Young Blood

38 Que atrevida!


Notas iniciais
acho q vou demorar mais pra postar de agr em diante ou fazer caps que acabem escrotamente! pedi 15 comentarios e pela primeira vez da historia ganho 21!!!!!!!!!! estou orgulhosa! de mim... e dos meus youngers favoritos q botaram a mão no teclado pra me dar aquela força.... gente fiquei tão feliz, que quando acessei minha conta e via essas beldades quis postar todos os caps q já escrevi. estou felicíssima e por favor continuem assim LIA CHASE, MEU AMOR, MINHA VIDA, MEU ANJO E MORADIA, VC QUER ME INFARTAR DE EMOÇÃO?????? TITIA EVERY TÁ VELHA PRA TANTOS SENTIMENTOS.... CHEGA AQ DO NADA, MANDA UM COMENTÁRIO E NO OUTRO DIA JÁ ME RECOMENDA? TOMEI UM SUSTÃO.... e que recomendação foi aquela??? cap só pra vc e seu carinho que amolece meu coração e me faz corar... quando eu li fiquei até ofegante.....KKKKKKK, um beijo e um queijo pra vc, nega e nunca desapareça ejoy, guys

Why am I so emotional?

No, it's not a good look

Annie.

Meu peito e estômago queimava. E minha mente estava escura. Cambaleava um pouco, sentindo as pernas formigarem, e os braços também. Podia cair dura no chão. Não devia ter fumado aqueles enroladinhos no caminho pra casa.

Mas ao olhar aquela carinha...

Queria soltar uma bela duma gargalhada.

Mas não era tão cara de pau assim. Só um pouquinho.

Percy estava frustrado. Quer dizer, frustrado era eufemismo. Ele estava muito puto mesmo. Toda vez que lhe olhava discretamente, tinha uma careta de impaciência.

Ao largar Leo, caminhei em sua direção, aliviada. Minha brincadeirinha também me incomodava, mas nada me tiraria o gostinho de vê-lo emburrado. Ele ficava tão lindinho. As sobrancelhas franzidas e um biquinho mordível. Levantou o olhar do celular, vendo eu me aproximar. E não pude conter o sorriso ao fitar seus olhos angustiados. Não que eu gostasse de maltratá-lo, mas como disse Stephen Chbosky nós aceitamos o amor que achamos que merecemos, e Percy gostava do jogo, não admitia ou nem mesmo se tocara por ser lerdo, mas adorava ser feito de capacho.

Eles estavam como eu lembrava. Dois mares caribenhos, reluzentes, verdes vívidos...

Continuavam ofendidos.

— Sempre deixo o melhor por último, Percycho— dei de ombros. O esperando levantar pra falar comigo. E o fez de prontidão, ainda zangado.

— Você é uma pessoa horrível. De verdade— meu sorriso aumentou. E eu pulei nos seus braços queimados pelo sol. Que me corresponderam com tanto carinho que me pus a chorar. Instantaneamente. Do nada. Podia até ser a dona do capacho, mas não conseguia ser durona por muito tempo.

Percy me sustentava no ar. E eu enterrei meu rosto no seu pescoço quentinho. Ele tinha cheiro de maresia. Se impregnava no seu cabelo e roupas. Queria passar as mãos em todo sua pela macia, mas elas estavam firmes em volta dele. Como se pudesse fugir a qualquer momento. Eu não podia deixar.

E o sentimento era recíproco. Minhas costelas iam se quebrar como palitos de dente de tanta força que ele me abraçava. Cerrei os olhos com força, deixando lágrimas escorrerem. Meus lábios tremiam.

Tudo isso era amor?

Saudades?

Eu sentira tanta saudade?

Como tudo pode me atingir tão em cheio assim?

Por que só foi doer quando eu o vi? Por que só foi surgir efeito agora?

Droga, doía tanto.

Por que ele tinha que ser tão ele?

Como ele cheirava a mar no meio de Paris?

Por que tinha que ficar tão bronzeado e lindo? Por que não podia ficar gordo, feio e rabugento?

Por que eu tinha certeza que continuaria o amando mesmo gordo, feio e rabugento?

O que eu sentia era amor?

E que sensação era aquela de insuficiência?

Como queria mais, se ele estava ali, só pra mim?

Por que eu tinha que ser tão idiota para não agarrá-lo com unhas e dentes?

Por que ele tinha que ser tão forte e charmoso como um surfista?

