Piper dormia ao meu lado, gemendo baixinho.
A pequena caixinha roçava na minha perna. Eu ia pedir hoje. Esperava que estivesse fazendo a coisa certa. Bom, me pareceu certo. Não via minha vida sem ela. Seria um novo começo. E que seja esse nosso destino: amar, viver e acordar sempre juntos.
A olhei pelo canto do olho, dormindo serena, a realidade me tocou. Sua pele bem bronzeada, o nariz bem talhado, os cílios grossos... Seu cabelo clareando naturalmente ao chegar as pontas. Era realmente isso que eu queria pro resto da minha vida. Minha única certeza.
— Eu te amo tanto— sussurrei. Vi seu sorrisinho, como se tivesse ouvido. E voltei a prestar atenção na estrada.
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— Ah,— Piper se jogou, de braços abertos na enorme cama— meus pés doem! Esse hotéis são quilométricos!
Pegamos cobertura luxuosa, parecia mais um apartamento. Tinha uma vista panorâmica de toda a Las Vegas Strip. Até eu queria ficar preso no quarto. Mas lembrei do que tinha de fazer.
— Nem vem— joguei nossas malas no chão.— Não dirigi 4 horas pra você dormir! É Vegas!
Sua carinha de manhosa me fazia perder a sanidade. Essa mulher tem poder sobre mim! Se virou, ficando de bruços, empinando, sem querer, sua bunda no short curto e colado. Deuses, era muito grande.
— Eu to com medo— sussurrou pra si mesma. Senti os músculos relaxarem.
Me sentei ao seu lado. E acariciei seus cabelos repicados, com a típica trancinha, tão macios e conhecidos. Olhou pra mim, seus olhos estavam verdes escuros, pareciam preocupados.
— Você quer voltar?— perguntei me mantendo. Não queria voltar, não queria que sentisse medo. Precisava fazê-la feliz.
Ela sorriu, tentando disfarçar e rapidamente se sentou no meu colo.
— Não mesmo! Eu poderia viver aqui o resto da minha vida. É só que fugir com meu namorado me deixa um pouco... Sei lá! Não é medo... É só...— ri da sua confusão e passei as mãos na sua cintura.
— Aflição?— sua beleza era indiscutível, eu ficava em transe quando ficava muito perto dela, acariciava meu pescoço, envergonhada.
— É, mas... Esquece isso!— tirou sua blusa, deixando bem amostra seu sutiã azul marinho.— Eu quero aproveitar— se aproximou e sussurrou no meu ouvido.— Muito.
Empurrei seu quadril mais contra mim. Senti suas unhas nos meus ombros. Piper era do tipo de mulher discreta pros outros. Nunca quis ou foi de aparecer, era um carma dela ser tão perfeita e filha de famoso. Mas comigo era diferente. Sexy, vulgar, selvagem. Até mesmo mais à vontade. Sorte a minha ter ela só pra mim.
Começou a rebolar e chupar meu pescoço. E eu gemia baixinho, bem excitado. Quando ela queria provocar, não teria nada que fosse a impedir ou pra dar errado. E eu só ia na onda, tirei seu sutiã, e comecei a massagear seus seios quentes. Ela colocou suas mãos sobre as minhas e apertou mais forte, jogando a cabeça pra trás e gemeu alto. Se esfregava em mim, como se tivéssemos transando de roupa.
Suas personalidades eram bem distintas. A menina queitinha e o mulherão enlouquecedor. Como conseguia? Nunca tive ideia. Mas que eu amava? Demais.
De repente, parou e me olhou questionadora, sem falar nada. Se esfregou de um lado para o outro, avaliando algo, e parou de novo.
— O que tem no seu bolso?
Merda, caralho, buceta... O que é que eu tenho na cabeça? Que tipo de merda? Otário, otário...
— Nada, amor!
Arqueou uma sobrancelha, e me fez tirar as mãos dela.
— Então que cara é essa?— não conseguia mentir pra ela.— Não minta pra mim!
Eu sou tão burro assim? Devia ter escondido em outro lugar. Puta que pariu! Ia ser agora, já era, não tinha como voltar atrás. E se dissesse não? O que ia ser de mim sem ela, todos os dias? Para amá-la e mimá-la? Minha insegurança me encheu com tudo.
Respirei fundo, tentando manter a cabeça em ordem, plano falho. Era pra ser especial, e eu vou lá e estrago tudo. Ainda tinha isso. Qual era o meu problema? Esse pedido iria ser uma merda! Ridículo, ela nunca aceitaria! Nunca conseguia fazer nada direito. Muito menos perto de Piper.
— Tem certeza que quer saber?— tentei, vai que desiste.
Me olhou furiosa.
— Não, não, Jason. Eu parei uma transa pra ver o especial de Natal dos Teletubbies.
— Para de ser grossa!— saiu de cima de mim e sentou ao meu lado. Até esse lado grosseiro, assim como o psicótico; eu queria.
— Você ia mentir pra mim, você não mente pra mim...— começou a tagarelar, eu logo tirei a caixinha azul da Tiffany's do bolso e entreguei pra ela, que retribuiu com um olhar confuso. Mais ou menos, ela sabia. Tinha certeza. Meu coração batia rápido, pareceu que ia explodir.
— O que é isso?— me olhou cautelosa.
— Abre— olhei pra caixinha e depois o voltei para seus olhos, azuis como os meus.
Foi só o tempo de piscar e a ver ofegar. Sorri, vendo seu jeito de menina a dominar.
— Eu falei sério quando pedi pra você casar comigo— encarava a caixinha de olhos arregalados e a boca meio aberta, tinha um sorriso ali.
Lágrimas começaram a cair, porém seu sorriso vacilou.
— Você tem certeza que quer isso pro seu futuro?
Assenti, limpando suas lágrimas.
— E você?
— Jason isso é sério— me olhou indecifrável.— Se trata de um casamento... Temos 18 anos. Não é uma coisa normal, sabe? Você não acha cedo?— foi um pouco mais sensata que eu.
Não que ligasse pra isso, eu queria ela. E ponto. Nada mais importava. Pais, escola, dinheiro... Meu amor era bem mais forte que tudo isso.
Acariciei seu rosto, triste. Por que tinha que ser tão inseguro em relação a ela? Me senti acabado por dentro. Eu realmente queria que aceitasse. Ela era mulher da minha vida!
— Olha, se você não quer, posso esperar mais 10 anos, o tempo que você precisar pra estar pronta. Eu só quero você. Só importa você— falei desesperado, e me amaldiçoei por isso.
Riu fraquinho, olhando pra caixinha.
— Eu não disse não.
Comecei a criar grandes expectativas.
— Isso é um sim?
— Bem, não é o pedido normal, pelo fato de eu estar com os peitos pra fora e sermos bem novos...— suspirou, e deu aquele sorriso. O sorriso que sempre fez meu coração bater mais rápido, sentir o frio estanho na barriga. O sorriso que podia curar doentes, separava mares. A minha razão era aquele sorriso.
— Tecnicamente foi você que cagou o pedido. Tinha coisa melhor, eu juro— me defendi.
— Que você ia acabar se atrapalhando porque é o Jason— debochou.— E eu aceitando, porque sou uma idiota apaixonada.
Pareceu parar. Tudo. Sim, aquilo era um sim. Meu coração falhou, e todo meu corpo relaxou, recebendo, mesmo assim, um dose dupla de adrenalina. Não sei bem o que pensava, alguma coisa sobre Pips, claro. Tudo na minha vida se resumia a ela, e agora mais ainda. Ou não, só se tornaria um status.
Soluçou e pegou o meu anel de ouro. Nele tinha escrito Beauty Queen. Tudo havia ficado mais claro. As coisas começavam a fazer sentido. E eu ia começar uma vida de verdade com Pipes. Só eu e ela. A nossa história. Eu faria de tudo para ser eternizada.
Colocou-o devagar no meu dedo, e depositou um singelo beijo. Me entregando a caixinha e eu peguei seus anéis. Era um conjunto triplo, o primeiro tinha brilhante das cores dos seus olhos em sua volta, o segundo um diamante central e o terceiro igual ao meu, liso de ouro.
— Blond Superman— falou pegando o anel na minha mão para ler o que tinha dentro, e rimos juntos.— Eu adorei.