E por que eu tinha vontade de usar uma coroa de flores, vomitar arco-íris e cantar Taylor Swift toda vez que o visse? Como uma garotinha indefesa em busca do amor verdadeiro.

Era tanta coisa que eu não conseguia ordená-las. Muito menos perto daquele furacão negro perfeito.

Meu cérebro deu curto circuito.

E explosões coloridas pipocaram no escuro da minha vista.

Por que não era mais fácil?

Qual era o meu problema?

Por que eu não podia simplesmente beija-lo?

E dito que era só meu, pra sempre, e não tinha mas's? Ou vírgulas? Ou ou's? Era apenas e viveram muito mais que felizes?

Merda!

Eu queria tanto poder estar dentro de uma simples história clichê e apaixonante em que as coisas dariam certo no final e os personagens nunca morrem nas nossas mentes. E as pessoas recriam e criam novas contos com eles.

Por que eu não podia ser apenas um personagem de um livro?

Os braços começaram a formigar, e a ficar fora do alcance do chão me agoniava. Mas não significava. Eu estava em seus braços. Isso importava mais que tudo. Nem se começasse a chover pizza eu sairia dali. Oras! Eu acabara de voltar!

O apertei com o restinho de força que ainda tinha, a raspinha. E Percy com toda sua força, me esmagou contra ele. Abraçava minha cintura pequenininha, a rodeava inteira. Eu estava respirando precariamente.

Quanto tempo ficamos ali?

Milênios?

Milésimos?

Cheirou meu pescoço. Bem na tatuagem. Covarde!

Soltei uma risadinha. Ainda chorando.

Como eu conseguia sentir esse tsunami de sentimentos e não cair desmaiada?

Por que eu estava com raiva? E de mim mesma?

Será que era o fato de eu ser tão emocional perto dele?

Não, isso não era nada bom!

Emoções demais trariam problemas demais. Mas... Percy não deixava de ser problema. Era um fardo, não tinha pra onde correr. Essa era a verdade. E aprendi comigo mesma que isso não me impediria a nada.

Ele era meu problema. Meu problemão. Desde de o início.

Meu! E meu. E só meu!

Senti a mão dele pressionada na minha costa.

Aquele abraço era dolorido. E tão bom! Merda! Tão bom.

Tinha gosto de casa.

Era como encontrar roupas limpas na gaveta. Ou chegar em casa da escola e sentir o cheirinho de almoço. Ou deitar numa cama quentinha depois de um dia longo. Tomar um banho quente depois de sair do mar.

Era como ligar rádio e ouvir música que tanto quer ouvir. Era como saltar de paraquedas direto para travesseiros gigantes e confortáveis. Era como os cookies da Tia Sally. Ou a lasanha de Hazel. Era como banho de chuva. Cafuné de mãe. Pão quentinho e perfume dormido.

Era como abraçar Percy.

Abraçar mesmo.

Eu estava totalmente enrascada. Tudo piorava. Uma lama movediça... Eu me afundava em Percy e sentimentos perigosos.

Ok! Eu era tarada um perigo. E completamente tarada em Percy. E atraía problemas como imã atrai metal. E Percy era uma puta moeda de um dólar.

Ri um pouco. Esquecendo tudo ao redor. De novo, entramos no nosso próprio mundo.

— Como assim você fez uma tatuagem? E não me falou?— perguntei, cansada, na sua nuca, minha voz saiu abafada. Não consegui pensar em nada melhor pra dizer.

Percy me levantou mais, me deixando mais confortável no seu corpo, ajustando ao seu formato. Já que eu era o Bilbo Baggins e ele o Gandalf.

Quis me dar um tiro por essa analogia escrota e nerd. Eu nem era tão baixa.

— Nada de mais— respondeu passando o nariz atrás da minha orelha.— Fiz em São Francisco.

— Aiai... Californianos...— suspirei, brincalhona.

— Patético! Patético! Eu não acredito que perdi meu namorado pra essa enrolação!— Calipso fez questão de furar nosso mundinho. Vadia! Quis pisá-la como uma barata voadora e asquerosa. O pior de tudo era que ela estava certa. O que fazia meu ódio multiplicar-se como filho de pobre. Droga. Estava cheia de analogias desnecessárias.

Me desvencilhei de Percy num movimento só, esquecendo as lágrimas, a saudade e o enjoo momentâneo. Fazendo questão de parar tudo que eu estava fazendo, por mais que fosse um esforço da porra, pra dar uma mijada nessa tentativa catastrófica de luzes loiras. Se a Hazel visse isso, ela ia parir mais cedo. Mas ia parir um alienígena de bolinhas roxas e vermelhas.