Coloquei os anéis no seu anelar esquerdo, e depositei um beijo ali, subindo devagar até chegar no seu pescoço. A deitei na cama, e segurei seu rosto.
— Você é tudo de mais valor que eu tenho, Pipes— acariciei seus cabelos.
Ela riu, e mordeu o lábio. As lágrimas começavam a rolar com mais intensidade, e tentava enxugá-las, sem sucesso. Tirou as mãos de mim e escondeu o rosto, soluçando forte.
— Ah, deuses...— espiou através das mãos.— Não me olha assim!— deitei ao seu lado, frente a frente, entrelaçando nossas pernas e mãos.
— Assim como?— sorri satisfeito.
— Convencido,— deu um leve soco no meu braço— e com esse sorriso lindo que sabe o efeito que causa em mim.
Ri da sua carinha de desesperada.
— Merda!— suspirou.— Eu te amo pra caralho!
A felicidade não cabia em mim. As coisas finalmente estavam dando certo. Meu estômago pesou e aproximei nossos lábios.
— Diz de novo.
Olhou pra minha boca, agarrando forte minha nuca.
— Eu te amo pra caralho! Satisfeito?— eu assenti, muito mais que satisfeito e me beijou.
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— Vamos descer! Aqui no Palace tem Dior! Até uma Marc Jacobs! Tem milhões de lojas, e só comprar um vestido branco que goste!— falei, esgotado e eitado na cama, esperando pela noiva. Literalmente. Eu já estava pronto, apenas uma blusa branca de botões, uma gravata preta e calça.
— Meu pai confiscou a carteira também! To sem um puto no bolso, e outra, posso dar meu jeito aqui.
— Piper, eu vou comprar o vestido! Pelo amor de Zeus, mulher! Se eu não puder comprar o vestido com a mulher que vou casar... Nem sei se mereço casar— falei.
— Já era! Você é meu, sem devoluções— a vi entrando no quarto com uma lingerie branca de renda. Os cabelos em cascatas caindo aos ombros.
— Por mim você ia assim mesmo— sussurrei pra mim mesmo.— Eu realmente peguei o pacote completo. Gostosa, transa bem, inteligente...
— Me poupe!— abanou a mão.— E não vamos começar essa relação com você me sustentando!
Passou direto por mim e se agachou, procurando algo na mala, no chão do meu lado da cama. Olhei sua bunda, dois enormes melões, fiquei hipnotizado.
— Sabia que tinha trazido!— se virou pra mim.— Você está falando com sua esposa, bebê!— abriu os braços e me olhou like a boss.
Se levantou e correu até o banheiro de novo. Fiquei rindo abobalhado dela.
...
Quarenta minutos trancada no banheiro, com pode, Zeus?
Ouvi a porta destrancar, e ela sair. Me levantei eu um pulo.
Sem deixar nunca o estilo e a elegância. Essa era minha noiva. Tinha acertado em cheio. Por mais que não fosse a beleza que mais valorizasse.
O cabelo preso em um coque desajeitado, a maquiagem, de algum modo, realçando sua beleza. Um cropped com franjas, uma saia rendada branca e dourada e um salto listrado das mesmas cores.
— O melhor que eu pude fazer por você— deu um giro com as mãos na cintura.
— Foi o melhor mesmo! Você fica muito gostosa com batom escuro— puxei sua cintura mais pra mim.
— Agora não!— se afastou de mim.— Pode fazer tudo que quiser depois. Você arranjou a capela?
— É claro que eu já tinha visto isso antes, né?— me pareceu questionadora.
— Como tinha tanta certeza que eu ia aceitar— acariciou meu peito, contendo um sorriso.
— Eu não tinha.
...
— Piper se controla— não parava de rir um segundo se quer. Batia seu buquê de tulipas roxas na perna não conseguindo parar nem respirar. Eu não estava em uma situação melhor.
Havia alguns olhares feios dirigidos a nós da fila pro matrimônio. Ah, mais qual é! Éramos adolescentes bêbados prestes a casar.
O lugar era todo rosa e vermelho cheio de flores, tutus e babados. Bem broxante, mas melhor do que nada.