Fiquei de frente pra ela. Sendo alvo de olhares curiosos. Percy abraçou minha cintura, de novo, mesmo de costas, e beijou o topo da minha cabeça. Intensificando meu tamanho. E ela era alta. Ai, que ódio! Mesmo assim, sorri vencedora. Como se fosse uma disputa por garotos. Só que eu tinha ganhado desde o momento que eu me inscrevi, para sua infelicidade.

Nos olhos castanhos, um pouco longe de mim, dava pra ver o veneno. Que atrevida! Como tinha coragem de falar isso na minha casa! A maquiagem tava ocupando o espaço da vergonha na cara?

— Desculpe, querida. Não pude ouvir daqui. Sua insignificância é tão aguda que se afogou no meu ego enorme— segurei os braços de Percy, o protegendo do inimigo.

Todos gargalharam. Tyson aplaudiu. Meu bebezinho.

— Essa é minha Annie, meu povo— Jason bateu as mãos na coxa, rindo.

— Já me apaixonei por você, Annabeth— Leo falou. E eu lhe mandei um beijinho, rápido, no ar.

— Sua grossa!— ela resmungou, com o seu novo nariz franzido. E eu quase puxei a coitadinha da Rach dali. Até ela ria.

— Grosso é o que você precisa...— parei meu discurso. Lembrando naquele dia na praia, o 4 de julho. Sorri perversa.— Quer dizer, me engano, o que não precisa, né? Me ajude a contar quantas vezes já traiu seu namorado... Vamos lá, eu tenho dedos suficientes pra isso?— me fiz de boba. Um uhhh ecoou. Oh, povinho pra gostar de um barraco.

Ela se engasgou com o ar. E virou os olhos pra Percy.

— Você vai deixar ela falar assim comigo?— o fitou, ofendida.

Percy cutucou a lateral do meu quadril, com pouco caso.

— Para, vai!— seu tom estava mais pra faça o que você quiser, de preferência me beije, ok?

— Continua, Annie, minha deusa!— Tyson abriu os braços, sacaneando ainda mais Calipso.

Só faltava a pipoca pra eles... Porque, né? Jogados nos meus sofás, assistindo de camarote!

— Annie, casa comigo, e juntos detonaremos a Rainha da Arrogância! Vulgo Calipso Atlas, a dragoa soltadora de chatice— Leo se pôs em um joelhos, me fazendo rir e Percy me puxar mais pra ele.

Antes que pudesse responder, Nico o empurrou com o pé, e ele caiu duro no chão.

— Nunca mais jogo Mitomagia contigo, seu puto!

— Sai daí, Valdez!— Nico gargalhava de um Leo cambaleante.

— Foi só essa aí chegar que todo mundo começou a me odiar— Calipso fez um biquinho enjoativo.

— Onwww! Eu vou chorar de comoção— Connor colocou a mão no peito. Miranda lhe deu um tapão.

— Relaxa, amiga— Rach estava vermelha de tanto rir. Ela era super gente fina! Como podia andar com Calipso? E ser amiga? Deuses!

— Olha o papo!— Will comentou, tirando os olhos, finalmente do celular.

— Eu já te odiava antes— Tyson deu de ombros.

— Bate, garoto— Leo trocou um soquinho com o outro.

— Claro que não, Cali! Eu adoro você!— Bianca falou.

Nada mais que uma traidora. Me abandona por safáris e defende aquele projeto de cascavel. No fundinho da alma, me senti rejeitada.

— Eu moro na Inglaterra! Então, nem vem!— Miranda se defendeu.

— Eu poderia dizer que isso não é verdade... Mas eu não quero problema, então...— Percy começou a falar, e imediatamente me soltei dele. O sorriso de Calipso me destroçou, e eu queria matá-la. E matá-lo. Como que ele dava moral pra mim, e depois pra ela? Não podia ter um meio termo. Bleh! Era patética! Nós vivíamos num meio termo.

Provavelmente, fiz a careta mais amarga de consegui. De frente pra Percy, com o orgulho ferido, levantei as mãos, na defensiva.

— De bobs! De bobs mesmo, falow!— disfarcei minha frustração nível extreme. Evitando seu rosto. Ele tentou me agarrar, mas eu recuei.— Com essa até me retiro! Mas com muito estilo!

Chutei o ar, dando um giro, e ficando de costa pro corredor, continuando com um moonwalk perfeito. Tinha que fazer uma gracinha pra sair por cima. Lembro de quando Pierre me ensinou a fazer, pela primeira vez.

Ouvi assobios divertidos, e leves aplausos. Antes de eu desaparecer corredor a fora, Calipso se pronunciou.

— Por que você não gosta de mim?— ela perguntou, talvez, só talvez, tristonha. Quebrei toda minha vibe Michael Jackson, para dar atenção a ela. Mas aí, eu lembrei de o quanto ruim ela era. E ri, histericamente.

— Por que eu odeio você? Ah... Eu eu não odeio você! Eu não odeio ninguém!— cofcof mentira cofcof.— Sou um amorzinho, pergunte do seu ex-namorado— apontei pra Percy, naturalmente.

Ela revirou os olhos.

— Por que você me trata mal?— insistiu, inconveniente.

— Deus do céu, Cali! Para com isso— Rachel pediu e dirigiu seu olhar a mim.— TPM, gente! Liga não!

— E entramos num assusto super incomodo— Nico suspirou.

— Mas a Annie vai fazer o favor de responder— Katie sorriu, patética, pra mim. E me encostei no batente do arco do corredor, entediada.

— Calem a boca, puta merda!— Octavian resmungou. Priminho meigo esse. Ele estava deitado, tentando dormir. Pressionou uma almofada lilás na cabeça.

— Cala a boca, você— Percy retrucou, impaciente. E novamente, desconfortável. Bem feito. Ninguém mandou abrir a boca pra falar merda.

— Agora, fiquei curioso!— Jason me olhava com a mão no queixo, questionador, alisando uma suposta barba.

— Fala!— Tyson pediu, com um biquinho.

Girei um dos quinhentos anéis que tinha na mão direita. Calipso ainda estava determinada a saber sobre o assunto. Dava pra ver as faíscas do nosso contato visual.

— Você me esnobava... Me chamava de gorda e roubava meus doces. Uma perfeita megera— falei, simplesmente.— Por isso não vou muito com sua cara. Mas odiar... Nah— abanei a mão.

— Mas você é gorda— ela fez um cara de desculpe pela verdade.

Arregalei meus olhos, cética e não evitei uma gargalhada. Essa garota era inacreditável. Percy, de pé, me olhou em advertência. E os outros reclamavam com ela.

Eu achava graça. Só isso.

— Sou gorda! Sei disso! Às vezes, sinto dor na coluna de tão grande que meus peitos são— gesticulei perto dos mesmos, intensificando a frase.— E minha bunda? Dá um ódio, minhas calcinhas descosturam, porque, velho, é gigante!— mexi nos cabelos, desconfortável. Olhando os sorrisos masculinos e pervertidos. Parei em Percy, que digeria meio incrédulo.— — E também estou satisfeita com meus sutiãs 46 e calcinhas XXL— sorri, maliciosa e vencedora.

Ele engasgou surpreendido. E voltei para Calipso. Tinha a boca em um perfeito O.

— Você usa 46?— suas sobrancelhas estavam franzidas.

— Uso— assenti.— Você queria ser gorda agora, né? Você oferecia seus peitinhos infantis pros homem que se relacionava? Deuses, que mal gosto deles. Apalpar osso não é muito agradável. Mas já que gosta de uma coisa falsa, bem que poderia colocar um silicone, sei lá— me virei, indo pra meu quarto, sem esperar reações. Fiz questão de empinar e rebolar de leve enquanto andava.

— Annieee! Calma, não vai, não!— Tia Sally apareceu na varanda, me chamando um pouco inquieta. Voltei alguns passos. Agora, quem estava ficando frustrada era eu.

— Poxa! Acabou com a minha saída triunfal— fiz um biquinho e ela riu, elegantemente. Os cabelos enrolados negros e volumosos lembravam a minha mãe e o vestido longo azul escuro a deixavam como a mulher de um deus.

— Você vai no jantar com a gente, né? Lá no Alain Ducasse. Vai todo mundo e...— comentou, ansiosa. Seus olhões castanhos eram hipnotizantes.

Mas minha careta de desanimo a afetou.

— Acho que não, tia Sally— quase reconsiderei, ela fazia uma rosto de decepção igual o de Percy.

— Não acredito! Você acabou de chegar e já vai pular fora? Seu pai fechou o salão principal pra toda família!— só faltava bater o pé no chão e espernear como uma criança.