— O CARA...— apontou pro juiz de paz franzino se desequilibrando, caindo de bunda no chão. Rimos um pouco alto demais— parece o carinha do Os declaro marido e Larry— soltou uma risada medonha e me puxou pra o chão ao seu lado.
Nos aquietamos, ainda com a respiração pesada de tanto rir.
— Vamos nos casar!— falou incrédula.
"PRÓXIMO"
— Sua chance de voltar, amor— brinquei.
— Vem...— se levantou cambaleante e me puxou, segurando forte, como se fosse fugir. Ajeitou o arranjo de flores na mão.— Pronto pra ser meu pro resto da eternidade?
Andamos até o cara segurando o riso.
— Sem dúvidas, Sra. Grace— bati na sua bunda e apertei. Deu um gritinho, tapando a boca com a mão.
Havia pequeno elevado, com um púlpito e um arco de flores, extremamente colorido.
— Boa noite, pombinhos...— mordi forte o lábio para não gargalhar na sua frente. Ele tinha cabelo de cuia com uma careca bem no centro da cabeça, os óculos gigantes e grossos em contraste com seus pequenos olhos e o nariz enorme de batata.— Querem uma bebida pra fazer isso?
— Sim!—respondemos em uníssono.
— Brenda! Traga a tequila!
Procurei a tal de Brenda, olhando para os lados, e uma anã de cabelos cacheados apareceu correndo correndo de uma das cortinas com uma garrafa, se vestia como o gangster. Piper cravou as unhas no meu braço para não ri, e eu já estava preocupado mais com a dor. Brenda, a anã, deu a garrafa a Pipes.
— Você vai precisar— saiu correndo de volta, senti Pipes me dar o buquê, e o segurei. Voltei meu olhar a ela e, virava a garrafa goela abaixo.
— Ei, deixa um pouco pra mim— arranquei a garrafa da sua boca, já pela metade, trocando as coisas em nossas mãos e tomei o resto. Sentindo meu corpo queimar, e tudo rodava.— Aaah,— dei pulinhos— essa é das fortes.
Apertei os olhos.
— Porra!— Pipes fez uma careta, desgostosa.
— Merecem! Não pensei que fosse tomar tão rápido, mas tudo bem!— o juiz de paz falou com a voz anasalada.— Mi nombre es Diogo! Quantos anos vocês tem?
— 19.
— 18.
Falamos ainda com o gosto amargo da tequila na boca.
— Vocês tem noção do que é o casamento? Sabem que todas as informações que preencheram na entrada vão para o estado que vocês pertencem? Isso é sério mesmo.
Abanei minha boca agora ardendo. Piper apoiada nos joelhos falou impaciente.
— Dá pra ir mais rápido?
Diogo levantou as mãos em sinal de rendição.
— Ok, ok!— abriu um grande livro grande em cima do púlpito.— Jason, certo?
Assenti.
— As alianças.
As entreguei com dificuldade. Porra, o que tinha naquela bebida?
— Isso é caro, hein? Sortuda— olhou pra Pipes, escorada em mim.
Ela o olhou feio.
— Ok! Voltando...
"Jason Grace aceita Piper McLean como sua legítima esposa?"
A olhei, e entrelacei nossas mãos.
— Eu aceito— falei sem tirar os olhos dos seus, agora castanhos claros.
"Piper McLean— arregalou os olhos pro sobrenome dela, e a encarou. Ligando os fatos, Pips se remexeu desconfortável— a-aceita Jason Grace como seu legítimo esposo?"
Fez uma cara estranha e soltou um arroto, considerado bem alto, esfregando a barriga. Gemeu em desgosto. E olhou pra mim, debochada.
— Não vou fazer desfeita.
Ri da sua cara.
— Os votos por favor...
— Ih, fiz isso não!— Pipes falou alterada, dei um beijo na sua têmpora.
— Deixa que eu falo— eu a virei de frente pra mim lutando pra sair a coisa certa, segurei suas mãos bem forte e soltei o ar pela boca.— Nossa história começa a muito tempo atrás...
Ela sorriu brilhantemente.
— Demos nossos primeiros passos juntos. Brigamos juntos, brincando juntos. Sabe o que é curioso? Eu não lembro nem do que eu almocei...