— Annabeth é uma pessoa ocupada! Ela é uma celebridade, tia. Não tem tempo pra esses jatarezinhos de família— Travis esnobou, sacana. Mandei-lhe um cotoco.

— Ela vai é dormir!— Bianca abanou a mão.

— Não duvido, não!— Rach riu.

— Voltem pras suas vidinhas medíocres! O papo é reto— apontei o indicador pra mim e Sally.

— O que você vai fazer que é mais importante que a sua família, mocinha?— ela colocou as mãos na cintura, agindo agora como uma mãe. Ameaçadora.

— Ferrou! Sai de fininho, Annie!— Tyson sussurrou gritando.

Merda... Estava ponderando isso mesmo. Sally estava até de aproximando. Mas eu não podia cancelar o que tinha pra fazer hoje à noite. Não mesmo.

— Eu vou sair com um amigo— falei baixinho, me encolhendo.

Um Ihhh safado ecoou.

— Amigo?— Percy estava sério.

— Calado, seu Greyjoy, traidor!— o olhei brava.

— Greyjoy nascido nas Ilhas de Ferro!— levantou a mão, diplomaticamente, orgulhoso. E fez uma careta de desprezo.— Diferente dos Lannister esnobes e manipuladores. Traiçoeiros! Sei reconhecer uma de Casterly Rock.

Botei a mão no peito ofendida. Abri a boca em um O.

— Traiçoeiros?! Injúria! Um Lannister sempre paga suas dívidas!— modo defensivo: on. Forcei ainda mais meu sotaque.— Não temos culpa de sermos abençoados por todos os deuses! E termos uma inteligência superior de um...— o avaliei dos pés a cabeça.— Pirata.

Semicerrou os olhos, desafiador.

— Vejo que o pirata aqui é mais preferível do que um maneta!— riu da minha careta. Como ele ousa... Cerrei os punhos preparada pra defender a honra da minha amada família. Eu daria da cara dele.

— Um amigo é mais importante que sua família?— a voz de Sally se sobressaiu, nos fazendo parar com a discussão sobre As Casas. Cruzou os braços acima do peito.

Recuei alguns passos.

— Na verdade, eu não o vejo faz tempo! E, realmente, preciso vê-lo— gaguejei um pouco, ela me deixava nervosa. Ainda mais o olhar inquisitivo.

— Que amigo?— Percy insistiu.

— Annie e seus amigos— Jason insinuou algo.

— O veja outro dia!— argumentou.

— Vamos eu e Thalia, já tá combinado, e ele vem de passagem, não sei quando vai embora. Ele é muito importante, eu não posso!— continuei, cautelosa e pidona.

Fiquei impressionada com a mudança de clima e humor da sala.

— Importante, é?— Percy murmurou.

— É o Grover, cacete!— gritei, impaciente, e ele relaxou, imediatamente.

Grover era um antigo amigo de acampamento em Long Island. Falava com ele até hoje. Ele era especial. Meio franzino e muito engraçado, ele era alguns anos mais velho. Durante algum tempo nós passamos a nós visitar, principalmente, eu e Percy, que lógico, éramos mais próximos dele.

Li a expressão de Percy e Sally. E de quase todo mundo na sala. Saudades e euforia.

— Grover!— Percy levantou as mãos, em êxtase.

— Grover?!— Nico arregalou os olhos, risonho.

— Grover?— Leo e Jason ficaram confusos.

— O Grover!!— Miranda e Katie suspiraram como menininhas.

— Grover!— Tyson e Will gritaram, e pareciam ter brindado em sua homenagem.

— O Grover, gente— Rachel batia palminhas.

— O Grover— Travis e Connor gargalharam.

— Quem é Grover?— Calipso perguntou.

— Grover— Tia Sally sussurrou.— Tá explicado!— pareceu pensar por alguns segundos.— O chame pra ir conosco hoje! Isso! Problema resolvido! Mande uma mensagem pra ele! Por nossa conta, Poseidon e Fred ficarão tão animados...

Notas finais
personagem novo!!!!!!!!!!!!!!!! pensou q eu ia esquecer do Grover? logo do nosso sátiro favorito e comedor de latas de coca diet?? n, msm... além de q ele futuramente vai desempenhar um papel importante. falow, galerinha. e vcs já sabem né?? mas dessa vez quero 20 pra postar ouviram? só posto cm VINTE OU MAIS QUERO FAVORITAÇÕES E UMA RECOMENDAÇÃO SE N FOR CAIR A MÃO BJBJ, COM AMOR, DREW