— Verdade— assentiu furiosamente, deixando escapar alguns fios de cabelo.
"Mas eu lembro de cada sorriso, cada, abraço, cada detalhe sobre você. Às vezes me pego olhando pro nada, pensado no teu beijo, nos teus olhos, que nunca soube a cor direito— ela riu, já chorando— mas que me deixam hipnotizado. Eu tive a certeza de que me casar com você, porque eu não me canso. Talvez eu tenha uma obsessão. Tipo uma Pipermania. Eu não sei. Eu só te amo muito mais do que deveria. Eu sei que fui péssimo, não sabia que tinha que fazer textinho meloso."
— Espera,— limpou um fio de catarro na sua saia.— Eu estou me sentindo uma vaca. Eu não fiz nada! Eu nem sabia, a alguns dias, que pretendia a ter um futuro comigo. Eu me sentia tão boba em pensar em nós dois em uma casa cheia de filhos...— abaixou a cabeça envergonhada e sorriu olhando para os sapatos, sorri mais ainda— quando você insinuou ter alguma coisa a mais que um simples namoro de colegial, caralho, eu me senti tão completa e feliz, eu podia vomitar arco-íris!— intensificou o aperto de nossas mãos e me encarou profundamente.— Por que eu te amo! Eu não sei como, você é tão lento e preguiçoso, que dá dó. Tão leve e zen, eu amo até essa sua calmaria excessiva. É estranho darmos certo, porque somos extremos, eu a psicótica e paranóica e você... Tranquilo. Mas é um estranho gostoso. E põe gostoso nisso— balançou as sobrancelhas maliciosa.
— Tá vendo isso, Brenda? Isso é amor! Eu queria tanto isso— fungou diversas vezes, ao lado de Brenda, alisou o blazer branco, recompondo-se.— Pelo poder investido em mim pelo estado da putaria e por Deus, eu os declaro marido e mulher. Agora as alianças— gesticulou.
Brenda veio até nós com uma almofada de seda rosa e nossos anéis. Assim que terminei de colocar o seu, a puxei pro melhor beijo da minha vida.
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Entramos em um cubículo com um painel de LV, acho que era para fotos. Brenda, que segurava as flores, subiu em uma escadinha em frente da câmera.
— Façam poses legais...
Piper me puxou pela gravata sorrindo maliciosa. Click. A virei, roçando sua bunda em mim e a inclinando pra frente, fiz a careta do orgasmo enquanto ela coloca a mão na boca como se fosse santa. Click. Fiquei atrás dela, apalpando seus seios. Click. Dei um beijo no seu pescoço. Click. Olhamos a câmera, tirando uma foto normal, sorrindo, a olhei perdido, ouvi as mais fotos sendo tiradas. E a beijei de novo.
Uma onda de calor percorreu meu corpo, apertei mais sua bunda contra mim. Nossas línguas se mexiam em uma dança antiga, mas tão gostosa quanto da primeira vez.
Compramos todas as fotos, e saímos da pequena capela rosa em direção a LV Boulevard. As luzes quase nos cegaram, eu amava aquela cidade. Uma música começou a ecoar em toda a rodovia.
Passamos em frente o Aria, caminhando até a Stratosphere. A calçada estava abarrotada de gente. Pensei em pegar um ônibus, era muito grande o percurso.
"All I know is there's something about ya'
Got me feeling like I can't be without ya'
Anytime someone mentions ya name
I be feeling as if I'm around ya'"
Piper cantou junto. Pegou o boné de um cara qualquer e colocou na cabeça, ele piscou pra ela. Ri das suas dancinhas.
"Think of ya' when I am going to bed
When I wake up, think of you again
You are my homie, lover, and friend
Exactly why, you light me up inside
Like the 4th of July
Whenever you're around, I always seem to smile
And people ask me how, well you're the reason why
I'm, dancing in the mirror
Singing in the shower
La da de, La da da, La da da
Singing in the shower
La da de, La da da, La da daa
Singing in the shower"
A música acabou e saiu de perto de um grupo de mulheres com quem estava dançando. Se aproximou de mim, com o boné virado pra trás, dando o seu verdadeiro charme. Me deu um selinho.
— Essa vai ser nossa música agora.
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